segunda-feira, 2 de maio de 2016

Biografia: Paulinho Dhi Andrade

Paulinho Dhi Andrade - Autor do livro: Eu te amo, papai. Por: Ruy de Oliveira

Paulinho Dhi Andrade
Paulo César Batista Bomfim
(Paulinho Bomfim passou a ser chamado de: Paulinho Dhi Andrade em meados de 2006/07)
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Por: Ruy de Oliveira
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Filho do frentista Ruy Silva Bomfim e da empregada doméstica Eunice Batista Bomfim, ambos baianos, ficou órfão de pai aos 6 anos de idade. Aos sete entrou para uma escola estadual, onde se tornou repetente logo no 1° ano escolar por duas vezes. Após passar para o 2° ano escolar teve o mesmo problema. Na verdade o garoto não prestava muita atenção às aulas, e o motivo parecia ser a fome que o atormentava constantemente. Pois numa casa onde uma família com 6 crianças em que todos passavam fome devido não haver nem mesmo pão velho para comer, ficava difícil para se manter atento a qualquer atividade.
Paulinho e seus irmãos apanhavam muito do padastro e de alguns parentes que se achavam no direito de repreendê-los com agressões físicas. Aos 11 anos, em 1979, mudou-se para a Zona Leste de São Paulo, especificamente para a cidade de São Miguel Paulista. A princípio odiou tudo aquilo. Pois São Miguel Paulista era praticamente o oposto da cidade de Embu das Artes, sua cidade natal. Aos poucos foi se habituando ao novo bairro.
Aos 15 anos durante um curso de pintor letrista em uma escola profissionalizante do governo, recebeu do diretor um exemplar do livro "Coração de onça" da coleção vaga-lume por ter sido o aluno que mais freqüentou a biblioteca num período de quatro meses. A partir daí Paulinho começou a se interessar mais pela leitura, chegando a produzir seus primeiros poemas. E a leitura lhe foi bastante útil fazendo com que o mesmo se interessasse por muitos outros títulos tais como: ciências ocultas, filosófica, religiosas, psicológicas e artes em geral.
Desde a mais tenra idade já demonstrava aptidão para o desenho artístico tornando se autodidata no ofício passando assim a desenhar retratos de pessoas famosas da época tais como: Menudos e Michael Jackson vendendo seus desenhos para os colegas da escola estadual Pedro Viriato Parigot de Souza onde estudava desde 1980.
Foi aos treze anos que o menino que já dava problemas na escola devido ao seu gênio e mau comportamento, teve seu primeiro contato com entorpecentes. Aos 17 foi parar na FEBEM por duas vezes num espaço de dois meses por ter cometido assaltos a mão armada nas ruas de São Miguel Paulista. Dentro da unidade da FEBEM, teve um tremendo choque ao conhecer dois garotos que após uma curta conversa ergueram suas camisas e mostraram-lhe suas barrigas cheias de bolhas d’água com algumas formigas encolhidas como se fossem fetos em bolsas de placenta. Os policiais que os haviam pegos os deitaram em um formigueiro para fazê-los confessar onde estava a arma que supostamente usaram para cometer um assalto.
Aos dezoito anos após algum tempo usando entorpecentes, resolveu parar de vez e começou a praticar esporte. Durante cinco anos praticou Kung-fu chegando a receber medalha de prata em um campeonato municipal. Durante essa época casou-se com Miriane Carolina de Aragão, tendo com a mesma, três filhos; Camila, Caio e Karina. Seu casamento desde cedo passou a ser conturbado, pois os gênios de ambos não eram compatíveis. Foram quatro separações num período de 15 anos, e uma delas durou cerca de quatro anos. Foi durante essa separação de quatro anos que Paulinho conheceu uma amiga que logo se tornou sua nova namorada tendo com a mesma um relacionamento de dois anos.
Vera Lúcia havia feito uma operação para retirar um tumor da cabeça, e após a cirurgia a mesma passou a ter dores constantes no local da operação, sendo que nem mesmo os médicos conseguiam lhe ajudar a amenizar tal incomodo. Paulinho talvez por ter sofrido muito na vida havia se tornado um tanto cético em relação a milagres, mas como sua namorada e toda sua família possuía crença religiosa, o mesmo resolveu fazer uma promessa por ela. Ele foi caminhando da cidade de São Miguel Paulista até a cidade de N. S. Aparecida do Norte, onde rezou e acendeu velas cumprindo sua palavra para que a enxaqueca que tanto incomodava sua namorada tivesse um fim. A família de Vera Lúcia ficou admirada com tamanha coragem e demonstração de carinho que Paulinho demonstrou à Vera Lúcia, principalmente vindo de alguém que vivia dizendo não ter religião ou qualquer afeto religioso. O interessante em tudo isso é que a dor de cabeça de Vera Lúcia realmente teve fim.
Após sete anos de abstinência, Paulinho voltou a usar drogas constantemente. Atraído pelo submundo do crime, Paulinho quase acabou com a própria vida devido ao uso demasiado de cocaína e álcool. Em 2000 foi internado em uma clínica psiquiátrica por cinco meses, voltando a usar drogas assim que se viu livre novamente. Foi durante essa internação que conheceu o psiquiatra Dr. Roberto, que o presenteou com um livro de Albert Camur, "O estrangeiro" e "A peste". Passou a consumir tanta droga que se endividou com traficantes. Talvez a única maneira que o mesmo encontrou para saldar tais dividendos foi trabalhando para os mesmos.
Após sua quarta "Overdose" e várias internações na ala psiquiátrica do hospital Santa Marcelina no bairro de Itaim Paulista, aceitou ser internado em uma clínica evangélica na cidade de São Vicente litoral paulista. Não suportando o regime da mesma, pois achava ridículo louvar a um Deus que supostamente o havia abandonado, ameaçou cometer suicídio. Acabou sendo excluído do local. Após duas semanas em, 25 de janeiro de 2004, aceitou visitar o Instituto Phoenix, uma clínica de recuperação para dependentes químicos em Bragança Paulista, interior de São Paulo, e acabou ficando por lá mesmo num período de sete meses. Após tal período de tratamento Paulinho deixou de usar drogas. Wagner, o dono da clínica demonstrou não ser apenas um empresário, mas sim um grande amigo de Paulinho, pois o mesmo demonstrou-se grande admirador de seus trabalhos literários.
Inúmeras pessoas fizeram e fazem parte da vida de Paulinho Dhi Andrade, tais como: O jornalista Luís Mário, o artista plástico e escultor Juarez Martins, o ator e diretor de teatro Cristiano Vieira, seu irmão caçula Sidney Bomfim, ator e artesão, cujos bonecos (mamulengos), estão espalhados pelo Brasil a fora. Cida Santos, escritora e socióloga. Sacha Arcanjo, grande organizador de eventos culturais na Zona Leste de São Paulo. Zulú, cantor e compositor, Cauê Bonifácio, grande ator de teatro, professor de história e geografia. Aluizio Alves Filho, grande escritor carioca. A excelente professora de literatura dona Eliana, grande admiradora de seus poemas. O professor de literatura Gilberto e sua esposa Carmelita. O escritor Alessandro Buzo e o crítico literário Jonilsom Montalvão. E modéstia parte, eu, Ruy de Oliveira.
Paulinho Dhi Andrade teve muita influência dos livros adquiridos em sebos. Boa parte de seus poemas refletem um aprendizado anti-religioso, talvez até anticristão. Não pelo fato de não crer em um Deus, mas sim por não aceitar certos critérios religiosos impostos por "pseudos-santos" que se acham iluminados por uma luz divina. Há quem o considere discípulo de NIETZSCHE, outros o consideram louco. Eu particularmente o considero original.
O escritor carioca Aluizio Alves Filho e a escritora Cida Santos o compararam ao dramaturgo Plínio Marcos. Paulinho tem como favoritos os poetas e escritores, Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Nietzsche, Schopenhauer, Albert Camur e ele mesmo.
Em 1990 fez um curso por correspondência para aprender a linguagem técnica de desenho artístico e publicitário, curso este que lhe deu maior intimidade com a arte e o propiciou a trabalhar na área de propaganda visual. Em 1992, apaixonado por "Agatha Christie" fez um curso de Detetive Particular, mas nunca exerceu a profissão. Por outro lado, aprendeu algumas técnicas de investigações, principalmente o fator psicológico de um criminoso. Daí em diante, se interessou muito mais por romances policiais e acabou escrevendo dois contos de cunho detetivesco, "Quem matou dona Izaura?" e "A casa de Helena”.
Em 1999, com material suficiente para produzir um livro de contos, Paulinho endividado até o pescoço, teve que contar com a ajuda de amigos para pagar a editora. Seus amigos que trabalhavam no mesmo Hipermercado juntaram "latinhas" para que ele reciclasse e assim conseguisse pagar o editor. Na época ele ainda estava separado de Miriane Carolina, mesmo assim a mesma o ajudou com uma pequena quantia que possibilitou a produção de 300 livros com 60 páginas, intitulada: "A tragédia dos mentirosos". Em 2003, fez um curso de literatura portuguesa e brasileira por correspondência num período de dois anos.
Paulinho é muito agradecido à sua ex-esposa Miriane Carolina, a seu irmão Sidney Bomfim e à sua irmã Rosemeire Bomfim por tê-lo ajudado a se livrar das drogas. A ajuda foi tão valida que até mesmo o cigarro ele deixou de lado. Parou de fumar no dia 02 de janeiro de 2005.
Até o dado momento, a vida de Paulinho Dhi Andrade vem sendo abalada pela depressão. O isolamento tornou-se constante em sua vida. O fato de não poder mais beber ou usar outro tipo de alucinógeno o faz ficar em casa, sem poder participar nem mesmo de pequenas festas infantis. O acumulo de perdas e dores emocionais o fizeram ter medo da própria vida. Certa vez eu o encontrei chorando sentado em um banco de uma praça e lhe perguntei qual o motivo das lágrimas. O mesmo me respondeu com outra pergunta: "Se você tivesse duas opções, chorar ou matar alguém, qual delas você escolheria?" Respondi que preferiria matar alguém. Ele então me olhou bem nos olhos e se levantou. Em seguida foi embora me deixando sozinho na praça, era uma quinta-feira e o tempo estava nublado. Essa foi a última vez que o vi, nunca mais nos encontramos. A última notícia que tive dele foi através de uma amiga nossa. Fiquei sabendo que o mesmo estava detido em uma delegacia de policia por ter agredido dois policiais militares após ter discutido com sua ex-esposa Miriane. A mesma havia ficado assustada com a discussão e chamou uma viatura. Segundo a versão de Paulinho, um dos policiais o ofendeu chamando-o de "negrínho safado", isso foi o suficiente para que os policiais militares tomassem prejuízos nas mãos de um homem que não aceita de forma alguma ter sua raça ofendida. Paulinho foi autuado e assinou dois artigos, um por agressão e outro por desacato.
Apesar de não ter uma religião, e não aceitar certos critérios religiosos, Paulinho possui um bom coração, pois o mesmo está sempre fazendo algo pelo próximo. Está sempre disposto a ajudar os menos favorecidos. Certa vez eu estava em meu pequeno barraco sem nada para comer, quando ele chegou trazendo às costas uma cesta básica de tamanho médio. Seus sapatos estavam cobertos de lama. Ele despede o garoto que lhe mostrara onde eu morava dando-lhe uma moeda e entra sem cerimônias. Cumprimentamo-nos e começamos um dialogo formal e amistoso. Tomamos café fresco feito por ele, pois se tinha uma coisa que ele não gostava era do meu café. Segundo ele, somente sua filha Camila Carolina sabia fazer café melhor que o seu. Rimos muito disso. Depois ele foi embora de baixo de uma garoa fina deixando sobre a mesa uma quantia suficiente para eu comprar gás de cozinha que já estava acabando e um pequeno bilhete onde estava escrito: "FELIZ ANIVERSÁRIO MEU AMIGO". Era 02 de abril de 2005.
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Ruy de Oliveira, ex-morador da favela Pantanal no Itaim Paulista, foi encontrado morto em seu barraco numa cama feita com tijolos de barro. Foi constatado que o álcool enfraquecera seu coração e arruinara seu fígado. No local foram encontrados muitos livros de suma importância filosófica e poética. O texto biográfico de Paulinho Dhi Andrade foi encontrado dentro de um exemplar de "A tragédia dos mentirosos". Ao lado de sua cama havia uma garrafa de plástico com uma pequena quantidade de bebida alcoólica Morreu alguns dias antes de completar 37 anos de vida, no dia 23 de março de 2006, dia que Paulinho Dhi Andrade aniversariava.


Saibam as dificuldades do escritor quando escreveu seu primeiro livro de contos "A tragédia dos mentirosos" em 1999, e, em 2014, seu primeiro romance "Eu Te Amo, Papai". 


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A ETERNA BUSCA DO HOMEM – Paramahansa Yogananda


Que dia feliz e abençoado, em que termino de ler esse tão maravilhoso livro!

Compilação de palestras e falas de Yogananda, fielmente registradas por uma de suas discípulas mais próximas, Sri Daya Mata. Quanta gratidão a esse amor e devoção de Daya Mata, que nos permite acessar nos dias de hoje esses preciosos ensinamentos. Como diz o ditado da Índia, “o guru não é diferente dos ensinamentos do guru”, então ler esse livro é como estar na revigorante e inspiradora presença do Mestre. Jai Guru!

Encontrei nessa obra material suficiente para uma vida inteira de reflexões e aprendizados. Nesses mais de dez anos desde que me tornei discípulo de Yogananda, procurei seguir à risca o ensinamento dele que primeiro me cativou: “Não acredite em nada do que eu digo, mas comprove por si mesmo a verdade de minhas palavras.” E assim posso afirmar, com gratidão sempre crescente, que jamais me deparei com uma única palavra de Yoganandaji que não revelasse, ao ser analisada com o máximo de minha inteligência e posta em prática com o máximo de minhas capacidades, a expressão fulgurante de uma sabedoria verdadeiramente divina.

E na verdade termino a leitura de “A Eterna Busca do Homem” muito consciente de que os ensinamentos de Yogananda destinam-se principalmente ao futuro, a uma era de consciência mais elevada do que essa em que vivemos. Não percebo isso com tristeza, mas com entusiasmo: que privilégio poder ter contato com esses tesouros da alma, daqui desse ponto do espaçotempo em que me encontro, aparentemente tão distante ainda da tão sonhada meta! É porque o mestre é infalível ao mostrar o caminho, sempre e de novo: “No vale da tristeza, mil anos ou só um dia / eu esperarei só por Ti, só por Ti” (trecho da canção “No Vale da Tristeza”, de Yogananda).


“O maior romance é com o Infinito. Você não tem ideia de quão bela a vida pode ser. Quando você de repente encontra Deus em todo o lugar, quando Ele vem e fala com você e o guia, o romance do amor divino começou.”

(Paramahansa Yogananda, “A Eterna Busca do Homem”)


domingo, 3 de janeiro de 2016

RESENHA - ”COMO SE APAIXONAR” - CECÍLIA AHERN

Olá queridos!



Andei um tempinho afastada, agora volto, tenho algumas resenhas para postar, mas será aos poucos.

Desejo um 2016 repleto de realizações, saúde e muito sucesso para todos!






LIVRO:”COMO SE APAIXONAR”

TÍTULO ORIGINAL:”HOW TO FAIL IN LOVE”

AUTOR: CECÍLIA AHERN


TRADUÇÃO: BÁRBARA MENEZES DE AZEVEDO BELAMOGLIE

EDITORA: NOVO CONCEITO


PÁGINAS –347


1ª  EDIÇÃO


IMPRESÃO 2015


CATEGORIA: FICÇÃO INGLESA


ASSUNTO: DRAMA/ROMANCE


ISBN: - 978-85-8163-786-0
 Como se Apaixonar



CITAÇÃO:” – Onde estaríamos sem amanhãs? O que teríamos em vez disso seriam hojes. E, se esse fosse o caso, com você, eu esperaria que hoje fosse o dia mais longo. Eu encheria o hoje de você, fazendo tudo o que sempre amei. Eu rira, falaria, ouviria e aprenderia, eu amaria, amaria, amaria. Faria todos os dias serem hoje e passaria todos com você e nunca me preocuparia com o amanhã, quando não estaria com você. E, quando aquele temido amanhã chegar para nós, por favor, saiba que eu não quis deixá-lo ou ser deixada para trás, que cada momento que passei com você foram os melhores momentos da minha vida.” (pág.161)
 


ANÁLISE TÉCNICA:



-CAPA-


Casal de rosto pertinho com os narizes se tocando, céu ao fundo, acima de uma ponte com um lago(?) abaixo.


Linda capa toda lilás...



(nota:4,80 de 5,00)




-DIAGRAMAÇÃO:


Folhas amareladas e letras pretas, boa para leitura.


Conteúdo: dedicatória; 27 capítulos numerados e com títulos, e, os títulos são como 'passos' de auto-ajuda; agradecimentos; e, outros sucessos da autora.


Impressão e acabamento Intergraf 270815.


Produção Editorial Equipe Novo Conceito.


Formato/Acabamento: 16x23x2,1


Peso: 0.48 kg


(nota: 4,80 de 5,00 )




- ESCRITA:


A narrativa é feita em primeira pessoa pela protagonista, mostrando seu ponto de vista durante todo o livro.


Tem muitos diálogos bem escritos e traduzidos, além de um certo humor cáustico e ácido que gosto muito, tornando a leitura ainda mais rápida e fluida.


Poucos erros foram encontrados o que em nada interferiu na leitura.



(nota:4,80 de 5,00)




CITAÇÃO: “[...] A vida é uma série de momentos e momentos sempre mudam, assim como pensamentos, negativos e positivos. E, embora possa ser da natureza humana ficar se prendendo a eles, não faz sentido, como acontece com muitas coisas naturais; não faz sentido permitir que um único pensamento habite a mente porque pensamentos são como hóspedes ou aqueles amigos que só aparecem nos bons momentos. Assim que chegam, podem ir embora, e até mesmo aqueles que levam muito tempo para emergir por completo podem desaparecer em um instante. Momentos são preciosos; às vezes eles se demoram e, em outras ocasiões, são passageiros, mas, ainda assim, muito pode ser feito durante eles; você pode mudar de idéia, pode salvar uma vida e pode até se apaixonar.” (pág. 343)


RESUMO SINÓPTICO:


CHRISTINE ROSE acredita ter uma vida boa, casada com Barry, tem uma empresa de recrutamento onde faz o intercâmbio entre empregado e empregador; porém, mais que isso, ela gosta de ajudar as pessoas. Não tem formação em psicologia ou terapia, contudo, gosta muito dos livros de auto-ajuda e é através deles que busca ensinamento para melhorar as pessoas ao seu redor.



Até ver seu vizinho Simon Conway tentar suicídio e ela não conseguir evitar que ele dê um tiro cabeça... Isso mexe com ela que passa a rever sua vida e decide ser feliz. Acaba o casamento e continua seu dia a dia.


Pouco tempo depois, caminhava pela ponte Ha’penny em Dublim, e se depara com Adam Basil, tentando se jogar da ponte. Após uma pequena conversa, Christine convence Adam que poderá ajudá-lo a superar seus problemas e dar um novo sentido a sua vida; ele dá 15 dias para ela ajudá-lo, até que complete 35 anos. Se ela não conseguir, ele tentará novamente o suicídio.



ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTORA:


Os livros da Cecília vem sempre acompanhados de muitos conselhos e muitas inspirações para mudanças e melhoria de vida. Aqui não é diferente.


Quem espera um romance entre a mocinha e o protagonista problemático como tábua de salvação, está bem enganado. A protagonista além de ajudar a mudança de vida de Adam, cresce junto com ele na trama, através dos dramas e de um certo mistério sobre o passado dele que tem um humor escancarado, apesar de tentar se matar.


O livro é um bom entretenimento,um drama leve que nos envolve totalmente ao adentrarmos nas páginas e apesar de abordar o tema pesado, o livro é até leve e um tanto hilário, o que nos faz rir em vários momentos. Um pouco de drama, um pouco de romance e um pouco de mistérios, além do humor.


Se ler sem grande expectativas, poderá absorver todas as lições que vem nas entrelinhas e pode até refletir sobre a família que traz sua carga para nossas experiências, sobre as atitudes que tomamos em horas de desespero, sobre suicídio e TOC e sobre como podemos ajudar e aprender ao mesmo tempo.


Leitura recomendada claro!


NOTA :4,50 de 5,00





SOBRE O AUTORA:


 
Cecelia Ahern é irlandesa e formou-se em Jornalismo e Meios de Comunicação. Aos 21 anos escreveu seu primeiro romance, P.S. Eu te Amo, que se tornou best-seller imediatamente e foi adaptado para o cinema — assim como Simplesmente Acontece. A Lista, O Presente, O Livro do Amanhã e A Vez da Minha Vida também são best-sellers em todo o mundo. As obras de Cecelia Ahern são publicadas em 46 países e já venderam, ao todo, mais de 13 milhões de cópias. Ela vive em Dublin com sua família.
CORTESIA EDITORA NOVO CONCEITO!

 


cheirinhos



Rudy

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

COGITO – ANTOLOGIA POÉTICA Vol. II



Que alegria linda participar de mais esse momento poético coletivo! E que bom ver tanta gente boa dedicando energia amorosa à Poesia!

Ao ler as belas poesias de meus colegas, me vi refletindo sobre o que motiva a produção poética. Muitos escrevem para extravasar as dores e delícias do amor, outros para expressar sentimentos profundos que talvez nem tenham nome. Alguns fazem poesia para falar sobre paradoxos da sociedade, para protestar contra injustiças, para celebrar inusitados momentos de beleza. Mas de modo geral as melhores poesias têm em comum o anseio de exprimir o indizível, a necessidade de explicitar o invisível, a fome de apreender o incompreensível!

Fiquei feliz com minha modesta contribuição à antologia, três poeminhas que aglutinei sob o título de “Preces”:

*
Auto de Fé

Ver em tudo sempre Deus o Criador.
Ver em tudo sempre reverência e amor.
Na luz e na sombra, beleza e terror,
ver em tudo pétalas da mesma Flor.

**

Aos Pés de Mainha

Que bom poder voltar aos pés de minha Mãe,
diante dos quais eu já deitei tanta oração,
voltar aos mesmos pés com um novo coração,
com muito menos medo e bem mais gratidão!

***

Oração do Vaso

Mesmo sentado no trono
Onde todos os homens são iguais,
Mesmo fazendo cocô
Continuo sendo filho de meu Pai.

Mesmo na sarjeta do engano
Onde todo mundo um dia cai,
Mesmo que na lama eu me banhe
Continuo sendo amado por minha Mãe.

Muitíssimos parabéns à Cogito Editora e ao heróico Ivan de Almeida, organizador do livro.


Viva a Poesia! 

***

MANIFESTO – Mensageiros do Vento

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

RESENHA - ”172 HORAS NA LUA” - JOHAN HARSTAD



LIVRO:”172 HORAS NA LUA”


TÍTULO ORIGINAL:”172 HOURS ON THE MOON”


AUTOR: JOHAN HARSTAD



TRADUÇÃO:CAMILA FERNANDES



EDITORA: NOVO CONCEITO



PÁGINAS –285



1ª  EDIÇÃO



1ª IMPRESSÃO 2015



CATEGORIA: FICÇÃO NORUEGUESA



ASSUNTO: SUSPENSE



ISBN: - 978-85-8163-709-9


 172 Horas na Lua





CITAÇÃO:” “Saíram do parque juntos. Várias pessoas pelas quais passaram lançaram olhares estranhos, imaginando se aquele sem-teto desgrenhado estava incomodando a garota. Algumas até pararam e perguntaram se estava bem.

E estava. [...]” (pág. 93)


 



ANÁLISE TÉCNICA:





-CAPA-



Olho aberto em fundo preto. Dentro do olho uma planície de areia e pedras com duas pessoas caminhando.



Achei muito criativa e linda! Sem contar que tem tudo haver com o enredo do livro.



Arte e design da capa: by Bem Maufner.



Foto do olho: @Iko/Shutterstock.



(nota:5,00 de 5,00)







-DIAGRAMAÇÃO:



As folhas são amareladas com letras pretas, algumas páginas são pretas com letras brancas. Várias fotos e ilustrações.





 

Muito boa a diagramação.



Conteúdo: índice; prólogo; dividido em 3 partes com títulos; capítulos com títulos e dentro de um quadro com uma parte do céu; e, nota do autor.

 

 

A imagem na página 213 foi baseada nas impressões do autor.



Ilustrações de Darlah 1 e Garlah 2 foram desenhadas por Rodeo Archilects em parceria  com LaCKTr.



Impressão e acabamento Intergraf 020715.



Produção Editorial: Equipe Novo Conceito.



Formato/Acabamento: 16x23x1,9 cm



Peso: 0.40 kg



(nota:4,90 de 5,00 )







- ESCRITA:



Narrativa em terceira pessoa desconhecia, mostrando a visão dos protagonistas.



Pequenos erros de concordância que não afetam a leitura.



Escrita descritiva e de fácil entendimento.





(nota: 4,70 de 5,00)







CITAÇÃO: “Se o sistema de energia principal não voltasse a funcionar, talvez eles nunca retornassem para casa.” (pág. 160)



RESUMO SINÓPTICO:



Em 2010 a cúpula da NASA se reuni e decide que irá enviar nova tripulação à Lua, entretanto, precisam de patrocínio e resolvem lançar uma campanha mundial onde selecionariam três adolescentes escolhidos aleatoriamente para comporem a equipe de astronautas que irão para Lua, causando sensação mundial.



Em 2018 são escolhidos os três ‘sortudos’: Mia Nomeland que mora na Noruega, tem 15 anos e uma banda que é seu mundo. Os pais a inscreveram pela internet sem que ela soubesse, pois não queria ir para Lua. Estava irredutível até que suas colegas de banda a convencem a ‘viajar’. Midori Yoshida tem 15 anos e mora em Shibuya, interior do Japão. Tem um relacionamento conflituoso com os pais e pensa apenas em gastar todo dinheiro que ganha com roupas e bugingangas.Sentia-se diferente dos adolescentes que convivia, seu sonho era sair  de onde morava e conquistar o mundo como a irmã. Iria para Nova Yorque quando completasse maioridade e quando abriram as inscrições para viagem à Lua, viu sua oportunidade ser concretizada. Antoine Devereux com 16 anos é francês e sofre sua primeira desilusão amorosa. Não consegue superar, fica a espreita, vigiando sua ex com o novo namorado e vê na viagem para Lua a solução para sua tristeza.



Os ganhadores passariam 172 horas na Lua e ficariam na base lunar Darlah 2, construída nos anos 70, passariam por treinamento e algumas provas antes da decolagem.



Junto com mais cinco astronautas especializados, os três adolescentes partem para a viagem de suas vidas. O que não sabem é que poderão não mais voltar para Terra...







ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:



A primeira coisa que vou falar é que sou fissurada por ficção científica, principalmente a ficção original que fala sobre vida em outros planetas e extraterrestres. Sou uma humilde estudiosa sobre o assunto e quem quiser pode até me criticar, porém acho muita prepotência de nossa parte, acharmos que somos únicos no mundo cósmico imenso.



Dito isso, nem preciso dizer quanto estava com expectativa alta para leitura desse livro, já que é o primeiro no estilo editado pela NC e por ser um escritor norueguês. E me decepcionei um pouco, espera mais, muito mais...Veja! O livro não é ruim, porém não é o que esperava...



O que mais me decepcionou foi o fato de o autor ter escrito metade do livro sobre os adolescentes que seriam escolhido para viagem e ter deixado a parte ficcional sobre a viagem, aterrissagem e estadia na Lua um pouco à parte.



Não posso deixar de dizer que o mistério lunar me deixou intrigada e bem curiosa para saber sobre a origem de tudo. A tensão dentro da estação Darlah, a busca de solução para os problemas, inclusive para o retorno à Terra e outros problemas que enfrentaram, deixaram meu coração na mão e era como se estivesse junto deles, passando por tudo e vivenciando todo terror a que foram impostos.



Algumas explicações foram até aceitáveis para uma ficção, agora a causa de tudo... isso na foi explicado e fiquei um tanto frustada.



Um ponto bem positivo são as fotos e ilustrações que estão por todo o livro e facilitam a visualização e imaginação de como pode ser o local onde estão ‘hospedados’.

 



Ainda assim recomendo a leitura para quem como eu é aficionada pelo tema e quer uma leitura tensa e eletrizante.



NOTA : 4,00 de 5,00


  Emoticon triste




SOBRE O AUTOR:




Johan Harstad ganhou, em 2008, com 172 horas na Lua, o prêmio Norwegian Brage na categoria Youg Adult. Ele também escreveu contos e diversos romances para adultos, incluindo Buzz Aldrin, What Happened to You in All the Confusion?, melhor obra de ficção do Kirkus Reviews em 2011, publicado em 13 países. Considerado um dos mais importantes autores escandinavos do nosso tempo, Johan vive em Oslo, na Noruega.

CORTESIA EDITORA NOVO CONCEITO!



cheirinhos
Rudy
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