sexta-feira, 3 de abril de 2020
GUERRA 1939-1945 – Julius Ckvalheiyro
terça-feira, 5 de setembro de 2017
DIÁRIO – Anne Frank
terça-feira, 1 de julho de 2014
O menino do pijama listrado - John Boyne
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
GRITO DE GUERRA – Leon Uris
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domingo, 3 de junho de 2012
CHANGI – James Clavell
quarta-feira, 20 de julho de 2011
A sociedade literária e a torta de casca de batata
Autoras: Mary Ann Shaffer e Annie Barrows
Editora Rocco - Ano: 2009 - 304 páginas
Como aparece no site da Cultura: “é uma celebração da vida através da literatura”.
Comentários toscos de uma tarde de domingo
Tenho quatro personalidades bem definidas dentro de mim. E elas se intercalam rigorosamente, sempre na mesma ordem. Cada vez mais me convenço de que não tenho personalidade, tenho carga hormonal. Uma semana sensível, outra deprimida, a próxima agressiva e, depois, uma alegria tonta, sem nexo. Se for sincera, direi que não há nexo em nada disso.
Vocês devem estar se perguntando por que inventei de fazer uma confissão particular ao invés de formular opiniões sobre “A sociedade literária e a torta de casca de batata”. Bom, essa confissão tem certa lógica e explica algumas variáveis na minha ideia sobre o livro.
O problema é que comecei a leitura como uma senhora sensível e solidária com o mundo. E terminei os últimos capítulos em plena crise de depressão. Acreditem, isso influencia uma crítica. Aliás, quando penso na influência dos sentimentos sobre as críticas, deduzo que as palavras são quase obra do acaso e devem ser relevadas, relevadas, relevadas... Talvez a mudez seja uma boa alternativa, mas ela é inviável no caso da Márcia, sou um ser classificado como “tagarela”. Mesmo muda, meus gestos falariam por si e enlouqueceriam as pessoas.
Sobre as primeiras 253 páginas, posso dizer: amei. Eu lia e a impressão era de que os episódios tinham sido vividos por pessoas sentadas no sofá da minha sala: chorei ao receber uma barra de sabão, li as notícias em folhas de jornal velho cuidadosamente alisadas, tive ataques de riso com as reuniões literárias, meu estômago embrulhou com os mortos, senti dor, fome, medo, fiquei seduzida com o estilo ao mesmo tempo arrogante e atencioso de Mark, queria um Dawsey cuidando de mim, queria ser cuidada, queria cuidar, fazer parte. Sem dúvida, tive vontade de juntar as tralhas e me mudar para a ilha. Meu coração aqueceu, vi que ainda podíamos ser solidários e que a felicidade era uma estranha mistura de dor, força, livros e amigos. Fui dormir embalada.
No dia seguinte, acordei mal. Tomar banho, trocar de roupa, sorrir para as pessoas, difícil, muito difícil. Em algum momento daquela noite minha personalidade nº 02 assumiu. Fazer o quê? Coloquei a máscara nº 05, perfeita para esses dias, e fui ser uma profissional competente, que a vida cobra e não está nem aí para choramingas.
No ônibus, retomei a leitura: cartas perdidas numa lata de biscoitos? Cadê a minha história? Trocaram meu livro? Que brincadeira esquisita foi essa? E aquela linguagem, o que tinha acontecido? Fui dormir com um romance meigo e profundo e acordei com um best-seller quase “Nora Roberts”?????
Resumindo: da página 254 para o final, salvo alguns momentos, o texto cai... Senti-me quase traída.
Tudo bem, desde o início havia toques de best-seller, algumas colocações meio frase feita, situação criada demais, personagens estereotipados, cartas enviadas num dia e respondidas com uma rapidez que sequer hoje conseguimos, imaginem naquela época, mas tudo encaixando dentro do clima fábula que parecia ser a proposta, uma pequena história triste, porém positiva sobre a vida. Não tirava o encanto, pelo contrário, tornava a leitura ágil e leve e parecia necessário para que pudéssemos ouvir tanta tristeza sem desabar.
Ao final, ficou a dúvida: realmente cai ou já era assim e a Márcia sensível não viu? Não cai e a Márcia deprimida é que perdeu a capacidade de se comover com as situações? Sei lá, sei lá...
Vou esperar para ouvir as opiniões. O que posso dizer é que as primeiras páginas me encantaram completamente, como uma narrativa deve encantar: chorei, ri, me comovi. Perfeito... Até a página 254... Depois, não me responsabilizo.. Acho que ele cruza a linha e cai no espaço do best-seller comum, comum.
Recomendo, é apaixonante. E o final? Bom, o final a gente lê rapidinho e logo esquece. As primeiras 254 páginas compensam e compensam muito.
terça-feira, 7 de junho de 2011
O homem do castelo alto - Philip K. Dick

Vencedor do Prêmio Hugo de Ficção Científica em 1962, este livro há muito atiçava a minha curiosidade. Obra comparada a “O Aleph” de Borges, tornou-se para mim de leitura obrigatória.
Já havia visto e lido Blade Runner, que adorei e também assistido a O Vingador do Futuro, que passava bem por uma boa sessão com pipocas. A orelha do livro já revelava o poderia ser um dos enredos mais criativos que li: “A Segunda Guerra Mundial foi vencida pelo eixo Alemanha, Japão e Itália. O continente africano foi praticamente aniquilado e os negros escravizados. Os judeus também se encontram seriamente ameaçados de extermínio. Porém, numa completa inversão de valores, uma mulher, por meio da leitura de um livro clandestino, vislumbra um mundo onde os nazistas perderam e Hitler está morto”.
Em minha modesta opinião isso só poderia ser sucesso. A obra de Dick e em especial esta é fonte de Matrix e Lost, com sua pergunta crucial: “O que é realidade?” Portanto antecipa estas que são sucesso, não pode-se negar. Mas, infelizmente, ela não conseguiu mexer comigo. O começo se mostrou arrastado e assim fui levando a leitura e não o contrário.
O livro me parece ter apenas uma visão lateral, muitas vezes perdendo o foco, divagando em uma filosofia junguiana, sem objetividade, sem ganchos, apenas um clímax simples, parece mais um conto esticado. Me peguei procurando filosofia, para acompanhar o raciocínio, tentado apreciar a obra por outro ângulo. Me atrevi a enxergar uma pequena célula do que poderíamos tomar como o início da pirataria. Ou ainda pitadas de religião e seu pecado original, onde todos já nascemos condenados, destino pré-determinado.
Há no final do livro um estudo sintético da obra e vida de Dick, feito pelo competente tradutor Fábio Fernandes, em que o autor se define desta maneira:
“Sou um filósofo que faz ficção, não um romancista; minha capacidade de escrever histórias e romances é empregada como um meio para formular minha percepção. O núcleo de minha escrita não é arte, mas a verdade. Logo, o que digo é a verdade, e não posso fazer nada para aliviá-la, nem por atitude nem por explicação”.
Caso eu já tivesse lido isso haveria de ter me poupado muitos dos dissabores que encontrei. Talvez tivesse lido a obra com uma outra visão, sei lá. Na maioria das vezes me parece que o autor está dopado. Certa vez vi na Internet uma HQ feita por Robert Crumb intitulada “A experiência religiosa de Philip K.Dick”, que narra um fenômeno acontecido com Dick e que o mesmo afirma ser real, sendo que após esta manifestação originou-se um dom e o mesmo passou a sentir o mundo de uma outra forma, teve uma visão de que a realidade em que vivemos é falsa, apenas uma casca. Esta HQ deve estar por aí, procurem-na e quem achar o link posta pra gente. A conclusão de tudo deixo a cargo de vocês!
Por fim descobri um livro cheio de referências, em que não se conclui nada, não existem soluções. Apenas para fãs arrebatados do obra de Dick ou de psicologia.












