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terça-feira, 3 de abril de 2018

A MENTE E O MEDO – Krishnamurti




Uma linda joia de sabedoria!

Imagine um livro que começa falando sobre a inutilidade de se ler livros!

Krishnamurti faz um convite a seu leitor/interlocutor: investigue o funcionamento de sua própria mente. O maior valor do livro está nas sugestões de caminhos para empreender essa audaciosa aventura, um mergulho nos mares profundos da consciência. O tesouro a ser encontrado é a Realidade, a Felicidade.

Pois muito bem! Aceitei fazer o “desafio Krishnamurti”. Não teria como expressar aqui o quanto aprendi com essa experiência, só posso dizer que vale a pena!

O livro é organizado em forma de palestras, com perguntas e respostas. Li com um lápis marcando as páginas, para sublinhar os trechos mais significativos. E o resultado é que rabisquei o livro todo!

Mas não importa citar uma frase, e sim aplicar na prática. Krishnamurti não é um autor para ser citado, e sim vivenciado.

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“Reputo especialmente importante compreender-se a questão do conhecimento, do saber.”

“Pode uma pessoa ler livros incontáveis, assistir a conferências altamente intelectuais, acumular vastos cabedais de ilustração; mas se não souber penetrar em si mesma, para descobrir a verdade, para compreender o processo total da mente, os seus esforços, por certo, só haverão de torná-la mais superficial ainda.”




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MANIFESTO – Mensageiros do Vento

Um experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5823590


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

SRIMAD BHAGAVATAM – Primeiro Canto – Primeira Parte



Li com muita gratidão esse primeiro volume do Srimad Bhagavatam, durante alguns meses, à razão de um texto por dia, no começo de cada sessão de meditação. E o primeiro verso dessa escritura é justamente meu preferido, também por ter sido o primeiro texto em sânscrito que consegui ler fora de um livro (estava tatuado nas costas de um devoto no templo Hare Krishna em Salvador):

“Om Namo Bhagavate Vasudevaya”

Muita emoção, muita gratidão! Tive bons aprendizados e reflexões durante a leitura, que foi especialmente doce por unir o lado devocional com o estudo (ainda que mínimo) do devanagari, esse verdadeiro idioma dos deuses. Registro de memória alguns pontos que achei mais interessantes na leitura:

* A listagem dos avatares do Senhor, sendo que apenas um deles foi uma mulher, cujo nome não é mencionado nas escrituras.

* A profecia de que o Buda surgiria como um dos avatares, em texto datado de época anterior ao nascimento de Sidarta Gautama.

* A profecia de um próximo avatar como Kalki, com sua espada punitiva, a surgir em uma época em que a maioria dos governantes torna-se corrupta...

* Mas o que mais me emocionou mesmo foi ler no prefácio sobre a vida de Sri Caitanya Mahaprabhu, que traz uma ideia muito linda, que é a do Senhor encarnado como um devoto perfeito, pura expressão do amor a Deus! Fiquei eletrizado ao ler a passagem em que Caitanya atravessa uma floresta e começa a abraçar as árvores, entrando em um êxtase tão profundo que acaba por desmaiar! Poucas coisas me fazem sentir o Amor de Deus de forma tão imediata quanto abraçar uma árvore após a outra... recomendo muitíssimo essa bela prática!


Haribol!

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MANIFESTO – Mensageiros do Vento

sexta-feira, 23 de maio de 2014

MEDITAÇÕES METAFÍSICAS – Paramahansa Yogananda



Li esse livro com calma, procurando assimilar ao máximo cada frase. E a sensação durante toda a leitura foi a de ouvir um mantra divinamente inspirado, cantado com devoção e muito talento! Como cabem tanta alegria e sabedoria em tão poucas páginas! É realmente magnífica a contribuição desse grande siddha, Paramahansa Yogananda, para o benefício e evolução da humanidade!

O livro alterna reflexões profundas com doces orações e afirmações muito úteis e sábias. São preciosas meditações metafísicas, um verdadeiro mapa do tesouro para sinceros buscadores de todas as religiões.

Jai Guru!


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MANIFESTO – Mensageiros do Vento




terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

BHAGAVAD GITA



Sou muito grato à Vida por ter lido esse fabuloso livro pela quinta vez!

Em meio aos dois imensos exércitos prestes a combater em Kurukshetra, Arjuna e Krishna encetam o imortal diálogo entre a alma e o Espírito! Lindo é pouco! Sublime é pouco! Maravilhoso é pouco! E, cada vez mais percebo, uma vida só é pouco para mergulhar completamente nos profundos mistérios revelados nessa obra magna!

Essa leitura foi marcada pela constante lembrança da necessidade da humildade. Pois tive a oportunidade de travar contato com outras pessoas que estudam o Gita há muitos anos, pessoas de grande erudição e sabedoria, e que em alguns pontos chegaram a conclusões diferentes das que eu mesmo cheguei. Isso representa para mim a lembrança também de que não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos. Para enxergar o verdadeiro Gita, devo me tornar o Gita!

Nunca será demasiado louvar a tradução de Yogananda, disponível no livro “A Yoga do Bhagavad Gita”. Jai Guru!!!



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MANIFESTO – Mensageiros do Vento

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A VONTADE DE AMAR - Arthur Schopenhauer




Adoro esse louco alemão pessimista do séc. XVIII...
Nessa obra, ele trata a questão do amor e do amar em toda sua extensão. Avesso a Deus, um fã da psicanálise e de Goethe...esse autor condena nessa obra, a infidelidade feminina, o suicídio,  fala sobre a sexualidade humana, da busca da continuidade, da vontade em sua plenitude,  como também tenta nos convencer da inferioridade feminina...podeeeee? Machistaaaaaa!!rsrsrs
Relata o autor que a busca do homem por mulheres entre 18 e 30 anos se deve ao fato da continuidade da espécie, do desejo pleno de ter sua geração no mundo proliferada. O que se esperar de um homem solitário, que prefere seus poodles ao invés das mulheres? ahahaha
Mesmo para mim, uma pessimista solitária, sua vida estranha dentro da mesma premissa é um tanto quanto overrrrr... ver a vida e a alegria como um inferno insuportável não é demais? ahahahaha
Já tinha tido uma prova da sua ironia e do seu humor e suas falas diretas, sem rodeios e um tanto quanto provocativas, lendo sua obra “O mundo como vontade de representação”, que dizem ser a Bíblia do pessimismo e outra obras.
Exceto Platão, a filosofia não costuma abordar tema como o amor pela sua abrangência na poesia, mas Schopenhauer  tenta definir o amor através da sua filosofia sobre o desejo e vontade humana, e onde a razão e o intelecto são  instrumentos a serviço da vontade Mostra sua visão, que para mim parece machista demais, do porque do amor e da paixão enlouquecida. O autor não acredita nas juras de amor...crê serem elas apenas uma falácia para perpetuação da espécie nada mais. E acredita que o amor com todo seu romantismo é de autoria dos cristãos. Ahahahaha
Para ele, as pessoas procuram umas as outras com os mesmos interesses, mas declara ter o homem uma inconstância latente no amor e a mulher seu reverso. Confessa a diminuição do amor masculino, quando satisfeito sexualmente...tudo pela perpetuação da espécie....ixeeeee.
Enfim ele considera  a vontade de amar, como  pura  vontade e preservação da espécie, que tem como meta única, a constituição de um futuro ente perfeito. Reflete sobre o amor, que denomina de vulgar, vindo do puro instinto sexual, procurando preservar a espécie apenas pela quantidade e sem a menor preocupação com a qualidade.
Refletindo bem sobre o que li...o verdadeiro amor não existe mais mesmo...e não é que ele estava certo! Só o sexo, na maior parte dos casos, tem valor na maldita modernidadeeeeee...o amor real já eraaaaaa mesmo!!!! 



domingo, 12 de janeiro de 2014

LOCKE – Coleção Os Pensadores



Sempre é muito proveitoso dialogar com um homem sábio, mesmo quando não concordamos inteiramente com o seu ponto de vista. Não há dúvida de que John Locke foi um homem sábio, e que teve também uma vida bem interessante (chegou a viver disfarçado na Holanda sob o nome de dr. Van der Linden – pois além de filósofo era também médico – por conta de perseguições políticas). E não há dúvida também de que ler um livro de filosofia é como dialogar com o autor, se o livro for lido corretamente.

Pois de cara vem à mente o útil conselho de Schopenhauer, para quem jamais devemos ler um livro sem antes pensar por conta própria no assunto que o livro aborda. Eu mesmo, no decorrer de minha leitura da Coleção Os Pensadores, cheguei à conclusão de que é preciso vestir a “capa” de filósofo ao ler uma obra de filosofia, pois se lemos com reverente boca aberta, sem ponderar e considerar cuidadosamente o que estamos lendo, corremos sério risco de engolir umas moscas enormes, junto com as possíveis pérolas de sabedoria. Isso não é arrogância, mas puro senso prático: só se pode ler filosofia sendo filósofo. Caso contrário, estaremos apenas entrando em alguma seita, aceitando (ou rejeitando) as verdades dos outros sem pensar por conta própria. Esse método de leitura não torna a leitura mais fácil, muito pelo contrário! Mas tenho a convicção de que se não for assim, não vale a pena dedicar-se ao estudo da filosofia.

Dito isso, registro que a leitura do “Ensaio Acerca do Entendimento Humano” de John Locke foi beeem custosa! Não porque o autor seja difícil de ler, mas justamente pelo oposto: Locke expressa-se com clareza cristalina e grande elegância! Daí o perigo e a necessidade de grande atenção para separar o joio do trigo...

Locke foi um filósofo fundamental na construção do dito pensamento ocidental, e sua concepção do homem como uma “tábula rasa” (ou folha de papel em branco), que adquire conhecimento unicamente através da experiência sensível, foi um paradigma inatacável para a ciência, até a implosão do edifício do materialismo por conta do advento da Mecânica Quântica (se você ainda não ouviu a explosão, é porque ela ainda está acontecendo, agora mesmo... essas coisas levam tempo). E nessa concepção reside a minha diferença com Locke, pois ele começa seu livro afirmando que é obrigatório que o homem esteja consciente de qualquer pensamento que sua mente produza:

“Supor algo impresso na mente sem que ela o perceba parece-me pouco inteligível.”

Ora, Locke não tinha como suspeitar da existência do Inconsciente (descoberto por Freud), e muito menos da Superconsciência (velha conhecida da filosofia oriental e recentemente resgatada pelos filósofos quânticos). Mas ele desconhecer essas verdades sobre a Consciência não impede que todo o seu edifício filosófico tenha sido erigido sobre uma pedra em falso... e que curioso que a ciência ocidental tenha embarcado alegremente nessa canoa furada! Daí que já na página 38 me bateu uma preguiça de continuar a leitura (o livro tem 316 páginas)...

Mas sorte minha que não desisto facilmente! E também que estou neste mundo para realizar meus sonhos, e um deles é ler a Coleção Os Pensadores inteirinha. Mas não tenho muito interesse na história da filosofia, a não ser de modo secundário. Meu interesse maior é o de qualquer buscador humilde e sincero: eu quero é a Verdade!

Por isso tudo a leitura foi difícil, cansativa, mas muito valiosa. Dei muito valor ao gênio de Locke, que antecipou outros grandes pensadores:

* O próprio Schopenhauer na questão da liberdade humana. Locke afirma que a ação do homem é livre, mas o querer não é livre. Tempos depois, Schopenhauer sintetizou essa ideia em uma elegante frase muito citada por Einstein: “O homem pode fazer o que quer, é certo; mas não pode querer o que quer.”

* Ferdinand Saussare, o mestre da Linguística, também foi antecipado por Locke, quando ele afirma que não existe ligação entre o som de uma palavra (significante) e o que ela representa (significado).

* Penso que David Hume também foi antecipado, quando Locke afirma que muito de nosso conhecimento é sustentado pela crença de que as leis da natureza são imutáveis.

Mas o melhor ficou para o fim: que surpresa boa ver Locke afirmando que a existência de Deus é o único conhecimento que podemos obter exclusivamente pela razão (talvez até contradizendo sua própria teoria) e citando esse lapidar pensamento de Tully:

“O que pode ser mais totalmente arrogante e inconveniente que um homem pensar que tem uma mente e um entendimento nele, embora em todo o universo fora dele não haja tal coisa? Ou que estas outras coisas, que com o máximo esforço de sua razão pode escassamente compreender, poderiam ser movidas e dirigidas por nenhuma razão?”

Outra linda surpresa já no finzinho do livro (pág. 292) foi a ética proposta por Locke, baseada na caridade e na paciência mútuas, uma vez que o conhecimento humano baseia-se em mais opiniões que verdades, e é prova de sabedoria respeitar a opinião do outro, mais que tentar impor a sua a qualquer custo.

Valeu, John!!!



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MANIFESTO – Mensageiros do Vento



sábado, 26 de outubro de 2013

FAÇA SEU CORAÇÃO VIBRAR - Osho



Muito boa essa coletânea de pensamentos de Osho, esse desconcertante e sempre estimulante líder espiritual.

Ao terminar a leitura, fiquei pensando que Osho veio ao mundo justamente para mostrar que não sabemos, apenas pensamos que sabemos.

Um motivo de muita alegria foi perceber que se eu tivesse lido esse livro antes, ele teria sido uma das principais influências do MANIFESTO*2012 dos Mensageiros do Vento (disponível no link: http://www.mensageirosdovento.com.br/Manifesto.html). Que coisa boa demais ver que estamos sintonizados com o pensamento de Osho!

O título original do livro é “Your Answers Questioned”, algo como “Suas Respostas Questionadas”. Entendo a opção mais comercial do título em português, mas com certeza o título original é muito mais Osho!

Penso que devo estar sempre lendo algum livro nesse estilo, para manter viva a chama da verdade... pois é tão fácil esquecer do mais precioso, meu Deus!

Encontrei um link para o PDF desse livro, vale muito ler:


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MANIFESTO – Mensageiros do Vento


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

APRENDENDO A VIVER COM CONFÚCIO



Um livro delicioso e instrutivo, em uma edição muito bem cuidada, com lindas ilustrações e uma diagramação muito atrativa!

Totalmente recomendado!!!

Algumas frases guardarei como tesouros de sabedoria:

“Nunca receie corrigir erros que cometeu.”

“Mantenha suas promessas aos amigos.”

“Se alguém aprendeu a verdade mas não a põe em prática, é melhor não aprender nada. Se alguém é íntimo dos outros mas não confia neles, é melhor não ser íntimo deles, afinal.”

“Uma pessoa deve ajudar os outros a fazer o que ela mesma deseja fazer, e a realizar o que ela mesma deseja realizar.”

Mas com essa aqui eu rolei de rir:

“Fuja quando seu pai agitar um porrete grande; aceite a surra quando o porrete for pequeno.”

Viva Confúcio!!!



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Conheça O SINCRONICÍDIO:

http://www.caligoeditora.com.br/osincronicidio/
 
 
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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
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domingo, 11 de agosto de 2013

PENSAMENTOS – Blaise Pascal

 

“O coração tem as suas razões, que a razão desconhece.”

Pascal foi um grande homem, uma grande alma. Célebre como matemático, também foi um criativo inventor. Mas foi sobretudo por essa obra incompleta, por seus “Pensamentos”, que ele é lembrado até hoje com admiração e gratidão.

Pascal ambicionava escrever a obra definitiva sobre o cristianismo, demonstrando sem sombra de dúvidas a verdade do Cristo. Como ele mesmo conta, pediu a Deus dez anos de saúde para que pudesse concluir a obra (sua saúde era frágil desde a juventude), mas Deus só lhe concedeu quatro anos de enfermidade... assim, o que seria a sua obra magna ficou reduzida a milhares de fragmentos anotados em papéis diversos, que foram organizados pelos amigos e admiradores do grande pensador.

Por esse motivo mesmo, trata-se de uma leitura desigual, fragmentária e muitas vezes contraditória. Ainda assim, que magnanimidade!!! Magnânimo significa ter a anima (alma) grande, e qualquer leitor sensível terá a plena certeza de estar diante dos pensamentos de um Mahatma (grande alma)!

Tive um aproveitamento maior da primeira metade do livro, que traz reflexões de tirar o fôlego (reproduzo a seguir alguns dos trechos mais marcantes). A segunda metade, que está focada mais propriamente no debate a respeito da supremacia do cristianismo, para mim não foi tão proveitosa, a não ser como aprendizado histórico, pois mostra o quanto Pascal também foi um homem de seu tempo.

Filosoficamente, mais uma vez constato a superioridade da filosofia Sankhya, diante de todas as filosofias ocidentais que pude estudar. Quanta energia mental não foi gasta em debates estéreis, que teriam sido esclarecidos enormemente caso os grandes pensadores ocidentais tivessem acesso a um pouco que fosse desse grande manancial de sabedoria, que cada vez mais venero como um tesouro supremo.


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Conheça O SINCRONICÍDIO:

http://youtu.be/Vr9Ez7fZMVA
 
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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
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Citações



“Zombar da filosofia é, em verdade, filosofar.”

terça-feira, 21 de maio de 2013

COMO SER FELIZ O TEMPO TODO – Paramahansa Yogananda






Maravilhoso e arrebatador!!!

Esse é o primeiro livro de Yogananda que vejo que não foi editado pela Self Realization Fellowship, organização mundial fundada pelo mestre indiano. No Brasil lançado pela Pensamento, o livro é uma compilação de falas e escritos de Yogananda, coletadas pelo discípulo Swami Kriyananda. Isso explica a grafia “Paramhansa”, título monástico que significa “Grande Cisne Branco” e é concedido aos swamis de grande realização.

Yogananda não é apenas grande, mas um verdadeiro gigante espiritual! Nunca deixo de me encantar com a profundidade e alcance de sua sabedoria, sempre colocada com muita simplicidade para o benefício maior da humanidade. O livro é daqueles que você quer continuar lendo para sempre, e passar para todas as pessoas que ama. Mas só pela capa já valeria a pena: uma foto de Yogananda com o olhar saturado de Amor Divino, cuja mera contemplação já alimenta a alma!

Se eu fosse citar todos os pensamentos preciosos que encontrei nesse livro, teria que transcrevê-lo do início ao fim. Selecionei alguns trechos, que aqui compartilho, apenas para melhor fixá-los na memória:

“Para que gastar todo o nosso tempo com coisas que não duram? O drama da vida tem sua moral no fato de ser apenas isto: um drama, uma ilusão.
Os insensatos, imaginando que a representação é real e duradoura, lastimam as partes tristes, lamentam que as alegres não se eternizem e deploram que a peça tenha de acabar. O sofrimento é o castigo de sua cegueira espiritual.
Os sábios, porém, sabendo que o drama não passa de ilusão, buscam a felicidade eterna no Eu interior.”

“Você deve ser alegre e feliz, pois esse é o sonho de Deus. O homem pequeno e o homem grande são meras projeções da consciência do Sonhador. Aceite as coisas como vierem e diga a si mesmo que todas vêm de Deus. Que o que vier, venha. Ainda quando tiver de corrigir uma coisa errada, tente primeiro captar, no íntimo, Sua orientação. Depois, ao agir, faça-o em nome d’Ele e não movido pela indignação que o ego inspira.”

“O mal é a ausência da alegria autêntica. É o que o torna um mal, obviamente. Do contrário, diria você que o tigre perpetra uma má ação ao devorar sua presa? Matar é a natureza do tigre, a ele dada por Deus. As leis da natureza são impessoais.”

“Entregue a Deus tanto o bem quanto o mal que você porventura pratique. Isso não significa, é claro, que você deva fazer conscientemente coisas ruins; mas, quando não puder evitar isso por causa de hábitos muito arraigados, procure sentir Deus agindo por seu intermédio. Transfira a Ele a responsabilidade! Deus gosta disso! Quer dar-lhe a saber que é Ele quem sonha a sua existência.
Se você se esforçar, Deus nunca o abandonará!”

“É fácil exigir que os outros se comportem bem e é igualmente fácil perceber-lhes as faltas; mas é muito difícil agir com propriedade e reconhecer os próprios defeitos. Se você se lembrar de agir com acerto, os outros tentarão seguir seu exemplo. Se puder detectar suas próprias imperfeições sem desenvolver um complexo de inferioridade, e fizer esforço constante para emendar-se, estará empregando seu tempo de maneira mais proveitosa do que se teimasse em exigir que os semelhantes melhorem. O bom exemplo faz mais para modificar os outros do que exigências, raiva ou palavras.” (51)

“Diariamente proclame: ‘Senhor, és Tu quem me mantém. Manifesta por meu intermédio Tua prosperidade. Pai, Tu és minha riqueza. Sou rico. Possuis todas as coisas. Sou Teu filho: tenho o que tens’. (...) O caminho de Deus lhe trará alegria e prosperidade.
Se conseguimos alcançar esse estado dizendo: ‘O que é meu é Teu’, será melhor ainda.”

“Você poderá encontrar Deus na solidão do seu quarto quando, às primeiras horas da manhã ou antes de adormecer, preparar-se para meditar. De mãos postas, diga mentalmente: ‘Pai, Tu és onisciente. Conheces todos os meus pensamentos. Fala comigo. Quero ouvir Tua voz’. Repita a prece mentalmente várias vezes, até sentir a substância dela. Alimente esse sentimento, trabalhe-o. Repita a prece até sentir o coração repleto de amor e sequioso de Deus, pois assim obterá uma resposta consciente.”

Jai Guru!!!


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BHAGAVAD GITA




Que felicidade chegar pela quarta vez às derradeiras palavras dessa obra monumental! Identifiquei-me plenamente com a fala final de Sanjaya ao rei cego Dhritarashtra (na tradução de Paramahansa Yogananda):

“Ó rei Dhritarashtra, ao recordar reiteradamente o diálogo sagrado entre Keshava (Krishna) e Arjuna, sou cada vez mais tomado de imenso júbilo.”

Que felicidade descobrir nessa vida um tesouro autêntico e imperecível! Encontrei a água pura de minha fonte, que sacia toda a sede e purifica de todas as mazelas. No Gita tenho a chave da felicidade, da sabedoria e da verdadeira riqueza. Tudo o que tenho a fazer é compreender e, principalmente, por em prática esse manancial inesgotável de conhecimento.

Nessa quarta leitura fui premiado pela quase memorização de alguns versos em sânscrito, o que me encheu de alegria. Como sempre, novos e profundos significados foram descortinados diante de meus olhos. Dessa vez pude ler comparando outra tradução com a de Yogananda, o que comprovou a grande sabedoria de Guruji.

Para a próxima leitura, já tenho metas definidas, que espero alcançar com dedicação e amor. Pois é claro que já comecei a ler o Gita pela quinta vez!

Hare Krishna!



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terça-feira, 7 de maio de 2013

YOGA & CONSCIÊNCIA - Antonio Renato Henriques




Divina luz da Yoga! Como é maravilhoso saber que existe tamanho tesouro de conhecimento, verdadeiro guia teórico e prático para livrar o homem da escuridão da ignorância e do sofrimento!

E raras vezes esse luminoso tesouro é apresentado de forma tão acessível à mente ocidental como no livro de Antonio Renato Henriques, “Yoga & Consciência”. Aqui temos um apanhado vasto e ao mesmo tempo profundo da filosofia e da prática da Yoga, através da análise dos sutras de Patanjali, a primeira e até hoje principal referência para se compreender o caminho dos Iogues.

Um dos grandes méritos (que são muitos!) do livro é apresentar os sutras à luz da filosofia ocidental, tornando os complexos conceitos envolvidos mais facilmente assimiláveis pela mentalidade ocidental. Li o livro agora pela segunda vez, e mais forte ficou a impressão de que nenhum sistema filosófico surgido no Ocidente consegue dar conta da realidade de forma tão perfeita, e sobretudo com a ênfase na aplicação prática, visando a definitiva libertação humana do cativeiro do sofrimento.

Hoje penso que os maiores filósofos da civilização ocidental foram na melhor das hipóteses crianças bem dotadas e criativas, que conseguiram intuir algo da verdadeira maturidade e sabedoria ensinadas pelos antigos... é como na percepção de Newton, de que os avanços de sua física foram os de um anão nos ombros de gigantes. Pois então, a civilização ocidental preparou-se para se tornar a sociedade tecnológica que conhecemos hoje, mas em matéria de conhecer o homem, a condição humana e o que cumpre ao homem fazer para alcançar a felicidade, é triste reconhecer que avançamos muito pouco... Está na hora de galgar os ombros de gigantes como Patanjali, para que o progresso ético e espiritual se equipare ao progresso tecnológico.

Li esse livro pela primeira vez há coisa de dez anos, foi o meu primeiro contato com a profundidade da filosofia por trás da Yoga. Hoje, ao reler essa magnífica obra (e que felicidade saber que o autor é brasileiro), pude reavivar o entusiasmo causado pela primeira leitura. Se encontrei um trecho ou outro em que discordei um pouco das opiniões do autor, nenhum demérito repousa sobre a obra, eu é que fiquei feliz e contente por perceber que esses dez anos não foram estagnados, e que pude também progredir por minhas próprias pernas.

Não poderia louvar o suficiente esse livro, que recomendo a todos que não estão satisfeitos com a sua atual condição, e almejam encontrar algo mais elevado que justifique e dê sentido à vida. O caminho não é fácil, muito pelo contrário. Mas não conheço nada que valha mais a pena!



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segunda-feira, 8 de abril de 2013


MUNDO ASSOMBRADO PELOS DEMÔNIOS :  A ciência como uma vela no escuro - Carl Sagan



Mesmo dentro da minha linha de racionabilidade religiosa, gosto de ler sobre o que se passa na cabeça das pessoas em relação a crendices. Afinal o misticismo toma conta da cabeça de milhares... Ahahahah

Nessa obra de titularidade original ‘The Demon-Haunted World’ editada em 1995 , e no Brasil como O Mundo Assombrado pelos Demônios: a Ciência como uma vela no escuro (a luz como processo científico) em 1997, o autor usa linguagem simples e clara, pois queria “eu acho”, atingir o público de um modo geral e não somente os pseudo-cientistas. Brinca com exemplificações, como aparecimento de fantasmas, santos, paranormalidade e até mesmo abduções, que alguns insistem em dizerem verdadeiras, e ele insiste em criticar usando seu conhecimento de causa cientifica como respaldo.  Fala com humor, das desmistificações de fenômenos sem explicação e até em bruxarias. Mas nos mostra também, suas visões quanto à ciência x política, cultura cientifica x cidadania, instrução x liberdade, e argumenta sobre a precariedade das verbas para pesquisas.

Desacreditar na verdade de outros e montar explicações fantasiosas, que é denominada por ele como explicações pseudo-científicas, são comuns na modernidade. Como por exemplo, vida após a morte que é declarada como verdade desde Platão... as regressões em sessões de análise... psicografias de gente morta como as de Chico Xavier... as comunicações espirituais e algumas delas validadas por cientistas em vários países.

Faz uma crítica severa aos profissionais de problemas mentais, que para validarem a teoria freudiana alimentam as alucinações de seus pacientes, como forma de tratamento pela fala. Viaja entre fantasmas, espíritos, milagres religiosos, curas místicas, ETs, disco voadores, etc. e nos mostra com muito humor o lado cientifico e racional dessas crendices.

Interessante destacar que explica a significância cientifica do sonho que quase todos já tiveram, inclusive eu, de se sentir caindo ou voando e acordar quando bate no chão. Mas não achei muito sensata sua explicação, de que se trata de uma lembrança ou um resíduo dos tempos em que meus antepassados dormiam nas árvores... achei meio non-sense....macaco na ciência, sei....ahahah O medo do escuro também é um tópico destacado pelo autor, que traz também como no sonho da queda, uma explicação cientifica baseada na ancestralidade. 

Bem, como astrônomo e automaticamente cético por formação, é evidente que super valoriza os métodos científicos em toda sua plenitude, como também critica as falsas verdades pseudo-cientificas e a credulidade, por acreditar se tratar de um mal evolutivo da humanidade. 
Evolui na explicação do método cientifico e do pensamento cético como ferramenta da verdade ou mesmo como barreira para as falácias fantasiosas que vão sempre nos rodear, mostrando que o analfabetismo científico é um dos piores destruidores da humanidade. Evidencia que só através da ciência, somos capazes de nos livrar das crendices, superstições e outras mazelas que circulam o Universo a nossa volta. Fala com tamanha convicção, que antes do término da obra, já nos questionamos sobre a irracionalidade das nossas crendices. ahah

Os capítulos se alternam humoradamente, entre falácias cientificas e superstições, sempre em críticas aos falsos cientistas com suas explicações teóricas sem fundamento, e usando de uma enorme argumentação cientifica, porém com uma linguagem muito simples, ao alcance de qualquer leitor.. Declara-se também contrário, a defesa do senso comum que é feita pelo governo e pela mídia, mantendo a fé nas crenças não cientificas sempre vivas, camuflados nos aspectos culturais e biológicos de um povo, que segundo seus critérios, não passam de armadilhas para eliminar a racionalidade humana e não apenas a negação e renúncia a ciência.

Descreve o universo de forma simples e compreensível, sem deixar rastros de dúvidas sobre a cientificidade como ferramenta importante para a evolução humana, pois para ele a ciência é o único meio sólido e simples de conhecimento sobre a humanidade e o planeta. Acreditar ou sermos influenciados por crendices sem fundamento é demonstrar nosso analfabetismo cientifico ativo. ahaha 



Sagan demonstra nessa obra uma inteligência ímpar, uma capacidade enorme de pesquisa,  sua crítica mordaz e ferrenha, seu ceticismo, e todo seu humor,  não raras vezes negro, porém com muita lucidez, clareza e de uma simplicidade incrível. Essa para mim foi a melhor obra de Sagan que já li e recomendoooo!!!

Tem três frases dele que expressam bem o seu pensamento:
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a duvida."
"A vida é apenas uma visão momentânea das maravilhas deste assombroso universo, e é triste que tantos se desgastem sonhando com fantasias espirituais."
"Um livro é a prova de que os homens são capazes de fazer magia." 
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