terça-feira, 28 de julho de 2015

RESENHA - ”OS MENINOS DA BIBLIOTECA” (LITERATURA NACIONAL) - JOÃO LUIZ MARQUES



LIVRO:”OS MENINOS DA BIBLIOTECA” (LITERATURA NACIONAL)


AUTOR: JOÃO LUIZ MARQUES


ILUSTRADOR: RÔMOLO D’HIPÓLITO



EDITORA: BIRUTA



PÁGINAS –168



1ª  EDIÇÃO 2015



CATEGORIA: INFANTO JUVENIL



ISBN: - 978-85-7848-135-3





 Os Meninos da Biblioteca



CITAÇÃO: A saúde da alma, bradou ele, é a ocupação mais digna do médico.”(pág. 70)







ANÁLISE TÉCNICA:





-CAPA-



Difícil especificar a capa...Azul, laranja e branca com ilustração de um bicho(?). Na verdade acredito que é para usarmos a imaginação do que a ilustração significa.



Projeto gráfico Ana Matsusaki.



Ilustração Rômolo D’Hipólito.





(nota:4,50 de 5,00)







-DIAGRAMAÇÃO:



As folhas são brancas com letras azuis e título laranja.




Conteúdo: dedicatória; sumário; apresentação feita por Luciana Savaget; prólogo; 18 capítulos numerados e com títulos; epílogo; bibliografia; artigos de jornal;fotos;sobre o autor e o ilustrador; e, agradecimentos.


 



 

Coordenação editorial Elisa Zanetti.



A diagramação é linda e perfeita, além de bem diferente das que acompanhamos nos livros. Adorei! Cheia de ilustrações, facilitando o entendimento da leitura.

 



FORMATO: 15,5 x 23 cm

CORES: 2 x 2



(nota:5,00 de 5,00 )







- ESCRITA:



A narrativa descritiva é feita em primeira pessoa pelo protagonista, o que nos dá uma visão bem pessoal e aceso a todos os sentimentos dele em relação aos fatos.



A forma como o escritor escreve é bem condizente com a idade do público alvo – infantojuvenil, de fácil entendimento e bem explicativo.



Não encontrei um errinho sequer, coisa rara!



Revisão feita por André Saretto e Elisa Zanetti.





(nota:5,00 de 5,00)







CITAÇÃO: “-Suponho o espírito humano uma vasta concha, o meu fim é ver se posso extrair a pérola, que é a razão; por outros termos, demarquemos definitivamente os limites da razão e da loucura. A razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades; fora daí insânia, insânia e só insânia.” (pág. 94)





RESUMO SINÓPTICO:



Heitor tem 12 anos e tornou-se popular na escola por ter criado um blog onde coloca sua opinião sobre as coisas. O nome do Blog é Le-Heitor, porque ele gosta de ler muito e freqüenta a biblioteca do bairro.



Heitor estava cansado de apenas escrever para o seu blog. Queria fazer parte das histórias que lia nos livros, queria ser protagonista de sua própria história e escrever um livro.



Nesse meio tempo, descobre que sua amada biblioteca e todo quarteirão que a abriga, será demolido para dar lugar a um condomínio residencial. O prefeito quer vender o térreo por uma fortuna e é apoiado pela Câmara de Vereadores.



Heitor entra de cabeça no que chama sua primeira luta política. Ao mesmo tempo, recebe de um das personagens dos livros que lê, a idéia para escrever seu livro e ao mesmo tempo, realizar seu sonho de ser protagonista d livro.



Percebe que a luta para defender sua biblioteca e todo o quarteirão não é fácil...passa por toda uma burocracia e por uma luta, onde receberá ajuda inesperada e inusitada, quase inimaginável...





ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:



Mesmo estando na meia idade, confesso que adoro livros infantis e infantojuvenis, porque como sempre digo, é garantia de uma leitura descomplicada e cheia de aventura, nos reportando a nossa própria infância.



Aqui não é diferente. O autor aproveita  de um artifício que tem sido muito utilizado e do qual gosto muito, que é misturar realidade com ficção, dando veracidade ao enredo e o tornando crível.



Podemos apreciar a criatividade do autor, onde personagens bem conhecidos de diversos livros, se engajam na batalha de Heitor para defender a biblioteca que freqüenta e quer preservar, fazendo nosso imaginário entrar em ação.



Claro que o livro fala também de outras coisas importantes, como o poder da amizade, sobre força de vontade, iniciativa, busca de sonhos, burocracia e como uma comunidade se unindo podem atingir bons resultados.



Tudo bem, pode ser um livro infantil, porém traz ensinamento, divertimento e conhecimento para todos as idades e é por isso mesmo que recomendo essa leitura divertida e hilária em alguns aspectos e ao mesmo tempo, séria e com objetivo definido.



 NOTA : 5,00 de 5,00

   
 



SOBRE O AUTOR e O ILUSTRADOR:

 



João Luiz Marques é jornalista, nascido em São Paulo. Também se formou em Filosofia e fez extensão universitária em Jornalismo Cultural e Jornalismo Literário. Foi assessor de imprensa da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Trabalha com assessoria de imprensa e, há mais de dez anos, atende editoras, inclusive infantojuvenis. Mantém um blog de incentivo à leitura, o Blog do Le-Heitor. Os meninos da Biblioteca é seu primeiro livro.




Nascido em Foz do Iguaçu, Rômolo D´Hipólito é graduado em Design Gráfico. O artista já teve seus trabalhos reconhecidos e premiados pela Folha de S. Paulo e pelo Festival Animamundi. Vive em São Paulo desde 2008 e trabalha com ilustrações para livros, revistas, jornais, peças publicitárias e projetos de arte comissionada.



EXEMPLAR CEDIDO PELA EDITORA BIRUTA PARA BOOKTOUR ORGANIZADO PELA IRENE MOREIRA DO BLOG SALETA DE LEITURA.



 
cheirinhos
Rudy


quinta-feira, 23 de julho de 2015

RESENHA - ”O ORÁCULO DE AALIS” (LITERATURA NACIONAL) - SERGIO SENA



LIVRO:”O ORÁCULO DE AALIS”


SÉRIE: “A REAÇÃO DO MITO”


AUTOR: SERGIO SENA



EDITORA: NOVO SÉCULO



SELO: TALENTOS DA LITERATURA BRASILEIRA



PÁGINAS – 302



1ª  EDIÇÃO 2015



CATEGORIA: FICÇÃO BRASILEIRA



ISBN: - 978-85-4280-407-2

O Oráculo de Aalis - Col. Talentos da Literatura Brasileira



CITAÇÃO: [...] O temor nos preserva de grandes males,nos livra de muitos perigos, mas, da mesma forma, nos priva de muita coisa boa, sobretudo da liberdade. O fato de estarmos aqui agora nos coloca exatamente nesta condição, neste paradoxo, de nos perdermos para nos encontrar. Talvez nunca voltemos, mas sabermos onde isso tudo vai dar. A verdade às vezes tem um preço muito alto; preço da vida.” (pág. 71)





ANÁLISE TÉCNICA:





-CAPA-



Marrom com nome AALIS esfumaçando dentro de um círculo



Feita por Renato Klisman.


Dá a impressão de que o nome está evaporando.





(nota:4,50  de 5,00)







-DIAGRAMAÇÃO:



As folhas são amareladas e com letras pretas, o que facilita a leitura.



Conteúdo: dedicatória; sumário; prólogo e capítulos apenas com títulos.




Diagramação simples e eficaz feita pela Equipe Novo Século.



Peso - 0.34 Kg

Altura - 21.00 cm

Largura - 14.00 cm

Profundidade - 1.50 cm

Acabamento - Brochura



(nota:4,50 de 5,00 )







- ESCRITA:



Feita em 3ª pessoa desconhecida com linguagem uma tanto clássica, direta e em alguns momentos, até em prosa poética. Poucos diálogos, porém objetivos e inseridos no contexto dos fatos.Ressalto que a escrita do autor é fabulosa e um bônus extra ao livro.



O que falhou foi a revisão. Alguns erros gritantes, palavras duplicadas e com erros que dão outro sentido a frase, erros gráficos e ortográficos, e de concordância...Merece uma nova revisão.



A revisão foi feita por Project Nine e Monique D’Orazio.



(nota:4,00 de 5,00)







CITAÇÃO: “Ali, a verdade era como a brisa que corria e o som que se propagava. A ternura podia ser percebida sem nenhum esforço na voz do ser que falava.” (pág. 143)







RESUMO SINÓPTICO:



WALDSTATTE ano de 1499, Região dos Vales Alpinos, chamada de Confederaão Helvética, fim da Era Medieval... A comunidade Basileia formada por camponeses, servos e alguns nobres, todos que de alguma forma foram perseguidos ou vitimados pelo sistema, encontravam ali um lugar de paz e um refúgio seguro.



O Sacro Império Romano-Germânico com altos privilégios da Corte e do Clero, acreditava que as mazelas que vinham ocorrendo o cenário social europeu como: carestia, doenças e pestes; advinham dos hereges que viviam em cavernas para ficaram longe da política do Império que passava a persegui-los, prendê-los e matá-los.



Os ditos pagãos e hereges começam a se preparar para a grande batalha com os soldados do Império, milhares de vezes mais numerosos que os poucos moradores escondidos.



A luta na verdade não é apenas entre os viventes na terra. É uma batalha entre as forças poderosas do Universo, é uma luta entre o Bem e o Mal que já vem predestinada há muito tempo para que se possa haver um novo equilíbrio...





CITAÇÃO: “[...] PORQUE O AMOR NÃO ESTÁ PRESO À CONDIÇÃO HUMANA OU ÀS CIRCUNSTÂNCIAS. Por mais que queiramos isso seria puro egoísmo; o amor é um estado livre de ser que brota de dentro para fora. [...]”(pág. 214)





ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:



Se você gosta de uma boa ficção que mistura sobrenatural, fatos históricos e certa religiosidade, sem ser religião, este é o livro perfeito.



O livro é bem mais abrangente do que podemos imaginar a princípio. Não fala apenas de uma época pós inquisição, não fala apenas das crenças religiosas que se cultivava naquela época, da imposição religiosa acoplada a dominância do Império...Fala da verdadeira fé que se crê, independente de qual religião se faz parte. Fala de busca da felicidade interior, de se viver em paz consigo mesmo e com a comunidade em que se vive. Fala de lutas e guerras que se sucedem para que essa paz possa ser obtida.



É um livro esclarecedor sobre os fatos acontecidos naquela época, o que demonstra que o autor teve o cuidado em empreender uma vasta pesquisa para construir os cenários de forma precisa e bem como as personagens com personalidades distintas, cada uma bem marcada com seu caráter marcante de alguma forma, para o bem ou para o mal.



É isso, o cerne do livro é justamente esse: o lado obscuro da personalidade humana e o lado justo e de credibilidade que se aliam as forças ocultas da natureza, fazendo parte de um plano maior a que todos estão inseridos...Não depende de religião, mas sim de FÉ! Na crença interior que cada um temos.



O que me incomodou além da correção, foram os longos capítulos que poderiam ter se tornados enfadonhos se o enredo não fosse tão eletrizante, com lutas detalhadas e envolventes, trechos de grande ação que nos envolvem como leitor. Preferia que os capítulos fossem menores para que a leitura fosse melhor apreciada.



Agora é aguardar o próximo volume para dar continuidade a bela leitura dessa ficção épica!





NOTA : 4,70 de 5,00 


  





SOBRE O AUTOR:




Natural de Nilópolis (RJ) radicalizado em Campo Grande (MS) Sergio da Silva Sena; 53 anos; casado, pai de um casal de filhos; formado em teologia; atualmente desenvolvo uma atividade pastoral numa igreja evangélica - somos uma família.  Mas já fui órfão numa instituição para menores abandonados ( 1961 /1980) ; morador de rua ( 1980 / 1987).

Radicado em Campo Grande e bacharel em Teologia, o autor possui grande afinidade com temas que refletem o drama da trajetória humana e seus reflexos no mundo sobrenatural.




Exemplar cedido pela autor!
cheirinho
Rudy

PENSAMENTO DO DIA

"Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles."(Desconhecido)


 

NO AR RAREFEITO – JON KRAKAUER - Blog Livros e Resenhas: Sua Estante

SUA ESTANTE

Um relato da tragédia no Everest em 1996 Jon Krakauer “Às vezes me perguntava se eu não tinha percorrido um longo caminho para descobrir que o que eu realmente procurava era algo que eu tinha deixado para trás”. (JON KRAKAUER, No Ar Rarefeito, 2006)

É sempre uma experiência interessante e enriquecedora quando saímos da nossa zona de conforto em qualquer aspecto da vida e não deixa de ser diferente com a literatura. Tenho dificuldade de imaginar um livro mais distante do que costuma me agradar do que uma história real sobre uma tragédia, porém, No Ar Rarefeito (Into Thin Air: A Personal Account of the Mount Everest Disaster, Jon Krakauer, 2006, Companhia de Bolso, 288 p.) só poderia ser descrito exatamente assim, mas esse fato não impede que eu considere esse livro um dos mais bem escritos que chegou em minhas mãos.
O que era para ser um artigo especial para uma revista esportiva transforma o jornalista e alpinista americano Jon Krakauer – também autor do famoso livro Na Natureza Selvagem (Into the wild, 1996, Editora Companhia das Letras, 214 p.) – em um dos protagonistas da tragédia ocorrida em 1996 no Monte Everest.
Acompanhando uma expedição comercial especializada em conduzir os clientes ao topo da maior montanha do mundo, Jon, além de relatar sua experiência a caminho dos 8848 metros de altitude, nos agracia com a história envolvendo o Everest que sempre fascinou o homem.

Impressiona a industria bilionária que movimenta esse canto remoto do mundo e o quanto, apesar de injeção de dinheiro, a mercantilização da montanha interfere na cultura do Nepal e põem em perigo a vida dos sherpas, os habitantes da montanha, que são os que mais se expõem para fazer com que alpinistas ricos, porém mal preparados, cheguem ao cume do Everest.

Enquanto Krakauer analisa com uma pitada de culpa do sobrevivente, sua própria vida e as consequências daquele ano em que foram registradas mais mortes no Everest – 19 no total – o leitor pega carona nas inóspitas condições do Himalaia e nas emoções do escritor.

Confesso que antes desse livro não conseguia entender a atração por escaladas dessa magnitude, que ultrapassa o amor pelo esporte, colocando em risco desmedido a vida. Contudo, Jon Krakauer, munido com sua talentosa escrita que flui de um assunto para outro sem ao menos nos darmos conta disso, nos permite vivenciar essa experiência que está ao alcance de poucos.

A única outra oportunidade de degustar uma paixão por um estilo de vida ariscado foi nos livros do também excelente Richard Bach – autor da já clássica fábula “Fernão Capelo Gaivota” (Jonathan Livingston Seagull, 1970, Editora Record, 152 p.) – em que podemos acompanhar seu pequeno avião sobrevoando as planícies norte-americanas na sua belíssima descrição em “Nada Por Acaso” (Nothing by Chance, 1978, Editora Hemus, 205 p.).

Virando as páginas dos livros, saio da minha zona de conforto – escalando, voando, sentindo – e não é essa a beleza da leitura?
ESCRITO POR: Tatiana Castro
SUA ESTANTE

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