quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ALGUÉM ESPIA NAS TREVAS – Mary Higgins Clark




Para explicar o que aprendi com esse livro, vou usar uma analogia musical:

Primeiro surgiu Jimi Hendrix. Ele não inventou a guitarra, mas sim uma nova maneira de enxergar as possibilidades da guitarra. Graças a ele, novas técnicas surgiram, e novas tecnologias criaram novas guitarras, que propiciaram o surgimento de novos guitarristas que levaram muito adiante o legado inicial de Jimi (Stevie Vai, Van Halen, Malmsteen etc).

Pois então, passando dos reis da guitarra para as rainhas do crime, temos:

Guitarra = romance policial
Jimi Hendrix = Agatha Christie
Novos guitarristas = Mary Higgins Clark, Patricia Highsmith, Ruth Rendell

É possível se divertir perfeitamente com um livro de Mary Higgins Clark sem jamais ter lido nada de Agatha Christie. Perceber por detrás do livro uma verdadeira “história do romance policial”, no entanto, só acrescenta brilho e diversão à leitura.

Sinto uma afinidade entre as americanas Patricia Highsmith e Mary Higgins Clark, ao procurar enriquecer o romance policial com elementos de drama e construção psicológica dos personagens. À britânica Ruth Rendell, creio, coube a distinção de ter levado o romance policial à esfera das angústias existenciais e filosóficas. E as três tem em comum o fato de serem eternas princesas do romance policial. Pois rainha só tem uma!!!

Quanto a MHC, sua característica principal é deslocar o foco da descoberta do “whoduneit” para uma série de revelações secundárias que compõem a trama. Não somos surprendidos pela identidade do assassino, mas por uma série de relações de causa e efeito que vão interligando os diversos personagens.

A excelência de MHC não está em criar enredos originais e espetaculares, mas em combinar de forma criativa elementos bem conhecidos. Ela é a mestre do clichê retemperado e bem servido, como uma habilidosa dona de casa que prepara um prato delicioso com as sobras do dia anterior.

“Alguém Espia nas Trevas” é um bom exemplo desta culinária literária. Todos os elementos da história são clichê: um casal apaixonado mas em crise, uma criança sensível e com problemas, um jovem condenado à cadeira elétrica, um seqüestro, uma bomba prestes a explodir no centro de Nova Iorque, um serial killer...

A simples enumeração desses elementos pode despertar a curiosidade: como a autora vai combinar isso tudo em uma só história?

A resposta está nesse livro. Comecei achando a leitura morna, mas a chapa foi esquentando a tal ponto que terminei esse livro às cinco da manhã, depois de uma noite inteira virando páginas.



***///***
Aproveito para convidar você a conhecer o meu livro, O SINCRONICÍDIO:

Booktrailler:
http://youtu.be/Umq25bFP1HI

Blog:
http://sincronicidio.blogspot.com/
 
LEIA AGORA (porque não existe outro momento):


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...