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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Entrevista: Selène d'Aquitaine



 Selène d'Aquitaine

A escritora Selène d'Aquitaine nos cedeu uma entrevista falando sobre seu trabalho e também sobre sua vida e expectativas.


CRL: Fale um pouco sobre seu trabalho como escritora.
 Selène d'Aquitaine: Gosto de criar histórias desde pequena. Escrever sempre foi algo muito prazeroso para mim, principalmente criar personagens. Publiquei meu primeiro livro aos 15 anos. Fui muito criticada por querer ser escritora, porém acredito no que faço e levo meu trabalho muito a sério. Considero-me uma eterna aprendiz, procuro melhorar cada vez mais. A cada novo livro gosto de criar uma história totalmente diferente da do livro anterior.

CRL: Quais livros escreveu?
Selène d'Aquitaine:  Até agora tenho quatro livros publicados. Estou escrevendo o terceiro volume da Trilogia Annástria e tenho muitas ideias para livros novos. Meus livros publicados são: Diário de Rabiscos, O Jardim das Rosas Negras, Annástria e o Príncipe dos Deuses, e Annástria e os Sete Escolhidos.

CRL: Conte-nos sobre o enredo e personagens da trilogia Annástria.
 Selène d'AquitaineDentro do contexto dos livros, Annástria é considerada uma dimensão muito elevada. Seu auge começa a cair quando os deuses aceitam uma humana em sua morada. Inicia-se um conflito entre os deuses e isso afeta o equilíbrio de outras dimensões.  De acordo com uma profecia, Annástria estava destinada a cair, e somente uma pessoa seria capaz de restaurar o equilíbrio entre as dimensões. Essa pessoa é Darin, o último príncipe de Annástria. A alma dele é representada por suas asas de anjo. Um aliado da deusa das Trevas cortas suas asas e as penas são espalhadas por varios lugares. é preciso reunir essas penas para que Darin possa lutar contra as Trevas. Ele terá ajuda de uma garota chamada Ímpar. Ela está ligada a ele (mas ele não sabe bem o motivo). Para reunir essas penas, os jovens terão de passar por sete provas. A história vai se desenvolvendo a partir disso...
  
CRL: Bem que você falou sobre escrever livros diferentes, eu estou aqui com o Jardim das Rosas Negras e ele parece ser mais sombrio... 
Selène d'AquitaineO Jardim das Rosas Negras é meu segundo livro. Ele aproxima-se muito dos contos de fadas. Apesar de parecer sombrio, eu o considero um livro de leitura leve. Mas, sim ele tem influencias sombrias
  
CRL: Como você define seu publico? Que tipos de pessoas o compõem?
Selène d'AquitaineMeu publico é amplo, acredito. Tanto crianças como adultos gostam de ler meus livros. É um publico variado e que aprecia ficção fantástica e infanto-juvenis.

CRL: Engraçado, durante essa entrevista, eu estava manipulando seus livros e acabo de descobrir a "capa escondida" do Jardim das Rosas Negras. As edições são luxuosas, o Annástria é trabalhado em alto relevo. Você cuida pessoalmente para que esses detalhes sejam adicionados?
Selène d'AquitaineEu acompanhei de perto a criação das minhas capas. A ideia da segunda capa do livro O Jardim das Rosas Negras, é representar a dualidade da personagem Samantha. Quanto a capa dos vols 1 e 2 da trilogia Annástria, a ideia do alto relevo foi do meu editor, se não me engano. As ilustrações eu acompanhei de perto. Gosto de desenhos feitos em aquarela, giz pastel, grafite, carvão e nanquim.
  
CRL: Falando um pouco mais sobre você, conte-nos sobre as coisas que você faz, seus hobbies, o que acompanha, o que lê... ou seja, tudo que compõe a mulher que cria essas estórias fantásticas.
Selène d'AquitaineAdoro estudar. Quando estou empolgada sou capaz de ficar horas a fio estudando (as vezes esqueço da pausa para o lanche). Sou fã de musicais. Sou muito tímida, introvertida e péssima em esportes. Sou fã das obras do autor C.S.Lewis, ele é uma inspiração para mim. Também gosto de ler romances-históricos, livros clássicos, teóricos (principalmente sobre literatura)... Tenho um carinho especial pela coleção "Le Petir Nicolas", uma série (francesa) infantil. Eu tenho uma facilidade muito grande para "viajar no mundo da Lua" e gosto de clima frio, muito frio.

CRL: Obrigado pela entrevista, deixe uma mensagem para nosso público.
 Selène d'AquitaineAqueles que sonham em serem escritores; por mais árduo que seja, não desista. Procure sempre melhorar, estude e leia muito, e não tenha medo de pedir ajuda, muito menos de ousar, inventar. As palavras são peças mágicas, vocês podem as manipular como quiserem, explorá-las, e reiventá-las. Espero que vocês gostem dos meus livros. Quem quiser conversar comigo, estou a disposição!


                                                            Sobre a autora:
Adriana Barbosa Ferreira, cujo nome artístico é  Selène d'Aquitaine, tem 20 anos, é escritora de ficção e estudante de Letras na Universidade de São Paulo. Descobriu-se apaixonada por linguística românica, estudos de Teoria Literária, e História da Língua Portuguesa.  Destacou-se em matérias ligadas às letras como português e Literatura, mostrando-se um prodígio e publicando seu primeiro livro Diário de Rabiscos, quando ainda contava 15 anos de idade. 





Para conhecer mais sobre a autora, visite seu blog: http://selenedaquitaine.com/ 

sábado, 21 de abril de 2012

Os três mosqueteiros - Alexandre Dumas


O ponto principal desse, que é um dos clássicos incontestáveis da literatura mundial, é a composição dos personagens. Longe de serem aqueles cavalheiros venturosos de todas as fábulas e desenhos animados baseados nessa obra, os quatro personagens principais(Athos, Portos, Aramis e D´artagnan) são muito mais do que isso, sua composição é tal que a personalidade de cada um vêm se moldando do princípio ao final do livro, expondo suas vontades, seus métodos, suas regras de cáracter, costumes e o principal, suas feridas. E é uma grata surpresa saber que não pára por aí, pois os quatro são muito bem acompanhados cada qual com o seu lacaio, que muito além de meros coadjuvantes, prestam papel fundamental em diversas passagens da história. Além de um enredo fantástico e diversas outras personagens que entram e saem da estória cada qual deixando sua marca, ora roubando demasiado a cena, mas somente para abrilhantar cada vez mais a aura de nossos quatro(quem sabe oito) heróis. Tudo começa entre uma ferrenha disputa entre os poderes de duas guardas principais, a saber, os mosqueteiros de Sr. de Tréville e a guarda do cardeal Richelieu, que nada mais é que um reflexo da disputa política travada em meio à corte por esses dois senhores, e quando tudo parece óbvio, a estória vai se desenvolvendo de forma fantástica, ganhando cada vez mais camadas tornando a leitura imprevisível.Certo, nem tudo são flores, e devo dizer que o autor peca pelo excesso de pequenas aventuras paralelas(excelentes pequenas aventuras paralelas diga-se de passagem) deixando por vezes a saga principal em segundo plano, tornando tudo pouco linear, apesar de a maioria delas se conectar à estória principal de forma bastante enriquecedora. Ao mesmo que o livro pode ser facilmente dividido em duas partes, pois em determinado momento a narrativa ganha uma guinada sem precedentes(onde o autor opta por uma narrativa bem mais sombria) e finalmente e estória passa a ganhar uma forma bastante definida. É válido mencionar que praticamente todos os personagens e intrigas são baseadas em histórias e personagens reais(e que vida agitada essas pessoas tiveram), facilmente identificadas pelas notas de Octávio Mendes Cajado, tradutor da versão nacional. Sem mais delongas, eu recomendo!




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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Malleus Maleficarum - Heinrich Kramer e James Sprenger


Antes de  mais nada, não cabe dizer se gostei ou não do livro, não trata-se de uma obra comercial e nem foi concebido com essa finalidade. Antes disso, é um documento histórico, em suma um manual de caça às bruxas.

Bem definido como o livro mais sangrento de todos os tempos, O Malleus Maleficarum:  O Martelo das Feiticeiras, trouxe um grande flagelo a Europa do século XV. A crença na existência de bruxas já havia sido difundida há mais de 100 anos, mas um manual com uma bula papal controversa veio legitimar esse horror em escala até então sem precedentes, onde estima-se, tenha levado cerca de 100 mil mulheres diretamente à morte durante os quatro séculos em que foi defendido.

O texto revela muito sobre a mente dos autores, os monges-inquisidores  Heinrich Kramer e James Sprenger, que não temem escandalizar com suas contínuas menções a orgãos sexuais e toda sorte de prática sexual oriunda de suas mentes doentias e que foram usadas como argumentos para identificação e tortura das acusadas. Como a estória da feiticeira que tornava os homens impotentes e depois os fazia barganhar para trocarem seus pênis por um que fosse capaz de atingir uma ereção, esses por sua vez, mantidos em uma "árvore de pênis" que a bruxa tão zelosamente cultivava - quanto maior, mais difícil a barganha. Todos com difícil verificação, pois não se mencionava nada além das cidades onde ocorriam tais práticas e todas sendo produtos de transcrição, pois pelo que se pode perceber, os próprios autores jamais presenciaram qualquer prática sobrenatural.

Dividido em três partes: A primeira trata do reconhecimento das bruxas em seus disfarces e artimanhas,  a segunda expondo todos os malefícios provocados pelas servas de satã e a terceira com todas as regras e formalidades que se deve observar durante um julgamento "legítimo". O Malleus vai ao encontro de todo o misticismo e delírio condizentes com os excessos cometidos pela Igreja Católica no período medieval.

Um documento histórico importante, que nos faz pensar como o domínio absoluto e a falta de informação pode mergulhar um continente em uma nuvem de delírio e submissão.



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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Entrevista com o vampiro - Anne Rice



Muito além de uma narrativa sobre monstros sombrios, nessa obra magnífica, a senhorita Anne Rice penetra fundo na alma dos amaldiçoados. Pintando-os em cores muito mais vívidas que os clichês “Castelo/Escuridão/Chupar sangue de todo mundo”. O que temos aqui é uma estória muito bem construída, que hora a hora justifica a página seguinte, pois cada detalhe de cada capítulo vem para somar com o montante de informações que se demonstra imprescindível para entender o coração de cada um dos personagens, sobretudo de Louis, o personagem principal que concede a tão emocionante entrevista. Sendo assim, a estória é contada em primeira pessoa, numa perspectiva que seria apaixonante se não fosse tão perturbadora. Isso se dá pois Louis é um vampiro com alma humana, que severamente ligado a Lestat, seu criador, e a Cláudia, sua companheira, o grande amor de sua vida(ou morte, o que você preferir), não é capaz de eliminar a porção humana que traz em seus sentimentos e atitudes. Ambientada no charmoso século XIX, as sombras, a ignorância do povo e a paixão dos artistas, leva a um clima perfeito, onde o descuidado leitor pode se ver envolto em tão malfazeja fantasia. E se colocar no lugar de uma dessas criaturas da noite não é tarefa fácil, e é justamente esse o desafio lançado pela autora. Experimentar todas as paixões e agonias de uma vida eterna, suportar a idéia e não se ver severamente apaixonado por ela.

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

20 mil léguas submarinas - Júlio Verne

20 mil léguas submarinas, Júlio Verne
Júlio Verne é literatura para poucos, com linguagem altamente minuciosa e técnica, a leitura da obra lhe proporciona uma viagem e visão das cenas tal como o leitor realmente estivesse realizando tal aventura na companhia de um especialista. A possibilidade de visitar a mente de um gênio, que vislumbrou a possibilidade da existência de uma máquina como um submarino antes do mesmo existir, e a descrição de territórios, paisagens e espécies de todo o mundo, são só dois dos muitos pontos fortes desse livro. É possível que todo o diálogo científico possa em certos momentos cansar o leitor, mas ao se compreender a intenção do autor percebe-se que nada nele é exagerado. A estória se dá quando jornais de todo o planeta(inclusive no Brasil), começam a alardear a aparição de uma gigantesca criatura submarina que vem naufragando diversas das maiores embarcações de vários países e uma comitiva é formada em busca do perigoso "cetáceo". Dentre os tripulantes estão o professor Aronnax, um entusiasmado naturalista, seu companheiro e fiel amigo Conseil, um habilidoso classificador de espécimes e o arpoador Ned Land. Algo de bastante errado se dá no primeiro encontro dos personagens com a "criatura" e eis que entra em cena um dos personagens mais misteriosos e bens construídos da literatura... o capitão Nemo.



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terça-feira, 17 de abril de 2012

Deus, um delírio - Richard Dawkins

Deus, um delírio - Richard Dawkins

Neste Deus, um Delírio, o brilhante autor Richard Dawkins gera argumentos fascinantes na longa batalha entre religião e ciência, identificando o misticismo como um malefício enraizado em diversas culturas, mas felizmente remediável. Através de idéias bastante amadurecidas e uma excelente divisão de capítulos, cada qual abordando o tema por ângulos diferentes, Richard Dawkins nos convida a raciocinar do modo correto, conduzindo-nos a vislumbrar a natureza tal como ela é, e não como desejaríamos que ela fosse, tudo isso sem nos tirar a beleza de apreciar cada fenômeno com minúcia, trazendo-os à luz para apreciarmos com ainda mais liberdade o “milagre” que é nosso planeta e nossas vidas, sob a ótica de uma mente sã e livre de apego a irrealidade. Tomando o cuidado de citar cada fonte de cada trecho mencionado, o autor é transparente e sincero quanto ás suas convicções, deixando claro seu posicionamento, mesmo quando o mesmo não se identifica como o extremo oposto da idéia criticada. Embasando seu texto com inúmeras citações de locais, nome e datas, torna-se difícil não perceber se tratar de um homem esclarecido, e não se alarmar com absurdos cometidos em nome da religião, principalmente nos EUA, mas também em diversos outros países por aí afora. Lembrando que o texto é completamente atual, com fatos ocorridos em pleno ano de 2006, portanto nem foi preciso recorrer a séculos passados(inquisição, idade das trevas...) para elaborar esse impressionante ataque ao irracional.Recomendado para todos que sejam dotados de raciocínio lúcido e desprovidos do medo de pensar. Deus, um delírio veio para reforçar a tendência da humanidade de finalmente suplantar eras passadas e atingir a idade da razão.


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sábado, 14 de abril de 2012

Uma verdade Inconveniente - Al Gore

Uma verdade Inconveniente, Al Gore


Difícil imaginar que existam 10 ambientalistas nesse ou em qualquer outro planeta que não tenha esse como o livro de cabeceira. Se voce não sabe como ajudar a conter o aquecimento global, não sabe quais as proporções que essa mudança climática têm tomado nos últimos 10, 20, 30 e 1.000 anos. Eis um manual para carregar dentro da bolsa. Certo, você não é cientista? Gráficos e linguagem técnica te assustam? Sem problemas, continua sendo o melhor livro para você. Com linguagem acessível e envolvente, o ex-vice presidente americano Al Gore, consegue te fazer perder várias noites de sono sem ser chato. As passagens não são densas e as imagens são simplesmente lindas e se conectam perfeitamente ao texto, fazendo cada vírigula tornar-se extremamente necessária, além dos textos lhe passarem informações úteis em cada linha sem deixar de ser conciso. As páginas não são simplesmente folhas de papel e as várias dobragens o fazem interagir com o texto. O texto é um pouco mais voltado para o público estadunidense, onde usa-se expressões como "nosso país" vez ou outra, mas também pudera, levando-se em conta que os Estados Unidos são responsáveis por cerca de 25% de todo o disperdício e poluição do mundo. De forma bastante inteligente, Al Gore também fala bastante sobre sua família e de que forma sua luta pelo meio ambiente vêm afetando sua vida pessoal de forma muito positiva, evocando a empatia do leitor não só para o autor enquanto ativista, mas também como pai, fazendo com que represente cada um de nós e nos mostrando coisas que assim como ele, podemos perfeitamente fazer. Vá atrás desse maravilhoso livro, aproveite uma excelente obra e ajude a conservar essa que é a nossa única moradia, o planeta Terra...


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quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Símbolo Perdido - Dan Brown

O símbolo perdido, Dan Brown

Dan Brown consegue se repetir sendo original, como isso? A estrutura é a mesma, mesmo assim a estória não é nada previsível, basta procurar no Google “Fique rico imitando Dan Brown” para descobrir que dentre milhares de postagens, ninguém conseguiu ainda. E se a estrutura é a mesma, a narrativa rápida, os detalhes fascinantes e a habilidade ímpar de nos manter envolvidos ao ponto de sempre querer “ler só mais um capítulo” também se encontram aqui. Nessa trama, Robert Langdon é convidado às pressas para realizar uma palestra no Capitólio de Washington, para em seguida descobrir que Peter Solomon, o ilustre maçon que supostamente o convidou para realizar a palestra, corre grande perigo de vida e que precisa conseguir desvendar sinais deixados pelos fundadores dos Estados Unidos(que eram todos maçons) se quiser salvar a vida dele. Mas o autor vai ainda mais longe, pois a intenção é discutir se os antigos mistérios exotéricos que estão enraizados em todas as grandes religiões do mundo escondem pistas sobre a divindade do próprio Homem. Ao esmiuçar símbolos e significados de monumentos e obras de arte por toda a capital americana, acredito que nessa obra ele tenha ido ainda mais longe que nos livros anteriores, trazendo à luz não apenas significados, mas também interpretações de antigos ensinamentos que descambam em filosofia, história, ética e religiosidade. Mas não se engane ao pensar que o livro desvenda grandes segredos das mais importantes ordens exotéricas, Dan Brown não é maçon, tampouco Rosacruz, e mesmo que fosse, não poderia revelar bastante coisa, porém, o livro têm muito mérito por chegar onde chegou, assim como por divertir, informar e convidar a refletir. Pois nas palavras do próprio autor: “O importante é que as pessoas tentem entender os símbolos e as crenças dos outros, e tenham menos preconceito.”

                  "A única diferença entre você e Deus é que você se esqueceu de que é divino."


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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Rebelião em Nova York - Kevin Baker

Rebelião em Nova York é um thriller angustiante sobre a velha Nova York de 1863. Período em que a guerra e as rivalidades entre brancos, negros e irlandeses assolavam uma cidade à beira do caos. A guerra civil vem reivindicando muitas vidas irlandesas. Os negros, considerados ineptos e inferiores, são impedidos de participar de uma guerra cujo principal objetivo era livrar sua raça do peso da escravatura. E tudo apenas piora quando o então presidente Abraham Lincon faz valer uma lei que libera todos os que pudessem pagar 300 dólares(uma fortuna na época) do alistamento militar obrigatório, favorecendo os filhos e netos de senhores abastados do flagelo da guerra civil americana, o que afligiu ainda mais as camadas pobres.
Sete personagens principais se vêem em meio a esse calor social, Ruth Dove, catadora de trapos do Beco Paraíso no quarto distrito, casada com Billy Dove, um ex-construtor de barcos que sonha em voltar à sua antiga profissão e escravo fugitivo. O perigoso Jonnhy Dolan, ex-amante de Ruth e criminoso. Deirdre Dolan O'Kane, irmã mais velha de Jonnhy e ex-empregada doméstica. Tom O´Kanne, marido de Deirdre e soldado na 69° Esquadrão de Combate. Maddy Boyle, prostituta e vendedora ambulante de milho cozido e Herbert Willis Robinson, amante de Maddy e jornalista no Tribune de Nova York. Cada qual buscando cumprir seu papel na sociedade e experimentando todas as armadilhas e dissabores de uma Nova York em chamas.


Além de ser um belo romance histórico, Rebelião em Nova York também levanta uma série de relevantes como a indiferença, racismo e a ambição insana que pode fazer toda uma sociedade sucumbir, vale ler e refletir.




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