Resenha
do livro “MAIGRET E O CLIENTE DE SÁBADO”, de Georges Simenon
Simenon é mestre. Sempre que pego um de seus livros para ler, sei que terminarei a leitura um pouco mais feliz e encantado pela sublime magia da literatura, capaz de nos fazer viver tantas vidas em uma só vida. E a cada vez fico um pouco mais fã do querido Maigret, o mais humano dos grandes detetives da ficção!
Além de suas insuperáveis descrições de cenário, em que cada objeto parece ganhar vida ao interagir com os personagens, ajudando a criar um clima dramático inimitável, Simenon é único também ao criar personagens tão intensos que passam a viver na memória afetiva do leitor por longo tempo depois de terminada a leitura. Esse é certamente o caso de Léonard Planchon, o tal “cliente de sábado”, que vai procurar o Comissário Maigret para fazer uma insólita confissão:
“— Minha
intenção é matar duas pessoas, minha mulher e seu amante. Preparei tudo para
essa finalidade, considereis os menores detalhes para não ser preso...”
Mais vívida ainda é a mulher de Planchon, Renée, descrita como um policial como “mais fêmea que mulher”. E o envolvente drama vai progredindo inexoravelmente, arrastando tanto Maigreit quanto nós, leitores, que nos solidarizamos com a agonia do comissário e não conseguimos repousar a mente enquanto não chegamos até o fim do mistério.
Esplêndido!
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Fabio Shiva é
escritor, músico e produtor cultural. Publicou livros de gêneros diversos:
romance policial, ficção especulativa, contos, crônicas, infantojuvenil e
poesia, além de várias antologias como organizador. Ghost Writer com
seis livros publicados.
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