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quinta-feira, 6 de junho de 2013

O ESCARAVELHO DO DIABO – Lúcia Machado de Almeida


Li esse livro pela primeira vez aos oito anos, na sequência de “O Caso da Borboleta Atíria”, que havia me deixado eletrizado. Embora continuasse achando o primeiro livro melhor, o segundo foi bem mais sinistro e horripilante!

Para começar, agora não eram bichinhos no bosque que estavam sendo assassinados, mas pessoas “de verdade”! Depois, só por um título desses um livro já pode ser considerado mega sinistro!

Foi muito bom voltar a ler o livro esse tempo todo depois. Vi como tanta coisa marcou na leitura, que foi de muita influência.

Curiosidade foi uma leitura de subcontexto histórico a partir de uma pista: seria normal os padres guardarem uma arma em casa?

Outra curiosidade foi o encantamento da autora com certa obra sobre São Francisco, a ponto de citá-la com uma ênfase de merchandising em cena de novela!

Terceira curiosidade foi uma leitura de subcontexto temático a partir do final: mas essa eu não conto rarara!



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sexta-feira, 1 de março de 2013

XISTO NO ESPAÇO – Lúcia Machado de Almeida




Li esse livro com meu sobrinho Luan na base de um capítulo por noite, antes de dormir. Ele adorou, e isso é o mais importante!

De minha parte, tive alguns bons aprendizados. Tive a impressão de ter achado o livro mais interessante quando li pela primeira vez, quando eu mesmo tinha a idade de Luan...

Pois sinto que o livro envelheceu bastante de lá para cá (e eu não hem rararara), principalmente pelas grandes e rápidas mudanças na língua falada e escrita. Creio que a intenção da autora foi estimular o interesse por nosso idioma, escrevendo de forma rebuscada para contar uma aventura infanto-juvenil. Lendo o livro hoje, senti que esse rebuscamento se distanciou muito do idioma falado e escrito pelas crianças, a ponto de ficar pouco compreensível... e daí veio a reflexão: nossa língua portuguesa ficou empobrecida? Ou mais ágil e simples?

Outro aprendizado interessante foi captar algo do universo imagético da autora, pois percebi vários pontos em comum com o queridíssimo “Caso da Borboleta Atíria”. Escrever, sobre o que quer que seja, é também se revelar...

E por fim, não gostei tanto dessa releitura por notar uma falha na parte “policial” da trama, que acabou gerando um interessante paradoxo... será que notei isso quando li aos dez anos?



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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O CASO DA BORBOLETA ATÍRIA – Lúcia M. de Almeida




Esse livro fez com que eu me apaixonasse para sempre por romances policiais!

Li pela primeira vez aos oito anos de idade. Fiquei com um medão! Minha imaginação fértil de criança foi intensamente aguçada pelo senso do mistério. Passei dias sem dormir direito, e doido para experimentar aquilo novamente!

O livro faz parte da famosa coleção Vaga-Lume, o primeiro de tantos que li, e em minha opinião o melhor de todos! A história segue o padrão clássico de uma trama policial, com uma genial adaptação: todos os personagens são insetos e outros bichinhos do bosque.

Quem seria o responsável pelas misteriosas mortes de lindas borboletas? Antes de morrer, apenas uma palavra havia escapado dos lábios das vítimas: “Coruja”... Cabe ao intrépido detetive-borboleta Papílio elucidar os crimes, antes que a adorável Atíria se torne a próxima vítima.

Reli agora com meu sobrinho Luan, com o intuito de estimulá-lo ao gosto pela leitura. Foi uma experiência maravilhosa! E muito somou à leitura nossas consultas à Internet, para ver as lindas e também bizarras imagens de todos os bichinhos citados no livro... Em meu tempo de criança não tinha isso, mas não me sinto em desvantagem. Cada personagem viveu intensamente em minha imaginação!

Muito bom!!!


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