domingo, 15 de junho de 2014

RESENHA - "BELLEVILLE" - FELIPE COLBERT (LITERATURA NACIONAL)


LIVRO  :”BELLEVILLE” (LITERATURA NACIONAL)

AUTOR: FELIPE COLBERT

EDITORA  : NOVO CONCEITO

PÁGINAS –301

1ª  EDIÇÃO

IMPRESSÃO 2014

CATEGORIA: FICÇÃO BRASILEIRA

ASSUNTO: ROMANCE

ISBN: - 978-85-8163-411-1
 Belleville

CITAÇÃO: [...]” Hoje é o seu dia de sorte. Você acaba de ser premiado com um passeio de montanha-russa! Espere, não estou brincando. Não despreza as minhas palavras. Leia a carta até o final para descobrir o que eu quero dizer.”[...](pág. 05)

ANÁLISE TÉCNICA:

-CAPA = 

Uma moça com cabelos castanhos, longos e esvoaçantes, vestido antigo e ao fundo, uma montanha russa cheia de luzes brilhando.

A capa é apenas bonita, porém descreve totalmente o enredo do livro.

 (nota: 4,80  de 5,00)

-DIAGRAMAÇÃO:  

Produção Editorial: Equipe Novo Conceito.

Impressão e Acabamento Arvato Print 070314.

O livro tem 46 capítulos numerados e com uma gravura pequena de uma moto Vespa acima da nomenclatura dos capítulos.

Páginas amareladas e letras pretas medianas, e, as letras das cartas são diferentes da letra do texto.

(nota: 4,80  de 5,00)

- ESCRITA:

A narrativa é feita em primeira pessoa pelos protagonistas principais: Anabelle e Lucius, através de capítulos intercalados de cada um. Um acréscimo dado ao texto, são as cartas trocadas entre os protagonistas.

As falas são condizentes com a época vivida por cada um deles.

A leitura é fácil e rápida porque os capítulo não são grandes.

O ponto negativo são os erros de correção, palavras divididas de forma erra, um ou dois erros de ortografia (ou será de impressão?). Claro que nada disso atrapalha a leitura.

Confesso que a revisão ortográfica da NC tem me decepcionado um pouco ultimamente. 

(nota: 4,60 de 5,00)

CITAÇÃO:” [...]O vento batia em meu rosto, arredio e constante. O circuito me levava a subidas e descidas, curvas para fora e para dentro, e eu imaginava com perfeição cada trilho que havia contruído. Até que ia chegando ao final, e os freios trabalhavam em comboio. [..]” (pág. 181)

RESUMO SINÓPTICO:  

Lucius está em 2014 e chega a bela Campos do Jordão para realizar o sonho de seu pai: vê-lo formado em matemático. Inteligente, porém sem amigos, nunca conseguiu se relacionar com as pessoas devido sua timidez, vê a universidade como saída para sua realização. O pai Fernando, que sofre do coração e cultiva orquídeas, juntou dinheiro a vida inteira para realizar o sonho de ver o filho formado. Consegue alugar um casarão antigo para que o filho fique bem hospedado durante os 5 anos de faculdade. Lucius acha o casarão um tanto deprimente, mas ao vasculhar o terreno ao fundo, descobre o início de uma construção e fica intrigado. Ao vasculhar o terreno, descobre enterrado no pilar principal, uma caixa com uma carta dentro e sua vida começa a mudar a partir daí...

Anabelle morava em Campos do Jordão em um casarão grande com um terreno ao fundo, onde seu pai fotógrafo começou a realizar o sonho de construir uma montanha-russa no quintal, vivia para isso e acabou morrendo de tuberculose antes de completar seu sonho. Era o ano de 1964 e Anabella acabara de completar 18 anos. Estava só, sem dinheiro, sem emprego e com o desejo de completar o sonho do pai. Resolve escrever uma carta para que o futuro morador continuasse o sonho do pai: construir Belleville.

Lucius resolve responder a carta encontrada no pilar e qual não foi sua surpresa, após alguns dias, encontrar resposta para a carta escrita. Anabelle e Lucius começam a trocar correspondência através da caixa de madeira. A início cheios de suspeitas, sem entenderem como poderia uma carta viajar 50 anos de diferença, achavam que era brincadeira de alguém local. Até Lucius encontrar uma foto de Anabelle e ela enviar um medalhão com a foto de Tião, seu gato preto...

A paixão os domina em épocas diferente e ambos encontram um novo sentido para suas vidas. Lucius toma uma decisão intempestiva de continuar a construção de Belleville e realizar o sonho de Anabelle. O  que ambos não esperavam era a chegada do Tio Lino, irmão do pai de Anabelle, que passou a maltratá-la e a acabar de vez com as esperanças cultivadas por ambos na construção de Belleville...

ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:

Ainda estou sem fôlego com a intensidade que esse livro me transmitiu... Acabei de lê-lo e tive de vir logo fazer a resenha para não perder o sentimento de felicidade que sinto. Claro que não conseguirei imprimir em palavra a emoção que sinto, entretanto, vou tentar repassar o que uma boa leitura me causou.

E aqui vou ressaltar a impressão que vem crescente: nossos autores nacionais, não ficam a dever em nada aos autores estrangeiros. Tem sim criatividade, sentimentos e forma de expressões próprias e firmes e nos fazem viajar em uma boa leitura, a apreciar uma boa escrita, a divagar em uma estória fictícia e envolvente.

Ficção é um dos estilos de leitura que mais gosto desde a infância, onde até arrisquei escrever alguns contos. Agora... falo da boa ficção, bem escrita e até com uma certa lógica plausível. E juntar à ficção, um romance que transcende tempo e espaço, isso sim é usar a criatividade e imaginação.

Inexoravelmente Felipe Colbert soube usar a ciência física, os questionamentos de viagem no tempo, as leis de Einstein a favor da construção de um belo exemplar literário, onde a leitura instiga à pesquisa dos “buracos de minhoca”, das viagens atemporais e claro, ao impulso magnético de um amor verdadeiro que transporta as barreiras de espaço e tempo, tornando possível a realização de um sonho.

Para alguém como eu que tem uma visão romântica da vida e acredita em tudo até que provem o contrário, ler Belleville  foi um presente. Presente sim, porque trouxe um refrigério aos momentos de tensão que tenho vivido, por ter me feito sonhar acordada e reavivar preceitos que havia esquecido durante um tempo...

É um livro bem escrito, um romance que transpassa 5 décadas com um final bem dentro do que é esperado. 
Completo! É o que posso dizer...LEIAM!!!!E agradeço ao Felipe por tão boa ficção romântica perfilada em letras.

NOTA : 4,90  de 5,00

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SOBRE O AUTOR:

Felipe Colbert nasceu no Rio de Janeiro. Além de escritor, é palestrante e coach literário.

Possui trabalhos publicados no Brasil e na Europa. Iniciou a carreira escrevendo thrillers vencedores de prêmios.

Já idealizou projetos literários que beneficiaram diversos autores com a aplicação de técnicas internacionais de estruturação de romances. Atualmente mora na cidade de São Paulo.

Belleville é seu quarto romance.

Visite o site do autor: www.felipecolbert.com.br

 


CHEIRINHOS
RUDYNALVA

6 comentários:

  1. "buracos de minhoca"... se por acaso eu disser isso pra meu caçula ele ficará tentado a buscar o livro seja onde for, adora física e suas teorias sobrenaturais, rs. para os não iniciados é como se falassem uma língua alienégena. não sei se este é o seu caso rudyinha, mas pelo seu entusiasmo creio que saber ou não de física não irá desabonar em nada a leitura. um livro "completo" que recebe de ti 4,9 em 5 é pra se anotar e se possível adquirir rapidamente! dica anotada!

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    Respostas
    1. Rodolfo!
      Como seu filho, sou encantada pelos buracos de minhoca e espero qualquer hora cruzar com um deles...kkkk
      Nem te conto... na adolescência era viciada em física quântica (e ainda sou, mas nem dá para me dedicar como antes) e livros ligados a esse assunto, me fascinam.
      cheirinhos
      Rudy

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  2. É um blog encantador encontrei o seu blog enquanto navegava pela net, não li muito, mas gostei do que vi e li,espero voltar mais algumas vezes,deu para ver a sua dedicação e claro sempre aprendemos ao ler blogs como o seu.
    Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante, e se desejar deixe um comentário.
    Abraço fraterno.António.
    Peregrino E Servo.

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    Respostas
    1. Antonio!
      Já visitei seu blog algumas vezes e agradeço a visita por aqui.
      O blog não é apenas meu, é de um grupo maravilhoso, conheça todos e acompanhe as resenhas.
      cheirinhos
      Rudy

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  3. Oi Rudy, oi Rodolfo!

    Oi Antônio, seja bem vindo à nossa querida CRL! Não quer deixar aqui o link do Peregrinos, seria ótimo!

    Rudynha concordo com você que há escritores nacionais que não deixam nada a dever aos internacionais, se bobear, são até melhores que alguns. Fabio Shiva, Simone Marques, Bia Machado pra citar apenas três dos muitos outros, são exemplo disso.

    Falando do livro, putz, pelo que escreveu aí o livro é MARA!!! Faz tempo que tô de olho no Felipe Colbert, sei que ele tem um romance policial e eu gostaria muito de lê-lo. Dica anotada, menina. Valeu por mais uma bela resenhas.

    bj da angel ;)

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    Respostas
    1. Angel!
      Verdade absoluta. Nossos escritores nacionais estão com uma qualidade nada a desejar aos estrangeiros. Na verdade acredito que sempre tiveram, porém agora, temos mais acesso, são mais divulgados e podemos apreciar a escrita fantástica.
      Como falou, só aqui temos dois excepcionais (e outros escondinho...). Somos privilegiadas, não é não?
      E viva os autores nacionais!!!
      cheirinhos
      Rudy

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