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domingo, 3 de maio de 2020

ACENDEDOR DE RELÂMPAGOS – Políbio Alves



Recentemente tive a oportunidade de travar contato com a vívida e instigante prosa de Políbio Alves, através de seu premiado livro de contos “Os Ratos Amestrados Fazem Acrobacias Ao Amanhecer” (https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2020/02/os-ratos-amestrados-fazem-acrobacias-ao.html). E agora, com “Acendedor de Relâmpagos”, pude conhecer um pouco de sua poesia, tão luminosa e inquieta quanto a prosa.

Eu chamaria de épica a poesia desse livro, apesar do tratamento nada ortodoxo dos poemas, que por vezes até sugerem um lirismo concreto. A obra inicia com uma original seção de epígrafes, seguida pelos poemas propriamente ditos, apresentados em três partes: “Oráculos”, “Prenúncios” e “Quíron”, nomes que inevitavelmente evocam uma Jornada do Herói, reforçando a intenção épica das poesias que, no fundo, compõem um único e grandioso poema.

E esse herói é o “Antônio Lavrador”, trabalhador rural que se debate entre as labutas com a terra e as lutas contra as injustiças dos poderosos:

“Das Capitanias
Hereditárias
à historiografia
da Reforma Agrária,
nosso solo permanece espólio
do investidor estrangeiro”

A poesia de Políbio Alves, na melhor tradição de João Cabral de Melo Neto, é afiada e cortante como “uma faca só lâmina”. Viva a Poesia!



\\\***///

FAVELA GÓTICA liberado na íntegra no site da Verlidelas Editora:

Durante esse período de pandemia, em meio a tantas incertezas, temos uma única garantia: a de que nada será como antes. Estamos todos tendo a oportunidade preciosa de participar ativamente na reconstrução de um mundo novo, mais luminoso e solidário.

O livro Favela Gótica fala justamente sobre “a monstruosidade essencial do cotidiano”, em uma história cheia de suspense, fantasia e aventura. Ao nos tornamos mais conscientes das sombras que existem em nossa sociedade, seremos mais capazes, assim como a protagonista Liana, de trilhar um caminho coletivo das Trevas para a Luz.

A versão física de Favela Gótica está à venda no site da Verlidelas, mas – na tentativa de proporcionar entretenimento a todos durante a quarentena – o autor e a editora estão disponibilizando gratuitamente, inclusive para download, o PDF de todo o livro.

Fique à vontade para repassar o arquivo para amigos e parentes.

Leia ou baixe todo o livro no link abaixo:

Link do livro no SKOOB:

Book trailer


Entrevista sobre o livro na FM Cultura



sexta-feira, 4 de maio de 2018

MORTE E VIDA SEVERINA e outros poemas para vozes – João Cabral de Melo Neto



Por uma emocionante sincronicidade, ontem ao ligar a TV me deparei com um documentário sobre João Cabral de Melo Neto, justamente quando faltavam apenas duas páginas para terminar a leitura do “Auto do Frade”, quarto e último poema dessa antologia, que traz ainda “O Rio”, “Morte e Vida Severina” e “Dois Parlamentos”.

Que dizer de João Cabral, que se propôs a escrever uma Poesia áspera, incômoda, que trouxesse um obstáculo e obrigasse o leitor a pensar a cada palavra? Só posso dar testemunho de que sou tocado no âmago da alma por essa rude magia que emana da poesia cabralina. Não consigo ler “Morte e Vida Severina” sem chorar, pois é tão triste que é tão belo, e é tão belo de tão triste, meu Deus!

Sinto também muita gratidão pela vocação de Poeta, por ouvir em meu coração o canto da Musa, ainda que seja canto bem diverso do ouvido por João... ao menos no momento em que vivo hoje, buscando a Poesia mais simples possível, fácil e atrativa como um copo de água fresca.

Mas houve época em que eu buscava algo parecido com a Poesia de João, mesmo sem saber que era isso que eu buscava. É que João é, dentre outras coisas, o grande mestre da “rima na trave” (termo que inventei na falta de outra expressão melhor), que provoca um efeito muito curioso na mente, uma espécie de embriaguez de sobriedade...

Hoje busco prazeres mais simples. Mesmo assim, ao ouvir o canto da Musa de João, percebo com cada célula de meu corpo como a Poesia é coisa Sagrada, e que servir à Poesia é investir na parte mais nobre de minha existência...

Viva a Poesia! Viva João Cabral de Melo Neto!


Morte e Vida Severina | Animação - Completo

Morte e Vida Severina | Filme - Completo

Documentário sobre João Cabral de Melo Neto (parte 1)

Documentário sobre João Cabral de Melo Neto (parte 2)


***
“Mesmo sem querer fala em verso

quem fala a partir da emoção.”

\\\***///


O SINCRONICÍDIO – Fabio Shiva
 “E foi assim que descobri que a inocência é como a esperança. Sempre resta um pouco mais para se perder.”
Haverá um desígnio oculto por trás da horrenda série de assassinatos que abala a cidade de Rio Santo? Apenas um homem em toda a força policial poderia reconhecer as conexões entre os diversos crimes e elucidar o mistério do Sincronicídio. Por esse motivo é que o inspetor Alberto Teixeira, da Delegacia de Homicídios, está marcado para morrer.
“Era para sermos centelhas divinas. Mas escolhemos abraçar a escuridão.”
Suspense, erotismo e filosofia em uma trama instigante que desafia o leitor a cada passo. Uma história contada de forma extremamente inovadora, como um Passeio do Cavalo (clássico problema de xadrez) pelos 64 hexagramas do I Ching, o Livro das Mutações. Um romance de muitas possibilidades.
Leia e descubra porque O Sincronicídio não para de surpreender o leitor.
 
Livro físico:
http://caligoeditora.com/?page_id=98
 
eBook:
https://www.amazon.com.br/dp/B07CBJ9LLX?qid=1522951627&sr=1-1&ref=sr_1_1


segunda-feira, 13 de maio de 2013

MORTE E VIDA SEVERINA – João Cabral de Melo Neto




Essa edição da Alfaguara (Ed. Objetiva) na verdade traz uma compilação de quatro obras do autor, sem dúvida alguma um dos maiores poetas brasileiros.

Em O Rio, longo poema de 1953, temos a original narrativa do Rio Capiberibe, que conta sua trajetória desde a nascente até alcançar o mar, na cidade de Recife. O próprio Rio é quem conta o seu trajeto, cenário ponteado pelo sofrimento humano.

Em Paisagens com Figuras (1954-1955), temos vários poemas curtos que alternam cenários de Pernambuco e da Espanha, em um inusitado contraponto que reflete a biografia do poeta, nascido em Recife e diplomata na Espanha.

Uma Faca Só Lâmina (1955) é a imagem talvez da obsessão poética de João Cabral de Melo Neto, uma faca cortando o poeta por dentro, tornando o seu olhar aguçado para a realidade, empenhado em “não poetizar o poema”, em não colocar perfume nas flores, mas em... em o que? Só lendo para sentir por si mesmo e descobrir.

Mas é mesmo Morte e Vida Severina (1954-1955) a obra-prima, tão poética e profunda que nem saberia como dizê-lo. Ao término da leitura, senti um nó na garganta, que a poesia de JCMN faz chorar por dois motivos. Primeiro, por lembrar de tanta gente sofrendo tanto, meu Deus! E segundo, por mostrar esse sofrimento de forma tão bonita!



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Aproveito para convidar você a conhecer o livro O SINCRONICÍDIO:

Booktrailler:
http://youtu.be/Umq25bFP1HI

Blog:
http://sincronicidio.blogspot.com/
 
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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
LEIA AGORA (porque não existe outro momento):
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