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sexta-feira, 7 de junho de 2019

BESTIARIUM BRASILIS – monstros e lendas – Guto Lins



Este livro infantil fala sobre criaturas como Saci, Cuca, Boitatá, Curupira, Lobisomem, e essa foi minha primeira motivação para lê-lo. A edição é primorosa e as ilustrações são espetaculares, recriando esses seres de nosso folclore a partir de montagens feitas com objetos do cotidiano, como botão, coador, prendedor de cabelo etc. 



O único e importante senão é que os poemas dedicados a cada um desses “monstros e lendas” parecem bem fraquinhos em comparação com as esplêndidas ilustrações. A impressão que tive foi a de que a parte escrita serviu apenas de pretexto para uma bela exposição de artes plásticas.




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Imagine um jogo que ensina as crianças a rimar e fazer Poesia!
Disponível gratuitamente no link abaixo:

O jogo POESIA DE BOTÃO faz parte do projeto selecionado pelo Edital Arte Todo Dia – Ano IV, da Fundação Gregório de Mattos (Prefeitura de Salvador), com apoio de Athelier PHNX, Verlidelas Editora, Caligo Editora, Suporte Informática e AG1. O propósito do jogo é convidar as crianças a vivenciar o universo da Poesia de forma lúdica e atrativa, como uma “brincadeira de montar versos”. POESIA DE BOTÃO é especialmente indicado para crianças já alfabetizadas, mas nada impede que adultos possam brincar também e se beneficiar com o jogo.

domingo, 23 de junho de 2013

CONTOS POPULARES ESPANHÓIS – Yara Maria Camillo (seleção)



Muito deliciosa de se ler essa antologia! São várias histórias curtas com muito em comum com os contos de fadas, com a presença de bruxas, fadas, reis, princesas, seres encantados, o Diabo, a Morte e até figuras alegóricas como a impagável Tia Miséria e seu filho a Fome.

O ponto em comum a todas as histórias é a astúcia como a força-motriz das interações, o que gera muitas situações divertidas, onde vence não o mais forte, mas o mais esperto!

Uma leitura leve e divertida, para crianças de todas as idades! Acho que a melhor maneira de saborear esse livro é ler alternando com alguma outra leitura, espaçando entre um conto e outro, para assim tirar o melhor proveito do rico folclore espanhol.

Agradeço à querida amiga Tina por esse lindo presente!


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Conheça O SINCRONICÍDIO:

Booktrailler:
http://youtu.be/Umq25bFP1HI

Blog:
http://sincronicidio.blogspot.com/
 
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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
LEIA AGORA (porque não existe outro momento):


terça-feira, 7 de junho de 2011

Chá nas montanhas: Contos reunidos - Paul Bowles


Não sei explicar suficientemente bem o que é ler Paul Bowles. Talvez seja como chegar à conclusão de que definitivamente finais felizes não existem. É com grande estranhamento que termino este livro de contos. Do México ao norte da África onde viveu o autor, tudo é descrito em imagens cruas e, confesso, maravilhosas. Como é bom conhecer outras culturas.

O autor trata de homossexualismo, violência, folclore, lendas, tradições sem meias palavras, sem juízo de valores. É corajoso já que a maioria dos contos é do final da década de 40. O choque de civilizações permeia todo o livro. Aqui vai um trecho pra degustação:

O homem o encarou com indiferença na manhã cinzenta. Com os dedos, ele tapou as narinas do Professor. Quando ele abriu a boca para respirar, o homem com muita agilidade agarrou sua língua e puxou-a com toda força. O Professor foi tomado de náusea e tentou respirar; não entendeu o que acontecia. Não pôde distinguir a dor do brutal puxão, daquela provocada pela faca afiada. Depois, automaticamente, como se ele já não fosse parte daquilo, veio uma incessante sufocação e uma contínua necessidade de cuspir. A palavra "operação' passava toda hora pela sua cabeça; isso apaziguava um pouco seu terror à medida que ele voltava a afundar nas trevas.

Isso mesmo, um nativo decepa sem piedade a língua de um pobre incauto. Seco, duro, aconselho este livro apenas para os fortes. E olha que são apenas contos. Nas palavras introdutórias de Gore Vidal:

...Como Webster via a caveira por baixo da pele, Bowles vislumbrou o que há por trás do céu que nos protege... um interminável fluxo de estrelas, tão semelhantes aos átomos de que somos constituídos que, em nossa apreensão pela sua terrível infinidade, experimentamos não só horror mas também afinidade.

Preparem-se pra ler pedreira pura.

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