domingo, 14 de setembro de 2014

RESENHA - "SE EU FICAR" - GAYLE FORMAN



LIVRO:”SE EU FICAR”

TÍTULO ORIGINAL:”IF I STAY”

AUTORA: GAYLE FORMAN

TRADUÇÃO: AMANDA MOURA

EDITORA:NOVO CONCEITO

PÁGINAS –224

1ª  EDIÇÃO

IMPRESSÃO 2014

CATEGORIA:FICÇÃO

ASSUNTO: ROMANCE

ISBN: 978-85-8163-541-5
 Se Eu Ficar


CITAÇÃO: “Dei risada. O que ele disse não deixava de ser verdade. Nas poucas semanas em que estávamos juntos, não havíamos feito nada muito além de nos beijar. E não que eu fosse algum tipo de puritana. Eu era virgem, mas certamente não fazia questão de continuar assim. [...]” (pág. 51)


ANÁLISE TÉCNICA:


-CAPA-


A capa é composta de pequenos quadros de passagens do filme. Detalhes os atores.


Confesso que não sei bem se gostei ou não. É que gosto de imaginar como são as personagens e aqui já nos vem a imagem imposta.


De qualquer forma, até certo ponto é interessante.


(nota:3,70 de 5,00)


-DIAGRAMAÇÃO:


Impressão e acabamento Prol 010714.


Composto de: comentários de vários críticos sobre o livro; 
dedicatória; capítulos são seguidos e os títulos são as horas; 
agradecimentos; trecho do próximo livro da autora “Para onde ela 
foi”; entrevista com Chloë Grace Moretz e Jamie Blackley.


As páginas são decoradas com a clave de sol e escalas musicais.


As folhas são amareladas e as letras pretas de tamanho mediano.


Achei linda a diagramação.


(nota:4,80 de 5,00)


- ESCRITA:


Narrado e descrito em primeira pessoa pela protagonista Mia.


A visão é bem pessoal mesmo, afinal ela relata seus próprios questionamentos.


Interessante, mas em determinado ponto, cansativo.


(nota:4,00 de 5,00)


CITAÇÃO:”Observo enquanto ele aquece as minhas mãos, do jeito que ele sempre fez. Penso na primeira vez em que ele fez isso, na escola, sentado no gramado, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Lembro-me também da primeira vez que ele fez isso na frente dos meus pais.[...]” (pág. 163)  



RESUMO SINÓPTICO:


Mia Hall tem apenas 17 anos e uma vida comum. É tímida e não gosta de chamar atenção. Desde criança toca violoncelo e seu maior sonho é ir para escola de música Julliard. A família é seu esteio. A típica família feliz e cheia de amor, embora é claro, com seus pequenos defeitos que são superados no dia a dia com uma convivência agradável. O pai é um tremendo companheiro e engraçado, a mãe é uma verdadeira amiga, meiga e carinhosa e o irmãozinho Teddy, por quem Mia tem um carinho todo especial. E ainda de quebra tem uma doce amiga, Kim.


Adam tem uma banda de rock – Shooting Star – que começa a fazer sucesso e diversas turnês. Mia nunca imaginou chamar atenção do roqueiro descolado, porém o interesse foi inevitável e começam um namoro cheio de incertezas devido ao futuro de ambos: ele com sua viagens para os shows e ela com o interesse de cursar a Julliard.


Em um dia onde a neve toma conta da cidade, Mia e sua família resolve fazer um passeio e acontece um desastre: o carro onde Mia e sua família estavam, batem de frente com um caminhão... Ela vê o próprio corpo estendido na neve e toda sua família morta... Começa aí o grande dilema: como expectadora dos acontecimentos ao redor, mesmo que ninguém a escute ou veja, ela tem a opção de continuar viva ou morrer...


ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTORA:


Seguinte... o livro é um drama pessoal intenso e a meu ver, a análise da leitura dependerá dos valores pessoais de cada um. Por que digo isso? Porque o livro é carregado de sentimentos familiares, perda, dúvidas, futuro, sacrifício e amor.


No meu caso, como sou bem apegada à família, vivi intensamente os sentimentos da protagonista e confesso que teria os mesmos dilemas vividos por ela. Afinal, qual o sentido de se voltar a vida quando tudo sua família, os maiores amores de sua vida, estão mortos? Ao mesmo tempo, por que não voltar para dois grandes amores: a música e o namorado fofo? Dilema constante no livro e que em certo ponto, ficou até cansativo, porém compreensível. A meu ver o único ponto negativo, além do final, que esperei ser mais direto e a autora deixou um tanto aberto.


O livro é intenso como a maioria dos dramas o são, o diferencial que é algo tão pessoal e intrínseco que nas poucas páginas do livro, nos tornamos reféns do amor adolescente e incentivador, das dúvidas pessoais da protagonista e da grande responsabilidade que tem em decidir seu próprio futuro em apenas 24h...


Confesso que chorei em algumas passagens comoventes e vi também em alguns momentos, meus lábios se alargarem em pequenos sorrisos, o que aliviou um pouco a tensão. Devorei o livro em uma tarde e terminei com um sentimento de reflexão sobre a vida, sobre como viver cada instante como se fosse o último, de dizer mais EU TE AMO para aqueles que me são caros, porque em qualquer esquina da vida, o destino pode vir e nos roubar a vida de forma inusitada e cruel.


A autora soube conduzir o livro de forma maestral, abordando os temas delicados e até certo ponto simples e corriqueiro, nos induzindo a reflexões profundas e mudando nossa percepção sobre nossas atitudes e sobre a vida.


NOTA :4,20 de 5,00 
 smiley livrosmiley livrosmiley livro smiley livroSmiles - Recados e Imagens (6279) 

 


BOOKTRAILER:





SOBRE O AUTORA:



Gayle Forman começou sua carreira escrevendo para a revista Seventeen em que a maioria de seus artigos, centrada nos jovens e preocupações sociais. Mais tarde ela se tornou uma jornalista freelance para publicações como a revista Details, Jane Magazine, Glamour Magazine, The Nation, Elle Magazine e Cosmopolitan Magazine. Em 2002, ela e seu marido Nick fizeram uma viagem ao redor do mundo. De suas viagens, ela acumulou uma riqueza de experiências e de informações que mais tarde serviu como base para seu primeiro livro, um diário de viagem que você não pode começar lá a partir daqui: um ano na margem de uma Shrinking World. Em 2007 ela publicou seu primeiro romance para jovens adultos, intitulado de Sisters In Sanity onde ela se baseia em um artigo que tinha escrito para a revista Seventeen. Seu mais recente romance If I Stay (Se eu ficar), fez Forman levar vários prêmios, entre eles o Indie Choice Award de 2010.

CHEIRINHOS
RUDYNALVA

domingo, 7 de setembro de 2014

Resenha - A Perfeita Ordem das Coisas

Autor: David Gilmour
Ano de Publicação: 2013
Editora: Jardim dos Livros

O livro não tem uma história em si, como uma história fictícia.
É, digamos, uma biografia do autor.
Dividido em 10 capítulos, ele conta um pouco de sua vida, sendo vista do passado.
Cada capítulo é uma PASSAGEM de sua vida.
Uma vida, que, vivida pela primeira vez, não foi sentida, os detalhes não foram percebidos.
E agora, depois de 40 anos, está sentado em um café de uma cidade francesa, revivendo tudo o que lhe fez sofrer, o que lhe fez amar, o que lhe causou medo, raiva, dor.
E, depois de 40 anos, só agora, que está só esperando a morte lhe acolher, que ele está conseguindo enxergar com clareza as coisas de seu passado.
E com o livro, o autor nos faz enxergar junto com ele, viver com ele. 
Conta os casos de amores que teve, os filhos que vieram com o amor deles. Brigas que tiveram, e o por que de ter acontecido. 
Momentos de tensão com seu melhor amigo, que matou a sangue frio um rapaz bem em seu quintal. Livros que leu e música que ouviu, como ser fã de Tolstói e ouvir 24h Beatles.
Cenas de premiações de famosos e como eles eram hipócritas.
Os momentos tristes e desesperados que viveu quando estava no internato.
E com isso, e mais momentos tristes e felizes, o autor nos mostra, que quando revivemos nossa vida novamente, momento que tivemos, nós nunca temos a mesma visão de antes.
Conseguimos ir mais além daquilo que realmente foi. Conseguimos ver o que de fato aconteceu, detalhes que deixamos escapar, fazendo com que coloquemos a vida em sua perfeita ordem de como deve ser!

Um livro muito diferente do que eu já li. Se eu falar que não gostei e que não recolhi nenhuma mensagem inspiradora e motivadora, vou estar mentindo.
Eu gostei do livro, uma biografia bem montada, de idas e voltas, a forma como o autor foi se descrevendo, as cenas que passou em sua vida.E uma coisa é verdade, quando revivemos nossa vida novamente, nós percebemos o que está em nossa volta, o por que de ter acontecido aquilo, detalhes que não capitamos quando estávamos presentes por lá. Talvez por estar com raiva ou muito feliz, eu fiz coisas sem pensar. E quando eu revivo minha vida, esses detalhes aparecem facilmente. Isso é só comigo?
Os capítulos que eu mais gostei foram o primeiro, o quarto, o sexto e o oitavo.
Mas sem dúvidas, o que eu mais entrei dentro do livro foi o quarto. O capítulo em que seu melhor amigo que mata um homem a sangue frio.
Outro que eu gostei bastante também foi o sexto, o capítulo dos Beatles.

É um romance, mas eu o encaixei como auto ajuda, até por que de certa forma nos faz pensar de uma outra maneira, e acidentalmente meche com nosso interior, fazendo nós melhorarmos ou talvez piorarmos. 

Pois mexer com o passado pode ser perigoso, pode nos ferir ou trazer alegrias. Isso só depende de você e como deseja enxergar o passado.
Ao todo, é um livro bom. O único ponto negativo, é que tem alguns capítulos arrastados, foi até por isso que eu demorei para ler.
Mas, com certeza, foi um livro que valeu a pena ter lido. 

Uma música para acompanhar a leitura...

Resenha feita por Gabrielle G - Blog ABCD dos Livros

RESENHA - ”O RETRATO” - CHARLIE LOVETT



LIVRO:”O RETRATO”


TÍTULO ORIGINAL:”THE BOOKMAN’S TALE”


AUTOR: CHARLIE LOVETT


TRADUÇÃO:BÁRBARA MENEZES


EDITORA:NOVO CONCEITO


PÁGINAS – 414


1ª  EDIÇÃO


IMPRESSÃO 2014


CATEGORIA:FICÇÃO


ASSUNTO:ROMANCE


ISBN:978-85-8163-388-6
 




CITAÇÃO:”[...] ...alegara que a biblioteca não era nada além de uma enfadonha coleção de tratados religiosos; não havia por que ter mais concorrência do que o necessário.” (pág. 165)



ANÁLISE TÉCNICA:



-CAPA-


Original: @Andrea Clanegger.

Imagens: @Shutterstock


Retrato desenhado em carvão com Londres do século XIX à beira do rio. Na parte superior direita os olhos fechados de uma mulher.

Título no centro e em alto relevo.

A capa retrata fielmente o conteúdo do livro.


(nota:4,50 de 5,00)




-DIAGRAMAÇÃO:

As folhas são amareladas com letras pretas.

Logotipo de flores ao redor da numeração das páginas e abaixo dos títulos.

Capítulos em negrito e os título referem-se ao local e data onde se passa o capítulo.



(nota:4,70 de 5,00 )




- ESCRITA:

Narrativa descritiva em 3ª pessoa e diálogos pessoais entre as personagens nas diversas épocas.

Até nos acostumarmos a escrita é um tanto confusa, mas após identificarmos as épocas e acontecimentos, acabamos nos ambientando com a forma como o autor tentou passar as informações.



(nota:4,00 de 5,00)




CITAÇÃO: “Ele tentou virar o anel de ferro, mas ele não se movia, e a porta também não se mexeu quando eles empurraram. Encostando-se contra a porta do que era então, efetivamente, a prisão deles, os dois não falaram nada por um tempo. [...]” (pág. 329)



RESUMO SINÓPTICO:

Peter Byerly é um antiquário que vê nos livros seu grande refúgio,  de personalidade retraída e difícil relacionamento com as pessoas a única pessoa que o compreende e até de certa forma consegue mudar sua forma de encarar a vida é a esposa Amanda.

Amanda morre de maneira súbita e deixa Peter totalmente inconsolável e sem rumo na vida. Está desolado e após alguns conselhos, resolve ir para Inglaterra dedicar-se ao estudo de livros raros.

Ao iniciar seus trabalhos, descobre dentro de um dos livros antigos, uma imagem pintada, idêntica a de sua amada e fica intrigado pelo fato, pois a imagem foi pintada a séculos atrás. Como isso poderia ter acontecido?

Começa uma investigação solitária para descobrir quais mistérios envolvem a verdade sobre o retrato e além disso dar veracidade a uma obra rara de William Shakespeare que poderá eternizá-lo de forma particular em seu ramo de negócio.

Começa então uma perseguição até policial em busca da verdade.



ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:


A premissa do livro é bem interessante ainda mais quando envolve o ícone  William Shakespeare, entretanto, no meu ponto de vista, o autor postergou a história e em determinados momentos, nos sentimos um tanto perdidos em ‘viajar’ por alguns séculos anteriores e nos embrenharmos em histórias de falsificações que realmente aconteceram e misturá-las a criatividade artística do autor.

A princípio podemos crer que o livro é no estilo mistério, suspense, policial, mas não se enganem porque na verdade o livro é um romance. O amor entre Peter e Amanda é forte e através das nuances e detalhes desse romance, é que descobrimos o que realmente há por traz de todo enredo.

A obra é rica, podemos aprender sobre diversos assuntos o que nos engrandece enquanto leitor.

O que não me agradou muito como já falei, foi o fato da obra ter se estendido além da conta em determinados pontos e fiquei um tanto perdida no tempo, até me localizar novamente e entrar de cabeça na leitura.

É uma obra no mínimo intrigante e que vale a pena a leitura.


NOTA: 4,00 de 5,00

smiley livrosmiley livrosmiley livro smiley livroSmiles - Recados e Imagens (6279)  



SOBRE O AUTOR:





Charlie Lovett é um romancista, professor e dramaturgo que ama os livros – os antigos e os novos. Suas peças infantis foram vistas em mais de 3.000 montagens diferentes em todo o mundo, e ele gosta de visitar escolas para conversar com alunos e professores. Visite: charlielovett.com.




EDITORA NOVO CONCEITO!!




CHEIRINHOS
RUDY

quarta-feira, 23 de julho de 2014

MEDO DE TIRO e outras histórias – Dashiell Hammett



UAU!!!

Já li muitas vezes sobre como o americano Dashiell Hammett elevou a literatura policial ao status de arte. Curiosamente, embora eu já tenha lido sua obra-prima “O Falcão Maltês” duas vezes no original e ainda um outro livro dele, “The Dain Curse” (acho que foi traduzido como “A Estranha Maldição”), foi só agora, ao finalmente ler os contos de Hammett, que descobri que não foi exagero de fãs colocar esse autor em tão alto patamar.

Uma diferença crucial na obra certamente foi determinada pela vida: antes de virar escritor Dashiell Hammett foi detetive de verdade, trabalhando para a famosa Agência Pinkerton. E o que ele viveu, viu e ouviu certamente ajudou a dar vida e muita intensidade às suas páginas, repletas de tipos muito interessantes e diálogos marcantes!

Hammett começou sua carreira de escritor com os contos, e só depois é que partiu para histórias maiores. Vendendo suas histórias curtas para a revista Black Mask, foi o grande mentor do gênero conhecido como noir, que retira o assassinato dos salões aristocráticos e o devolve à sarjeta. Sua influência é tão vasta que nem dá para ser medida hoje...

Seus contos são tão vívidos que chegaram a evocar, para mim, o grande mestre brasileiro Machado de Assis! Heresia? Entusiasticamente afirmo que não!

“O Falcão Maltês” é realmente muito bom, uma leitura imperdível para apreciadores do romance policial. Em seu livro anterior, “The Dain Curse”, obtive imenso aprendizado ao detectar dificuldades na estrutura semelhantes às que eu enfrentava em meu próprio romance policial, “O Sincronicídio”, e foi muito instrutivo ver como Hammett lidou com elas... Mas ao ler os contos dele foi que me rendi incondicionalmente e virei fã de carteirinha! Totalmente diversão e arte!

E ainda encontrei nessa obra um motivo a mais para louvar a grandeza de Deus! Pois quem diria que um burro velho leitor de romances policiais como eu ainda iria encontrar um livro capaz de me deixar assim tão de queixo caído! Isso me fez pensar em como o Universo está repleto de oportunidades de maravilhamento, e vendo a mim mesmo como um exemplo do Universo observando a si mesmo, agradeci ao Pai por me permitir enxergar sua beleza infinita até mesmo na violência de um conto policial!!!


  
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Conheça O SINCRONICÍDIO:
http://caligoeditora.com/

 

O INVASOR – Marçal Aquino



Li esse livro de um fôlego só. Comecei e simplesmente não consegui mais parar! E olha que eu já conhecia a história, pois assisti ao ótimo filme nela inspirado. Assisti ao filme movido inicialmente pela curiosidade de ver o roqueiro Paulo Miklos, de quem sou fã, no papel-título. E não é que ele mandou super bem! Mas isso é só parte do que gostei no filme, que traz grande elenco (Alexandre Borges, Mariana Ximenes e Marco Ricca, entre outros), ótima direção (Beto Brant) e, sobretudo, um roteiro muito bem escrito, muito angustiante!

E essa mesma sensação de asfixia é experimentada na obra da novela que gerou o filme, de forma ainda mais intensa. A prosa de Marçal Aquino é leve e ligeira como o vento, arrasta o leitor para dentro da história com muita intensidade e velocidade. Que bom ler mais um grande escritor brasileiro da atualidade!

Sobre a história: dois sócios de uma construtora resolvem contratar um matador de aluguel para solucionar de forma definitiva suas divergências com o terceiro sócio. Só que seus problemas estão apenas começando...

A edição muito bem produzida da Geração Editorial ainda traz muitas fotos do filme e, que bela surpresa, o próprio roteiro do filme! Muito bom para se familiarizar com a técnica de roteiro!

Quem estiver interessado em algumas horas de muito suspense não irá se decepcionar!


  
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ANUNNAKI – Mensageiros do Vento


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