Mostrando postagens com marcador Harlan Coben. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Harlan Coben. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de dezembro de 2018

QUEBRA DE CONFIANÇA – Harlan Coben



Enquanto lia esse livro, a metáfora que pulou à minha mente foi o glutamato monossódico. Tal assombrosa substância é muito usada por nossa indústria alimentícia (saturando knorrs, sazons e ajinomotos da vida, além de todo tipo de coisas comestíveis). O glutamato monossódico é assombroso por dois motivos:
1) Ilude o cérebro, fazendo-o acreditar que o alimento ingerido é saboroso.
2) Mata alguns neurônios a cada vez que é ingerido.

Se precisássemos de um exemplo escandaloso do quanto nossa sociedade está enferma e insana, meu voto iria para o glutamato monossódico. Desde que tomei consciência dessa aberração de nossos tempos, parei de ingerir o tal veneno. Se por algum acidente engulo um bocado na casa de alguém ou em algum restaurante, já não sinto mais o sabor do tempero, nem da comida. Apenas a enjoativa toxina do glutamato monossódico.

A moral da história é óbvia: uma vez desmascarada, a mentira perde o poder de enganar. E o mesmo se dá em livros como esses do Harlan Coben, aparentemente escritos com o único propósito de ganhar dinheiro. Uma vez que a receita do bolo industrial é identificada, todo o sabor vai embora.

Aqui, no primeiro livro da série de Myron Bolitar, agente esportivo e detetive nas horas vagas, a fórmula é um pouco diferente da normalmente seguida nos livros de Coben. Mas não deixa de ser fórmula.

Certamente haverá quem goste. Afinal, Harlan Coben é autor de inúmeros best-sellers. Quanto a mim, só não considerei essa leitura uma total perda de tempo devido às seguintes reflexões. Em primeiro lugar, me espantei como sempre com a constatação de que existe mesmo gente que se dedica a escrever tendo como principal (se não único) objetivo ganhar dinheiro. Mas então pensei: por que será que as pessoas que compram livros geralmente preferem comprar justamente os que são escritos só  para serem vendidos?




\\\***///
Imagine um jogo que ensina as crianças a rimar e fazer Poesia!
Disponível gratuitamente no link abaixo:

O jogo POESIA DE BOTÃO faz parte do projeto selecionado pelo Edital Arte Todo Dia – Ano IV, da Fundação Gregório de Mattos (Prefeitura de Salvador), com apoio de Athelier PHNX, Verlidelas Editora, Caligo Editora, Suporte Informática e AG1. O propósito do jogo é convidar as crianças a vivenciar o universo da Poesia de forma lúdica e atrativa, como uma “brincadeira de montar versos”. POESIA DE BOTÃO é especialmente indicado para crianças já alfabetizadas, mas nada impede que adultos possam brincar também e se beneficiar com o jogo.


quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O LADRÃO DE ARTE – Noah Charney



O que primeiro chama a atenção nesse livro é a capa de design esperto, com um buraco recortado no lugar onde deveria estar a pintura. Muito criativo!

Ao ler o primeiro capítulo, contudo, tive vontade de desistir da leitura, devido ao excesso de clichês. Resolvi ler ao menos mais um capítulo, e acabei curtindo bastante os comentários e reflexões sobre o mercado das obras de arte, e também a respeito da eterna pergunta: o que é arte?


Os exemplos citados no livro são bem eloquentes. É fácil identificar “A Anunciação” de Caravaggio (https://goo.gl/images/q89Djo) como uma obra de arte. Mas sem um conhecimento prévio da história que motivou obras como o “Suprematista Branco sobre Branco” de Malevich (https://goo.gl/images/x6rPnz), quantos afirmariam sem hesitar que se trata de fato de uma obra de arte?


Outro debate diz respeito aos valores estratosféricos alcançados por essas ditas obras de arte nos leilões modernos. Recentemente o “Retrato de um Artista (Piscina com duas Figuras)” de David Hockney (https://goo.gl/images/rPVNJq) foi vendido pelo valor recorde de 90,3 milhões de dólares (equivalente a 330 milhões de reais). Em minha opinião, isso demonstra o quanto ainda somos atrasados como civilização. É imoral e hediondo que um pedaço de pano pintado seja comercializado por essa soma que poderia alimentar milhões de crianças, que literalmente poderia salvar inúmeras vidas.


Sobre a trama do livro em si, achei mais ou menos. Há momentos interessantes, mas um excesso de influência de Dan Brown (nos enigmas escondidos a serem decifrados) e de Harlan Coben (no festival mirabolante de reviravoltas no final). Um dos maiores defeitos da obra é o excesso de personagens, talvez uma exigência da história ambientada em várias locações.

Mesmo não gostando tanto do livro, aprecio sempre o aprendizado. Em uma narrativa construída com menos habilidade, podemos enxergar melhor os fios condutores, e onde há falhas aparentes, podemos aprender sobre os acertos. E principalmente adquirimos mais recursos de análise para apreciar melhor uma obra-prima, onde não é tão fácil discernir como o truque foi feito. E viva o salutar hábito da leitura!


\\\***///

Imagine um jogo que ensina as crianças a rimar e fazer Poesia!
Disponível gratuitamente no link abaixo:

O jogo POESIA DE BOTÃO faz parte do projeto selecionado pelo Edital Arte Todo Dia – Ano IV, da Fundação Gregório de Mattos (Prefeitura de Salvador), com apoio de Athelier PHNX, Verlidelas Editora, Caligo Editora, Suporte Informática e AG1. O propósito do jogo é convidar as crianças a vivenciar o universo da Poesia de forma lúdica e atrativa, como uma “brincadeira de montar versos”. POESIA DE BOTÃO é especialmente indicado para crianças já alfabetizadas, mas nada impede que adultos possam brincar também e se beneficiar com o jogo.


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

NÃO HÁ SEGUNDA CHANCE – Harlan Coben



Esse é o terceiro livro que leio de Harlan Coben. Me deixou grudado na leitura, da mesma forma que os dois anteriores, porém...

O primeiro que li, achei fabuloso. O segundo, achei interessante, mas seguindo a mesma fórmula do primeiro. E no terceiro fiquei mesmo desapontado, pois é sempre quase a mesma história: um homem de repente se vê envolvido em uma série de crimes, e a polícia o considera o principal suspeito. Para provar sua inocência, ele precisa elucidar os crimes sozinho (enquanto foge da polícia), ao mesmo tempo em que é perseguido pelos verdadeiros criminosos, que querem matá-lo a qualquer custo. No final, uma série de reviravoltas antes da revelação surpreendente...

Existem dois tipos básicos de autores, talvez. O primeiro tipo escreve um livro novo a cada vez, e o segundo acerta a mão em uma receita e fica repetindo livro após livro...

Penso que não darei outra chance a Harlan Coben. Na verdade me irrita ver um autor talentoso, que poderia escrever livros muito melhores e inovadores, ficar tão apegado a uma fórmula.

Quem não leu nada do autor e curte romance policial e suspense, vai se divertir certamente. Mas do segundo em diante o interesse será progressivamente decrescente.

(que resenha malvada essa minha hem!)




***///***
Conheça O SINCRONICÍDIO:
http://youtu.be/Vr9Ez7fZMVA
http://www.caligoeditora.com.br/osincronicidio/
 
 
***///***
MANIFESTO – Mensageiros do Vento
LEIA AGORA (porque não existe outro momento):


sábado, 22 de dezembro de 2012

NÃO CONTE A NINGUÉM – Harlan Coben




Tem visgo de jaca nos livros de Harlan Coben! As páginas grudam nas mãos de tal forma que o único jeito de largar uma é passar logo para a seguinte, e assim vai até o fim do livro.

Coben tem um ritmo muito bom. Tudo vem na medida certa nesse thriller policial. A narrativa é instigante, a trama é bem bolada e apresentada e a história ainda traz passagens que nos fazem refletir junto com os personagens sobre determinada situação da vida.

Como por exemplo:

“Eis a verdade sobre as tragédias: elas fazem bem à alma.
O fato é que sou uma pessoa melhor por causa das mortes. Se tudo tem seu lado positivo, este, sem dúvida, é bem frágil. Mas existe. Isso não significa que valha a pena, que a troca seja justa ou algo semelhante, mas sei que sou um homem melhor do que era antes. Tenho uma noção mais apurada do que é importante. Compreendo melhor a dor das pessoas.”

Teve uma influência grande para mim o fato de ter lido “Não Conte a Ninguém”, de 2001, logo depois de “O Inocente”, escrito alguns anos depois. Existem muitas semelhanças entre as duas histórias, o que pode sugerir duas coisas: um imaginário muito específico e até obsessivo do autor, ou então uma fórmula seguida à risca. Por esse motivo, gostei mais do primeiro que li. O que não me impede de querer ler um terceiro!


quarta-feira, 25 de maio de 2011

O INOCENTE – Harlan Coben


O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: LER ESTE LIVRO PREJUDICA SUAS HORAS DE SONO

É só ler as primeiras páginas, e o leitor será irremediavelmente capturado! Só vai conseguir largar o livro no final. E vai alegremente sacrificar algumas horas de sono. Afinal, “para descansar, a eternidade”!!!

Fiquei pensando no que faz Harlan Coben ser tão bom. Primeiro de tudo, o seu “timing” é perfeito! Os elementos da trama são apresentados de forma a deixar a leitura altamente instigante, cada pista e reviravolta surgindo na hora certa para manter o interesse sempre em alta.

Mas é bem mais que isso. Coben é um observador atento e astuto. Ele tem o talento de inserir suas sacações sobre a vida como um todo e sobre a natureza humana de uma forma muito inteligente, enriquecendo a história, tornando seus personagens mais profundos e complexos que a média do gênero, mesmo considerando os melhores thrillers. Some-se isso a uma história repleta de ação e suspense, e o resultado é mesmo irresistível!

Não conto nada da história, porque nem precisa. Leia a primeira página desse livro, e quando perceber já estará na página 416, feliz e satisfeito pelas horas de diversão.

Muito bom!!!

(24.05.11)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...