domingo, 23 de agosto de 2015

RESENHA - ”MENTIRAS QUE CONFORTAM” - RANDY SUSAN MEYERS



LIVRO:”MENTIRAS QUE CONFORTAM”


TÍTULO ORIGINAL:”THE COMFORT OF LIES”


AUTORA:RANDY SUSAN MEYERS


TRADUÇÃO: ANA PAULA REZENDE


EDITORA: NOVO CONCEITO



PÁGINAS – 368



1ª  EDIÇÃO



IMPRESSÃO 2015



CATEGORIA: FICÇÃO NORTE-AMERICANA



ASSUNTO: DRAMA



ISBN: - 978-85-8163-706-8

Mentiras que Confortam






CITAÇÃO: Qual poderia ser o momento mais assustador em um casamento do que quando se pega o marido olhando para a mulher sem paixão? Quando ele revelava que não gostava tanto dela naquele momento? [...]” (pág. 147)






ANÁLISE TÉCNICA:





-CAPA-



Jovem de camiseta branca, sentada à mesa, segurando um cartão com o título do livro, e, em cima da mesa, vários envelopes de cartas.



Feita por Laywan Kwan.



Fotos da capa @kayla Evdokimova e Arcangel Images.



Bem bonita e sugestiva, tudo haver com o livro.





(nota:4,70 de 5,00)







-DIAGRAMAÇÃO:



Impressão e acabamento Intergraf 010615.



Produção Editorial: Equipe Novo Conceito.



O livro é dividido em: pensamento; duas partes: antes e depois; 37 capítulos numerados e com título correspondente a quem se refere o capítulo.

 



Páginas amareladas com letras pretas e as páginas que iniciam os capítulos são cinza, tipo papel envelhecido.

 

 Formato/Acabamento: 16x23x2,0


Peso: 0.50 kg


Muito boa diagramação.



(nota:4,70 de 5,00 )







- ESCRITA:



Narrativa feita em 3ª pessoa desconhecida e com visão ampla sobre as três protagonistas: Tia, Juliete e Carolina.Diálogos bem escritos.



Pequenos erros de concordância, mas nada que atrapalhe a leitura.



(nota:4,70 de 5,00)







CITAÇÃO: “[...]- quando temos sorte, as pessoas que realmente importam nunca saberão o que dissemos. O que pensamos, ou o que fizemos.[...]” (pág. 346)



RESUMO SINÓPTICO:



Juliette é casada com Nathan, professor universitário e tem dois filhos. Acredita que seu casamento é feliz e faz de tudo para manter a família unida. Os filhos estão sempre em primeiro lugar.



Nathan tem um caso extra conjugal com Tia e dele resulta uma gravidez indesejada. Tia é fraca e acredita não ser capaz de ser mãe e resolve colocar o bebê para uma adoção aberta.



Nathan ao saber da gravidez, pede a Tia que tire o bebê e desaparece da vida dela. Acaba contando para Juliette sobre sua traição e ela vê seu mundo ‘perfeitinho’ ruir, embora o perdoe e o aceite de volta.



Caroline é casada com Peter que tem o sonho de ser pai e descobre que não pode realizar seu sonho. Resolve então adotar uma criança. Caroline fica revoltada, não se acha preparada para maternidade, acaba aceitando para tornar o marido feliz. Eles acabam sendo o casal escolhido por Tia e adotam Savannah. Que Tia insiste em chamar de Honor...



Cinco anos se passam e Caroline envia fotos de Savannah para Tia a cada novo aniversário.



Tia enlouquecida por nunca ter esquecido de Nathan, toma a decisão de enviar as fotos para que Nathan conheça a filha deles. O envelope é interceptado por Juliette que fica arrasada em saber que a traição gerou frutos e sente-se novamente traída...







ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTORA:



Já deu para sentirem o drama do enredo, né? Situações bem dolorosas e atitudes impensadas que tornam ainda mais dramáticos todo mote do livro.



Apesar de gostar de drama, confesso que achei aqui excesso em determinadas atitudes e algumas nada haver. E por isso o livro não me conquistou por completo.



Como Tia tem uma criança e a dá em adoção e depois de 5 anos, quer a criança de volta? E ainda manda fotos para o ‘pai’ que nunca quis o bebê, aliás, nem sabia da existência dele?



Como Juliette comete atos impensados para se aproximar de Savannah e Caroline e assim conhecer a criança e ainda querer ficar com ela?



Como Caroline que não se dizia capaz de ser mãe, acaba aceitando a imposição do marido?



E o pior de tudo, Nathan apenas é um papel secundário, mesmo sendo o provocador de todas as situações que se passam no livro?



Fiquei um tanto ‘entalada’ com várias situações e não aceitei de forma alguma e isso me deixou um tanto revoltada com um enredo tão bom de ser desenvolvido e se perdeu no caminho.



Gostei do final que ficou amarradinho, sem pontas soltas e até bem coerente. Apesar de todos meus questionamentos, consegui analisar de forma mais fria após concluir a leitura e reavalie minha análise, porque estava fazendo em cima dos meus sentimentos e não da ficção do livro, que bem poderia ser uma história real e cada pessoa reage de forma diferente em determinadas situações.



É um daqueles livros que gostar ou não, dependerá da forma como encaramos a vida e como foram nossas experiências.







NOTA :3,70 de 5,00 


  Emoticon triste







SOBRE O AUTORA:




É autora do aclamado best-seller ¬ e Murderer’s Daughters, que foi escolhido como “;livro de leitura obrigatória”; pelo Massachusetts Center for the Book e ¬ finalista no Massachusetts Book Award. Ela mora em Boston com o marido.


CORTESIA EDITORA NOVO CONCEITO !

cheirinhos
Rudy



RESENHA - ”O MORRO DO ACASO” (LITERATURA NACIONAL) - VALTER SIMAS



LIVRO:”O MORRO DO ACASO” (LITERATURA NACIONAL)


AUTOR: VALTER SIMAS



COLEÇÃO: VIAGENS NA FICÇÃO



EDITORA: CHIADO



PÁGINAS –186



1ª  EDIÇÃO 2014



CATEGORIA: FICÇÃO



ASSUNTO: LITERATURA FANTÁSTICA



ISBN: - 978-989-51-1173-2


 





CITAÇÃO:” – Vai ser melhor ainda, pois o se perder é na verdade uma grande oportunidade que a vida nos dá para podermos nos reencontrar.A gente não precisa de todas essas coisas da cesta. As duas garrafas de água são tudo o que precisamos.” (pág. 29)



ANÁLISE TÉCNICA:





-CAPA-



Casal em cima de um morro, assistindo o por do sol.



A capa é belíssima e condiz com o conteúdo do livro.



Feita por Alexandre soares – Departamento gráfico





(nota:5,00 de 5,00)







-DIAGRAMAÇÃO:



O livro é dividido em apenas cinco capítulos numerados e com título.

 



As folhas são amareladas com letras pretas.



A diagramação é simples, porém eficaz.



Impressão e acabamento Chiado Print.



O maior problema na minha opinião foram os capítulos um tanto longos.





(nota:4,50 de 5,00 )



- ESCRITA:



Acredito que a escrita é o ponto alto do livro.



Bem escrito, em linguagem que não chega a ser coloquial, porém não é corriqueira, é uma linguagem mais formal, bem revisada e de certa forma até poética em alguns trechos.

 



Inspirativa, culta e mostra o quanto um livro pode ser escrito de forma educativa, sem palavras chulas e com bom entendimento.



Revisão feita por Daniel Aço.





(nota:5,00 de 5,00)







CITAÇÃO: “Não se crucifixe na imperfeição, esta é o caminho da evolução. Para se atingir a iluminação há que ser vivida a imperfeitção humana na sua máxima potência, sem sentimento de culpa, sem amarras ao passado e sem medo. Temos de passar conscientes por essas etapas para um dia conseguirmos nos despir e atingir a nossa essência divina.” (pág. 10)



RESUMO SINÓPTICO:



O livro conta a história de Thiago à partir de sua adolescência, onde ele tinha uma conexão com a natureza e com as energias que dela emanavam.Junto dela ele conseguia absorver tudo de mais positivo e se manter em equilíbrio.



Thiago ao mesmo tempo era ambicioso e quando chegou em fase mais adulta, queria atingir sua meta profissional, ser reconhecido e mostrar aos pais e a todos que seria o melhor no que faz, independente se teria de tomar decisões que não achava tão corretas no passado.



Os conflitos estavam sempre presente em sua vida, porque apesar de se dar profissionalmente, interiormente sabia que isso não trazia felicidade. Vivia solitário e a solidão o fazia beber e ficar fechado cada vez mais em si mesmo...



Thiago passa a fazer uma viagem interior, relembrar os ensinamentos do passado, através de alguns novos amigos e ir em busca novamente do equilíbrio pessoal...



O final do livro é surpreendente...



CITAÇÃO: “’Somos receptores de energias, somos plurais,Energias dos diferentes pólos: negativo e positivo.

Essas energias são o combustível de nossas ações e não são inexoravelmente determinantes, mas são ventanias que nos impulsionam.’”. (pág. 75)







ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:



Sei que muitos podem não gostar do estilo do livro, mas ele foi perfeitinho para mim... pelo simples fato de o livro não ser apenas a história da vida de Thiago e sim por ser a história de vida de qualquer um de nós que buscamos a elevação espiritual.



O livro nos faz sair da nossa zona de conforto, mostra que em tudo tem dois lados e cabe a nós dosarmos qual lado nos pertence e lembrando que o outro lado está lá, queiramos ou não.



Não sei se conseguirei exprimir meus sentimentos aqui, afinal tenho grande dificuldade em fazer resenha de livros quando gosto muito, tentarei!



O livro fala sobre ensinamentos, digamos assim, zen/budista, porém não é um livro religioso. Ele nos mostra o quanto nossas atitudes podem modificar de alguma forma nosso destino e que nunca é tarde para retornarmos a busca correta para nossa vida e nossa felicidade.



Fala de elementos e benefícios, instrumentos como a meditação, que faz buscar nossa essência, esquecendo que o passado passou, agora vivemos o presente que logo ficará no passado e nos trará um futuro que podemos melhorar.



É um livro de grande ensinamento, de crescimento e nos mostra que tudo é transitório e passageiro, que o bem e o mau convivem lado a lado e precisamos nos lapidar, melhorar, evoluir...



O autor foi assertivo em todas suas colocações. E digo que o livro não é apenas para pessoas como eu, que vivem em busca de melhora pessoal e espiritual. O livro é para todos que buscam um conhecimento que não seja superficial e um aprendizado maior, mostrando que podemos fazer várias coisas ao mesmo tempo...





CITAÇÃO: “-Quando vivemos o que a vida nos reserva, sem fugas nem lamentações e enfrentando os acontecimentos de frente, tornamo-nos plenos e, por conseqüência, a plenitude se faz florescer em nossas vidas. A vida sempre encontra um jeito de florescer.” (pág. 163)



NOTA : 5,00 de 5,00

   






SOBRE O AUTOR:

 



Valter Simas Moraes Sarmento, nascido em 12/05/1975 no município de Salvador-Bahia.Graduado em Direto pela Universidade Federal da Bahia. 

Uma pessoa que se olha no espelho, não por vaidade, mas por busca, por curiosidade.

Cortesia cedida pelo autor.



cheirinhos

Rudy

sábado, 22 de agosto de 2015

ENTREVISTA COM O VAMPIRO – As Crônicas Vampiresca 1 –  Anne Rice  - Blog Livros e Resenhas: Sua Estante

SUA ESTANTE
Interview with the Vampire (The Vampire Chronicles #1) Ano: 1992 / Páginas: 309
Idioma: português
Editora: Rocco

“Aquela manhã, eu não era ainda um vampiro.  E eu vi meu último nascer do sol. Eu lembro completamente desse, ainda que não me lembre de nenhum  outro nascer do sol antes desse ”. (ANNE RICE, in: Entrevista com o Vampiro, 1976)


Desde que me entendo por gente lembro de estar sempre com um livro na mão e dos mais variados tipos: quadrinhos, contos de fadas, almanaques, livrinhos de pintar (e olha que nem estavam na moda e já amava!), infantis, infanto juvenis e assim por diante. Contudo, foi com o livro Entrevista com o Vampiro (Interview With The Vampire, Anne Rice, 1992, Editora Rocco, 309 p.) que tive consciência de que a literatura estaria definitivamente e irremediavelmente em um papel de destaque em minha vida.
O curioso é que cada saga dessa autora parece ser escrita por uma pessoa totalmente diferente, tamanho é a abrangência dos universos que cria. Seja na saga das Bruxas Mayfair; nos duetos As Canções do Serafim e As Crônicas da Dádiva do Lobo; no religioso Cristo Senhor ou na extrema oposta trilogia erótica gótica pouco palatável sobre o conto de fadas A Bela Adormecida; as múltiplas personalidades de Anne Rice somente se assemelham no alto nível da escrita e na complexidade de seus personagens.
E não é diferente com as Crônicas Vampirescas. Publicado pela primeira vez em 1976, Entrevista com o Vampiro, primeiro livro dessa saga alçou a norte-americana Anne Rice ao posto de “rainha do terror”. Não é à toa que a tradução do livro foi creditada a ninguém menos que Clarisse Lispector, uma das mais respeitadas escritoras brasileiras.
Alegando ser um vampiro de 200 anos de idade, Louis de Pointe du Lac narra suas memórias para um jovem jornalista: em 1790, era um rico fazendeiro de New Orleans, dilacerado com a morte do irmão. Deseja que a morte o tirasse de seu tormento, porém, é o enigmático vampiro Lestat que o encontra e tem outros planos para o melancólico Louis, transformando-o em seu companheiro imortal.
Enquanto, para o deleite do manipulador Lestat, o novato vampiro continua na sua existência pós morte martirizando-se com as mesmas questões existencialistas que o afligiam em vida, a autora recria a atmosfera da cidade estadunidense de colonização francesa, com seus portos e arquiteturas peculiares e posteriormente a própria Paris.
Esqueça romance adolescente com vampiros brilhando ao sol. As Crônicas Vampirescas – até o presente momento contendo doze livros – é uma série responsável por trazer algumas das figuras mais marcantes do imaginário popular. Assim como nesse volume somos introduzidos a Lestat que talvez só possa ser comparado em termos de importância ao próprio Drácula de Bram Stoker, temos a Cláudia, a polêmica “filha” de Louis e Lestat, que recentemente ganhou na graphic novel A História de Cláudia (Interview with the Vampire: Claudia’s Story, Anne Rice; Ashley Marie Witter, 2015, Editora Rocco, 224p.) sua própria versão dos acontecimentos de Entrevista com o Vampiro.
A adaptação cinematográfica demorou muito para chegar aos cinemas mesmo sendo um sucesso literário mundial. A produção hollywoodiana homônima de 1994 – Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles, direção de Neil Jordan – conta com excelentes atuações de Brad Pitt como Louis e Tom Cruise como Lestat. Mantém o roteiro relativamente fiel a obra original, exceto pela derrapada na escolha de Antonio Bandeiras para dar vida ao vampiro Armand, que no livro é descrito como um anjo juvenil loiro e terá grande importancia nos volumes subsequentes.
Alguns leitores podem considerar Anne Rice demasiadamente descritiva, mas acredito ser fundamental para a imersão no universo criado pela autora que, certamente, tem como ponto forte a profundidade psicológica dos seus personagens. Entrevista com o Vampiro, provando ser um clássico, continua tendo o enredo mais atual do que nunca, focando sua temática no amor – independente do gênero – morte, imortalidade, existencialismo e na condição humana. 
Escrito por: Tatiana Castro
SUA ESTANTE

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

RESENHA - FRAGMENTADOS” (VOL. 1) - NEAL SHUSTERMANN

LIVRO:FRAGMENTADOS”(VOLUME 1)


SÉRIE:FRAGMENTADOS


AUTOR:NEAL SHUSTERMANN


TÍTULO ORIGINAL:”UNWIND”


TRADUÇÃO: CAMILA FERNANDES


EDITORA: NOVO CONCEITO



PÁGINAS –320



1ª  EDIÇÃO



IMPRESSÃO 2015



CATEGORIA: FICÇÃO NORTE-AMERICANA



ASSUNTO: DISTOPIA



ISBN: - 978-85-8163-519-4


 Fragmentados








CITAÇÃO: “- Só porque a lei diz, não faz com que seja verdade.

-É, bom, só porque a lei diz, também não faz com que seja falso. Só é a lei porque um monte de gente pensou nisso e decidiu que fazia sentido.” (pág. 162).


 





ANÁLISE TÉCNICA:





-CAPA-



Digital azul ao fundo e uma mão como se fosse radiografada.



O efeito é radical e bem diferente.



Foto da capa: Getty Imagens.



Designer da capa: Krista Vossen.(Baseado no designer original)Daniel Roode.



Designer da série: Chloe Foglia.



(nota:4,50 de 5,00)







-DIAGRAMAÇÃO:



Páginas amareladas e letras pretas pequenas que dificultaram um pouco a leitura para mim.



Dividido em: dedicatória; pensamento; A lei da vida; sete partes com títulos; 69 capítulos numerados e com títulos; e, agradecimentos.

 

 



Produção editorial Equipe Novo Conceito.



Impressão e acabamento Intergraf 010615.



Formato/Acabamento: 16x23x2,3.



(nota:4,70 de 5,00 )







- ESCRITA:



Narrativa em terceira pessoa por desconhecido, focando nos 3 protagonistas principais.



Não observei erros.



Escrita fluida, rápida, de bom entendimento e bem envolvente.





(nota:4,80 de 5,00)







CITAÇÃO: “[...] Você aprende uma coisa depois de ter vivido tanto quanto eu vivi: as pessoas não são completamente boas nem completamente ruins. A gente passa a vida toda entrando e saindo das sombras e da luz. Nesse momento, eu estou feliz por estar na luz.” (pág. 108)



RESUMO SINÓPTICO:



A Guerra de Heartland (a Segunda Guerra Civil) foi longa e sangrenta entre os exércitos Pró-vida e Pró-escolha. Após várias emendas constitucionais, foi criada “A Lei da Vida”, apaziguando os dois lados e dando fim a guerra.



A Lei da Vida declara que a vida humana não pode ser imaculada da concepção aos 13 anos; entretanto, dos 13 aos 18 anos, os responsáveis podem optar por ‘abortar’ uma criança, desde a vida dela não tenha fim ‘tecnicamente’. O processo é chamado de “FRAGMENTAÇÃO”, onde partes das crianças são implantadas em outros seres que precisam de doação de órgãos...



CONNOR tem 16 anos e sempre foi considerado rebelde por seu pais que assinaram a autorização para fragmentação do mesmo sem nem ao menos comunicá-lo, ele descobre sem querer e acaba fungindo de casa na véspera de ser levado para fragmentação.



RISA tem 15 anos e é tutelada pelo Estado, desde de criancinha quando seus pais morreram. É pianista e como não sabe fazer outra coisa, é descartada pela instituição onde vive para dar lugar a outras crianças.



LEV tem 13 anos e é de família religiosa, sempre soube que ao completar a idade, seria fragmentado como dízimo... Aceitou desde de sempre sua condição e até achava que era uma oferenda. Queria mesmo ser fragmentado em favor de outrens.



Um acidente inesperado reúne essas três crianças que se unem para não serem fragmentados e começa uma grande ‘aventura’ onde Connor e Risa lutam para sobreviver até os 18 anos e Lev até certo tempo, insiste ainda em ir para fragmentação....





CITAÇÃO: Engraçado, mas era para a Lei da Vida proteger a santidade da vida. Em vez disso, apenas tornava a vida algo barato. Graças a Deus há a Iniciativa da Cegonha, essa lei maravilhosa que dá a garotas como ela uma alternativa muito melhor.” (pág. 52)





ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:



O livro é uma distopia pós apocalíptica como tantos outros, porém com o diferencial no enredo.O autor soube alinhavar bem direitinho o encontro dos 3 tipos de fragmentários e trouxe uma trama mais que envolvente.



Cada personagem principal amadureceu de algum modo, principalmente Lev, fiquei admirada o quanto houve uma mudança com ele. E para saber como tudo aconteceu, você terá de ler o livro que é bem envolvente e em certa parte revoltante.



Ainda não digeri o fato de crianças serem fragmentadas. Por que não os adultos? Na minha opinião seria bem útil...mas, enfim, a criatividade (até certo ponto perversa) do autor, quis assim...fazer o que, né?



Achei crueldade essa tal Lei da Vida, o que não perde o brilho de uma distopia bem escrita e onde nenhuma ponta ficou solta, mesmo sendo uma série. Acredito que novos fatos virão e já estou bem curiosa pelo próximo livro...



Recomendo muito, principalmente para quem gosta de ficção/distópica diferenciada das comuns. O tema é bem questionável e nos faz pensar nessa nova realidade futurística que bem poderá ser a nossa...





NOTA : 4,80 de 5,00

   



SOBRE O AUTOR:





 


Já escreveu mais de 30 livros premiados para jovens e adultos, incluindo Full Tilt, a Trilogia Skinkacker, Unwholly, Bruiser e The Schwa Was Here, que recebeu o Boston Globe-Horn Award como melhor livro de ficção. Ele também escreve roteiros para o cinema e a televisão, como Animorphs e Goosebumps. Pai de quatro filhos, Neal vive no sul da Califórnia.



Saiba mais sobre o autor em storyman.com

CORTESIA EDITORA NOVO CONCEITO !


cheirinhos
Rudy

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