terça-feira, 17 de abril de 2012

OS CAMINHOS ESCUROS DO CORAÇÃO – Dean Koontz


Um dos melhores livros que li de Koontz. Talvez só perca para “Os Estranhos”, primeiro contato que tive com ele.

A começar pelo título, que achei super chamativo (no original: “Dark Rivers of the Heart”).

É uma satisfação imensa para o leitor quando ele percebe evolução em algum dos autores que ele acompanha. Esse livro é nitidamente superior a outros que li do mesmo autor sob muitos aspectos.

Por outro lado, eu tinha que ler esse livro. Foram muitas as sincronicidades cercando a sua leitura.


A história já “começa começada”, estratégia que Koontz já vinha utilizando.

Um romance de simetrias distorcidas. A um herói improvável se opõe um vilão mais improvável ainda. E não é que Koontz acaba convencendo?

Principalmente uma história de perseguições. Que eu me lembre, foi a primeira vez que li a cena de uma perseguição de carros, ao invés de ver no cinema. Foi tão esquisito quanto eu achava que seria.

Mas as perseguições vão muito além, desde o uso de satélites militares a um serial killer do passado e outro que pode ser o futuro. Um suspense bem dosado e gostoso de ler!

Fica sobretudo a figura de Roy Miro, assassino e esotérico, adepto do pensamento positivo e do genocídio.

Só me lembro de Manuel Bandeira falando do Peri de José de Alencar: “Tão pouco índio, mas tão brasileiro!” Pois é, esse Roy Miro é que nem o Peri, a sua inverossimilhança não o torna menos convincente.

Valeu!

3 comentários:

  1. Caro Fabio, este não é um de meus favoritos de Koontz, mas é uma leitura gostosa sim. Já discutimos tanto a respeito deste escritor e sempre encontramos um olhar diferente a cada novo livro. Realmente é tão fantasioso o enredo, que acabamos nos divertindo e deixando pra lá o aspecto da verossimilhança. Então fechemos os olhos e curtamos!

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  2. Olá querido amigo! Sabe que estou lembrando muito de você, pois estou justamente lendo "Meia-Noite" do Koontz, e gostando bastante! Curiosamente, li um outro livro dele que foi baseado nesse (não estou lembrando o título agora), o que mostra o tamanho da obsessão de um escritor que escreve o mesmo livro duas vezes!!!

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  3. Acho Koontz muitas vezes previsível e na maioria das vezes seus finais felizes nos amolece o coração, ainda assim aprecio o cara.

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