sexta-feira, 5 de junho de 2020

JUBIABÁ – Jorge Amado



Esse livro é impressionante por muitos motivos. Publicado em 1935, foi o quarto romance de Jorge Amado, quando o autor contava apenas 23 anos. Trata-se de um dos primeiros romances brasileiros que tem um negro como protagonista – e não se enganem, não é o Pai-de-Santo Jubiabá, mas Antônio Balduíno, aventureiro, imperador mendigo, sambista, boxer, lavrador e, finalmente, ativista político. E por falar em Jubiabá, esse também é um dos primeiros livros a descrever de forma consistente alguns rituais e tradições do candomblé.

Aqui, nesta obra de juventude, é possível perceber em nível embrionário alguns dos elementos mais marcantes da prosa de Jorge Amado, esse Avatar da Literatura Mundial que escolheu a Bahia como cenário de sua manifestação. Se ainda não alcançou a sublime perfeição de obras como “Tenda dos Milagres” e “Os Pastores da Noite” (só para citar histórias que trazem heróis do povo, assim como Antônio Balduíno), e aqui e ali se deixa seduzir por ingênuas passagens panfletárias, o autor já permeia as páginas de Jubiabá com um inconfundível perfume de dendê. Não o dendê real, do tabuleiro da baiana, mas um dendê imaginário, literário, lírico, que só existe na Bahia inventada por Jorge Amado.

Salve Jorge!



\\\***///

FAVELA GÓTICA liberado na íntegra no site da Verlidelas Editora:

Durante esse período de pandemia, em meio a tantas incertezas, temos uma única garantia: a de que nada será como antes. Estamos todos tendo a oportunidade preciosa de participar ativamente na reconstrução de um mundo novo, mais luminoso e solidário.

O livro Favela Gótica fala justamente sobre “a monstruosidade essencial do cotidiano”, em uma história cheia de suspense, fantasia e aventura. Ao nos tornamos mais conscientes das sombras que existem em nossa sociedade, seremos mais capazes, assim como a protagonista Liana, de trilhar um caminho coletivo das Trevas para a Luz.

A versão física de Favela Gótica está à venda no site da Verlidelas, mas – na tentativa de proporcionar entretenimento a todos durante a quarentena – o autor e a editora estão disponibilizando gratuitamente, inclusive para download, o PDF de todo o livro.

Fique à vontade para repassar o arquivo para amigos e parentes.

Leia ou baixe todo o livro no link abaixo:

Link do livro no SKOOB:

Book trailer


Entrevista sobre o livro na FM Cultura


  

sábado, 30 de maio de 2020

IDEIAS QUE COLAM – Chip Heath e Dan Heath



Fui presenteado com esse livro pelo querido manoji Axel Guedes, a quem agradeço por essa leitura que tanto somou em minha vida. Li ao longo de alguns meses, refletindo e tentando experimentar na prática cada sugestão do livro. Foi um aprendizado tão intenso que decidi registrar minhas impressões a partir de dois pontos de vista diferentes, um técnico e outro filosófico.

1) Visão Técnica
Este é um poderoso manual de comunicação, que visa tornar nossas mensagens mais eficientes. Uma “ideia que cola” é “compreensível, memorável e eficaz na mudança de pensamento ou comportamento”. De forma bem resumida, seis princípios determinam se uma ideia irá colar ou não:
* SIMPLICIDADE: essencial para tornar uma mensagem facilmente assimilável.
* SURPRESA: é o que faz as pessoas prestarem atenção na mensagem.
* CONCRETUDE: faz as pessoas compreenderem e se lembrarem depois.
* CREDIBILIDADE: faz as pessoas concordarem e/ou acreditarem na mensagem.
* SENTIMENTOS: faz as pessoas se importarem com o que está sendo dito.
* RELATOS: mobilizam as pessoas a agirem a partir da ideia apresentada.

Além desses seis princípios, os autores apresentam um conceito muito interessante como “o grande vilão das ideias que colam”: a MALDIÇÃO DO CONHECIMENTO. Um curioso experimento de psicologia exemplifica bem esse conceito. Um grupo de pessoas foi dividido em “ritmistas” e “ouvintes” para participar de um jogo bem simples: os “ritmistas” deviam escolher uma música bem conhecida (como “Parabéns pra você” ou o hino nacional) e batucar o ritmo dessa música para os “ouvintes”. Vale a pena fazer essa experiência: tente batucar “Parabéns pra você” para alguém e veja se a pessoa consegue descobrir qual é a música. No experimento citado no livro, apenas 2,5% dos “ouvintes” conseguiram acertar a música. Contudo o dado realmente interessante é que os “ritmistas”, ao serem previamente perguntados sobre a taxa de acerto, calcularam que 50% dos “ouvintes” iriam acertar! Essa discrepância se deve à “Maldição do Conhecimento”: é muito difícil, principalmente quando se é especialista em determinado assunto, ter em mente que os seus interlocutores não possuem os mesmos conhecimentos que você. É por isso que muitas boas ideias não conseguem acessar um número maior de pessoas.

Venho testando na prática esses conceitos apresentados no livro, e realmente são muito úteis para tornar nossas ideias mais atrativas e abrangentes!

2) Visão Filosófica
É muito significativo que a primeira “ideia que cola” apresentada no livro tenha sido a famosa lenda urbana sobre a pessoa que aceita um drinque em um bar e acorda no dia seguinte em uma banheira cheia de gelo, onde descobre que um de seus rins foi roubado por traficantes de órgãos. O fato de uma ideia colar ou não, em suma, nada tem a ver com o fato de ser verdade ou não. Essa é uma descoberta estarrecedora sobre os fundamentos da Cultura de Massa, que expõe um problema crucial de nossa civilização tecnológica. Pois no âmbito meramente interpessoal, as técnicas para gerar “ideias que colam” podem fazer de você um bom vendedor de ideias boas ou más – com consequências relativamente limitadas. Contudo, ao serem aplicadas aos Meios de Comunicação de Massa, essas poderosas técnicas de persuasão podem ser usadas para perpetrar terríveis males. Assim foi que o rádio possibilitou a ascensão do nazismo e a televisão nos transformou em uma horda de consumistas devastadores da Natureza, por exemplo. O pior é que tudo indica que o problema se torna cada vez mais grave, à medida que as tecnologias de comunicação progridem. Recentemente a Cambridge Analytica demonstrou como o uso de informações coletadas nas redes sociais pode transformar seres humanos em robôs, literalmente (a acepção original da palavra “robô” é “escravo”) e eleger governos de tendências fascistas como os de Trump e Bolsonaro.

Mas como é que as “ideias que colam” podem exercer uma influência tão nefasta no mundo? A questão é que essas técnicas de comunicação são baseadas em descobertas sobre fragilidades cognitivas e emocionais das pessoas. O problema todo é que o Homo sapiens é muito menos sapiens do que imagina...

Vou citar apenas um exemplo do uso dessas técnicas, que é debatido com muito entusiasmo no livro. Na década de 1980, uma empresa de publicidade no Texas foi contratada para elaborar uma campanha que fizesse os texanos pararem de jogar lixo nas estradas. O problema era muito sério, gerando despesas de milhões de dólares por ano. Após uma pesquisa, a empresa traçou um perfil do público-alvo de sua campanha:

“O perfil do típico texano que jogava lixo nas estradas era o de um homem entre 18 e 35 anos, dirigindo uma pick-up, que gostava de esportes e música country. Ele não gostava de autoridade e não era motivado por associações sentimentais (...). Dizer ‘por favor’ a esses caras é como falar com um surdo.”

Pois bem. A genial campanha publicitária que conseguiu diminuir o lixo nas estradas em impressionantes 72% começou com um comercial mostrando três jogadores de futebol americano em poses ameaçadoras, dizendo algo como: “Sabe aquele cara que jogou lixo pela janela do carro? Eu tenho um recado para ele: não mexa com o Texas!” Essa campanha “Don’t mess with Texas” funcionou tão bem porque utilizou o próprio machismo dos telespectadores para convencê-los a mudar de atitude.

Nesse exemplo, as fragilidades psicológicas foram manipuladas para fazer as pessoas terem uma mudança positiva: parar de jogar lixo nas ruas. Em outro exemplo citado no livro, contudo, a manipulação foi inegavelmente maléfica: obrigada por lei a exibir uma campanha antifumo nos maços de cigarro, a Philip Morris espertamente adotou uma série de fotos e slogans que, por essa mesma incitação à rebeldia, acabou tendo o efeito de aumentar o número de fumantes!

E assim se revela um outro ganho que tive com essa leitura: ao ler sobre técnicas para influenciar outras pessoas, ficamos mais atentos e protegidos para não sermos nós mesmos vítimas dessas indevidas influências. Penso que se essas técnicas forem ensinadas nas escolas do Brasil, nunca mais precisaremos passar pela infeliz experiência de ter um presidente eleito por uma Mamadeira de Piroca!






\\\***///


Contos da Era Bolsonaro - baixe o livro gratuitamente:

Foi disponibilizado gratuitamente nas plataformas digitais o livro “TANTO TEMPO DIRIGINDO SEM NINGUÉM NO RETROVISOR: Contos da Era Bolsonaro”, de Fabio Shiva. Lançado pela Caligo Editora, o livro impresso pode ser adquirido na Amazon a R$20 (https://www.amazon.com/dp/B0851LYQVG), enquanto a versão para Kindle fica por R$ 4,35:

Mas o livro também está disponível para leitura online no Wattpad:

Quem preferir fazer o download gratuito do PDF, pode acessar o Recanto das Letras:

Os contos do livro nascem de uma perplexidade comum a milhões de brasileiros: como é que Bolsonaro foi eleito? Como é possível que, depois de tantos absurdos, ainda tenhamos parentes e amigos apoiando fanaticamente o governo? O que aconteceu com essas pessoas? O que aconteceu com o Brasil?

Para lidar com os horrores do obscurantismo que assola o país, precisamos mais do que nunca das luzes da Arte. E é assim que a Literatura Fantástica surge como uma resposta lúdica e inesperada diante de mesquinhas realidades.

Nas oito histórias aqui reunidas, Fabio Shiva explora os pontos cardeais desse grande enigma brasileiro:

* Será que o bolsonarismo surgiu de uma epidemia cósmica? - “O ódio que veio do espaço”
* Ou será tudo parte de um audacioso plano traçado na espiritualidade? - “Acima de todos”
* Será que isso implica no fim do mundo como o conhecemos? - “A espera”
* Como será o futuro dominado pelas Fake News? - “Notícias da Democracia”
* E o que aconteceria se ninguém mais pudesse mentir? - “Verdade e Consequência”

Que essas e outras incômodas perguntas aqui apresentadas possam fortalecer os leitores em seu processo de resistência vital contra o culto generalizado da morte: a morte da natureza, a morte da educação e da cultura, a morte da diversidade, do respeito e de tudo o que nos faz ter orgulho de sermos brasileiros. Contra as trevas da ignorância, salve a nossa Literatura!


sexta-feira, 22 de maio de 2020

AS VIDAS DE CHICO XAVIER – Marcel Souto Maior



Li esta esplêndida biografia de um dos maiores brasileiros de todos os tempos ao longo de vários meses, junto com minha esposa Fabíola, ao ritmo de poucas páginas por dia. E hoje finalmente encerramos a leitura, com o coração transbordando de gratidão pela linda existência de Mahatma Chico Xavier. Que bom, nos tristes dias que correm, ter um belo e digno motivo para sentir orgulho de ser brasileiro!

A história de Chico Xavier é contada com muita propriedade pelo jornalista Marcel Souto Maior, que dosa na medida certa passagens profundamente tocantes e episódios hilários, sem deixar de abordar de forma transparente as inúmeras polêmicas que fizeram parte da vida do grande médium. Muitos foram os aprendizados que tivemos ao longo dessa leitura, objetos de muitas conversas e reflexões. Dentre esses tantos, decidi destacar dois como mais marcantes:

1) A dura jornada até o topo
Como foi sofrida a vida de Chico Xavier! A vida dos santos (utilizo a palavra “santo” em sua acepção sânscrita original que significa “devoto, alguém que ama Deus”) é geralmente pontuada por provações além do que um mortal comum seria capaz de suportar. Contudo esses grandes homens e mulheres não se deixaram abalar por essas provações, mantendo sua alegria interna inabalável. Um exemplo sublime disso é uma anedota muito apreciada por Chico, que mostra Santa Teresa D’ávila quase se afogando em um rio quando tem uma visão do Cristo, que lhe diz: “É assim que trato meus amigos”. Ao que a santa responde, bem-humorada como sempre: “É por isso que os tende tão poucos”.

2) Se você acha que está entendendo tudo, é porque não entendeu nada
Tudo o que diz respeito à espiritualidade (e tudo diz respeito) é marcado sempre por um elemento que escapa às nossas vãs tentativas de racionalização. Uma característica fundamental do ser humano é tentar compreender e explicar o mundo que o cerca. Contudo a espiritualidade é muito mais ampla do que podemos captar com nossos sentidos limitados e nossa ridícula inteligência. Por isso em todo caminho espiritual sempre existe algo que desafia a explicação, uma conta que não fecha, uma pergunta que resiste a ser satisfatoriamente respondida. Esse é, creio, um lembrete muito válido para todo sincero buscador.


O livro “As Vidas de Chico Xavier” foi uma das principais fontes para o belo filme de Daniel Filho (https://youtu.be/-GQOtVVHW1E).


\\\***///


FAVELA GÓTICA liberado na íntegra no site da Verlidelas Editora:

Durante esse período de pandemia, em meio a tantas incertezas, temos uma única garantia: a de que nada será como antes. Estamos todos tendo a oportunidade preciosa de participar ativamente na reconstrução de um mundo novo, mais luminoso e solidário.

O livro Favela Gótica fala justamente sobre “a monstruosidade essencial do cotidiano”, em uma história cheia de suspense, fantasia e aventura. Ao nos tornamos mais conscientes das sombras que existem em nossa sociedade, seremos mais capazes, assim como a protagonista Liana, de trilhar um caminho coletivo das Trevas para a Luz.

A versão física de Favela Gótica está à venda no site da Verlidelas, mas – na tentativa de proporcionar entretenimento a todos durante a quarentena – o autor e a editora estão disponibilizando gratuitamente, inclusive para download, o PDF de todo o livro.

Fique à vontade para repassar o arquivo para amigos e parentes.

Leia ou baixe todo o livro no link abaixo:

Link do livro no SKOOB:

Book trailer


Entrevista sobre o livro na FM Cultura



terça-feira, 19 de maio de 2020

O LIVRO DAS ESTAÇÕES – Fernando de Oliveira



Que deliciosa jornada lírica pelas diferentes estações, tendo como cicerone o querido irmão poeta Fernando de Oliveira! Foi uma leitura que acalentou meu coração nesses dias de tantas aflições que vivemos.

A poesia de Fernando é extremamente musical, impregnada de um ritmo fácil e contagiante, marcado pelas fluidas rimas, que vão nos fazendo inconscientemente balançar a cabeça ou bater os pés no andamento sugerido pelo poeta. Não é por acaso que ele seja também o exímio letrista de belas músicas!

Mais que isso, a poesia de Fernando nos fala de um universo íntimo muito rico e belo, como um jardim cuidadosamente cultivado ao longo dos anos. Lendo os versos de “O Livro das Estações”, é inevitável não admirar a pessoa que os escreveu e desejar sua amizade. E que alegria a minha, que já sou amigo desse grande poeta de nossa terra!

Transcrevo abaixo minha poesia favorita desse lindo livro:

TOLTECA

Toda ação que praticamos
Vai ficar pra vida inteira,
Cada coisa que fazemos
Pode ser a derradeira.

Nesse caso, é bom fazer
Tudo certo de uma vez,
Que o presente passa logo
E o futuro é só talvez.

Se fazendo tudo bem,
Vamos indo pro melhor
Hoje mesmo, que amanhã
Ninguém sabe, é sonho, só.

Matéria sobre o lançamento do livro no programa Mosaico Baiano (TV Bahia): https://globoplay.globo.com/v/3813792/





\\\***///


CURA POÉTICA
(Delirium Liricus III)
Antologia colaborativa organizada por Fabio Shiva e Sergio Carmach
- Inscrições abertas –
- Premiação para o melhor poeta –
Este livro será o terceiro da série “Delirium Liricus”, que compara cada poesia a uma pílula, classificando-as como remédios (quando mais otimistas), venenos (quando mais pessimistas) e placebos (quando feitas para divertir, encantar).
No entanto, pouco importa se os versos são de amor, revolta, contemplação... Escrever e ler poesias é sempre uma boa forma de curar feridas da alma. A antologia “Cura Poética” é uma oportunidade para os poetas extravasarem o que trazem dentro de si em uma época de tantas incertezas. Faça sua poesia - seja ela um remédio, um veneno ou um placebo - e nos envie. Leia o EDITAL:

segunda-feira, 18 de maio de 2020

THE DELTA STAR – Joseph Wambaugh



Li esse livro pela primeira vez há oito anos (vide resenha: https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2012/03/estrela-delta-joseph-wambaugh.html).

Não entendo como Joseph Wambaugh não é mais conhecido por aqui. Considero ele uma versão norte-americana de nosso grande Rubem Fonseca, pelo fato de também ter sido policial antes de se dedicar a escrever histórias policiais recheadas de ingredientes bizarros.

Nessa segunda leitura creio que me diverti muito mais. Dei altas risadas com as insólitas trapalhadas dos personagens e não conseguia largar o livro, uma vez mais capturado pelo suspense e pelo mistério da história, que mistura prostitutas assassinadas com um submarino nuclear russo e o Prêmio Nobel, de forma caótica e simplesmente brilhante!


Tive um aprendizado extra nessa releitura, pela sincronicidade de estar assistindo em paralelo à ótima série “The End of The F***ing World” (https://youtu.be/wrya4LOIrso), que utiliza um mesmo recurso bem aproveitado por Wambaugh: criar uma determinada expectativa para depois frustrá-la em um total anticlímax, que acaba tendo um efeito hilário. Amei aprender esse novo truque e já quero experimentar em alguma de minhas histórias...



\\\***///

FAVELA GÓTICA liberado na íntegra no site da Verlidelas Editora:

Durante esse período de pandemia, em meio a tantas incertezas, temos uma única garantia: a de que nada será como antes. Estamos todos tendo a oportunidade preciosa de participar ativamente na reconstrução de um mundo novo, mais luminoso e solidário.

O livro Favela Gótica fala justamente sobre “a monstruosidade essencial do cotidiano”, em uma história cheia de suspense, fantasia e aventura. Ao nos tornamos mais conscientes das sombras que existem em nossa sociedade, seremos mais capazes, assim como a protagonista Liana, de trilhar um caminho coletivo das Trevas para a Luz.

A versão física de Favela Gótica está à venda no site da Verlidelas, mas – na tentativa de proporcionar entretenimento a todos durante a quarentena – o autor e a editora estão disponibilizando gratuitamente, inclusive para download, o PDF de todo o livro.

Fique à vontade para repassar o arquivo para amigos e parentes.

Leia ou baixe todo o livro no link abaixo:

Link do livro no SKOOB:

Book trailer


Entrevista sobre o livro na FM Cultura




quinta-feira, 14 de maio de 2020

A ÁRVORE DE PAPAI NOEL – Noélia Barreto Bartilotti



Tia Nó está de volta, dessa vez em uma aventura natalina, que faz jus ao nome da autora. Noélia Barreto Bartilotti costuma dizer: “Doce é conviver com crianças. Com elas nunca deixamos de sonhar!” E é sempre impressionante ver a capacidade da escritora de se fazer criança para contar suas encantadoras histórias infantis. Uma das características mais admiráveis de Noélia é saber deixar espaço para a imaginação das crianças. “A Árvore de Papai Noel” é uma bela demonstração dessa habilidade da autora: a história é contada de forma simples e envolvente, mas apresenta detalhes que atiçam a imaginação e instigam os pequenos leitores a continuar a narrativa por conta própria. O livro começa, por exemplo, descrevendo os três duendes brincalhões que moram na árvore de Papai Noel: Cristófo, Zenóbio e Zebrino. Com uma breve pincelada, Noélia sugere todo tipo de situações engraçadas que podem ser vividas pelos três. Isso bem mostra o talento da autora: mesmo depois de lido, seu livro continua vivo na mente das crianças. As ilustrações são do excelente Ronald Teixeira Martins, que também desenhou o premiado “A Estrelinha Atrapalhada” (https://youtu.be/00G1vnqi0Ik), da mesma autora.


Canal de Noélia no YouTube:




\\\***///


Imagine um jogo que ensina as crianças a rimar e fazer Poesia!
Disponível gratuitamente no link abaixo:

O jogo POESIA DE BOTÃO faz parte do projeto selecionado pelo Edital Arte Todo Dia – Ano IV, da Fundação Gregório de Mattos (Prefeitura de Salvador), com apoio de Athelier PHNX, Verlidelas Editora, Caligo Editora, Suporte Informática e AG1. O propósito do jogo é convidar as crianças a vivenciar o universo da Poesia de forma lúdica e atrativa, como uma “brincadeira de montar versos”. POESIA DE BOTÃO é especialmente indicado para crianças já alfabetizadas, mas nada impede que adultos possam brincar também e se beneficiar com o jogo.




quarta-feira, 13 de maio de 2020

GOLPE DE MISERICÓRDIA – Marguerite Yourcenar



Fui conduzido a ler esse livro por um episódio curioso. Na verdade, eu pretendia ler “A Dor”, de Marguerite Duras, mas quando fui pegar o livro na estante, foi esse que veio em minhas mãos. Entendi que era um sinal do universo, e obedeci.

Claro que fiquei antenado para captar as mensagens que esse livro poderia trazer para mim nesse momento, e por isso a resenha será focada nessa leitura específica. De cara ficou evidente a sincronicidade: a história real que inspirou “Golpe de Misericórdia” se passa uma terra estranha em uma época igualmente esquisita: “uma região perdida dos países bálticos, entre o fim da primeira guerra mundial e a Revolução Russa”.

Uma guerra acontece, mas não entendemos muito bem suas motivações, nem o cenário onde as lutas sangrentas ocorrem. É meio como a guerra mundial que travamos hoje contra o Coronavírus: uma série de batalhas sem fronteiras definidas, combatidas em meio a espessas neblinas.

E daí retirei o primeiro ensinamento precioso desse livro: em um determinado momento um dos personagens afirma que em tempos de guerra o lado mais terrível do ser humano costuma vir à tona, assim como o lado mais maravilhoso. Como há mais coisas terríveis que maravilhosas na humanidade, os períodos de guerra trazem a reboque muitas revelações pavorosas. Novamente, é como o momento que vivemos hoje, especialmente no Brasil. Certamente há coisas maravilhosas acontecendo, mas fica difícil percebê-las com tantos horrores vindo à tona de um pandemônio somado à pandemia.

Uma frase em particular me evocou muito claramente as torpes estratégias de Fake News utilizadas pelo atual governo para se alçar e se manter no poder: “Sempre achei certa baixeza naqueles que acreditam com muita facilidade na indignidade alheia.” Bolsonaro só chegou onde está, infelizmente, porque milhões de brasileiros escolheram acreditar na Mamadeira de Piroca... E já faz tempo que notei como o Desprezidente é rápido em acusar seus adversários das maiores torpezas e vilanias que ele mesmo é o primeiro a cometer.

Outras frases marcantes também encontrei nessa pungente e angustiosa narrativa, traçada com esmero e trágica beleza:

“A amizade é acima de tudo certeza, coisa que a distingue do amor.”

“Não sou presunçoso: isso seria fácil para um homem que despreza as mulheres e que, buscando confirmar a opinião que tem delas, escolhe frequentar apenas as piores.”

“Pode-se confiar no fogo, com a condição de saber que sua lei é morrer ou queimar.”

“Fala-se sempre como se as tragédias se passassem no vácuo; elas, todavia, são condicionadas pelo ambiente.”

“Somos sempre punidos na ocasião imprópria.”




\\\***///


FAVELA GÓTICA liberado na íntegra no site da Verlidelas Editora:

Durante esse período de pandemia, em meio a tantas incertezas, temos uma única garantia: a de que nada será como antes. Estamos todos tendo a oportunidade preciosa de participar ativamente na reconstrução de um mundo novo, mais luminoso e solidário.

O livro Favela Gótica fala justamente sobre “a monstruosidade essencial do cotidiano”, em uma história cheia de suspense, fantasia e aventura. Ao nos tornamos mais conscientes das sombras que existem em nossa sociedade, seremos mais capazes, assim como a protagonista Liana, de trilhar um caminho coletivo das Trevas para a Luz.

A versão física de Favela Gótica está à venda no site da Verlidelas, mas – na tentativa de proporcionar entretenimento a todos durante a quarentena – o autor e a editora estão disponibilizando gratuitamente, inclusive para download, o PDF de todo o livro.

Fique à vontade para repassar o arquivo para amigos e parentes.

Leia ou baixe todo o livro no link abaixo:

Link do livro no SKOOB:

Book trailer


Entrevista sobre o livro na FM Cultura



segunda-feira, 11 de maio de 2020

O LIVRO FALANTE – Noélia Barreto Bartilotti



Malu é uma menina esperta de seis anos, que adora visitar a biblioteca. E é assim que um dia ela leva para casa um livro mágico, um “livro falante”, que conta para a menina uma história encantada, com direito a princesa, fada, bruxa, anel enfeitiçado e muito mais. Nem é preciso dizer que Malu fica fascinada com seu novo amigo, que tem o poder de entreter com a sedução das palavras e a magia das histórias. E assim ficam também fascinados os pequenos leitores dessa bela obra infantil, que de forma simples e brilhante trata do prazer da leitura. Noélia Barreto Bartilotti consegue a proeza de utilizar recursos sofisticados, como a metalinguagem e a narrativa-dentro-da-narrativa, em uma abordagem direta e muito feliz na formação de novos leitores. Ao fazer as crianças amarem “O Livro Falante”, a autora contribui e muito para que amem, igualmente, o saudável hábito da leitura. Também somam no resultado final as belas ilustrações de Rogerio Rios.




\\\***///


Imagine um jogo que ensina as crianças a rimar e fazer Poesia!
Disponível gratuitamente no link abaixo:

O jogo POESIA DE BOTÃO faz parte do projeto selecionado pelo Edital Arte Todo Dia – Ano IV, da Fundação Gregório de Mattos (Prefeitura de Salvador), com apoio de Athelier PHNX, Verlidelas Editora, Caligo Editora, Suporte Informática e AG1. O propósito do jogo é convidar as crianças a vivenciar o universo da Poesia de forma lúdica e atrativa, como uma “brincadeira de montar versos”. POESIA DE BOTÃO é especialmente indicado para crianças já alfabetizadas, mas nada impede que adultos possam brincar também e se beneficiar com o jogo.


sábado, 9 de maio de 2020

A CIÊNCIA SAGRADA – Swami Sri Yukteswar



Agradeço a Deus pela oportunidade que meus olhos tiveram ao contemplar a sabedoria inesgotável contida nas páginas desse abençoado livro, “A Ciência Sagrada”! Essa obra foi encomendada a Sri Yukteswar pelo próprio Mahavatar Babaji, que lhe incumbiu de demonstrar, através de citações paralelas, a unidade fundamental entre o hinduísmo e o cristianismo.

Logo na introdução somos brindados por uma dádiva imensurável. O grande sábio demonstra de forma detalhada e precisa que não estamos mais na Kali Yuga ou Idade das Trevas, mas já avançando na era seguinte de Dwapara Yuga, mais precisamente, nesse 2020 d.C., em 320 Dwapara. Como pretendo ler esse livro maravilhoso ao menos uma vez por ano daqui para frente, dedicarei essa primeira resenha apenas a essa questão das eras.

Por que é tão importante estarmos em Dwapara e não em Kali? Essa terminologia, a princípio, só faz sentido para pessoas familiarizadas com os textos védicos. Contudo o significado por detrás dessas expressões é relevante para qualquer honesto buscador da Verdade, independentemente de sua orientação religiosa.

Boa parte das pessoas que sabe o que são as Yugas (eras) acredita que estamos vivendo hoje em Kali Yuga, uma era em que a consciência do homem é capaz de apreender apenas a matéria grosseira. É marcada pela ignorância, pela violência e pelo domínio masculino. De acordo com essa proposição, que Sri Yukteswar demonstra estar equivocada, a humanidade teria pela frente nada menos que 400 mil anos de escuridão, ignorância e violência. Uma perspectiva por demais sombria.

Swami Sri Yukteswar explica como as Yugas estão relacionadas com o ciclo astronômico conhecido como precessão dos equinócios e com a aproximação de nosso sistema solar do centro da galáxia. Em resumo, a cada 24.000 anos o sol se aproxima e se afasta do centro da Via Láctea, determinando movimentos cíclicos de ascensão e declínio de consciência para a humanidade.

Assim, a Kali Yuga dura na verdade 1.200 anos na fase descendente, mais 1.200 na fase ascendente. O último ciclo de Kali Yuga se deu entre o ano de 700 a.C. até 1700 d.C., com o ponto mais baixo da consciência humana ocorrendo por volta de 500 d.C. Não por acaso, só para exemplificar, esse período coincide com a Idade Média.

Na Dwapara Yuga o homem começa a acessar a realidade elétrica da matéria. É um período de grande avanço da ciência e de muitas invenções que “demonstram a ilusão da distância”. Acho que essa expressão das escrituras hindus descreve de forma poética, mas bastante acurada, invenções como o automóvel, o avião, o rádio, o telefone, a televisão, a internet... Além disso, Dwapara Yuga é marcada pela ascensão das mulheres ao poder. Louvado seja Deus por isso, algo que já começamos a ver acontecendo em nossos dias.

Poderia continuar falando sobre esse tema indefinidamente, e ainda estou me referindo apenas à introdução de “A Ciência Sagrada”. Recomendo de todo coração a leitura desse maravilhoso livro. Jai Paramguruji!



  
\\\***///


FAVELA GÓTICA liberado na íntegra no site da Verlidelas Editora:

Durante esse período de pandemia, em meio a tantas incertezas, temos uma única garantia: a de que nada será como antes. Estamos todos tendo a oportunidade preciosa de participar ativamente na reconstrução de um mundo novo, mais luminoso e solidário.

O livro Favela Gótica fala justamente sobre “a monstruosidade essencial do cotidiano”, em uma história cheia de suspense, fantasia e aventura. Ao nos tornamos mais conscientes das sombras que existem em nossa sociedade, seremos mais capazes, assim como a protagonista Liana, de trilhar um caminho coletivo das Trevas para a Luz.

A versão física de Favela Gótica está à venda no site da Verlidelas, mas – na tentativa de proporcionar entretenimento a todos durante a quarentena – o autor e a editora estão disponibilizando gratuitamente, inclusive para download, o PDF de todo o livro.

Fique à vontade para repassar o arquivo para amigos e parentes.

Leia ou baixe todo o livro no link abaixo:

Link do livro no SKOOB:

Book trailer

Entrevista sobre o livro na FM Cultura

  

quarta-feira, 6 de maio de 2020

A ESTRELINHA ATRAPALHADA – Noélia Barreto Bartilotti



Uma linda aventura para crianças de todas as idades que ainda não desaprenderam a lição essencial: na vida, é preciso sonhar! Não à toa, “A Estrelinha Atrapalhada” foi premiada pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia e selecionada para compor a “Coleção Pactos de Leituras”, sendo utilizada nas escolas estaduais baianas. Noélia Barreto Bartilotti tem o raro dom de contar histórias com o encantamento de uma criança, sem perder de vista a perspectiva pedagógica da educadora. Ao ler as peripécias da estrelinha Cricri, que troca o dia pela noite e resolve visitar a Terra, quase podemos ouvir a voz de uma criança contando a história, deliciada com sua própria imaginação e com as fantásticas reviravoltas da trama. A narrativa tem um ótimo ritmo, leve e pulsante como as melhores brincadeiras infantis, e é com surpresa que chegamos à última página, já desejosos de voltar uma vez mais ao início. As belas ilustrações de Ronald Teixeira Martins complementam perfeitamente o texto e tornam a leitura ainda mais atrativa. “A Estrelinha Atrapalhada”, certamente, é um livro com luz própria!





\\\***///


Imagine um jogo que ensina as crianças a rimar e fazer Poesia!
Disponível gratuitamente no link abaixo:

O jogo POESIA DE BOTÃO faz parte do projeto selecionado pelo Edital Arte Todo Dia – Ano IV, da Fundação Gregório de Mattos (Prefeitura de Salvador), com apoio de Athelier PHNX, Verlidelas Editora, Caligo Editora, Suporte Informática e AG1. O propósito do jogo é convidar as crianças a vivenciar o universo da Poesia de forma lúdica e atrativa, como uma “brincadeira de montar versos”. POESIA DE BOTÃO é especialmente indicado para crianças já alfabetizadas, mas nada impede que adultos possam brincar também e se beneficiar com o jogo.




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...