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sábado, 9 de maio de 2020

A CIÊNCIA SAGRADA – Swami Sri Yukteswar



Agradeço a Deus pela oportunidade que meus olhos tiveram ao contemplar a sabedoria inesgotável contida nas páginas desse abençoado livro, “A Ciência Sagrada”! Essa obra foi encomendada a Sri Yukteswar pelo próprio Mahavatar Babaji, que lhe incumbiu de demonstrar, através de citações paralelas, a unidade fundamental entre o hinduísmo e o cristianismo.

Logo na introdução somos brindados por uma dádiva imensurável. O grande sábio demonstra de forma detalhada e precisa que não estamos mais na Kali Yuga ou Idade das Trevas, mas já avançando na era seguinte de Dwapara Yuga, mais precisamente, nesse 2020 d.C., em 320 Dwapara. Como pretendo ler esse livro maravilhoso ao menos uma vez por ano daqui para frente, dedicarei essa primeira resenha apenas a essa questão das eras.

Por que é tão importante estarmos em Dwapara e não em Kali? Essa terminologia, a princípio, só faz sentido para pessoas familiarizadas com os textos védicos. Contudo o significado por detrás dessas expressões é relevante para qualquer honesto buscador da Verdade, independentemente de sua orientação religiosa.

Boa parte das pessoas que sabe o que são as Yugas (eras) acredita que estamos vivendo hoje em Kali Yuga, uma era em que a consciência do homem é capaz de apreender apenas a matéria grosseira. É marcada pela ignorância, pela violência e pelo domínio masculino. De acordo com essa proposição, que Sri Yukteswar demonstra estar equivocada, a humanidade teria pela frente nada menos que 400 mil anos de escuridão, ignorância e violência. Uma perspectiva por demais sombria.

Swami Sri Yukteswar explica como as Yugas estão relacionadas com o ciclo astronômico conhecido como precessão dos equinócios e com a aproximação de nosso sistema solar do centro da galáxia. Em resumo, a cada 24.000 anos o sol se aproxima e se afasta do centro da Via Láctea, determinando movimentos cíclicos de ascensão e declínio de consciência para a humanidade.

Assim, a Kali Yuga dura na verdade 1.200 anos na fase descendente, mais 1.200 na fase ascendente. O último ciclo de Kali Yuga se deu entre o ano de 700 a.C. até 1700 d.C., com o ponto mais baixo da consciência humana ocorrendo por volta de 500 d.C. Não por acaso, só para exemplificar, esse período coincide com a Idade Média.

Na Dwapara Yuga o homem começa a acessar a realidade elétrica da matéria. É um período de grande avanço da ciência e de muitas invenções que “demonstram a ilusão da distância”. Acho que essa expressão das escrituras hindus descreve de forma poética, mas bastante acurada, invenções como o automóvel, o avião, o rádio, o telefone, a televisão, a internet... Além disso, Dwapara Yuga é marcada pela ascensão das mulheres ao poder. Louvado seja Deus por isso, algo que já começamos a ver acontecendo em nossos dias.

Poderia continuar falando sobre esse tema indefinidamente, e ainda estou me referindo apenas à introdução de “A Ciência Sagrada”. Recomendo de todo coração a leitura desse maravilhoso livro. Jai Paramguruji!



  
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FAVELA GÓTICA liberado na íntegra no site da Verlidelas Editora:

Durante esse período de pandemia, em meio a tantas incertezas, temos uma única garantia: a de que nada será como antes. Estamos todos tendo a oportunidade preciosa de participar ativamente na reconstrução de um mundo novo, mais luminoso e solidário.

O livro Favela Gótica fala justamente sobre “a monstruosidade essencial do cotidiano”, em uma história cheia de suspense, fantasia e aventura. Ao nos tornamos mais conscientes das sombras que existem em nossa sociedade, seremos mais capazes, assim como a protagonista Liana, de trilhar um caminho coletivo das Trevas para a Luz.

A versão física de Favela Gótica está à venda no site da Verlidelas, mas – na tentativa de proporcionar entretenimento a todos durante a quarentena – o autor e a editora estão disponibilizando gratuitamente, inclusive para download, o PDF de todo o livro.

Fique à vontade para repassar o arquivo para amigos e parentes.

Leia ou baixe todo o livro no link abaixo:

Link do livro no SKOOB:

Book trailer

Entrevista sobre o livro na FM Cultura

  

domingo, 5 de abril de 2020

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO – Volume I – Paramahansa Yogananda



Gratidão à Mãe Divina pela dádiva que essa obra representa para a humanidade! Todos os autênticos buscadores, quer se considerem cristãos ou não, deveriam aplacar sua sede espiritual nos preciosos ensinamentos contidos nesse livro.

Os três volumes de “A Segunda Vinda de Cristo” constituem, junto com os dois volumes de “Deus Fala com Arjuna”, a quintessência da herança espiritual de Paramahansa Yogananda. Considero essas duas obras verdadeiros “mapas do Céu”, uma cartografia minuciosa e detalhada da caminhada espiritual que cada um de nós deve trilhar para alcançar a meta fundamental da existência: a realização do Ser.

Não é à toa que Yoganandaji tenha dedicado a fase final de sua encarnação à redação dessas magnas obras, cujo colossal trabalho de edição consumiu décadas de esforço até que finalmente pudessem vir a público, somente em anos recentes – certamente, não por acaso.

Para acessar as sublimes revelações que compartilhou conosco, o grande Guru entrava em profunda meditação e, a partir do elevado estado de consciência vivenciado em nirvikalpa samadhi, examinava as estrofes do Bhagavad Gita (para escrever seu magistral “Deus Fala com Arjuna”) e os versículos dos evangelhos (para interpretar à luz da Yoga os ensinamentos de Jesus, nessa divina “A Segunda Vinda de Cristo”).

Não me sinto capaz de tecer comentários sobre obra de tal magnitude. Só posso agradecer a Deus e ao Guru pela experiência inesquecível de ter percorrido essas sagradas páginas. E encerrar com o vívido testemunho de Sri Daya Mata sobre Yogananda na época em que escreveu “A Segunda Vinda de Cristo”:

Paramahansaji começou a ficar mais e mais em reclusão em um pequeno ashram no Deserto Mojave, devotando o máximo possível do tempo que lhe restava a finalizar seus escritos. Aqueles períodos de concentração na mensagem literária que ele desejava deixar para o mundo foram uma época privilegiada para aqueles de nós que podiam estar em sua presença. Ele estava completamente absorvido, completamente um com as verdades que percebia dentro de si e expressava exteriormente. “Ele veio para o pátio por alguns poucos minutos”, rememorou um dos monges que estava trabalhando nas cercanias do retiro de Paramahansaji. “Seu olhar era incalculavelmente remoto, e ele disse para mim: ‘Os três mundos estão flutuando dentro de mim como se fossem bolhas’. O puro poder que emanava dele na verdade me empurrou vários passos para trás.”
Outro monge, depois de entrar na sala onde Guruji estava trabalhando, disse: “A vibração naquela sala era inacreditável; era como caminhar até Deus.”

Jai Guru! Cristo Om!





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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5823590

Um experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5823590


sábado, 18 de janeiro de 2020

APENAS DEUS – Irmã Gyanamata



“Não há espiritualidade sem heroísmo.”
Irmã Gyanamata

Li com reverência e gratidão as preciosas páginas desse livro, uma ou duas a cada dia, procurando absorver ao máximo a profunda sabedoria dos ensinamentos ali contidos. Gyanamata foi uma das discípulas mais avançadas de Paramahansa Yogananda, que disse a seu respeito: “Ela deixou pegadas espirituais para todos seguirem”.

Foi exatamente essa a impressão que tive lendo as cartas e o diário pessoal de Irmã Gyanamata: a de estar acompanhando os passos de alguém que alcançou alta e rara percepção de Deus. Seguramente um dos melhores livros que li na vida!


Se eu tivesse que resumir essa leitura em uma única palavra, essa seria “humildade”. A princípio estranhei a frequência e a intensidade com que a Irmã fustigava a si mesma, depreciando-se com ásperas palavras de autorrecriminação. Curiosamente, só fui entender isso um pouco melhor com a leitura da vida de outro grande santo (em sânscrito, a palavra “santo” significa “devoto, alguém que ama a Deus”), o brasileiro Chico Xavier, que possuía o mesmo hábito de se diminuir, chegando muitas vezes a se apresentar como “Cisco Xavier”.

Ocorre que uma das principais armadilhas de todo caminho espiritual é a vaidade. Não é preciso ser Chico Xavier ou Irmã Gyanamata para experimentar esse teste: basta fazer qualquer pequeno progresso espiritual (tal como passar a frequentar algum grupo religioso, iniciar uma prática de meditação ou mesmo conseguir abandonar algum mau hábito) para nos sentirmos cheios de sabedoria e virtude, maiores, melhores e mais perfumados que todos ao nosso redor. Para aplacar as marolas que essas pequenas realizações provocam em nossas restritas consciências, nada melhor que o exemplo de mentes oceânicas como as de Chico e Gyanamata, que permanentemente combatiam o ego para melhor poder expressar o Eu.

O título original dessa incrível obra é “God Alone: The Life and Letters of a Saint”. Lamentavelmente, parece que não se encontra disponível em português. O exemplar que li, recebi das mãos de minha amada madrinha de casamento na SRF, Beatriz, uma tradução não oficial feita por discípulos de Yogananda em Salvador há mais de vinte anos. Era a encadernação xerocada de um original datilografado! Isso tornou a leitura mais especial e saturada de devoção, ainda mais quando eu soube que o responsável pela datilografia foi o saudoso Arismar, pai de meu querido Manoji, Axel Guedes.

Jai Guru!

“Aja como faz quando quer iluminar um quarto escuro. Você não briga com a escuridão. Simplesmente introduz a luz, e as trevas se dissipam.”
Irmã Gyanamata



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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5823590

Um experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!

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terça-feira, 3 de setembro de 2019

A ESPIRITUALIDADE NOS RELACIONAMENTOS – Paramahansa Yogananda



Esse livro faz parte dos textos “apócrifos” de Yogananda, por não ter sido editado pela Self-Realization Fellowship, instituição fundada pelo próprio Yogananda para a difusão de seus ensinamentos. Alguns dos textos que encontrei aqui já havia lido em outras obras do Mestre, outros li pela primeira vez.

O que de imediato chama a atenção nessa edição é a foto escolhida para a capa, que captou de forma admirável o magnetismo do olhar do grande Guru. Sinto dificuldade em desviar os olhos desse olhar tão impregnado do conhecimento da Verdade – aliás, por que desejaria eu me desviar desse sublime darshan (benção espiritual que advém de contemplar um ser iluminado)?

Quanto aos textos, o foco é, como o título já mostra, como vivenciar os relacionamentos humanos de forma espiritualizada, seja nas amizades, nas relações com familiares, na relação de par e na relação com o mundo de modo geral.

“MEDITAÇÃO SOBRE A EXPANSÃO DO AMOR

Diga a si mesmo: ‘O império do meu amor tem de expandir-se. Amei meu corpo mais que a qualquer outra coisa. Por isso me identifiquei com ele e fiquei por ele limitado. O amor que tenho por esse corpo será estendido a todos quantos me amem. O maro expandido daqueles que me amam será por mim votado àqueles que são meus. O amor a mim mesmo e o amor aos que são meus pertencerão aos estranhos. De todo o coração amarei os que me detestam tanto quanto os que me amam. Banharei todas as almas em meu afeto desprendido. No mar do meu amor nadarão meus familiares, meus compatriotas, todas as nações, todas as criaturas. A criação inteira, as miríades de pequeninos seres vivos dançarão nas ondas do meu amor!’”

Jai Guru!


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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5823590

Um experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
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domingo, 4 de agosto de 2019

BHAGAVAD GITA – tradução e notas de Huberto Rohden



Foi muito feliz essa leitura da tradução e comentários do pensador brasileiro Huberto Rohden (https://pt.wikipedia.org/wiki/Huberto_Rohden) ao sublime Bhagavad Gita.

Sempre é uma alegria inestimável retornar às páginas da belíssima “Canção do Senhor”. Penso que essa foi a quarta tradução do Gita que li, e a cada versão que leio descubro novas perspectivas, novos ensinamentos, pelo olhar diferenciado e pessoal que cada tradutor acaba imprimindo ao milenar texto védico.

Mais que a tradução em si, gostei especialmente dos comentários de Rohden, estabelecendo paralelos entre os ensinamentos de Krishna e os de Cristo. Essa foi uma das principais missões levadas a cabo pelo grande iogue Paramahansa Yogananda: mostrar ao mundo a unidade fundamental de todas as verdadeiras religiões.

Aliás, ao falar do Gita é impossível não mencionar que a tradução e os comentários mais abrangentes foram feitos por Yogananda, na obra “Deus Fala com Arjuna”, cujo primeiro volume foi recentemente lançado no Brasil. Os comentários de Yoganandaji ao Gita são puro néctar! Jai Guru!


O Grande Homem – no pensamento e na voz de Huberto Rohden



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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
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Um experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
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domingo, 3 de março de 2019

AUTOBIOGRAFIA DE UM IOGUE – Paramahansa Yogananda



Hoje terminei de ler, pela quarta vez, este verdadeiro “livro vivo”, que me enche de reverência e gratidão.

É mesmo notável como cada nova leitura da Autobiografia de Yogananda traz novas percepções e preciosos ensinamentos.

A primeira leitura mudou minha vida, ou melhor, a trouxe de volta. A segunda foi uma confirmação e renovação do maravilhamento. A terceira leitura, feita em 2014, foi marcada por muitas risadas, pela descoberta do contagiante senso de humor do Guru, que nas leituras anteriores não ficou tão perceptível por conta de minha intensa concentração para absorver tantos conceitos complexos e desafiadores.

Em dezembro de 2018, preparando-me para uma feliz viagem ao Rio de Janeiro, decidi que era o momento de ler mais uma vez a inestimável Autobiografia. Um pequeno problema: o meu exemplar estava emprestado, sem previsão de retorno. Então, faltando uma semana para a viagem, o querido amigo Marcelo Loka chega com um carro lotado de livros para serem doados ao P.U.L.A. (Passe Um Livro Adiante). Depois que descarregamos os livros na Casa da Música, ele foi ao carro e voltou com um livro de capa laranja, que depositou em minhas mãos, dizendo: “Esse é para você.” Nem preciso dizer que era a “Autobiografia de um Iogue”, e que meus olhos se encheram imediatamente de ardentes lágrimas de gratidão.

O amor de um autêntico Guru é expressão direta do amor de Deus, é o amor de um ser liberto por alguém que ainda se encontra preso na ilusão, é uma promessa que atravessa vidas de sempre estar ali, sempre pronto a ajudá-lo no caminho de sua própria libertação. Como tenho tido a oportunidade de constatar repetidas vezes, esse amor muitas vezes se manifesta de forma escandalosa!


Esta leitura foi marcada pelas lágrimas de profunda emoção. O aprendizado maior que tirei dessa vez foi o quanto o Amor é mesmo o caminho. O que diferencia Yogananda e os outros grandes santos de todas as religiões do homem comum é o seu profundo anseio e amor por Deus. É esse amor que conduz à sabedoria mais alta e à realização da verdade e do sentido da vida.

A leitura da Autobiografia de Yogananda coloca em uma nova e refrescante perspectiva as máximas de Jesus Cristo. “Amai a Deus sobre todas as coisas” é a essência do ensinamento de todas as religiões concentrada em uma única frase, não como uma ordem a ser cumprida sob as penas da lei, mas como uma meta a ser alcançada, tendo como prêmio atingir um estado de consciência semelhante ao do Cristo. E “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” é a expressão prática dessa realização da Sabedoria definitiva. Aquele que ama verdadeiramente a Deus acima de tudo enxerga o templo de Deus em cada ser vivo do Universo.

Jai Guru!

Trailer do filme “AWAKE: A VIDA DE YOGANANDA”



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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
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sábado, 9 de fevereiro de 2019

A LEI DO SUCESSO – Paramahansa Yogananda



Esta é pelo menos a sétima vez que leio esse pequeno grande livro! Como fiz com “No Santuário da Alma” (também de Yogananda), li o exemplar do Círculo de Meditação que eu frequento, em Lauro de Freitas (https://www.facebook.com/yoganandalaurodefreitas), nas ocasiões em que fui escalado para fazer o serviço de leitura. Então esta leitura foi realizada ao longo de alguns meses, e intercalada por boas horas de meditação coletiva!

Das outras seis vezes que li “A Lei do Sucesso”, me empenhei em digitar trechos do livro, como forma de melhor fixar os ensinamentos. Seguem abaixo, com muita gratidão! Jai Guru!

“UM NOBRE COMEÇO

Cante canções que ninguém cantou,
Pense o que nenhum cérebro pensou,
Ande por caminhos nunca antes trilhados,
Chore por Deus lágrimas que ninguém chorou,
Leve paz a quem ninguém levou,
Abrace os que por toda parte são desprezados.
Ame a todos com amor por ninguém sentido,
   e trave
A batalha da vida com vigor incontido.”

(...)

“Minha Herança Divina

O Senhor me criou à Sua imagem. Eu O buscarei primeiro, e me certificarei de meu verdadeiro contato com Ele. Então, se for Sua vontade, todas as coisas – sabedoria, abundância, saúde – me serão acrescentadas como parte de minha herança divina.

Quero sucesso imensurável, não de fontes terrenas, mas de Tuas generosas mãos todo-poderosas, que tudo possuem.”

“A Lei do Sucesso

Haverá um poder que possa revelar filões ocultos de riquezas e descobrir tesouros jamais sonhados? Existirá uma força que possamos invocar para nos dar saúde, felicidade e iluminação espiritual? Os santos e sábios da Índia ensinam que existe tal poder. Eles têm demonstrado a eficácia dos princípios da verdade que também o beneficiarão se você fizer uma tentativa séria.

Seu sucesso na vida não depende inteiramente de aptidões e treinamento; também depende de sua determinação em aproveitar as oportunidades que se lhe apresentem. As oportunidades na vida são criadas, não surgem do acaso. Você mesmo, agora ou no passado (inclusive o passado de vidas anteriores), criou todas as oportunidades que surgem em seu caminho. Já que as conquistou, use-as em seu maior benefício.

Se você usar todos os recursos externos disponíveis, assim como suas aptidões naturais, para superar cada obstáculo em seu caminho, desenvolverá os poderes que Deus lhe deu – poderes ilimitados que fluem das forças mais recônditas de seu ser. Você possui o poder do pensamento e o poder da vontade. Utilize ao máximo essas dádiva divinas!”


“O Poder do Pensamento

Você manifesta sucesso ou fracasso de acordo com a tendência habitual de seus pensamentos. O que é predominante em você: pensamentos de sucesso ou de fracasso? Se sua mente está de modo geral em estado negativo, um pensamento positivo ocasional não é suficiente para atrair o sucesso. Mas se pensar corretamente, alcançará seu objetivo, mesmo que esteja aparentemente envolvido em trevas.

Só você é responsável por si mesmo. Ninguém mais poderá responder por seus atos quando chegar a hora do ajuste final. Seu trabalho no mundo – na esfera onde seu karma, suas próprias ações passadas, o colocou – só pode ser realizado por uma única pessoa: você mesmo. E seu trabalho só pode ser considerado um ‘sucesso’ se de algum modo beneficia seus semelhantes.”

Não fique constantemente remoendo um determinado problema. Deixe que descanse de vez em quando, e ele poderá resolver-se por si; mas esteja atento para você não descansar demais, a ponto de perder o discernimento. Em vez disso, use esses períodos de repouso para aprofundar-se na tranquila região do Eu interior. Sintonizado com sua alma, você será capaz de pensar corretamente a respeito de tudo que faz, e se seus pensamentos ou atos tiverem se desviado, eles poderão ser realinhados. Esse poder de sintonia divina pode ser adquirido pela prática e pelo esforço.”

“A vontade é o dínamo

Para ser bem-sucedido, você deve usar, juntamente com o pensamento positivo, a força de vontade e a atividade contínua. Toda manifestação externa é o resultado da vontade, mas esse poder nem sempre é usado conscientemente. Assim como existe a vontade consciente, existe a vontade mecânica. O dínamo de todos os seus poderes é a volição, ou força de vontade. Sem volição, você não pode caminhar, falar, trabalhar, pensar ou sentir. Portanto, a força de vontade é a mola propulsora de todas as suas ações. (Para não usar essa energia, você teria que estar completamente inerte, tanto física quanto mentalmente. Mesmo quando move a mão, você está usando a força de vontade. É impossível viver sem usar essa força.)

A vontade mecânica é o uso irrefletido da força de vontade. A vontade consciente é uma força vital que acompanha a determinação e o esforço, um dínamo que deve ser sabiamente orientado. À medida que você exercita a vontade consciente, em vez de a mecânica, deve certificar-se também de que sua força de vontade esteja sendo usada construtivamente, e não para propósitos nocivos ou aquisições inúteis.

Para criar a força de vontade dinâmica, proponha-se a fazer algumas das coisas que você achava que não podia fazer. Tente tarefas simples primeiro. À medida que a confiança se fortalecer e a vontade se tornar mais dinâmica, você poderá almejar realizações mais difíceis. Certifique-se de que escolheu bem, depois recuse-se submeter-se ao fracasso. Empregue toda a sua força de vontade para dominar uma coisa de cada vez; não disperse as energias, nem deixe algo pela metade para iniciar um novo empreendimento.”




“Você pode controlar o destino

A mente é a criadora de tudo. Você deve, portanto, guiá-la para criar apenas o bem. Se você se agarra a certo pensamento com força de vontade dinâmica, ele finalmente assume uma forma tangível, exterior. Quando você é capaz de empregar sua vontade sempre para propósitos construtivos, torna-se o controlador de seu destino.

Acabei de mencionar três maneiras importantes de dinamizar a sua vontade: (1) escolha uma tarefa ou empreendimento simples, que nunca foi capaz de dominar, e decida obter êxito; (2) certifique-se de que escolheu algo construtivo e exeqüível, depois recuse aceitar o fracasso; (3) concentre-se em um único propósito, empregando todos os recursos e oportunidades para desenvolvê-lo.

Mas você deve sempre ter certeza, dentro da tranquila região do Eu interior, de que é correto possuir o que deseja e que está de acordo com os desígnios de Deus. Você pode então usar toda a sua força de vontade para alcançar o objetivo, mantendo, entretanto, a mente concentrada no pensamento em Deus – a Fonte de todo o poder e realização.”


“O medo exaure a energia vital

O cérebro humano é um reservatório de energia vital. Essa energia é constantemente empregada nos movimentos musculares, na atividade do coração, dos pulmões e do diafragma, no metabolismo celular e nos processos químicos do sangue, assim como no desempenho do trabalho do sistema telefônico sensório-motor (os nervos). Além disso, uma grande quantidade de energia vital é exigida em todos os processos do pensamento, da emoção e da vontade.

O medo exaure a energia vital; é um dos maiores inimigos da força de vontade dinâmica. O medo espreme a força vital, que normalmente flui sem parar pelo sistema nervoso. Os nervos se tornam aparentemente paralisados; toda a vitalidade do corpo é reduzida. O medo não o ajuda a se livrar do objeto do temor; apenas enfraquece a força de vontade. O medo faz com que o cérebro envie uma mensagem inibidora a todos os órgãos do corpo. Contrai o coração, inibe as funções digestivas e provoca muitas outras perturbações físicas. Quando a consciência está fixa em Deus, você não tem medo; todos os obstáculos são então superados pela coragem e pela fé.

O ‘desejo’ é uma aspiração sem energia. Depois do desejo, pode vir a ‘intenção’ – o planejamento para fazer alguma coisa, para satisfazer um desejo ou aspiração. Mas ‘vontade’ significa: ‘Vou agir até realizar o meu desejo.’ Quando você exerce a força de vontade, libera o poder da energia vital – isso não acontece quando apenas se deseja passivamente alcançar um objetivo.”

Vídeo “3 maneiras de dinamizar a vontade”:

AFIRMAÇÃO

“Pai Celestial, eu raciocinarei, eu quererei, eu agirei; mas guia Tu minha razão, minha vontade e minha atividade para a coisa certa que eu devo fazer.”

Paramahansa Yogananda




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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
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Um experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

CAPOEIRA ANGOLA – Waldeloir Rego



Que obra estupenda! Um estudo colossal sobre a Capoeira, verdadeiro manancial de ensinamentos para todos que desejam se aprofundar nas origens, história e fundamentos dessa linda arte!

Como nada nesta vida acontece por acaso, esse livro foi um fiel e precioso companheiro durante um momento muito difícil, em que devido a dores no ciático fiquei impedido de frequentar as aulas de capoeira de Mestre Tyko Kamaleão na Casa da Música. Mais do que o ciático, doeu a alma, bem lá no fundo, ao ser privada tão bruscamente dessa gostosa brincadeira que a vinha libertando, “um milímetro por dia”, no sábio ensinamento de Mestre Tyko Kamaleão. Fiquei muito triste e revoltado a princípio, mas à medida em que fui compreendendo que a Capoeira estava trazendo para mim um novo aprendizado, fui deixando de me rebelar contra esse meu momento, fui passando a aceitá-lo como uma oportunidade e um desafio, e assim comecei o meu processo de cura. Que passou certamente pela leitura de “Capoeira Angola”. Eu não estava podendo gingar, mas nada me impedia de continuar aprendendo Capoeira!


O que mais chama a atenção nesse livro incrível é a profusão e minúcia dos conhecimentos transmitidos. Por exemplo, ao falar do período em que a Capoeira era combatida pela polícia (como contravenção prevista no código penal de 1890, sujeita a pena de prisão de três a seis meses, com agravantes) o professor Waldeloir conta a história da polícia no Brasil, desde a sua criação (os policiais eram chamados inicialmente de “quadrilheiros”, por estarem responsável por áreas urbanas divididas em “quadras”)! Ou então, ao analisar alguns corridos de capoeira, o autor examina a etimologia de cada uma das palavras utilizadas no canto, com abundância de citações em alemão e francês!

Essa minúcia possibilita um rico e profundo aprendizado sócio-etnográfico, que vai muito além da Capoeira. Por exemplo, gostei muito de aprender a origem da palavra “aquinderreis”, que surgiu de “acudam aqui d’el-Rei”, expressão do tempo do Brasil Colônia que era usada quando se estava sendo atacado por alguém e se precisava de ajuda armada (pois somente em nome do Rei era permitido portar armas). Na época em que o livro foi publicado (1968), esse termo já era muito pouco utilizado, apenas pelos capoeiristas anciões, que diziam “fulano gritou aquinderreis”, no sentido de que “fulano pediu socorro”. Pois hoje, em 2018, é provável que já nenhuma pessoa viva se utilize dessa expressão. Esse tipo de aprendizado emociona o escritor em mim, pois revela a nossa língua como uma entidade viva, em constante mudança e evolução.


Só para citar um dos ensinamentos diretamente ligados à Capoeira, com esse livro aprendi que a palavra “Berimbau” deriva de “boro ‘mbumba”, sendo que “boro” significa “falar” e “’mbumba” era uma espécie de receptáculo sagrado para o espírito dos antepassados. “Berimbau”, portanto, é o instrumento que nos permite “falar com os mortos”, ou seja, entrar em sintonia direta com a ancestralidade. Está explicado o arrepio de êxtase que todo capoeira sente ao som do gunga!

“Capoeira Angola” é uma obra irrepreensível, sob todos os aspectos. A tal ponto que, em determinado momento da leitura, comecei a alimentar a certeza de que o autor era negro (o que confirmei apenas agora, ao ver sua foto na Internet). Explico: a sensação que tive foi que o livro foi escrito antecipando e já se precavendo contra todo o tipo de ataque racista, por se tratar de obra acadêmica versando sobre cultura, religiosidade e tradições de matriz africana. O professor Waldeloir Rego me lembrou um pouco um de meus heróis, o cientista indiano Jagadish Chandra Bose (citado na “Autobiografia de um Iogue” de Paramahansa Yogananda e também em meu romance “O Sincronicídio”), que descobriu a vida secreta das plantas e dos metais, e que enfrentou com galhardia o racismo dos cientistas europeus, que não davam crédito aos seus estudos apenas devido à tonalidade de sua pele.


Pois então. Isso me motivou uma fecunda reflexão, bastante pertinente a nossos dias, quando forças retrógradas ganham ascensão no cenário nacional e mundial, e discursos racistas, machistas e homofóbicos são apoiados por boa parte da população. Esse livro me fez pensar que resistência é superação. Graças à luta contra o machismo, por exemplo, as mulheres provaram seu valor, tornando-se de modo geral mais eficazes que os homens em todos os campos. Assim como, graças à luta contra a escravidão, surgiu a arte da libertação, também chamada de Capoeira!

Gratidão a Mestre Tyko Kamaleão pelo empréstimo dessa obra magnífica e por me ensinar tanto, na roda e na vida! Viva meu mestre!

Livro disponível em PDF no link:


Sobre Waldeloir Rego:




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O SINCRONICÍDIO – Fabio Shiva
 “E foi assim que descobri que a inocência é como a esperança. Sempre resta um pouco mais para se perder.”
Haverá um desígnio oculto por trás da horrenda série de assassinatos que abala a cidade de Rio Santo? Apenas um homem em toda a força policial poderia reconhecer as conexões entre os diversos crimes e elucidar o mistério do Sincronicídio. Por esse motivo é que o inspetor Alberto Teixeira, da Delegacia de Homicídios, está marcado para morrer.
“Era para sermos centelhas divinas. Mas escolhemos abraçar a escuridão.”
Suspense, erotismo e filosofia em uma trama instigante que desafia o leitor a cada passo. Uma história contada de forma extremamente inovadora, como um Passeio do Cavalo (clássico problema de xadrez) pelos 64 hexagramas do I Ching, o Livro das Mutações. Um romance de muitas possibilidades.
Leia e descubra porque O Sincronicídio não para de surpreender o leitor.
 
Livro físico:
https://caligo.lojaintegrada.com.br/o-sincronicidio-fabio-shiva
 
eBook:
https://www.amazon.com.br/dp/B07CBJ9LLX?qid=1522951627&sr=1-1&ref=sr_1_1


domingo, 9 de setembro de 2018

O CASAMENTO ESPIRITUAL – Irmão Anandamoy



Maravilhosa e abençoada obra, que tenho tido o privilégio e a gratidão de ler junto com minha companheira Fabíola Campos, em pequenos trechos diários, antes de nossa meditação matinal. Creio que esta foi a quarta ou quinta vez que lemos o livro juntos, sempre retirando dele novos ensinamentos e inspirações para a vida de par.

Reproduzo abaixo a resenha que fiz ao ler o livro pela primeira vez:

O irmão Anandamoy foi discípulo direto de Paramahansa Yogananda. Nascido na Suiça, em 1948 foi estudar arquitetura na América. Aproveitou para ir a Los Angeles e visitar, na sede internacional da Self-Realization Fellowship, o autor de “Autobiografia de um Iogue”. Imagino a emoção que não o acometeu quando se viu frente a frente com o seu guru. Poucos meses depois, o estudante de arquitetura tornou-se Anandamoy, monge do ashram de Yogananda.

Durante os longos anos de sua caminhada espiritual, o irmão Anandamoy realizou inúmeras palestras, levando as palavras e ensinamentos de Yogananda para muitos corações. Uma dessas palestras foi “O Casamento Espiritual”, convertido em um pequeno grande livro, para nosso crescimento e aprendizado.

Escrito de forma singela e cativante, adquire profundidade insuspeitável a um primeiro olhar. Sem dúvida um livro precioso, destinado àqueles que pretendem fazer do amor de par um caminho de elevação espiritual.

O amor a dois pode ser muito, muito mais lindo que o sonho do poeta em “Romeu e Julieta”. Pois o amor é a expressão de uma ânsia essencial de retornar ao Todo, de unir-se ao Um. Sendo expressão do Amor maior, o amor no casamento é uma luz que ilumina o mundo!

“As dificuldades no casamento ocorrem principalmente, creio eu, quando os casais não compreendem plenamente o propósito ou o significado do casamento e o profundo elo existente entre matrimônio e caminho espiritual.”

“Apenas imagine o casamento de duas pessoas que tenham esta atitude – nada esperar do outro, e esperar muito de si próprio – um relacionamento baseado na doação. Pense nisto.”

(20.03.10)



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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5823590

Um experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!

http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5823590
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