Resenha do
livro O AMIGO AMERICANO, de Patricia Highsmith
Fui enganado várias vezes por esse livro, a começar pelo título, que eu nunca imaginaria se tratar de uma das aventuras do talentoso Tom Ripley. Depois é que fui descobrir que esse foi o nome do filme de Win Wenders inspirado no livro “Ripley’s Game”, de Patricia Highsmith, com Dennis Hopper no papel de Ripley. Fiquei curioso para ver esse filme de 1977, que teve uma segunda versão em 2002, com John Malkovich no papel principal e direção de Liliana Cavani.
Quanto ao livro em si, considerei a história um pouco inverossímil e muito desagradável, mas li compulsivamente até chegar à última página. Tal é a sedução de Patricia Highsmith, essa misantropa especialista em anti-heróis amorais e, muitas vezes, dolorosamente cruéis.
Jonathan Trevanny, que pode ser considerado o personagem principal, é um jovem pai de família que luta contra uma leucemia agressiva. Tom Ripley é o tal “amigo americano”, que seria melhor chamado de “amigo da onça”: movido por um capricho, ele decide convencer Jonathan de que seu estado de saúde é pior do que aparenta, apenas para induzi-lo a aceitar a incumbência de assassinar um certo mafioso, em troca de alguns milhares de dólares.
Achei o Ripley aqui bem distante do personagem que mexeu tanto comigo no primeiro livro da série, que li duas vezes, além de já ter assistido ao filme com Matt Damon e à série com Andrew Scott (quero muito ver também o primeiro filme com Alain Delon como Ripley). Mas se foi assim que dona Patricia decidiu, quem sou eu para contradizer?
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Fabio Shiva é
escritor, músico e produtor cultural. Publicou livros de gêneros diversos:
romance policial, ficção especulativa, contos, crônicas, infantojuvenil e
poesia, além de várias antologias como organizador. Ghost Writer com
seis livros publicados.
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