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segunda-feira, 29 de junho de 2020

GINCANA DA POESIA – Fabio Shiva e Fabíola Campos (org.)



Esse é um livro especial para mim por muitos motivos. É o primeiro livro que organizo junto com minha esposa Fabíola Campos, em conclusão ao projeto Gincana da Poesia, após um concurso que teve mais de 2.300 poemas inscritos! O concurso foi realizado em duas categorias, uma só para estudantes da prefeitura-bairro de Itapuã-Ipitanga, em Salvador, e outra geral para poetas de todo o Brasil. O processo de seleção dos poemas vencedores foi verdadeiramente épico, e aproveito para expressar mais uma vez a minha gratidão e admiração aos três jurados do concurso: o poeta Adão Cunha (responsável pelo olhar mais lírico), a atriz Victória  Cardos (que avaliou os poemas mais pelo ponto de vista da declamação) e o escritor e editor Sergio Carmach, da Verlidelas Editora (contribuindo com uma visão editorial, de mercado). O fato de ter sido extremamente difícil chegar a apenas três vencedores em cada categoria fala não somente da quantidade de poemas inscritos, mas também de sua qualidade. E os poemas vencedores foram:

CATEGORIA GERAL:
1º lugar: RENASCER - Silvia Coutinho
2º lugar: TERRA MARIA - Fabiano Silva Joia
3º lugar: PRELÚDIO - Dynho Silva

CATEGORIA ESTUDANTES:
1º lugar: MAS AINDA SE ROMPEM TORRENTES - Maria Clara de Santana Ribeiro
2º lugar: MULHER NEGRA - Rafael Santos de Jesus Lima
3º lugar: AMÉM - Amanda da Conceição Pereira


O fato de os poemas vencedores terem recebido premiações em dinheiro e livros, além da publicação no livro “Gincana da Poesia”, foi também um motivo de grande satisfação para mim. Como poeta que sou, graças a Deus, tive a oportunidade de viver a alegria de receber prêmios por alguma poesia que passou por mim, e poder proporcionar essa alegria a outros poetas é muito precioso!

Outro motivo de deleite é a primorosa edição da Verlidelas Editora, com a diagramação esperta e elegante de César Mendonça, que possibilitou o encanto de termos efetivamente dois livros em um, com duas capas e cada metade de ponta-cabeça com relação à outra. O PDF do livro foi disponibilizado gratuitamente no link:


Por último, mas não menos importante, ter a permissão do Universo para lançar um livro de poesias selecionadas de meus dois grandes ídolos, Castro Alves e Gregório de Mattos, é uma dádiva que não cessa de me emocionar. Espero não estar cometendo uma heresia ao dizer que minha relação com esses dois grandes poetas é de uma devoção que, creio eu, deve ser semelhante ao amor que experimentam os devotos de algum santo católico. Não é por acaso que um de meus locais mais sagrados na Bahia é justamente a Praça Castro Alves, cuja estátua já há algum tempo tem a feliz companhia da de Gregório de Mattos, do outro lado da rua. Toda vez que passo por lá, quem estiver do meu lado poderá me ouvir dizendo: “Benção, Antônio! Benção, Gregório!”

Escolher apenas 12 poemas de cada foi outro lindo desafio. Tivemos alguns critérios que facilitaram a tarefa: as poesias escolhidas versam todas sobre os temas do concurso: “Amor” e “Liberdade” (homenagem a Castro Alves) ou “Fé” e “Diversão” (homenagem a Gregório de Mattos). Atrevo-me a dizer que fizemos uma honrosa seleção, onde constam os principais poemas de cada um, ainda que por vezes apenas trechos deles (alguns dos poemas são imensos).


Que coisa linda é a Poesia, que nos permite vislumbrar um pouco o coração de Deus, o Grande Poeta! Gratidão infinita por meus ouvidos poderem captar algumas notas do sublime canto da Musa!

Viva a Poesia!

GINCANA DA POESIA é um projeto contemplado pelo Edital Arte Todo Dia - Ano V, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, realizado pela Cachorro Beato Produções com o apoio da Rede Bahia, da Verlidelas Editora, do Athelier PHNX, da Gold Comunicação Digital e da Suporte Informática.


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CURA POÉTICA
(Delirium Liricus III)
Antologia colaborativa organizada por Fabio Shiva e Sergio Carmach
- Inscrições abertas –
- Premiação para o melhor poeta –
Este livro será o terceiro da série “Delirium Liricus”, que compara cada poesia a uma pílula, classificando-as como remédios (quando mais otimistas), venenos (quando mais pessimistas) e placebos (quando feitas para divertir, encantar).
No entanto, pouco importa se os versos são de amor, revolta, contemplação... Escrever e ler poesias é sempre uma boa forma de curar feridas da alma. A antologia “Cura Poética” é uma oportunidade para os poetas extravasarem o que trazem dentro de si em uma época de tantas incertezas. Faça sua poesia - seja ela um remédio, um veneno ou um placebo - e nos envie. Leia o EDITAL:


domingo, 7 de abril de 2019

O SOPRO DA BESTA – César Costa & Sergio Carmach (org.)



“Nas circunstâncias certas, todos são capazes de cometer o mal.”

Esse foi o mote que deu origem a essa instigante antologia, da qual tive a grande honra e alegria de participar. São ao todo oito histórias, cada uma delas totalmente diferente das demais, indo da sátira ao terror, do suspense histórico ao drama psicológico. Ao mesmo tempo, ao findar a leitura, o leitor tem a impressão de que esses contos tão diversos de alguma forma compõem um mosaico coeso, refletindo cada um ao seu modo o tema comum a todos. Mérito dos organizadores da antologia, que souberam combinar muito bem os autores e suas respectivas histórias.


O livro começa com “Som Alto”, conto de minha autoria e inspirado em fatos reais que são infelizmente vivenciados por inúmeros brasileiros, principalmente nos finais de semana: é o caso dos vizinhos “generosos”, que adoram compartilhar o seu (mau) gosto musical com toda a vizinhança. E o mais irritante é que parece existir uma misteriosa lei cósmica, que estipula que quanto pior for o gosto musical de uma pessoa, mais ela sente a necessidade de impor o que ela ouve aos outros, carregando no botão do volume!

Esse assunto me incomoda tanto que cheguei a escrever, em parceria com meu irmão Fabrício Barretto, o roteiro de um curta em animação denunciando esse ato de desrespeito que simboliza tão perfeitamente tantas coisas que andam erradas em nosso país. Acho muito curioso e até suspeito que não seja de conhecimento geral uma descoberta científica da maior importância: ouvir música muito alto (ou qualquer outro barulho) provoca impotência sexual nos homens!!! Essa impotência é devida a um dano neurológico irreversível, ou seja, não pode ser curado por meio de viagras ou outros tratamentos! Se você não acredita nisso (como eu não acreditei quando soube), dê uma pesquisada na Internet. Seus futuros filhos ainda não nascidos agradecem! Faço questão de divulgar essas informações aqui e sempre que possível, pois bastaria esse fato se tornar de conhecimento público e notório para gerar uma transformação radical no comportamento dos mal educados de plantão.

Ainda sobre “Som Alto”, a narrativa é intercalada por letras das músicas que estariam sendo tocadas no último volume. Uma curiosidade sobre essas letras é que elas faziam parte de um projeto que também desenvolvi com meu irmão Fabrício, chamado de “Ultrapagode”. A ideia era ironizar as letras de baixo calão e sexismo que infestam as rádios baianas (mas não exclusivamente). Acabamos abandonando esse projeto ao notar, desolados, que a nossa ironia passaria totalmente despercebida: fomos absolutamente incapazes de fazer algo ainda mais tosco e grosseiro do que aquilo que estava fazendo sucesso na boca do povo!


“O Sopro da Besta” segue em grande estilo com “O Fantasma da Vila”, tétrica narrativa de Sergio Carmach ambientada no século dezessete, com excruciantes descrições de uma terrível sessão de tortura. O alívio cômico vem com “O Sequestro de Deus”, de Jacob El-Mokdisi, narrativa farsesca de humor agridoce, pois os absurdos retratados na história estão mais próximos de nossa realidade do que qualquer um de nós gostaria.

“Sem Sinal”, de César Costa, é um angustiante e escatológico suspense que faz o leitor perguntar a si mesmo o que faria caso estivesse na difícil posição do protagonista. Já em “Boi Manso”, de Jowilton Amaral, temos uma história de macabra ironia, que mescla bem o cômico e o pavoroso.

“As Duas Mortes de Amanda”, de Priscila Pereira, situa-se com asfixiante nitidez no triste cenário da enfermidade mental. “Humano e Trivial”, de Mogg Mester, é uma história dentro de uma história, que convida o leitor a percorrer alguns dos sombrios labirintos das motivações humanas. Esse conto, aliás, abre com o achado de uma frase de Jung que também resume muito bem a proposta da antologia:

“Se ainda não cometi um assassinato, é porque ainda não me apertaram o botão da animalidade.”

O livro encerra com “Cilada”, de Ilana Sodré, narrativa bastante gráfica e visual de uma terrível vingança, levada a cabo com requintes de crueldade.

Parabéns à Verlidelas Editora (https://www.facebook.com/verlidelas/) por mais um livro publicado com muito esmero e qualidade! Salve a nossa Literatura Brasileira!

O livro “O Sopro da Besta” pode ser adquirido diretamente no site da editora:

  
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Qual é o seu tipo de monstro? Faça o teste e descubra!

“Em nossa cidade habitam monstros, como em todas as outras.
A diferença é que aqui ninguém finge que eles não existem.
Há pessoas normais em nossa cidade também. É claro.
Ser normal é só a maneira mais ordinária de ser monstruoso.”

Compre agora “Favela Gótica”, segundo romance de Fabio Shiva:


sábado, 2 de fevereiro de 2019

DELIRIUM LIRICUS – Anorkinda Neide e Sergio Carmach (org.)



“Delirium Liricus” é certamente a melhor antologia de poetas contemporâneos que eu já li – e olhe que já li e participei de um bocado! Tanto pela qualidade lírica dos poemas, quanto pelo esmero e elegância da diagramação, este é um livro que encanta!

Passeando pelas páginas dessa linda obra, lembrei da recente pesquisa científica que afirma que ler poesia é mais útil para o cérebro que livros de autoajuda:

Outra alegria que tive nessa leitura foi reencontrar tantos queridos amigos Poetas! Tive a feliz e grata sensação de realmente fazer parte de uma coletividade poética e de estar dialogando e trilhando junto com meus irmãos e irmãs Poetas um grandioso – ainda que por vezes áspero – caminho!

Sou fã de longa data dos organizadores da antologia, a querida Anorkinda Neide e o querido Sergio Carmach, com quem tive a bela oportunidade de participar em outra obra coletiva, “Escritores Perguntam, Escritores Respondem”:


Sergio Carmach, à frente da Verlidelas Editora (https://www.verlidelas.com/), tem feito um heroico e muito digno trabalho em prol da Literatura Brasileira, merecedor de todos os aplausos. Aqui, em “Delirium Liricus”, ele formulou uma curiosa classificação das poesias em “remédios” (poemas mais otimistas), “venenos” (pessimistas) e “placebos” (cujo propósito é divertir e encantar).

Tive a honra de participar desse lírico delírio coletivo com dois poemas, um remédio e um veneno:

O CARA QUE EU QUERO SER

O cara que eu quero ser
é uma versão melhor de mim,
aumentada a força e a fé,
editados os erros e os momentos chinfrins.

O cara que eu quero ser
é uma antologia das melhores partes
reunidas em um só volume, tomo único,
uma vida feita arte.

Esse cara se sustenta
no vento do pensamento

e, por onde quer que anda,
não deita sombra.

*
TUDO É QUESTÃO DE ESCOLHA

E ainda assim há quem prefira
A triste certeza da extinção das baleias
À alegre possibilidade
Das ninfas dos mares e sereias.




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Imagine um jogo que ensina as crianças a rimar e fazer Poesia!
Disponível gratuitamente no link abaixo:

O jogo POESIA DE BOTÃO faz parte do projeto selecionado pelo Edital Arte Todo Dia – Ano IV, da Fundação Gregório de Mattos (Prefeitura de Salvador), com apoio de Athelier PHNX, Verlidelas Editora, Caligo Editora, Suporte Informática e AG1. O propósito do jogo é convidar as crianças a vivenciar o universo da Poesia de forma lúdica e atrativa, como uma “brincadeira de montar versos”. POESIA DE BOTÃO é especialmente indicado para crianças já alfabetizadas, mas nada impede que adultos possam brincar também e se beneficiar com o jogo.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

FAVELA GÓTICA – Fabio Shiva



Essa não é a primeira resenha que faço de um livro que eu mesmo escrevi, graças a Deus! E, se Ele quiser, tampouco será a última!

Claro está que não me cabe falar dos méritos da obra, a não ser dos que não me dizem respeito, tais como a belíssima e impactante capa feita pelo querido Sergio Carmach. Se eu visse um livro com uma capa dessas em uma livraria, garanto que ficaria doidinho para ler! Outro elogio que posso fazer é à impecável e minuciosa editoração da Verlidelas Editora, que já nasce com o firme compromisso de publicar qualidade. E também posso louvar o sinistríssimo book trailer de Fabrício Barretto, que dá o recado em 1 minuto exato:

Book trailer (YouTube):

Book trailer (Facebook):

O que quero contar aqui é um pouco dos bastidores, da “história por trás da história”: as motivações e intenções que me levaram a escrever este livro. “Favela Gótica” nasceu de um episódio traumático que tive a oportunidade de testemunhar, envolvendo uma pequena comunidade de usuários de crack. Saí dessa experiência com a nítida impressão de que não há muita diferença entre esses viciados em drogas pesadas e os zumbis dos filmes de terror. E foi exatamente aí que nasceu a ideia persistente de que no fundo toda a nossa sociedade moderna é profundamente monstruosa, em todos os níveis. E de que tudo o que chamamos de civilização não passa de uma fina camada de verniz hipócrita que cobre essa monstruosidade essencial do mundo que construímos. Uma vez que essa ideia entrou em minha cabeça, não saiu mais e passou a me assombrar dia e noite. O jeito de me livrar dela foi escrever este livro.

Por aí se pode perceber que a crítica social é a tônica da narrativa. Contudo, em termos de gênero, “Favela Gótica” pode ser considerada uma obra de fantasia ou mesmo de terror, por envolver personagens monstruosos: zumbis, lobisomens, endemoniados, vampiros, ogros, múmias e outros seres bestiais. Devido ao tom futurista/pessimista, também é possível classificar a narrativa como distópica. E como não poderia deixar de ser, há também elementos de meus gêneros favoritos: suspense policial e ficção científica. Ou seja, somente cada um lendo para saber o que achou!

[Qual é o seu tipo de monstro? Faça o teste e descubra!]

Aqui eu quis experimentar algumas estruturas bem específicas:

1) Narrativa no tempo presente.

2) Duas narrativas paralelas, sendo uma a narrativa principal e a outra, dos “Registros Akáshicos”, uma espécie de comentário, com a progressiva introdução de uma ação paralela.

3) Uso de epígrafes no início de cada capítulo. Para facilitar a questão dos direitos autorais, utilizei apenas citações que já estão em domínio público. Fiquei satisfeito com as frases que aparecem no livro, mas por meu gosto teria citado apenas autores brasileiros.

4) O título de cada capítulo é também a última frase do capítulo. Essa ideia é uma adaptação do recurso utilizado por Clarice Lispector em “A Paixão Segundo G.H.”, que repete a mesma frase no início e no fim dos capítulos.

5) A narrativa segue uma estrutura que denominei “terceiro agarradinho”: a narração é na terceira pessoa, mas o narrador abdica de sua onisciência para seguir exclusivamente as ações do protagonista. Notei esse recurso pela primeira vez no incrível “O Talentoso Ripley” de Patrícia Highsmith.

6) Rendo um tributo especial a um de meus autores favoritos, Anthony Burgess, com citações mais ou menos ocultas a “Laranja Mecânica” e “As Últimas Notícias do Mundo”.

7) Outra citação que acabou ficando meio escondida é o título do último capítulo: “Quando nós três nos veremos de novo?”, que foi a maneira como eu traduzi a frase de abertura de “Macbeth”, minha tragédia favorita de Shakespeare: “When shall we three meet again?” Contudo fiquei surpreso ao constatar que as edições brasileiras trazem traduções bem diferentes desse verso, a ponto de tornar a citação virtualmente invisível!

8) E é claro que não poderia faltar a autorreferência! Aqui trato de uma de minhas obsessões, que também aparece em meu primeiro romance, “O Sincronicídio”: o trítono, intervalo musical também conhecido como diabolus in musica.

9) O livro é dividido em duas partes: Das Trevas e Para a Luz. Uma curiosidade é que levei três anos escrevendo a parte Das Trevas, enquanto que a parte Para a Luz foi toda escrita em exatos 30 dias!

Gratidão profunda à Musa Melpômene, por me permitir ouvir o seu dorido e plangente canto! E viva a nossa Literatura Brasileira!



Adquira o livro “Favela Gótica” no link abaixo:


domingo, 2 de dezembro de 2018

A ALAMEDA DOS ALGODÕES FLUTUANTES – Mogg Mester



Foi uma grata surpresa descobrir que as histórias de “A Alameda dos Algodões Flutuantes” giram em torno de uma árvore que me é muito querida: a mafumeira (https://pt.wikipedia.org/wiki/Mafumeira), cujas sementes são envoltas em fibras semelhantes a algodão. Há uma mafumeira perto da Casa da Música, no Abaeté, e sempre me lembrarei dela em conexão com um evento muito especial, que foi o meu casamento com Fabíola Campos na capoeira (https://youtu.be/UJ7RhQjvNm0). Foi uma linda cerimônia celebrada por Mestre Tyko Kamaleão, com a Casa da Música lindamente decorada por meus malungos da Capoeira Mutações com folhas de aroeira e tufos algodoados de mafumeira.


Os contos de “A Alameda dos Algodões Flutuantes” são narrados com grandes doses de realismo fantástico, dentro da melhor tradição de Gabriel García Márquez. As histórias são sutilmente interligadas e marcadas por um forte apelo simbólico. Pós-graduado em Psicossomática Junguiana, Mogg Mester constrói em seus contos um belo e delicado labirinto de símbolos superpostos, que ficam reverberando na mente do leitor.

O autor Mogg Mester é um amigo querido, com quem tive a alegria de participar de uma obra coletiva, “Escritores Perguntam, Escritores Respondem”, juntamente com outros queridos amigos, dentre os quais Sergio Carmach, autor do excelente “Para Sempre Ana” e editor da Verlidelas (https://www.verlidelas.com/), responsável pela publicação de “A Alameda dos Algodões Flutuantes”. A edição é primorosa nos mínimos detalhes, desde a belíssima capa à esperta diagramação, que tornam a leitura ainda mais prazerosa.

É interessante como tudo está conectado, sempre, mesmo que só percebamos fragmentos aqui e ali dessas onipresentes conexões. Como bem observou o Sergio, nas histórias do livro de Mogg algo de mágico acontece toda vez que “as mafumeiras choram algodão”. Não foi diferente no meu caso, na vida “real”: um casamento na capoeira pode muito bem ser descrito como algo mágico!


Tive a grande honra de ser convidado a escrever algumas palavras sobre a obra e o autor na contracapa desse lindo livro:

“Um autor de grande força imaginativa, que escreve com o coração. Sua narrativa é ágil e envolvente, capturando o leitor da primeira à última página. Atreva-se a mergulhar no mundo fascinante e perigoso de Mogg Mester!”

E viva a Literatura Brasileira!



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ESCRITORES PERGUNTAM, ESCRITORES RESPONDEM
Escrever para quê? 
Doze escritores dos mais diversos estilos e tendências, cada um de seu canto do Brasil, reunidos para trocar ideias sobre a arte e o ofício de escrever. O resultado é este livro: um bate-papo divertido e muito sério, que instiga o leitor a participar ativamente da reflexão coletiva, investigando junto com os autores os bastidores da literatura moderna. Uma obra única e atual, recomendada a todos os que amam o mundo dos livros.
Disponível no link abaixo, leia e compartilhe:
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5890058

 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

PARA SEMPRE ANA – Sergio Carmach



Uma história envolvente, contada com muita sensibilidade e elegância. Logo nas primeiras páginas já fica evidente para o leitor que “Para Sempre Ana” reserva muitas e boas surpresas!

Uma das coisas que mais gostei nesse incrível livro do Sergio Carmach foi uma técnica que eu não conhecia, e que o autor utilizou com muita propriedade. Na falta de um termo melhor, decidi batizar essa técnica de “R&R Piano Bar”! Explicando: o Reconhecimento e a Reviravolta são os principais recursos para tornar uma trama interessante, desde que surgiu no mundo a arte de contar histórias. Aristóteles estudou e definiu muito bem esses recursos em sua “Poética”, e de lá para cá o Reconhecimento e a Reviravolta continuam funcionando que é uma beleza!

Mas não custa nada dar uma melhoradinha no que já está bom. Talvez seja essa a medida da originalidade de um autor: o modo como cada um consegue contar uma história de um jeito próprio e único, a partir de elementos comuns a quase todas as histórias. E essa foi, a meu ver, a marca da grande originalidade de Sergio Carmach: a “R&R Piano Bar”!

Pois então. Geralmente o Reconhecimento (quando um ou mais personagens tomam conhecimento de algo novo e importante para a trama) e a Reviravolta (como o próprio nome já diz, uma guinada inesperada nos rumos da história) aparecem cercados de muita fanfarra, muita pompa e circunstância. Pois é tarefas das mais difíceis, para um escritor, ser casual ou  circunspecto com suas “pepitas” (os pontos mais fortes de uma história, as sacações geniais que levam o escritor a querer escrever aquela determinada história, para começo de conversa). Então o usual é que essa dupla tão célebre, Reconhecimento & Reviravolta, apareçam na história com muito destaque, sendo antecedidos por expectativa e seguidos por recordatórios e reflexões.

Mas não é isso o que ocorre em “Para Sempre Ana”. Exibindo um autocontrole invejável de seus talentos, o autor consegue apresentar suas reviravoltas e reconhecimentos de forma bem suave, sutil, às vezes quase imperceptível. Não foram poucas vezes em que o impacto de determinada revelação na trama só foi me atingir algumas páginas depois, como uma bomba de efeito retardado! Isso sim é que é um belo exemplo de autor que usa e abusa da “subtil art of understatement” (frase lapidar de Ed McBain sobre o ofício de escrever que ainda carece de uma precisa tradução)! E daí eu ter batizado esse incrível recurso que aprendi com o Sergio Carmach com o título de “R&R Piano Bar”!

Viva a nossa literatura nacional!

Valorize o escritor brasileiro!

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O SINCRONICÍDIO – Fabio Shiva
 “E foi assim que descobri que a inocência é como a esperança. Sempre resta um pouco mais para se perder.”
Haverá um desígnio oculto por trás da horrenda série de assassinatos que abala a cidade de Rio Santo? Apenas um homem em toda a força policial poderia reconhecer as conexões entre os diversos crimes e elucidar o mistério do Sincronicídio. Por esse motivo é que o inspetor Alberto Teixeira, da Delegacia de Homicídios, está marcado para morrer.
“Era para sermos centelhas divinas. Mas escolhemos abraçar a escuridão.”
Suspense, erotismo e filosofia em uma trama instigante que desafia o leitor a cada passo. Uma história contada de forma extremamente inovadora, como um Passeio do Cavalo (clássico problema de xadrez) pelos 64 hexagramas do I Ching, o Livro das Mutações. Um romance de muitas possibilidades.
Leia e descubra porque O Sincronicídio não para de surpreender o leitor.
 
Livro físico:
http://caligoeditora.com/?page_id=98
 
eBook:
https://www.amazon.com.br/dp/B07CBJ9LLX?qid=1522951627&sr=1-1&ref=sr_1_1


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

PARA SEMPRE ANA – Sergio Carmach



Uma história envolvente, contada com muita sensibilidade e elegância. Logo nas primeiras páginas já fica evidente para o leitor que “Para Sempre Ana” reserva muitas e boas surpresas!

Uma das coisas que mais gostei nesse incrível livro do Sergio Carmach foi uma técnica que eu não conhecia, e que o autor utilizou com muita propriedade. Na falta de um termo melhor, decidi batizar essa técnica de “R&R Piano Bar”! Explicando: o Reconhecimento e a Reviravolta são os principais recursos para tornar uma trama interessante, desde que surgiu no mundo a arte de contar histórias. Aristóteles estudou e definiu muito bem esses recursos em sua “Poética”, e de lá para cá o Reconhecimento e a Reviravolta continuam funcionando que é uma beleza!

Mas não custa nada dar uma melhoradinha no que já está bom. Talvez seja essa a medida da originalidade de um autor: o modo como cada um consegue contar uma história de um jeito próprio e único, a partir de elementos comuns a quase todas as histórias. E essa foi, a meu ver, a marca da grande originalidade de Sergio Carmach: a “R&R Piano Bar”!

Pois então. Geralmente o Reconhecimento (quando um ou mais personagens tomam conhecimento de algo novo e importante para a trama) e a Reviravolta (como o próprio nome já diz, uma guinada inesperada nos rumos da história) aparecem cercados de muita fanfarra, muita pompa e circunstância. Pois é tarefas das mais difíceis, para um escritor, ser casual ou  circunspecto com suas “pepitas” (os pontos mais fortes de uma história, as sacações geniais que levam o escritor a querer escrever aquela determinada história, para começo de conversa). Então o usual é que essa dupla tão célebre, Reconhecimento & Reviravolta, apareçam na história com muito destaque, sendo antecedidos por expectativa e seguidos por recordatórios e reflexões.

Mas não é isso o que ocorre em “Para Sempre Ana”. Exibindo um autocontrole invejável de seus talentos, o autor consegue apresentar suas reviravoltas e reconhecimentos de forma bem suave, sutil, às vezes quase imperceptível. Não foram poucas vezes em que o impacto de determinada revelação na trama só foi me atingir algumas páginas depois, como uma bomba de efeito retardado! Isso sim é que é um belo exemplo de autor que usa e abusa da “subtil art of understatement” (frase lapidar de Ed McBain sobre o ofício de escrever que ainda carece de uma precisa tradução)! E daí eu ter batizado esse incrível recurso que aprendi com o Sergio Carmach com o título de “R&R Piano Bar”!

Viva a nossa literatura nacional!

Valorize o escritor brasileiro!



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ANUNNAKI – Mensageiros do Vento






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