quarta-feira, 23 de julho de 2014

MEDO DE TIRO e outras histórias – Dashiell Hammett



UAU!!!

Já li muitas vezes sobre como o americano Dashiell Hammett elevou a literatura policial ao status de arte. Curiosamente, embora eu já tenha lido sua obra-prima “O Falcão Maltês” duas vezes no original e ainda um outro livro dele, “The Dain Curse” (acho que foi traduzido como “A Estranha Maldição”), foi só agora, ao finalmente ler os contos de Hammett, que descobri que não foi exagero de fãs colocar esse autor em tão alto patamar.

Uma diferença crucial na obra certamente foi determinada pela vida: antes de virar escritor Dashiell Hammett foi detetive de verdade, trabalhando para a famosa Agência Pinkerton. E o que ele viveu, viu e ouviu certamente ajudou a dar vida e muita intensidade às suas páginas, repletas de tipos muito interessantes e diálogos marcantes!

Hammett começou sua carreira de escritor com os contos, e só depois é que partiu para histórias maiores. Vendendo suas histórias curtas para a revista Black Mask, foi o grande mentor do gênero conhecido como noir, que retira o assassinato dos salões aristocráticos e o devolve à sarjeta. Sua influência é tão vasta que nem dá para ser medida hoje...

Seus contos são tão vívidos que chegaram a evocar, para mim, o grande mestre brasileiro Machado de Assis! Heresia? Entusiasticamente afirmo que não!

“O Falcão Maltês” é realmente muito bom, uma leitura imperdível para apreciadores do romance policial. Em seu livro anterior, “The Dain Curse”, obtive imenso aprendizado ao detectar dificuldades na estrutura semelhantes às que eu enfrentava em meu próprio romance policial, “O Sincronicídio”, e foi muito instrutivo ver como Hammett lidou com elas... Mas ao ler os contos dele foi que me rendi incondicionalmente e virei fã de carteirinha! Totalmente diversão e arte!

E ainda encontrei nessa obra um motivo a mais para louvar a grandeza de Deus! Pois quem diria que um burro velho leitor de romances policiais como eu ainda iria encontrar um livro capaz de me deixar assim tão de queixo caído! Isso me fez pensar em como o Universo está repleto de oportunidades de maravilhamento, e vendo a mim mesmo como um exemplo do Universo observando a si mesmo, agradeci ao Pai por me permitir enxergar sua beleza infinita até mesmo na violência de um conto policial!!!


  
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Conheça O SINCRONICÍDIO:
http://caligoeditora.com/

 

O INVASOR – Marçal Aquino



Li esse livro de um fôlego só. Comecei e simplesmente não consegui mais parar! E olha que eu já conhecia a história, pois assisti ao ótimo filme nela inspirado. Assisti ao filme movido inicialmente pela curiosidade de ver o roqueiro Paulo Miklos, de quem sou fã, no papel-título. E não é que ele mandou super bem! Mas isso é só parte do que gostei no filme, que traz grande elenco (Alexandre Borges, Mariana Ximenes e Marco Ricca, entre outros), ótima direção (Beto Brant) e, sobretudo, um roteiro muito bem escrito, muito angustiante!

E essa mesma sensação de asfixia é experimentada na obra da novela que gerou o filme, de forma ainda mais intensa. A prosa de Marçal Aquino é leve e ligeira como o vento, arrasta o leitor para dentro da história com muita intensidade e velocidade. Que bom ler mais um grande escritor brasileiro da atualidade!

Sobre a história: dois sócios de uma construtora resolvem contratar um matador de aluguel para solucionar de forma definitiva suas divergências com o terceiro sócio. Só que seus problemas estão apenas começando...

A edição muito bem produzida da Geração Editorial ainda traz muitas fotos do filme e, que bela surpresa, o próprio roteiro do filme! Muito bom para se familiarizar com a técnica de roteiro!

Quem estiver interessado em algumas horas de muito suspense não irá se decepcionar!


  
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ANUNNAKI – Mensageiros do Vento


É UM CAMPO DE BATALHA – Graham Greene



Gostei muito de ter lido esse livro, uma verdadeira aula sobre a arte de se escrever um romance! Nessa leitura, intuí algo como uma “escola inglesa de literatura da primeira metade do século XX”, manifesta na estrutura e concepção do romance, similar a outras obras britânicas dessa mesma época que já li, especialmente o excelente “Contraponto” do Aldous Huxley.

É um tipo de romance onde cada pequeno acontecimento da trama parece revestido de profundo simbolismo, de forma a retratar de forma completa a personalidade e a vida dos personagens. Isso me fez lembrar de outro livro muito bom que li, “A Estrutura do Romance” de Edwin Muir, onde o autor distingue os romances entre organizados em função do tempo (“romance dramático”) ou do espaço (“romance de personagem”). Pois então, nesse contexto “É Um Campo de Batalha” seguramente pode ser classificado como mui digno representante do “romance de personagem”. Greene com muita categoria faz um vívido retrato das pessoas e da sociedade de sua época, e nesse panorama alcança expressar uma totalidade, ainda que sombria e deprimente. E isso tudo em uma trama envolvente, que captura o leitor. Isso é diversão e arte!

A história gira em torno de um ativista comunista que mata um policial durante uma manifestação, e que por conta disso é condenado à morte. Esse é o pano de fundo para a habilidosa tecelagem de Greene, que traduz uma visão desencantada do mundo, mas que ainda se permite acalentar um laivo de esperança. Literatura de gente grande!


  
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MANIFESTO – Mensageiros do Vento

terça-feira, 1 de julho de 2014

O menino do pijama listrado - John Boyne


Bruno tem 09 anos e poucas preocupações na vida, além da baixa estatura para a idade e a chatice da irmã mais velha, Gretel, mais conhecida como Caso Perdido. Tem 03 amigos inseparáveis e apesar da austeridade do pai, vive feliz com sua família em Berlim.

Um dia, porém, recebe uma noticia que o deixa abalado. Toda a família terá que se mudar para outra cidade por conta do trabalho do pai, que parece ser muito importante, mas ele nem mesmo sabe ao certo o que é. A situação fica pior quando ele percebe que não há previsão de volta, a casa nova é menor do que a outra e não há crianças por perto para brincar. Bem, crianças existem, como ele logo descobre, mas não podem chegar perto dele, pois ficam separadas por uma gigantesca cerca, que cobre uma extensão a perder de vista, juntamente com outras pessoas, todas com uma peculiar e intrigante característica: todos usam pijamas listrados. Inclusive Shmuel, um menino que Bruno encontra num dia de profundo tédio, em que resolve explorar o local. Bruno fica feliz, por finalmente ter alguém para conversar. Pena que não podem brincar, pois Shmuel vive do outro lado da cerca e não tem permissão para sair, nem Bruno para entrar.

É desta forma singela que a história é contada. Como dito no título original, O menino do pijama listrado é uma pequena fábula sobre o Holocausto, visto pelos olhos ingênuos de uma criança. Tudo o que lemos é o que Bruno, na sua mente infantil, consegue discernir da estranha situação atual.  Até mesmo o nome do campo de concentração (conhecido para nós) não é mencionado no livro, pois Bruno não consegue pronunciar o nome correto, portanto para ele (e para o leitor) será sempre Haja-Vista (confesso que demorei um pouco para fazer a associação).

Bruno e Shmuel tem a mesma idade e outras afinidades, mas estão separados pela cerca (e por tudo o que ela significa). Até onde pode ir essa improvável amizade?

O menino do pijama listrado é uma história triste, não pelo que lemos, mas pelo que sabemos da realidade.  Triste pelo que existe nas entrelinhas, que não é mostrado, mas adivinhado. Uma pequena e tocante história.

domingo, 29 de junho de 2014

RESENHA - ”ARRABAL E A NOIVA DO CAPITÃO”- MARISA FERRARRI (LITERATURA NACIONAL)



LIVRO  :”ARRABAL E A NOIVA DO CAPITÃO” (LITERATURA NACIONAL)

AUTORA: MARISA FERRARRI

EDITORA  : NOVO CONCEITO

SELO: NOVAS PÁGINAS

PÁGINAS –368

1ª  EDIÇÃO

CATEGORIA: FICÇÃO NACIONAL

ASSUNTO: ROMANCE

ISBN: - 978-85-8163-383-1
 

CITAÇÃO: “[...] Olhar os campos na Páscoa era fazer uma prece silenciosa, pensou enquanto cavalgava de volta para a cidade, o vento frio lhe lambendo o rosto, seus olhos boiando na visão da cidade que crescia, como uma pintura, na proporção inversa da distância. De súbito, a consciência de sua figura errante sobre o cavalo branco o fez pensar que talvez tivesse sido mais apropriado voltar à cidade no domingo anterior.” (pág. 70)

ANÁLISE TÉCNICA: 

-CAPA = 

Imagem da capa: @ Getty Images.

Capa azulada com bela moça acima no lado direito e abaixo do título uma cidade na formação rochosa tendo o mar a banhá-la...

A capa é apenas bonitinha.

 (nota: 4,00  de 5,00)

-DIAGRAMAÇÃO:  

Impressão e acabamento RR Donnelley 300114.

Produção editorial Equipe Novo Conceito.

Dividido em: dedicatória; sumário; 23 capítulos numerados em algarismos romanos e títulos em letras manuscritas e abaixo um pequeno logotipo flora que está também nas bordas das páginas (tudo bem delicado) e um último capítulo ‘a quem interessar possa...’.

Letras medianas e pretas, e, folhas amareladas dão um acabamento perfeito ao livro.

Formato/Acabamento: 16x23x2,4

Peso: 0.51 kg


(nota: 4,90  de 5,00)

- ESCRITA: 

A autora foi muito feliz em contar todo o enredo em 3ª pessoa  desconhecia em linguagem de fácil entendimento e por vezes até teatral.

Fiquei incomodada em algumas passagens, sem entender a mudança de um parágrafo para outro, onde se mudava de pensamento a conversa, ou se mudava as conversas para outros protagonistas de forma abrupta. Tive de voltar algumas vezes para poder entender quem falava e ao que se referia.

Apesar disso foi uma leitura leve e engraçada em muitas passagens.

(nota: 4,00  de 5,00)

CITAÇÃO: “- Um homem  precisa fazer parte de alguma coisa maior do que ele mesmo. É o que dá sentido à nossa existência e faz de nós seres humanos em vez de ratos. É o que eu chamo de honra – declarou.” (pág. 172)

RESUMO SINÓPTICO: 

Cidade de Nápoles, ano de 1707... Gioconda ainda jovem apaixonou-se por Carlo Romanelli e com ele casou-se e teve  gêmeos: Giordano e Giuseppe. Idênticos em aparência, porém totalmente diferentes de alma.

Giordano era o orgulho do pai, tornou-se capitão-chefe da Guarda Real. Tem como missão proteger o Rei.

Giuseppe/Arrabal  tem espírito aventureiro. É ator de coração limpo, puro e de alegria contagiante e viaja com sua trupe, apresentam-se em praças, castelos da região e onde são convidados. Leva consigo Il feroce Paladino, marionete construída por seu avô Cosimo Salvatore que fazia diversos bonecos.

Os irmão apesar de não serem muito amigos, vivem um acordo tácito e respeitam o espaço um do outro. Tem duas coisas em comum: o cuidado constante com a mãe e o amor pela linda Luigia Romanelli.
 

Luigia foi prometida à Giordano e o admirava pela bravura, índole e equilíbrio, estavam noivos. Porém, ao assistir um dos espetáculos de Arrabal, ficou encantada e apaixonou-se por ele também. Amava a forma livre dele viver e declamar seus poemas.

Giordano vai para guerra e fica ferido gravemente ao tempo que Arrabal resolve partir e deixar Luigia ser feliz com o irmão. Luigia por sua vez estava com o coração dividido entre a obrigação de cuidar do noivo Giordano ou fugir com Arrabal...

ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTORA: 

Foi uma grata surpresa e alegria poder ler enredo tão diferenciado  e convidativo. Claro que tem muito haver com minha história  de vida e trouxe grande nostalgia e saudade de meu amado painho. Ele foi homem de circo, era mágico e vivia com sua tripé viajando por todo o país antes de casar com mainha. Além de minha avó, mãe dele ser italiana, então, fiquei bem emocionada ao ler Arrabal e lembrar das diversas histórias que nos contava na infância sobre suas viagens e personagens no circo. Como diria meu amigo Fabinho, pura sincronicidade.

Agora falando sobre o livro, Marisa foi bem feliz em desenvolver um enredo repleto de personagens bem construídos e com  personalidades diferenciadas. Até os gêmeos podemos identificá-los a cada passagem, em suas vestimentas, em sua forma de falar e agir.

O clima na casa dos Romanelli é bem pesado, o pai um grosso, a mãe um tanto demente, entretanto, na trupe, o clima é bem mais leve, risonho, apesar das pequenas desavenças, sempre estão unidos em tudo, inclusive na fome. O contraponto entre os dois ambientes é o marco do livro e por onde corre todo o segredo, desvendado de forma maestral ao final.

Como falei anteriormente, a única coisa que me incomodou foi a má divisão dos trechos no livro, tinha horas que não conseguia me situar corretamente e tive de voltar para reler, fora isso, o livro traz sentimentos profundos, acalentados pelo triângulo amoroso e pela definição da vida de cada personagem.

Gostei demais e recomendo mais uma autora nacional.

NOTA : 4,40 de 5,00
 smiley livrosmiley livrosmiley livro smiley livroSmiles - Recados e Imagens (6279) 

SOBRE O AUTORA:

Marisa Ferrari nasceu no Rio de Janeiro. É jornalista e pós-graduada em Filosofia Antiga. Autora de poemas, roteiros de cinema e peças de teatro, entre eles o musical infantil “Um príncipe desencantado”.


 



cheirinhos
Rudynalva

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Os Setes Crimes de Roma

Guillaume Prévoust
Editora Vestigio
250 paginas

O estudante de medicina Guido Sinibaldi, filho de um conceituado ex - sherife da cidade de Roma, é convocado a examinar uma cena de crime horripilante: o corpo nu de um jovem foi encontrado sobre uma coluna, decapitado e com uma adaga transpassada em seu corpo.
A partir daí, nos caminhos em que a investigação se desenrola, o jovem Guido tem de circular em um ambiente regido pela politica do comando do Vaticano. E dentre os que o ajudam em sua jornada está o inventor e artista Leonardo Da Vinci.
Em meados de 1514, provido de apenas de intuição e de conhecimentos de dedução e análise da época, o romance usufrui dos recursos com maestria, além de se aliar com a investigação de todo o paramento pessoal e de cenário que acerca todo o mistério que ronda este crime. Tem de se valer da influência de seu pai falecido, para que a investigação prossiga, além de contar com o apoio logístico e pessoal de Leonardo, bem relacionado dentro da sociedade que acerca o Papa Leão XI.
Em se tratando de gênero, este romance encaixa-se na categoria de um Thriller Histórico. Cuidados com detalhes da arquitetura da cidade de Roma, cronologia e ambientação da época,  dão o embalsamento e todo o clima para que a história tenha todo seu desenvolvimento verossímil. Demonstra-se que houve um cuidado e pesquisa nos detalhes, onde a inserção do personagem,  Guido sinibaldi,  tornasse a evolução da trama coerente. Mostra também toda a complexa estrutura da igreja apostólica romana da época, com encargos, níveis de hierarquia que para a maioria nem imagina como seja na época.
O enredo transcorre sem que haja um momento sequer de que algo desande,  sem que nenhum detalhe faltasse ou de tédio mesmo. Foi um desenrolar de história que prende do começo ao fim, apenas se atentando aos nomes e encargos a quem eles se referem.
Pelo fato de ter sido escrito como se fosse em uma época remota, a tecnologia da época se resumia a poucos conhecedores de sua utilização.  Ainda nessa época pairava o mistério de artefatos e poções para serem utilizados para conspirações e assassinatos,  que nos tempos de hoje são utilizados vulgarmente. Ainda havia a aura de mistério que hoje em dia se perde em detalhamentos tecnológicos que nem sempre são o real atrativo para uma história investigativa.  Fácil de se falar em tecnologia quando se tem séries e filmes que trazem e mostram exaustivamente. De fato, o atrativo da história é de como era possível investigar crimes complexos utilizando técnicas da época,  com o agravante de se lidar em um terreno minado por política religiosa.
A inserção do personagem Leonardo da Vinci é tratada com um certo destaque, mas com uma boa dosagem . Não só pela natureza de genialidade que o acercava, mas feita de maneira  de que não roube toda a cena, poderia tomar o livro todo.
Digo que histórias com detalhamentos deste tipo tem um certo quê de respeito, por agregar detalhes históricos que tem que ser bem amarrados e com fundamentos reais. Um detalhe mal pesquisado pode por em terra uma trama inteira, tornado a história uma piada grotesca. Apesar de que, se os detalhamentos históricos forem bem plausíveis, dificilmente um leitor comum vai se ater a investigar se certos detalhes são reais.

Nota:
Esse estilo de romance policial, considerado histórico é o tipo que demanda uma boa pesquisa e conhecimento de história. Isto é decido ao fato que a estruturação e narrativa não podem extrapolar ou colocar detalhes que não sejam plausíveis à época e características do personagem, além de respeitar a ambientação de época.
O interessante deste tipo de romance é a utilização de personagens dentro da história da civilização mundial, especificamente pertencentes ao Renascimento. A explicação mais plausível é que esta época, o Renascimento, é considerado uma das mais importantes para o desenvolvimento da civilização humana, em um aspecto geral.
Existem outros romances nesse estilo, mas que postarei em outra oportunidade.


Post editado por Marcia H. Saito. htttp://torrenteliteraria.wordpress.com

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Novembro de 63 - Stephen King



Novembro de 63 narra a história de Jake Epping,um professor de 35 anos.Ao pedir aos alunos do supletivo para fazer uma redação,Jake não poderia imaginar o quanto isso afetaria sua vida.

"Harry Dunning,o zelador,era conhecido como "Harry Sapo" por causa do jeito como andava.Só me lembro de uma ocasião em que chorei depois já adulto e foi quando li a história do pai do zelador.O tema que passei foi"O dia que mudou minha vida".Lembro-me também de como a redação começava.Lembro-me de cada palavra.:
.....Não foi um dia foi uma noite.A noite que mudou a minha vida foi a noite que meu pai matou minha mãe e dois irmão e me maxucou muito.Maxucou minha irmã também,tão maxucada que ela ficou de coma.Dali três anos ela morreu sem acordar.O nome dela era Ellen e eu gostava muito dela.Ela adorava colher floris pra botar nos vazos......"(no livro é descrito assim,com erros de gramática).


Sem conseguir tirar a história do zelador da cabeça,Jake recebe uma ligação de seu amigo Al Templeton.Atendendo ao pedido de Al,Jake vai visita-lo.E lá descobre um segredo que poderá mudar não só a sua vida,mas também a História do mundo.Na despensa do restaurante de Al há uma espécie de fenda no tempo.Não se sabe como apareceu ali nem por que.Mas ali está o passado e ele pode ser mudado.E Al quer mudar algo muito importante:o assassinato do presidente dos Estados Unidos,John Kennedy.Mas Al está debilitado pelo câncer e não tem tempo suficiente de vida para fazer isso.Sabendo que Jake não tem família e está divorciado Al pede a ele que volte ao passado e impeça o assassinato do presidente.Jake titubeia mas ao se lembrar da história do zelador ele decide ir e impedir também a tragédia que ocorreu com Harry.Por um longo tempo Jake viverá no passado e fará de tudo para evitar que o presidente seja assassinado e a  família de Harry seja devastada pela tragédia. Também conhecerá Sadie.Apaixonados,eles iniciam um romance.Mas o passado  não quer ser mudado.E isso pode se tornar perigoso,tanto para Jake quanto para Sadie.E se conseguisse mudar o passado,quais seriam as consequências?

"E me perguntei o que estava alterando.Não sei,não sei.Eis o que sei.O passado é obstinado pela mesma razão que o casco da tartaruga é obstinado:por que a carne viva dentro dele é tenra e indefesa."

Novembro de 63 é um livro excelente.Confesso que não me chamou muito a atenção quando esse livro foi lançado.Parecia que tinha a ver com política e isso não me interessa nem um pouco.Comecei a ler o livro com um pé atrás e grande foi a minha surpresa.Já nas primeiras páginas o livro me prendeu.Stephen King mais uma vez mostrando por que é mestre naquilo que faz.Ele juntou uma história real(o assassinato do presidente) com o imaginário,uma viagem no tempo e conseguiu criar uma história empolgante que me prendeu do início ao fim.Ele descreveu tão bem como era a vida no final da década de 50 e o início da década de 60 que parecia que eu estava lá,andando nos carros da época,ouvindo as músicas e vivenciando tudo aquilo que Jake via ou fazia.Como é um livro longo há algumas partes cansativas mas nada que tire o prazer da leitura.Também acho que a Suma de Letras devia ter mantido o título original:22\11\63.No mais uma leitura de primeira.O final foi o único que podia ser e me emocionou.Eu diria que é cativante.Stephen King mais uma vez me surpreendeu e me deixou com gostinho de quero mais. Uma frase que me chamou a atenção:
"Como todos os sonhos doces,será breve...mas a brevidade cria doçura não é?Por que quando o tempo passa,a gente nunca o recupera."

Palmas pro King!!!


                                                            A Capa original do livro.  

domingo, 15 de junho de 2014

RESENHA - "BELLEVILLE" - FELIPE COLBERT (LITERATURA NACIONAL)


LIVRO  :”BELLEVILLE” (LITERATURA NACIONAL)

AUTOR: FELIPE COLBERT

EDITORA  : NOVO CONCEITO

PÁGINAS –301

1ª  EDIÇÃO

IMPRESSÃO 2014

CATEGORIA: FICÇÃO BRASILEIRA

ASSUNTO: ROMANCE

ISBN: - 978-85-8163-411-1
 Belleville

CITAÇÃO: [...]” Hoje é o seu dia de sorte. Você acaba de ser premiado com um passeio de montanha-russa! Espere, não estou brincando. Não despreza as minhas palavras. Leia a carta até o final para descobrir o que eu quero dizer.”[...](pág. 05)

ANÁLISE TÉCNICA:

-CAPA = 

Uma moça com cabelos castanhos, longos e esvoaçantes, vestido antigo e ao fundo, uma montanha russa cheia de luzes brilhando.

A capa é apenas bonita, porém descreve totalmente o enredo do livro.

 (nota: 4,80  de 5,00)

-DIAGRAMAÇÃO:  

Produção Editorial: Equipe Novo Conceito.

Impressão e Acabamento Arvato Print 070314.

O livro tem 46 capítulos numerados e com uma gravura pequena de uma moto Vespa acima da nomenclatura dos capítulos.

Páginas amareladas e letras pretas medianas, e, as letras das cartas são diferentes da letra do texto.

(nota: 4,80  de 5,00)

- ESCRITA:

A narrativa é feita em primeira pessoa pelos protagonistas principais: Anabelle e Lucius, através de capítulos intercalados de cada um. Um acréscimo dado ao texto, são as cartas trocadas entre os protagonistas.

As falas são condizentes com a época vivida por cada um deles.

A leitura é fácil e rápida porque os capítulo não são grandes.

O ponto negativo são os erros de correção, palavras divididas de forma erra, um ou dois erros de ortografia (ou será de impressão?). Claro que nada disso atrapalha a leitura.

Confesso que a revisão ortográfica da NC tem me decepcionado um pouco ultimamente. 

(nota: 4,60 de 5,00)

CITAÇÃO:” [...]O vento batia em meu rosto, arredio e constante. O circuito me levava a subidas e descidas, curvas para fora e para dentro, e eu imaginava com perfeição cada trilho que havia contruído. Até que ia chegando ao final, e os freios trabalhavam em comboio. [..]” (pág. 181)

RESUMO SINÓPTICO:  

Lucius está em 2014 e chega a bela Campos do Jordão para realizar o sonho de seu pai: vê-lo formado em matemático. Inteligente, porém sem amigos, nunca conseguiu se relacionar com as pessoas devido sua timidez, vê a universidade como saída para sua realização. O pai Fernando, que sofre do coração e cultiva orquídeas, juntou dinheiro a vida inteira para realizar o sonho de ver o filho formado. Consegue alugar um casarão antigo para que o filho fique bem hospedado durante os 5 anos de faculdade. Lucius acha o casarão um tanto deprimente, mas ao vasculhar o terreno ao fundo, descobre o início de uma construção e fica intrigado. Ao vasculhar o terreno, descobre enterrado no pilar principal, uma caixa com uma carta dentro e sua vida começa a mudar a partir daí...

Anabelle morava em Campos do Jordão em um casarão grande com um terreno ao fundo, onde seu pai fotógrafo começou a realizar o sonho de construir uma montanha-russa no quintal, vivia para isso e acabou morrendo de tuberculose antes de completar seu sonho. Era o ano de 1964 e Anabella acabara de completar 18 anos. Estava só, sem dinheiro, sem emprego e com o desejo de completar o sonho do pai. Resolve escrever uma carta para que o futuro morador continuasse o sonho do pai: construir Belleville.

Lucius resolve responder a carta encontrada no pilar e qual não foi sua surpresa, após alguns dias, encontrar resposta para a carta escrita. Anabelle e Lucius começam a trocar correspondência através da caixa de madeira. A início cheios de suspeitas, sem entenderem como poderia uma carta viajar 50 anos de diferença, achavam que era brincadeira de alguém local. Até Lucius encontrar uma foto de Anabelle e ela enviar um medalhão com a foto de Tião, seu gato preto...

A paixão os domina em épocas diferente e ambos encontram um novo sentido para suas vidas. Lucius toma uma decisão intempestiva de continuar a construção de Belleville e realizar o sonho de Anabelle. O  que ambos não esperavam era a chegada do Tio Lino, irmão do pai de Anabelle, que passou a maltratá-la e a acabar de vez com as esperanças cultivadas por ambos na construção de Belleville...

ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:

Ainda estou sem fôlego com a intensidade que esse livro me transmitiu... Acabei de lê-lo e tive de vir logo fazer a resenha para não perder o sentimento de felicidade que sinto. Claro que não conseguirei imprimir em palavra a emoção que sinto, entretanto, vou tentar repassar o que uma boa leitura me causou.

E aqui vou ressaltar a impressão que vem crescente: nossos autores nacionais, não ficam a dever em nada aos autores estrangeiros. Tem sim criatividade, sentimentos e forma de expressões próprias e firmes e nos fazem viajar em uma boa leitura, a apreciar uma boa escrita, a divagar em uma estória fictícia e envolvente.

Ficção é um dos estilos de leitura que mais gosto desde a infância, onde até arrisquei escrever alguns contos. Agora... falo da boa ficção, bem escrita e até com uma certa lógica plausível. E juntar à ficção, um romance que transcende tempo e espaço, isso sim é usar a criatividade e imaginação.

Inexoravelmente Felipe Colbert soube usar a ciência física, os questionamentos de viagem no tempo, as leis de Einstein a favor da construção de um belo exemplar literário, onde a leitura instiga à pesquisa dos “buracos de minhoca”, das viagens atemporais e claro, ao impulso magnético de um amor verdadeiro que transporta as barreiras de espaço e tempo, tornando possível a realização de um sonho.

Para alguém como eu que tem uma visão romântica da vida e acredita em tudo até que provem o contrário, ler Belleville  foi um presente. Presente sim, porque trouxe um refrigério aos momentos de tensão que tenho vivido, por ter me feito sonhar acordada e reavivar preceitos que havia esquecido durante um tempo...

É um livro bem escrito, um romance que transpassa 5 décadas com um final bem dentro do que é esperado. 
Completo! É o que posso dizer...LEIAM!!!!E agradeço ao Felipe por tão boa ficção romântica perfilada em letras.

NOTA : 4,90  de 5,00

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SOBRE O AUTOR:

Felipe Colbert nasceu no Rio de Janeiro. Além de escritor, é palestrante e coach literário.

Possui trabalhos publicados no Brasil e na Europa. Iniciou a carreira escrevendo thrillers vencedores de prêmios.

Já idealizou projetos literários que beneficiaram diversos autores com a aplicação de técnicas internacionais de estruturação de romances. Atualmente mora na cidade de São Paulo.

Belleville é seu quarto romance.

Visite o site do autor: www.felipecolbert.com.br

 


CHEIRINHOS
RUDYNALVA

segunda-feira, 9 de junho de 2014

O Milagre


O Milagre

Nicholas Sparks

Resenha de Sueli Jansen


Jeremy Marsh é um jornalista investigativo, carreira que abraçou mais por acaso, que por escolha. Contudo, aos trinta e sete anos, sendo quinze deles com relativo sucesso mas poucas realizações materiais, faz com que ele comece a questionar o seu futuro profissional. 

Apesar do estrondoso sucesso de sua participação em um programa de grande audiência, quando ele desmascara um “vidente profissional”, nosso herói sente que precisa de novos desafios, novos ares, de um novo recomeço, porque mesmo após sete anos do término doloroso de seu casamento com Maria, ele ainda se sente incapaz de manter um relacionamento estável, além de estar perdendo o fôlego profissional. 

É nesse momento que ele recebe uma carta vinda de Boone Creek, na Carolina do Norte, cuja remetente solicita que ele investigue certos fenômenos sobrenaturais relacionados a uma lenda local.

O desafio de desvendar a origem das luzes que tanto fascinam os moradores de Boone Creek, e que em nenhum momento ele acredita tratar-se de um fenômeno paranormal, já que Jeremy é descrente de tudo, é justamente o que ele precisa, e, portanto, aceita.

Ao chegar à Boone Creek ele é muito bem recebido pela população que, assim como muitas outras pequenas localidades, está desaparecendo em virtude da situação econômica, e da migração populacional para os grandes centros do país.

Um desses moradores é a simpática Dóris McCllelan, uma viúva, leitora assídua da Scientific American, onde o resultado de uma das investigações feita por Jeremy, sobre um fantasma que assombrava determinado lugar, havia sido publicado.

E, é justamente por causa dessa matéria, que Dóris sente-se motivada a escrever para ele solicitando sua ajuda para desvendar o mistério inquietante que há décadas alimenta o imaginário da população da sua cidade.

A ação, propriamente dita, tem início com a chegada de Jeremy à Boone Creek, e a sua interação com os moradores desse lugar pitoresco, misterioso e futriqueiro. 

E, como é um romance, nosso protagonista em suas idas e vindas conhece Lexie Darnell, a bibliotecária linda e sexy que irá ajudá-lo de forma efetiva em suas pesquisas, além de mexer com o seu coração.

Sabe leitor, eu precisava ler Nicholas Sparks. Era quase um rito de passagem, sei lá...Porém, depois de assistir “Uma Carta de Amor” e “Noites de Tormenta”, penso que vocês irão compreender que eu precisava pesquisar a fundo “O Milagre”, antes de mergulhar em sua leitura, já que esse autor sabidamente tem o péssimo hábito de “matar” personagens incríveis e deixar as mocinhas, e a todos nós, com o coração partido.

Por isso, foi com grande apreensão que li sobre cada viagem de carro, avião ou barco de seus personagens em “O Milagre”. Tremi de pavor a cada variação do clima, tanto de Nova York, quanto da Carolina do Norte. Pois, afinal de contas, sendo o título do livro “O Milagre” sabe-se lá onde esse acontecimento fantástico se daria, não é mesmo?

Contudo, não senti a terra tremer, o coração bater, e nem me apaixonei pelo casal principal. E, olha que sou absolutamente romântica e impressionável. O livro vai perdendo fôlego, não mostrando a envergadura que o início prenunciava.

Contudo, posso entender perfeitamente o motivo pelo qual os livros de Sparks conseguem adaptações bacanas para o cinema. Seus cenários são sedutores e ele confere aos seus personagens características interessantes, porém pouco definidas. Tudo é muito subjetivo , sem substância, podendo ser manipulado conforme o roteirista ou o diretor de uma possível produção cinematográfica. 

Que, diga-se de passagem, têm sido bem melhores que as adaptações dos livros das minhas queridas Nora Roberts e Linda Howard, por exemplo.

É um livro muito irregular, com altos e baixos, e diálogos sem grande consistência, mas o principal motivo para eu não me envolver foi a mocinha, pasmem os senhores! 

Infelizmente a Lexie não conquistou a minha simpatia, e muito menos a minha confiança. Ela é uma heroína, se é que podemos chamá-la assim, meio covarde e recalcada. Presa a um passado de amores frustrados e com medo do futuro, Lexie é carregada de pessimismo e mal-humorada demais.

Não sei, não, mas acho que o Jeremy vai se dar mal de novo!



sábado, 7 de junho de 2014

Toda a Verdade - David Baldacci




Esse livro é daqueles que coloca idéias na cabeça
do leitor.Quando leio um livro ele pode me comover,me
deixar com raiva,pode me levar a lugares infinitos por meio de viagens infinitas,seja no mundo em que vivemos ou em reinos fantásticos.
Geralmente fica aquela sensação boa quando o livro acaba e as vezes até penso em reler de novo algum dia.Mas aquela sensação de que você aprendeu algo importante,que pode influenciar em alguma coisa na sua vida poucos livros conseguem e Toda a Verdade é um desses.É um livro engenhoso escrito por alguém muito talentoso.

"Por que perder tempo descobrindo a verdade quando se pode facilmente criá-la?"

Essa frase já chama a atenção na sinopse do livro mas depois que você começa a ler o livro e saber o por quê da mesma não tem como não ficar com "minhocas" na cabeça.Faz pensar quanta verdade pode ter sido fabricada no mundo ao longo dos anos apenas para conveniência de uns e outros.David Baldacci consegue levantar questões na cabeça do leitor que ficam ali cutucando você,fazendo você pensar a respeito daquilo.Ele consegue plantar na cabeça do leitor uma grande dúvida:
Quantas verdades existem no mundo e quantas são fabricadas?
Impressionante a questão que ele abordou nesse livro.
Fui pesquisar e vi que parte do que ele escreveu existe sim!


Um livro para ser lido por todos!




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