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terça-feira, 5 de setembro de 2017

DIÁRIO – Anne Frank


Apesar de conhecer em linhas gerais a história do célebre “Diário de Anne Frank”, sempre tive grande curiosidade a respeito desse livro. E agora, ao ser presenteado com um exemplar pelo querido amigo Marcos Lima, senti que o Universo estava sinalizando que eu deveria realmente lê-lo.

Fiquei totalmente capturado pela leitura, da primeira à última página. O que primeiro chama a atenção é o imenso talento narrativo da jovem Anne. Realmente, uma escritora nata, se já houve alguma. A tal ponto que, a princípio, cheguei a ter dúvidas de que o livro tivesse realmente sido escrito por uma criança de 13 para 14 anos. Depois, soube que existiu até uma polêmica a respeito, mas a autenticidade do livro foi definitivamente comprovada. Muitíssimo impressionante!

O Diário de Anne Frank é uma obra que só pode ser explicada pela espiritualidade, a meu ver. Era necessário que existisse um relato como o de Anne, como um testemunho vívido e emocionante do terrível desperdício de todas as guerras, especialmente as movidas por qualquer tipo de intolerância ou preconceito. Por isso foi necessário que uma jovem tão talentosa e com o sonho de se tornar uma grande escritora, conhecida em todo o mundo (o que de fato acabou acontecendo!) passasse pela difícil experiência que ela passou, tendo ao mesmo tempo a oportunidade de registrar cada etapa de sua via crucis no famoso diário.


Hoje, quando parecemos estar à beira de uma catástrofe atômica, mais do que nunca o relato de Anne Frank se faz necessário. É estarrecedor constatar que aquela menina possuía muito mais maturidade e discernimento que alguns de nossos líderes mundiais, que detêm o poder de decidir, em nome de todo o planeta, se devemos ou não iniciar uma guerra nuclear!

Outra reflexão marcou a leitura desse livro, que retrata de forma muito pungente a perseguição e os sofrimentos dos judeus durante a segunda guerra. Principalmente no início do diário, quando Anne conta como os judeus foram proibidos de frequentar clubes, cinemas, lanchonetes etc. Isso me fez pensar que o pobre é o judeu das eras. O que faz de nós todos nazistas em potencial. Como podemos achar natural e certo que uma pessoa não tenha direito a atendimento médico só porque não tem dinheiro? Ou que ela não possa ter acesso à cultura e à educação só por ser pobre? Como podemos aceitar que crianças morram de fome todos os dias?

Enquanto permitirmos que coisas assim continuem acontecendo, não temos o direito de nos sentirmos muito melhores que os nazistas.



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MANIFESTO – Mensageiros do Vento

Um experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
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