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terça-feira, 30 de julho de 2013

RESENHA - "A CAÇADA" - CLIVE CUSSLER



LIVRO  : "A CAÇADA - UMA AVENTURA DE ISSAC BELL"

TÍTULO ORIGINAL: "THE CHASE"

AUTOR: CLIVE CLUSSLER

TRADUÇÃO: CAMILA FERNANDES

EDITORA : NOVO CONCEITO

PÁGINAS – 383

IMPRESSÃO 2013

 1ª  EDIÇÃO

CATEGORIA: FICÇÃO NORTE-AMERICANA

ASSUNTO: AVENTURA

ISBN: - 978-85-8163-219-3
 

CITAÇÃO: "O sol caía sobre As Montanhas Rochosas quando Bel deixou a sala de reunião. Sempre cauteloso, ele fechou e trancou a porta. Ao passar pelo escritório externo, encontrou Nicholas Alexander, que parecia ter acabado de sair de uma alfaiataria cara. O terno gasto de sempre fora substituído por um elegante smooking. Era uma nova imagem de respeitabilidade que ele ainda não conseguia fixar. O brilho interior simplesmente não estava lá." (pág. 59)

ANÁLISE TÉCNICA: 

-CAPA = 

Feita por Sergio  Campante.

Na parte superior um trem em movimento que é observado por um olho e na parte inferior um homem correndo com uma maleta na mão e ao lado uma mulher linda com tres homens a observá-la. A capa é feita em estilo 'quadrinhos'.

Não é linda, entretanto tem tudo haver com o enredo do livro.

 (nota: 4,00  de 5,00)

-DIAGRAMAÇÃO:  

Folhas amareladas com letras pretas, ótima para leitura.

A diagramação bem feita de Vanúcia Santos tem: dedicatória, 50 capítulos apenas numerados  divididos em partes com títulos e ainda no início de alguns capítulos a data e localidade a que se refere aquela parte. 

Formato/Acabamento: 16x23x2,5

Peso: 0.537 kg

(nota:  4,00 de 5,00)

- ESCRITA: 

A escrita dinâmica com caracterização perfeita do início do século XX onde se passa a maior parte do livro, bem como a formação das personagens bem completas, levam o leitor a acompanhar a leitura de forma ávida. É uma descrição em 3ª pessoa.

Excepcionalmente nesse exemplar a escrita tem grande valor porque o mistério principal do livro é revelado no início e poderia causar desinteresse caso o enredo não fosse tão bem escrito.

 (nota: 4,80  de 5,00)

CITAÇÃO: "Os dois agentes olharam para Bell cheios de expectativa enquanto ele estudava o mapa com as bandeiras marcando os terríveis crimes cometidos pelo Assaltante Açougueiro. A evidência era quase infinitesimal e poderia facilmente levar a becos sem saída. Ainda assim, havia satisfação nas informações que os três agentes da Van Dorn haviam juntado. Escassas como eram, também não tinham outras opções. No entanto, era suficientes para que um plano se formasse na mente de Bell." (pág. 148)

RESUMO SINÓPTICO:  

Isaac Bel trabalha na Agência de Detetives Van Dor que é contratada pelo governo norte-americano para desvendar os assaltos a bancos que vem acontecendo e encontrar o assaltante que não deixa nenhuma testemunha.

O ladrão é impiedoso e sanguinário, conhecido pela alcunha de Assaltante Açougueiro porque além de roubar, não deixa nenhuma testemunha viva, executa todos. Ele não é apenas assaltante e assassino, é o mais inteligente dos mestres no disfarce e consegue fugas incríveis. Ninguém consegue perceber o quanto ele está perto.

Início do século XX sem os recursos da atualidade, Bell usa sua inteligência, beleza e habilidade para descobrir o atroz Assaltante Açogueiro, que, também não fica atrás porque é ardiloso, astuto e sagaz, colocando o agente Bell para correr atrás dele... 

Bell descobre quem é o assaltante e começa a travar uma verdadeira caçada para capturá-lo. A impressão é que o assaltante está sempre um passo à frente. O livro é um verdadeiro duelo de Titãs!!!

ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR: 

A cada livro novo do Clive Cussler que leio, fico mais encantada com a criatividade e a forma que ele escreve. Consegue prender minha atenção e fazer com que acompanhe a saga dos livros de forma atenta, para não perder nenhum detalhe.

Em A Caçada achei que isso não aconteceria porque nos primeiros capítulos já é desvendado quem é o assaltante, tirando, a meu ver, um pouco do brilho da estória, entretanto, a falta do mistério, não atrapalhou em nada a dinâmica frenética e tornou o livro carregado de ação. Uma aventura irresistível e um trhiller fascinante.

O autor se superou! É o melhor dos tres livros, quebrando a premissa de que os livros de uma série, tem apenas no primeiro exemplar, o melhor. Aqui não é o caso. Na minha opinião o melhor entre O Espião, O Reino  e A caçada, este último é o melhor.

Gosto também dos títulos que além de darem a real dimensão do que acontece em cada livro, é curto e direto.

Leitura aprovadíssima!!

CITAÇÃO: "Centenas de postes elétrico haviam tombado, seus fios de alta tensão à solta, estalando, chicoteando de um lado para outro como cascavéis do deserto, suas pontas rasgadas disparando faíscas. Ao mesmo tempo, os canos que conduziam gás por toda a cidade partiram-se e agora liberavam seus fumos mortais. Tanques dos porões das fábricas, contendo querosene e óleo combustível, haviam rolado em direção aos arcos de fogo lançados pelos  fios elétricos, encontrando-se e estourando em uma explosão de chamas alaranjadas. Nas casa destruídas, carvões das chaminés caídas incendiavam a mobília e as estruturas de madeira." (pág. 295)

NOTA : 5,00 de 5,00

BOOKTRAILLER:



SOBRE O AUTOR:
 

Clive Cussler é autor de mais de 50 livros, incluindo 22 romances do personagem Dirk Pitt,10 aventuras da série NUMA Filese nove livros da série Oregon Files. Seus romances destacaram-se no The New York Times entre os mais vendidos nos Estados Unidos. Já entre suas obras de não ficção destacam-se The SeaHunters e The SeaHunters II. Estas narram as aventuras reais de Cussler em busca por navios naufragados de importância histórica. Com sua tripulação de voluntários, Clive Cussler descobriu mais de 60 navios, incluindo o submarino americano Hunley, há muito dado como perdido. No Brasil, a Editora Novo Conceito já lançou O Espião — outra aventura do detetive Isaac Bell — e O Reino, uma aventura do casal Fargo. Atualmente, Clive Cussler vive no Arizona, Estados Unidos.
CORTESIA EDITORA NOVO CONCEITO.


CHEIRINHOS
RUDYNALVA

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A CIDADE E AS SERRAS - Eça de Queirós





Esta obra editada 1 ano depois da morte do autor em 1901,  mostra um Eça menos crítico que procura e encontra no final de sua vida somente a paz. A obra faz um contraponto entre a agitada vida urbana e a paz do campo. Evidente que um autor que criticou a sociedade por toda uma vida, não modificaria tanto suas reflexões, e assim ironiza criticamente os males da civilização moderna, usando como referência os primorosos valores da natureza, que se perderam pelo modernismo.


O enredo é fantástico...bem dentro dos moldes do mundo moderno e das reflexões sobre o egoísta e fútil mundo urbano.  Um burguês completamente urbano, deslumbrado pelas tecnologias e pela cidade de Paris do ano de 1892, que não encontra na paz do campo nenhum refúgio, se encontra com um amigo vindo da serra, que percebendo que o alto grau de civilização do amigo estava mexendo muito com sua cabeça, convence-o a visitar o campo.  Ambos partem de Paris para a propriedade rural do burguês... mesmo a contra gosto e dentro de reclamações depreciativas sobre a pacata vida rural.


Dividido em duas partes o romance narra a história do protagonista de origem e fortuna portuguesa vivendo na cidade de Paris,  completamente feliz com a sua civilidade. A outra revela um protagonista completamente adaptado à natureza das serras portuguesas, que encontra nas coisas mais simples do campo uma nova razão para viver. A tensão da futilidade e violência emocional dos habitantes da cidade confronta-se com a delicadeza, humildade e paz dos moradores do campo...


Numa briga ferrenha entre a comodidade urbana e o primitivismo rural, o protagonista vai mudando de opinião. Um burguês medíocre e fútil, que encontra a felicidade e sua própria alma e essência, nos braços da vida simples e natural...sem contar o amor.


Cacos da urbanidade de toda uma vida ainda latejam no protagonista, que mesmo feliz sente que o ócio pode levá-lo a um estado de letargia física.....assim, desenha futuras mudanças, inovações e benfeitorias por sua propriedade, trazendo para dentro da simples vida rural um pouco de sua tão querida civilidade moderna. A vida simples e saudável se entrelaça com a pobreza e atraso dos humildes do campo, emocionando-o a ponto de fazê-lo querer cuidar desse povo e de suas necessidades mais básicas, causadas pelo atraso cultural do lugar.


Lindas descrições urbana e rural  fazem da obra um romance lírico e prazeroso, caracterizando uma nova fase do autor. A obra reserva ao leitor muitas emoções, romance e sonho. A belíssima obra reforçou as minhas reflexões sobre a paz interior e a egoísta loucura urbana.

Ameiiii e recomendooo!


 Não resisti ...ahahah

 

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