terça-feira, 21 de abril de 2015

RESENHA- ”BOA NOITE, ESTRANHO” - JENNIFER WEINER




LIVRO:”BOA NOITE, ESTRANHO”
TÍTULO ORIGINAL:”GOODNIGHT NOBODY”
AUTORA: JENNIFER WEINER
TRADUÇÃO: ALICE KLESCK EDITORA: 
NOVO CONCEITO
PÁGINAS –432
1ª  EDIÇÃO
IMPRESSÃO 2015
CATEGORIA: FICÇÃO NORTE-AMERICANA

ASSUNTO: THRILLER
ISBN: - 978-85-8163-575-0


Boa Noite, Estranho






CITAÇÃO:” Calma, eu dizia a mim mesma, embora estivesse suando e vermelha e começando a ficar com dor de cabeça. Mandei três comprimidos de Advil para dentro com uma golada de café morno, enquanto Jannie enviava as palavras Não atire no mensageiro!” para minha tela dezenove vezes.” (pág. 147)





 


ANÁLISE TÉCNICA:





-CAPA-



Mulher com vestido(?) rosa de gaze, sandália de salto com pedrinhas de brilhante(?). O rosto não aparece. Saindo por uma porta amarela.

A capa é bonita!

Foto feita por Markus Mok.





(nota: 4,50 de 5,00)







-DIAGRAMAÇÃO:



Conteúdo: dedicatória; pensamentos; dividido em três partes com títulos, 41 capítulos numerados; permissões e agradecimentos.

As folhas são amareladas e letras pretas medianas.

A diagramação é simples, porém atende as expectativas da leitura.



Produção editorial: Equipe Novo Conceito.

Impressão e acabamento Intergraf 111214.



(nota:4,50 de 5,00 )







- ESCRITA:



A narrativa é feita em primeira pessoa pela visão da protagonista Kate, o que dá uma visão bem pessoal de todo enredo, embora tenha diálogos.

Não foram encontrados mais que 2 ou 3 erros de concordância.





(nota:4,50 de 5,00)







CITAÇÃO: “Ele projetou o maxilar e ficou me encarando. Passei por ele, peguei uma frigideira da bancada central da cozinha, joguei uma bolota de manteiga no meio e liguei o fogão, com fogo alto.” (pág. 294)



RESUMO SINÓPTICO:



Kate Klein foi uma jornalista bem sucedida em Nova York, porém depois que casou e teve seus filhos, mudou-se para um bairro afastado e chique em Upchurch, Connecticut para acompanhar o marido que era atencioso e carinhoso no início, porém agora tornou-se ausente e ranzinza,passa a maior parte do tempo viajando, a deixando com uma vida amorosa solitária e os filhos para tomar conta.



Sua vida agora gira em torno do horário dos filhos:Sophie (uma fofa!), Sam e Jack. Não tem muito tempo nem para cuidar de sua própria aparência. E começa a conviver com as outras mães do bairro que no ponto de vista dela, são mães perfeitas e lindas, fazendo com que sinta-se humilhada, achando que é a pior das mães e a mais desorganizada.



Quando a mãe que ela considera a mais chique de todas da cidade e também jornalista Kitty Cavanaugh é assassinada, vê a oportunidade de fazer uma investigação particular para descobrir quem havia cometido tal crime.Para isso vai contar com a ajuda da grande amiga Janie e de Evan McKenna, seu grande amor do passado.











ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTORA:



A primeira coisa a ser dita é fui cheia de expectativas para a leitura do livro e acabei quebrando a cara... Achei que seria um grande mistério a ser desvendado e até foi, porém com uma morosidade que jamais esperei.



O livro mistura vários elementos: o mistério do assassinato; o suspense em busca de provas; o drama familiar da protagonista e humor, muito humor. Acredito que foi o melhor do livro: os filhos de Kate e sua ‘louca’ amiga Janie, ri demais!! E até com a própria Kate que é toda atrapalhada coitada...



Vejam! O livro não é ruim de forma alguma, talvez um pouco lento no início, porém é interessante de ser lido. Não tem assim grandes rompantes, trechos intensos, contudo, é uma leitura divertida e até tem um tantinho de suspense, nada que faça o coração palpitar mais forte, mas deixa a curiosidade aflorada em alguns momentos.



As personagens secundárias tomam a cena da protagonista em vários momentos do livro, as relações são bem desenvolvidas e o mistério em si até bem criativo, o que proporciona uma leitura agradável e de boas risadas.



Se gosta de livros apenas para entretenimento, sem grandes lições de vida, aproveita, porque é livro é bom E A LEITURA UM TANTO MORNA.





NOTA: 4,00 de 5,00 



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SOBRE O AUTORA:

 



Jennifer Weiner é autora de oito livros, incluindo Dias Melhores Virão, publicado pela Editora Novo Conceito. Ela se formou na Universidade de Princeton e vive na Filadélfia com a família. Visite o site da autora: www.jenniferweiner.com . 





CORTESIA EDITORA NOVO CONCEITO!
 
 
 
 
 
cheirinhos

Rudy 
 
 

domingo, 19 de abril de 2015

RESENHA - ”O ENCANTADOR DE FLECHAS” (LITERATURA NACIONAL) - RENAN CARVALHO



LIVRO:”O ENCANTADOR DE FLECHAS”
(LITERATURA NACIONAL)
SÉRIE:SUPERNOVA
AUTOR: RENAN CARVALHO
ILUSTRAÇÃO: LICÍNIO SOUZA
EDITORA: NOVO CONCEITO
PÁGINAS – 438
1ª  EDIÇÃO
  IMPRESSÃO 2015
CATEGORIA: FICÇÃO BRASILEIRA
ASSUNTO: FANTASIA
ISBN: - 978-85-8163-679-5

 Supernova
 


CITAÇÃO: A honestidade não é uma característica forte em mim, só que ultimamente eu não tenho sido honesta nem comigo mesma. Tenho fingido permanecer inerte diante de uma enxurrada de sentimentos medíocres como o medo, a pena, a compaixão e o amor. Já não adianta, não consigo mais me enganar. Todas essas sensações estão afetando meus objetivos e, neste exato momento, elas me cegam de tal forma que não consigo continuar...” (pág. 213)


 




ANÁLISE TÉCNICA:


-CAPA-

Rapaz louro com arco nas costas observando atrás da parede um bruxo (?) todo de preto com espada na mão e pedindo silêncio.
Capa feita por Licínio Souza.
Bem bonita!


(nota:5,00 de 5,00)



-DIAGRAMAÇÃO:

Folhas amareladas com letras pretas.
Conteúdo: dedicatória; sumário; prólogo; dividido em quatro partes numeradas em romanos, com títulos e por quem é narrado, além de logotipo de arco e flecha estilizados; são 30 capítulos numerados;  três apêndices: personagens, guia de Acigam e a ciência das energias; capítulo extra e iniciação do livro II: A ESTRELA DOS MORTOS.



Ilustrações de Licínio Sousa. 




Impressão e acabamento Corprint 300115.
Produção editorial Equipe Editora Novo Conceito.
A diagramação está completa e perfeita!!!

(nota:5,00 de 5,00 )



- ESCRITA:

A narrativa é feita em 1ª pessoa pelo protagonista Leran Yandel nas partes I, II e final; e por Judra na parte III.
Os diálogos são dinâmicos e a escrita condizente com o enredo fantástico, de fácil entendimento e fluidez.
Não encontrei erros de qualquer forma (mas pode haver, o fato é que fiquei tão envolvida na leitura que nem percebi se havia algum erro gráfico ou ortográfico).


(nota:5,00 de 5,00)



CITAÇÃO: “Rapidamente alcançamos o solo e, em seguida, a parte dos fundos do palácio, onde não encontro nenhum sinal de guardas. Neste momento, todos lutam contra os rebeldes que tentam invadir o lugar. Nem imaginam o que acabou de acontecer na torre.” (pág. 388)

RESUMO SINÓPTICO:

Leran Yandel mora em Acigam, local isolado, com ditadura implacável pela opressão de seus governantes  e com ameaça de guerra civil. De um lado a Guilda, tipo uma sociedade secreta que aprendeu a observar os fenômenos da natureza e desenvolveu estudos, usando os ensinamentos da Ciência das Energias que serve de matéria-prima para tudo que existe, desenvolveram um conhecimento avançado, levando sua civilização à supremacia. Do outro lado um governo tirano, que recruta soldados para se tornarem especialistas em aniquilar ‘magos’ praticantes da nova ciência (A Guilda).

Leran está terminando os estudos e terá de escolher entre ser soldado governante ou trabalhar no comércio de Acigam com seu avô Brtor, que tem uma loja e começa a ensiná-lo a arte da manipulação dos elementos da natureza. Seu sonho mesmo é desbravar as fronteiras de Acigam e conhecer novas cidade, estados, países...as fronteiras entretanto estão fechadas e ele ainda se sente responsável pela mãe Laura e irmã Luana.

Na escola Leran treina com arco e flecha e de acordo com seu professor Cortez é o melhor aluno que tem na arte da arqueria. No dia da formatura, Leran é convidado por Felix Barolfen, capitão da Guarda Real que serve ao Rei Evandro Cadorcia a fazer parte da guarda real.Leran promete pensar na proposta até se ver envolvido na rebelião e tentar aprender mais sobre sua misteriosa habilidade de encantar objetos com a energia dos elementos.

Conhece Judra de forma casual, aparentemente casual e acaba se apaixonando; passam a manter contato diariamente e o amor é inevitável de ambas as partes... até que descobre que esse ‘namoro’ está fadado ao fim...




ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:

Quem me acompanha aqui no blog e nas redes sociais, sabe da minha predileção pela ficção científica, um dos primeiros estilos que aprendi a ler na infância através dos contos de Issac Isimov; aliada a ficção, o gênero fantasia ligada a magia, é outra de minhas paixões. E foi tudo isso que encontrei nesse livro.

Fazia tempo que não lia uma ficção fantasia tão bem escrita, carregada de detalhes importantíssimos para o entendimento do enredo e para a compreensão de todas as vertentes que se desenrolam no enredo altamente criativo e envolvente.

E talvez os detalhes a que temos de estar atentos seja o ponto questionável para algumas pessoas, porque se não tiver atenção, poderá perder a vertente da estória e pode se tornar um ponto negativo. Não para mim porque amo os detalhes, por causa dos livros de suspense e policial, mas para os leitores um tanto mais desatentos.

Veja, não quero dizer com isso que a história não seja dinâmica, muito pelo contrário, a ação permeia o livro do início ao fim, cheira de reviravoltas e novos acontecimentos inseridos na trama durante toda a leitura; porém aqueles leitores que querem apenas a ação sem explicação, poderá não achar o livro tão bom. Mas é bom demais!

Da construção das personagens às descrições dos lugares, das magias, das lutas, tudo é bem elaborado, tem profundidade e não ficamos com pontas soltas. Tudo é explicado a seu tempo e claro, deixando o gancho para a continuação da série.

Já deu para notar que o livro me conquistou de maneira integral e sabe o que é o melhor, é de um autor nacional gente! Vê que orgulho para nós! Recomendo o livro várias vezes para os amantes de uma boa ficção fantasia.



NOTA : 5,00 de 5,00




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SOBRE O AUTOR:

 



CORTESIA EDITORA NOVO CONCEITO!
 
 
 
 
 
cheirinhos
Rudy 
 
 
 

GUIDO GUERRA EXPOENTE DA LITERATURA BAIANA E BRASILEIRA - VIVA A LITERATURA NACIONAL

Há mais de dois anos, a Bahia perdia Guido Guerra, nosso Papagaio Devasso

Numa quarta-feira triste do dia 7 de junho de 2006, silenciava, aos 63 anos, o jornalista e escritor baiano Guido Guerra. Ocupando a quinta cadeira da Academia Baiana de Letras (ABL), durante 40 anos este homem presenteou a Bahia e o Brasil com uma vasta obra literária. Chamado pelo colega Jorge Amado de “Papagaio Devasso”, Guido Guerra escreveu 12 livros, desde a Dura Realidade, até a sua última inspiração A noite dos coronéis.
Dono de um texto ousado e de um olhar irreverente, Guido Guerra foi o criador de mundos e criaturas, aquele que aprendeu através do diálogo bem tecido, da voz do outro, a dar voz a si mesmo. Guerra ficou conhecido como um dos maiores críticos do regime militar. Durante os chamados anos de chumbo, ele respondeu a 17 inquéritos e interpelações da ditadura. Como jornalista, ele atuou nos extintos jornais Diário de Notícias, Jornal da Bahia, Bahia Hoje, semanário Folha da Bahia (fechado no golpe militar de 1964) e no Tribuna da Bahia.
Entre suas principais obras estão romances, contos, ensaios, dos quais podemos destacar As Aparições do Dr. Salu e Outras Histórias; Com o céu entre os dentes; Ela se chama Joana Felicidade; Vicente Celestino - o Hóspede das Tempestades; Quatro Estrelas no Pijama; Lili Passeata; O Último Salão Grená; Vila Nova de Raimunda Doida; Auto Retrato, Percegonho do Céu Azul, entre outros.
MARGINAIS - Guerra dava voz a personagens marginais, cujas peripécias eram relatadas aos leitores em uma linguagem pouco recatada. Considerado acintoso pelos mais pudicos, seus escritos não raro serviam de estopim para denúncias à polícia, o que gerou sucessivas demissões e readmissões nos veículos de comunicação baianos.
O Papagaio Devasso costumava dizer que não era escritor, mas “um jornalista que cresceu com o ofício literário”. Guido, nascido em Santa Clara, alto sertão baiano, era mesmo um homem de Guerra. Fazia parte da geração que, ao mergulhar de cabeça no jornalismo de esquerda, incomodava pela sutileza, irreverência e perspicácia analítica com que narrava fatos e criava crônicas.
Em 2006 amigos, familiares e imortais da Academia de Letras da Bahia se reuniram para prestar uma homenagem ao Língua de Trapo (como ficou conhecido). Segundo o poeta Ruy Espinheira Filho que conheceu Guido nos anos 60, ele foi uma figura singular. Além de escritor e jornalista, define, era uma pessoa com uma capacidade para se relacionar com o ser humano muito grande: “Em pouco tempo que entrou para a Academia, desempenhou um papel de liderança”.
ANJO TORTO - “Ele era temido. Como são temidas as mordidas das cobras, os ventos encarnados, as assombrações e as más-línguas. Era um daqueles a quem um anjo torto disse: 'Vai Guido, ser Guerra na vida'. E ele foi o irreverente guardião dos maus costumes”, lembra o grande amigo Cid Seixas. Mas, Guido também era um sujeito extrovertido e brincalhão, nunca bebia, era capaz de virar a noite em companhia dos amigos sem colocar uma única gota de álcool na boca.
“A entrevista me fascina pela possibilidade de provocar o entrevistado, fazê-lo revelar mazelas que talvez não confesse nem ao espelho. O papel do repórter é este: desnudar suas personagens”, disse Guido Guerra em uma entrevista em 2005. Sua literatura é focada em tipos populares, seres da noite, no universo interior. Um mundo imaginário, com traços de realidade, que encantou leitores e que, por meio do criador, cativou amizades sinceras. É, de fato estamos mais pobres sem nosso Guido Guerra.
Guido Guerra foi um do títulos que inaugurou a coleção Gente da Bahia que a Assembléia Legislativa lançou no dia 28 de janeiro de 2009. A obra, com 198 páginas resgatou a trajetória do escritor e jornalista baiano, e foi escrito por Luíza Torres.

Por: Gutemberg
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