Agradeço
a Deus pela oportunidade que meus olhos tiveram ao contemplar a sabedoria
inesgotável contida nas páginas desse abençoado livro, “A Ciência Sagrada”! Essa
obra foi encomendada a Sri Yukteswar pelo próprio Mahavatar Babaji, que lhe
incumbiu de demonstrar, através de citações paralelas, a unidade fundamental
entre o hinduísmo e o cristianismo.
Logo
na introdução somos brindados por uma dádiva imensurável. O grande sábio
demonstra de forma detalhada e precisa que não estamos mais na Kali Yuga ou
Idade das Trevas, mas já avançando na era seguinte de Dwapara Yuga, mais
precisamente, nesse 2020 d.C., em 320 Dwapara. Como pretendo ler esse livro
maravilhoso ao menos uma vez por ano daqui para frente, dedicarei essa primeira
resenha apenas a essa questão das eras.
Por
que é tão importante estarmos em Dwapara e não em Kali? Essa terminologia, a
princípio, só faz sentido para pessoas familiarizadas com os textos védicos.
Contudo o significado por detrás dessas expressões é relevante para qualquer honesto
buscador da Verdade, independentemente de sua orientação religiosa.
Boa
parte das pessoas que sabe o que são as Yugas (eras) acredita que estamos
vivendo hoje em Kali Yuga, uma era em que a consciência do homem é capaz de
apreender apenas a matéria grosseira. É marcada pela ignorância, pela
violência e pelo domínio masculino. De acordo com essa proposição, que Sri
Yukteswar demonstra estar equivocada, a humanidade teria pela frente nada menos
que 400 mil anos de escuridão, ignorância e violência. Uma perspectiva por
demais sombria.
Swami
Sri Yukteswar explica como as Yugas estão relacionadas com o ciclo astronômico
conhecido como precessão dos equinócios e com a aproximação de nosso sistema
solar do centro da galáxia. Em resumo, a cada 24.000 anos o sol se aproxima e
se afasta do centro da Via Láctea, determinando movimentos cíclicos de ascensão
e declínio de consciência para a humanidade.
Assim,
a Kali Yuga dura na verdade 1.200 anos na fase descendente, mais 1.200 na fase
ascendente. O último ciclo de Kali Yuga se deu entre o ano de 700 a.C. até 1700
d.C., com o ponto mais baixo da consciência humana ocorrendo por volta de 500
d.C. Não por acaso, só para exemplificar, esse período coincide com a Idade
Média.
Na
Dwapara Yuga o homem começa a acessar a realidade elétrica da matéria. É um
período de grande avanço da ciência e de muitas invenções que “demonstram a
ilusão da distância”. Acho que essa expressão das escrituras hindus descreve de
forma poética, mas bastante acurada, invenções como o automóvel, o avião, o
rádio, o telefone, a televisão, a internet... Além disso, Dwapara Yuga é
marcada pela ascensão das mulheres ao poder. Louvado seja Deus por isso, algo
que já começamos a ver acontecendo em nossos dias.
Poderia
continuar falando sobre esse tema indefinidamente, e ainda estou me referindo
apenas à introdução de “A Ciência Sagrada”. Recomendo de todo coração a leitura
desse maravilhoso livro. Jai Paramguruji!
\\\***///
FAVELA
GÓTICA liberado na íntegra no site da Verlidelas Editora:
Durante
esse período de pandemia, em meio a tantas incertezas, temos uma única
garantia: a de que nada será como antes. Estamos todos tendo a oportunidade
preciosa de participar ativamente na reconstrução de um mundo novo, mais luminoso
e solidário.
O
livro Favela Gótica fala justamente sobre “a monstruosidade essencial do
cotidiano”, em uma história cheia de suspense, fantasia e aventura. Ao nos
tornamos mais conscientes das sombras que existem em nossa sociedade, seremos
mais capazes, assim como a protagonista Liana, de trilhar um caminho coletivo
das Trevas para a Luz.
A
versão física de Favela Gótica está à venda no site da Verlidelas, mas – na
tentativa de proporcionar entretenimento a todos durante a quarentena – o autor
e a editora estão disponibilizando gratuitamente, inclusive para download, o
PDF de todo o livro.
Fique
à vontade para repassar o arquivo para amigos e parentes.
Gratidão
à Mãe Divina pela dádiva que essa obra representa para a humanidade! Todos os
autênticos buscadores, quer se considerem cristãos ou não, deveriam aplacar sua
sede espiritual nos preciosos ensinamentos contidos nesse livro.
Os
três volumes de “A Segunda Vinda de Cristo” constituem, junto com os dois
volumes de “Deus Fala com Arjuna”, a quintessência da herança espiritual de
Paramahansa Yogananda. Considero essas duas obras verdadeiros “mapas do Céu”,
uma cartografia minuciosa e detalhada da caminhada espiritual que cada um de
nós deve trilhar para alcançar a meta fundamental da existência: a realização
do Ser.
Não
é à toa que Yoganandaji tenha dedicado a fase final de sua encarnação à redação
dessas magnas obras, cujo colossal trabalho de edição consumiu décadas de
esforço até que finalmente pudessem vir a público, somente em anos recentes –
certamente, não por acaso.
Para
acessar as sublimes revelações que compartilhou conosco, o grande Guru entrava
em profunda meditação e, a partir do elevado estado de consciência vivenciado
em nirvikalpa samadhi, examinava as
estrofes do Bhagavad Gita (para escrever seu magistral “Deus Fala com Arjuna”)
e os versículos dos evangelhos (para interpretar à luz da Yoga os ensinamentos
de Jesus, nessa divina “A Segunda Vinda de Cristo”).
Não
me sinto capaz de tecer comentários sobre obra de tal magnitude. Só posso
agradecer a Deus e ao Guru pela experiência inesquecível de ter percorrido
essas sagradas páginas. E encerrar com o vívido testemunho de Sri Daya Mata
sobre Yogananda na época em que escreveu “A Segunda Vinda de Cristo”:
Paramahansaji começou a
ficar mais e mais em reclusão em um pequeno ashram no Deserto Mojave, devotando
o máximo possível do tempo que lhe restava a finalizar seus escritos. Aqueles
períodos de concentração na mensagem literária que ele desejava deixar para o
mundo foram uma época privilegiada para aqueles de nós que podiam estar em sua
presença. Ele estava completamente absorvido, completamente um com as verdades
que percebia dentro de si e expressava exteriormente. “Ele veio para o pátio
por alguns poucos minutos”, rememorou um dos monges que estava trabalhando nas
cercanias do retiro de Paramahansaji. “Seu olhar era incalculavelmente remoto,
e ele disse para mim: ‘Os três mundos estão flutuando dentro de mim como se
fossem bolhas’. O puro poder que emanava dele na verdade me empurrou vários
passos para trás.”
Outro monge, depois de
entrar na sala onde Guruji estava trabalhando, disse: “A vibração naquela sala
era inacreditável; era como caminhar até Deus.”
Um
experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é
apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre
as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da
consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse
livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice
Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são
grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma
caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da
caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por
uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do
Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
Li
com reverência e gratidão as preciosas páginas desse livro, uma ou duas a cada
dia, procurando absorver ao máximo a profunda sabedoria dos ensinamentos ali
contidos. Gyanamata foi uma das discípulas mais avançadas de Paramahansa
Yogananda, que disse a seu respeito: “Ela deixou pegadas espirituais para todos
seguirem”.
Foi
exatamente essa a impressão que tive lendo as cartas e o diário pessoal de Irmã
Gyanamata: a de estar acompanhando os passos de alguém que alcançou alta e rara
percepção de Deus. Seguramente um dos melhores livros que li na vida!
Se
eu tivesse que resumir essa leitura em uma única palavra, essa seria “humildade”.
A princípio estranhei a frequência e a intensidade com que a Irmã fustigava a
si mesma, depreciando-se com ásperas palavras de autorrecriminação.
Curiosamente, só fui entender isso um pouco melhor com a leitura da vida de
outro grande santo (em sânscrito, a palavra “santo” significa “devoto, alguém
que ama a Deus”), o brasileiro Chico Xavier, que possuía o mesmo hábito de se
diminuir, chegando muitas vezes a se apresentar como “Cisco Xavier”.
Ocorre
que uma das principais armadilhas de todo caminho espiritual é a vaidade. Não é
preciso ser Chico Xavier ou Irmã Gyanamata para experimentar esse teste: basta
fazer qualquer pequeno progresso espiritual (tal como passar a frequentar algum
grupo religioso, iniciar uma prática de meditação ou mesmo conseguir abandonar
algum mau hábito) para nos sentirmos cheios de sabedoria e virtude, maiores,
melhores e mais perfumados que todos ao nosso redor. Para aplacar as marolas
que essas pequenas realizações provocam em nossas restritas consciências, nada
melhor que o exemplo de mentes oceânicas como as de Chico e Gyanamata, que
permanentemente combatiam o ego para melhor poder expressar o Eu.
O
título original dessa incrível obra é “God Alone: The Life and Letters of a
Saint”. Lamentavelmente, parece que não se encontra disponível em português. O
exemplar que li, recebi das mãos de minha amada madrinha de casamento na SRF,
Beatriz, uma tradução não oficial feita por discípulos de Yogananda em Salvador
há mais de vinte anos. Era a encadernação xerocada de um original datilografado!
Isso tornou a leitura mais especial e saturada de devoção, ainda mais quando eu
soube que o responsável pela datilografia foi o saudoso Arismar, pai de meu
querido Manoji, Axel Guedes.
Jai
Guru!
“Aja como
faz quando quer iluminar um quarto escuro. Você não briga com a escuridão.
Simplesmente introduz a luz, e as trevas se dissipam.”
Um
experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é
apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre
as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da
consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse
livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice
Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são grandes
influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma caixa
fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da caixa,
testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por uma banda
de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do Vento,
disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
Esse
livro faz parte dos textos “apócrifos” de Yogananda, por não ter sido editado
pela Self-Realization Fellowship, instituição fundada pelo próprio Yogananda
para a difusão de seus ensinamentos. Alguns dos textos que encontrei aqui já
havia lido em outras obras do Mestre, outros li pela primeira vez.
O
que de imediato chama a atenção nessa edição é a foto escolhida para a capa,
que captou de forma admirável o magnetismo do olhar do grande Guru. Sinto
dificuldade em desviar os olhos desse olhar tão impregnado do conhecimento da
Verdade – aliás, por que desejaria eu me desviar desse sublime darshan
(benção espiritual que advém de contemplar um ser iluminado)?
Quanto
aos textos, o foco é, como o título já mostra, como vivenciar os
relacionamentos humanos de forma espiritualizada, seja nas amizades, nas
relações com familiares, na relação de par e na relação com o mundo de modo
geral.
“MEDITAÇÃO
SOBRE A EXPANSÃO DO AMOR
Diga
a si mesmo: ‘O império do meu amor tem de expandir-se. Amei meu corpo mais que
a qualquer outra coisa. Por isso me identifiquei com ele e fiquei por ele
limitado. O amor que tenho por esse corpo será estendido a todos quantos me
amem. O maro expandido daqueles que me amam será por mim votado àqueles que são
meus. O amor a mim mesmo e o amor aos que são meus pertencerão aos estranhos.
De todo o coração amarei os que me detestam tanto quanto os que me amam.
Banharei todas as almas em meu afeto desprendido. No mar do meu amor nadarão meus
familiares, meus compatriotas, todas as nações, todas as criaturas. A criação
inteira, as miríades de pequeninos seres vivos dançarão nas ondas do meu amor!’”
Um
experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é
apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre
as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da
consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse
livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice
Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são
grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma
caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da
caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por
uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do
Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
Sempre
é uma alegria inestimável retornar às páginas da belíssima “Canção do Senhor”.
Penso que essa foi a quarta tradução do Gita que li, e a cada versão que leio
descubro novas perspectivas, novos ensinamentos, pelo olhar diferenciado e
pessoal que cada tradutor acaba imprimindo ao milenar texto védico.
Mais
que a tradução em si, gostei especialmente dos comentários de Rohden,
estabelecendo paralelos entre os ensinamentos de Krishna e os de Cristo. Essa
foi uma das principais missões levadas a cabo pelo grande iogue Paramahansa
Yogananda: mostrar ao mundo a unidade fundamental de todas as verdadeiras
religiões.
Aliás,
ao falar do Gita é impossível não mencionar que a tradução e os comentários
mais abrangentes foram feitos por Yogananda, na obra “Deus Fala com Arjuna”,
cujo primeiro volume foi recentemente lançado no Brasil. Os comentários de
Yoganandaji ao Gita são puro néctar! Jai Guru!
O
Grande Homem – no pensamento e na voz de Huberto Rohden
Um
experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é
apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre
as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da
consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse
livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice
Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são
grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma
caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da
caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por
uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do
Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
Hoje
terminei de ler, pela quarta vez, este verdadeiro “livro vivo”, que me enche de
reverência e gratidão.
É
mesmo notável como cada nova leitura da Autobiografia de Yogananda traz novas
percepções e preciosos ensinamentos.
A
primeira leitura mudou minha vida, ou melhor, a trouxe de volta. A segunda foi
uma confirmação e renovação do maravilhamento. A terceira leitura, feita em
2014, foi marcada por muitas risadas, pela descoberta do contagiante senso de
humor do Guru, que nas leituras anteriores não ficou tão perceptível por conta
de minha intensa concentração para absorver tantos conceitos complexos e
desafiadores.
Em
dezembro de 2018, preparando-me para uma feliz viagem ao Rio de Janeiro, decidi
que era o momento de ler mais uma vez a inestimável Autobiografia. Um pequeno
problema: o meu exemplar estava emprestado, sem previsão de retorno. Então,
faltando uma semana para a viagem, o querido amigo Marcelo Loka chega com um
carro lotado de livros para serem doados ao P.U.L.A. (Passe Um Livro Adiante). Depois
que descarregamos os livros na Casa da Música, ele foi ao carro e voltou com um
livro de capa laranja, que depositou em minhas mãos, dizendo: “Esse é para
você.” Nem preciso dizer que era a “Autobiografia de um Iogue”, e que meus
olhos se encheram imediatamente de ardentes lágrimas de gratidão.
O
amor de um autêntico Guru é expressão direta do amor de Deus, é o amor de um
ser liberto por alguém que ainda se encontra preso na ilusão, é uma promessa
que atravessa vidas de sempre estar ali, sempre pronto a ajudá-lo no caminho de
sua própria libertação. Como tenho tido a oportunidade de constatar repetidas
vezes, esse amor muitas vezes se manifesta de forma escandalosa!
Esta
leitura foi marcada pelas lágrimas de profunda emoção. O aprendizado maior que
tirei dessa vez foi o quanto o Amor é mesmo o caminho. O que diferencia
Yogananda e os outros grandes santos de todas as religiões do homem comum é o
seu profundo anseio e amor por Deus. É esse amor que conduz à sabedoria mais
alta e à realização da verdade e do sentido da vida.
A
leitura da Autobiografia de Yogananda coloca em uma nova e refrescante
perspectiva as máximas de Jesus Cristo. “Amai a Deus sobre todas as coisas” é a
essência do ensinamento de todas as religiões concentrada em uma única frase,
não como uma ordem a ser cumprida sob as penas da lei, mas como uma meta a ser
alcançada, tendo como prêmio atingir um estado de consciência semelhante ao do
Cristo. E “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” é a expressão prática
dessa realização da Sabedoria definitiva. Aquele que ama verdadeiramente a Deus
acima de tudo enxerga o templo de Deus em cada ser vivo do Universo.
Um
experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é
apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre
as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da
consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse
livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice
Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são
grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma
caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da
caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por
uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do
Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
Esta
é pelo menos a sétima vez que leio esse pequeno grande livro! Como fiz com “No
Santuário da Alma” (também de Yogananda), li o exemplar do Círculo de Meditação que
eu frequento, em Lauro de Freitas (https://www.facebook.com/yoganandalaurodefreitas),
nas ocasiões em que fui escalado para fazer o serviço de leitura. Então esta
leitura foi realizada ao longo de alguns meses, e intercalada por boas horas de
meditação coletiva!
Das
outras seis vezes que li “A Lei do Sucesso”, me empenhei em digitar trechos do
livro, como forma de melhor fixar os ensinamentos. Seguem abaixo, com muita
gratidão! Jai Guru!
“UM NOBRE COMEÇO
Cante canções que ninguém cantou,
Pense o que nenhum cérebro pensou,
Ande por caminhos nunca antes
trilhados,
Chore por Deus lágrimas que ninguém
chorou,
Leve paz a quem ninguém levou,
Abrace os que por toda parte são
desprezados.
Ame a todos com amor por ninguém
sentido,
e trave
A batalha da vida com vigor
incontido.”
(...)
“Minha Herança Divina
O
Senhor me criou à Sua imagem. Eu O buscarei primeiro, e me certificarei de meu
verdadeiro contato com Ele. Então, se for Sua vontade, todas as coisas –
sabedoria, abundância, saúde – me serão acrescentadas como parte de minha
herança divina.
Quero
sucesso imensurável, não de fontes terrenas, mas de Tuas generosas mãos
todo-poderosas, que tudo possuem.”
“A Lei do Sucesso
Haverá
um poder que possa revelar filões ocultos de riquezas e descobrir tesouros
jamais sonhados? Existirá uma força que possamos invocar para nos dar saúde,
felicidade e iluminação espiritual? Os santos e sábios da Índia ensinam que
existe tal poder. Eles têm demonstrado a eficácia dos princípios da verdade que
também o beneficiarão se você fizer uma tentativa séria.
Seu
sucesso na vida não depende inteiramente de aptidões e treinamento; também
depende de sua determinação em aproveitar as oportunidades que se lhe
apresentem. As oportunidades na vida são criadas, não surgem do acaso. Você
mesmo, agora ou no passado (inclusive o passado de vidas anteriores), criou
todas as oportunidades que surgem em seu caminho. Já que as conquistou, use-as
em seu maior benefício.
Se
você usar todos os recursos externos disponíveis, assim como suas aptidões naturais,
para superar cada obstáculo em seu caminho, desenvolverá os poderes que Deus
lhe deu – poderes ilimitados que fluem das forças mais recônditas de seu ser.
Você possui o poder do pensamento e o poder da vontade. Utilize ao máximo essas
dádiva divinas!”
“O Poder do Pensamento
Você
manifesta sucesso ou fracasso de acordo com a tendência habitual de seus
pensamentos. O que é predominante em você: pensamentos de sucesso ou de
fracasso? Se sua mente está de modo geral em estado negativo, um pensamento
positivo ocasional não é suficiente para atrair o sucesso. Mas se pensar
corretamente, alcançará seu objetivo, mesmo que esteja aparentemente envolvido
em trevas.
Só
você é responsável por si mesmo. Ninguém mais poderá responder por seus atos
quando chegar a hora do ajuste final. Seu trabalho no mundo – na esfera onde
seu karma, suas próprias ações
passadas, o colocou – só pode ser realizado por uma única pessoa: você mesmo. E
seu trabalho só pode ser considerado um ‘sucesso’ se de algum modo beneficia
seus semelhantes.”
Não
fique constantemente remoendo um determinado problema. Deixe que descanse de
vez em quando, e ele poderá resolver-se por si; mas esteja atento para você não descansar demais, a ponto de
perder o discernimento. Em vez disso, use esses períodos de repouso para
aprofundar-se na tranquila região do Eu interior. Sintonizado com sua alma,
você será capaz de pensar corretamente a respeito de tudo que faz, e se seus
pensamentos ou atos tiverem se desviado, eles poderão ser realinhados. Esse
poder de sintonia divina pode ser adquirido pela prática e pelo esforço.”
“A vontade é o dínamo
Para
ser bem-sucedido, você deve usar, juntamente com o pensamento positivo, a força
de vontade e a atividade contínua. Toda manifestação externa é o resultado da
vontade, mas esse poder nem sempre é usado conscientemente. Assim como existe a
vontade consciente, existe a vontade mecânica. O dínamo de todos os seus
poderes é a volição, ou força de vontade. Sem volição, você não pode caminhar,
falar, trabalhar, pensar ou sentir. Portanto, a força de vontade é a mola
propulsora de todas as suas ações. (Para não usar essa energia, você teria que
estar completamente inerte, tanto física quanto mentalmente. Mesmo quando move
a mão, você está usando a força de vontade. É impossível viver sem usar essa
força.)
A
vontade mecânica é o uso irrefletido da força de vontade. A vontade consciente
é uma força vital que acompanha a determinação e o esforço, um dínamo que deve
ser sabiamente orientado. À medida que você exercita a vontade consciente, em
vez de a mecânica, deve certificar-se também de que sua força de vontade esteja
sendo usada construtivamente, e não para propósitos nocivos ou aquisições
inúteis.
Para
criar a força de vontade dinâmica, proponha-se a fazer algumas das coisas que
você achava que não podia fazer. Tente tarefas simples primeiro. À medida que a
confiança se fortalecer e a vontade se tornar mais dinâmica, você poderá
almejar realizações mais difíceis. Certifique-se de que escolheu bem, depois
recuse-se submeter-se ao fracasso. Empregue toda a sua força de vontade para
dominar uma coisa de cada vez; não disperse as energias, nem deixe algo pela
metade para iniciar um novo empreendimento.”
“Você pode controlar o destino
A
mente é a criadora de tudo. Você deve, portanto, guiá-la para criar apenas o
bem. Se você se agarra a certo pensamento com força de vontade dinâmica, ele
finalmente assume uma forma tangível, exterior. Quando você é capaz de empregar
sua vontade sempre para propósitos construtivos, torna-se o controlador de seu destino.
Acabei
de mencionar três maneiras importantes de dinamizar a sua vontade: (1) escolha
uma tarefa ou empreendimento simples, que nunca foi capaz de dominar, e decida
obter êxito; (2) certifique-se de que escolheu algo construtivo e exeqüível,
depois recuse aceitar o fracasso; (3) concentre-se em um único propósito,
empregando todos os recursos e oportunidades para desenvolvê-lo.
Mas
você deve sempre ter certeza, dentro da tranquila região do Eu interior, de que
é correto possuir o que deseja e que está de acordo com os desígnios de Deus.
Você pode então usar toda a sua força de vontade para alcançar o objetivo,
mantendo, entretanto, a mente concentrada no pensamento em Deus – a Fonte de
todo o poder e realização.”
“O medo exaure a energia vital
O
cérebro humano é um reservatório de energia vital. Essa energia é
constantemente empregada nos movimentos musculares, na atividade do coração,
dos pulmões e do diafragma, no metabolismo celular e nos processos químicos do sangue,
assim como no desempenho do trabalho do sistema telefônico sensório-motor (os
nervos). Além disso, uma grande quantidade de energia vital é exigida em todos
os processos do pensamento, da emoção e da vontade.
O
medo exaure a energia vital; é um dos maiores inimigos da força de vontade
dinâmica. O medo espreme a força vital, que normalmente flui sem parar pelo
sistema nervoso. Os nervos se tornam aparentemente paralisados; toda a
vitalidade do corpo é reduzida. O medo não o ajuda a se livrar do objeto do
temor; apenas enfraquece a força de vontade. O medo faz com que o cérebro envie
uma mensagem inibidora a todos os órgãos do corpo. Contrai o coração, inibe as
funções digestivas e provoca muitas outras perturbações físicas. Quando a
consciência está fixa em Deus, você não tem medo; todos os obstáculos são então
superados pela coragem e pela fé.
O
‘desejo’ é uma aspiração sem energia.
Depois do desejo, pode vir a ‘intenção’ – o planejamento para fazer alguma
coisa, para satisfazer um desejo ou aspiração. Mas ‘vontade’ significa: ‘Vou agir até realizar o meu desejo.’ Quando
você exerce a força de vontade, libera o poder da energia vital – isso não
acontece quando apenas se deseja passivamente alcançar um objetivo.”
“Pai Celestial, eu raciocinarei, eu
quererei, eu agirei; mas guia Tu minha razão, minha vontade e minha atividade
para a coisa certa que eu devo fazer.”
Um
experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é
apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre
as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da
consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse
livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice
Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são
grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma
caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da
caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por
uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do
Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
Que
obra estupenda! Um estudo colossal sobre a Capoeira, verdadeiro manancial de
ensinamentos para todos que desejam se aprofundar nas origens, história e
fundamentos dessa linda arte!
Como
nada nesta vida acontece por acaso, esse livro foi um fiel e precioso
companheiro durante um momento muito difícil, em que devido a dores no ciático
fiquei impedido de frequentar as aulas de capoeira de Mestre Tyko Kamaleão na
Casa da Música. Mais do que o ciático, doeu a alma, bem lá no fundo, ao ser
privada tão bruscamente dessa gostosa brincadeira que a vinha libertando, “um
milímetro por dia”, no sábio ensinamento de Mestre Tyko Kamaleão. Fiquei muito
triste e revoltado a princípio, mas à medida em que fui compreendendo que a
Capoeira estava trazendo para mim um novo aprendizado, fui deixando de me
rebelar contra esse meu momento, fui passando a aceitá-lo como uma oportunidade
e um desafio, e assim comecei o meu processo de cura. Que passou certamente
pela leitura de “Capoeira Angola”. Eu não estava podendo gingar, mas nada me
impedia de continuar aprendendo Capoeira!
O
que mais chama a atenção nesse livro incrível é a profusão e minúcia dos
conhecimentos transmitidos. Por exemplo, ao falar do período em que a Capoeira
era combatida pela polícia (como contravenção prevista no código penal de 1890,
sujeita a pena de prisão de três a seis meses, com agravantes) o professor
Waldeloir conta a história da polícia no Brasil, desde a sua criação (os
policiais eram chamados inicialmente de “quadrilheiros”, por estarem
responsável por áreas urbanas divididas em “quadras”)! Ou então, ao analisar
alguns corridos de capoeira, o autor examina a etimologia de cada uma das
palavras utilizadas no canto, com abundância de citações em alemão e francês!
Essa
minúcia possibilita um rico e profundo aprendizado sócio-etnográfico, que vai
muito além da Capoeira. Por exemplo, gostei muito de aprender a origem da palavra
“aquinderreis”, que surgiu de “acudam aqui d’el-Rei”, expressão do tempo do
Brasil Colônia que era usada quando se estava sendo atacado por alguém e se
precisava de ajuda armada (pois somente em nome do Rei era permitido portar
armas). Na época em que o livro foi publicado (1968), esse termo já era muito
pouco utilizado, apenas pelos capoeiristas anciões, que diziam “fulano gritou
aquinderreis”, no sentido de que “fulano pediu socorro”. Pois hoje, em 2018, é
provável que já nenhuma pessoa viva se utilize dessa expressão. Esse tipo de
aprendizado emociona o escritor em mim, pois revela a nossa língua como uma
entidade viva, em constante mudança e evolução.
Só
para citar um dos ensinamentos diretamente ligados à Capoeira, com esse livro
aprendi que a palavra “Berimbau” deriva de “boro ‘mbumba”, sendo que “boro”
significa “falar” e “’mbumba” era uma espécie de receptáculo sagrado para o
espírito dos antepassados. “Berimbau”, portanto, é o instrumento que nos
permite “falar com os mortos”, ou seja, entrar em sintonia direta com a
ancestralidade. Está explicado o arrepio de êxtase que todo capoeira sente ao
som do gunga!
“Capoeira
Angola” é uma obra irrepreensível, sob todos os aspectos. A tal ponto que, em
determinado momento da leitura, comecei a alimentar a certeza de que o autor
era negro (o que confirmei apenas agora, ao ver sua foto na Internet). Explico:
a sensação que tive foi que o livro foi escrito antecipando e já se precavendo
contra todo o tipo de ataque racista, por se tratar de obra acadêmica versando
sobre cultura, religiosidade e tradições de matriz africana. O professor
Waldeloir Rego me lembrou um pouco um de meus heróis, o cientista indiano Jagadish
Chandra Bose (citado na “Autobiografia de um Iogue” de Paramahansa Yogananda e
também em meu romance “O Sincronicídio”), que descobriu a vida secreta das
plantas e dos metais, e que enfrentou com galhardia o racismo dos cientistas
europeus, que não davam crédito aos seus estudos apenas devido à tonalidade de sua
pele.
Pois
então. Isso me motivou uma fecunda reflexão, bastante pertinente a nossos dias,
quando forças retrógradas ganham ascensão no cenário nacional e mundial, e discursos
racistas, machistas e homofóbicos são apoiados por boa parte da população. Esse
livro me fez pensar que resistência é superação. Graças à luta contra o
machismo, por exemplo, as mulheres provaram seu valor, tornando-se de modo
geral mais eficazes que os homens em todos os campos. Assim como, graças à luta
contra a escravidão, surgiu a arte da libertação, também chamada de Capoeira!
Gratidão
a Mestre Tyko Kamaleão pelo empréstimo dessa obra magnífica e por me ensinar
tanto, na roda e na vida! Viva meu mestre!
“E foi assim que descobri que a inocência é
como a esperança. Sempre resta um pouco mais para se perder.”
Haverá
um desígnio oculto por trás da horrenda série de assassinatos que abala a
cidade de Rio Santo? Apenas um homem em toda a força policial poderia
reconhecer as conexões entre os diversos crimes e elucidar o mistério do
Sincronicídio. Por esse motivo é que o inspetor Alberto Teixeira, da Delegacia
de Homicídios, está marcado para morrer.
“Era para sermos
centelhas divinas. Mas escolhemos abraçar a escuridão.”
Suspense,
erotismo e filosofia em uma trama instigante que desafia o leitor a cada passo.
Uma história contada de forma extremamente inovadora, como um Passeio do Cavalo
(clássico problema de xadrez) pelos 64 hexagramas do I Ching, o Livro das
Mutações. Um romance de muitas possibilidades.
Leia
e descubra porque O Sincronicídio
não para de surpreender o leitor.
Maravilhosa
e abençoada obra, que tenho tido o privilégio e a gratidão de ler junto com
minha companheira Fabíola Campos, em pequenos trechos diários, antes de nossa
meditação matinal. Creio que esta foi a quarta ou quinta vez que lemos o livro
juntos, sempre retirando dele novos ensinamentos e inspirações para a vida de
par.
Reproduzo
abaixo a resenha que fiz ao ler o livro pela primeira vez:
O
irmão Anandamoy foi discípulo direto de Paramahansa Yogananda. Nascido na
Suiça, em 1948 foi estudar arquitetura na América. Aproveitou para ir a Los
Angeles e visitar, na sede internacional da Self-Realization Fellowship, o
autor de “Autobiografia de um Iogue”. Imagino a emoção que não o acometeu
quando se viu frente a frente com o seu guru. Poucos meses depois, o estudante
de arquitetura tornou-se Anandamoy, monge do ashram de Yogananda.
Durante
os longos anos de sua caminhada espiritual, o irmão Anandamoy realizou inúmeras
palestras, levando as palavras e ensinamentos de Yogananda para muitos
corações. Uma dessas palestras foi “O Casamento Espiritual”, convertido em um
pequeno grande livro, para nosso crescimento e aprendizado.
Escrito
de forma singela e cativante, adquire profundidade insuspeitável a um primeiro
olhar. Sem dúvida um livro precioso, destinado àqueles que pretendem fazer do
amor de par um caminho de elevação espiritual.
O
amor a dois pode ser muito, muito mais lindo que o sonho do poeta em “Romeu e
Julieta”. Pois o amor é a expressão de uma ânsia essencial de retornar ao Todo,
de unir-se ao Um. Sendo expressão do Amor maior, o amor no casamento é uma luz
que ilumina o mundo!
“As
dificuldades no casamento ocorrem principalmente, creio eu, quando os casais
não compreendem plenamente o propósito ou o significado do casamento e o
profundo elo existente entre matrimônio e caminho espiritual.”
“Apenas
imagine o casamento de duas pessoas que tenham esta atitude – nada esperar do
outro, e esperar muito de si próprio – um relacionamento baseado na doação.
Pense nisto.”
Um
experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é
apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre
as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da
consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse
livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice
Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são
grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma
caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da
caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por
uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do
Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!