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sábado, 18 de julho de 2020

O CONTO DA AIA – Margaret Atwood



Por uma triste sincronicidade, terminei de ler “O Conto da Aia” na mesma semana em que o monumento a Mãe Gilda de Ogum, aqui em Itapuã, sofreu mais um vandalismo. O agressor, ao ser preso, disse que estava “cumprindo a vontade de Deus”. A leitura da apavorante narrativa de Margaret Atwood e a não menos apavorante notícia da depredação do monumento a Mãe Gilda sinalizam igualmente como boa parte do que chamamos de “religião”, na verdade, dedica-se prioritariamente a oprimir a mulher.

A história de Mãe Gilda é incomodamente simbólica. Ialorixá do Axé Abassá de Ogum, em Itapuã, teve seu terreiro invadido por membros da Assembleia de Deus, que a atacaram verbal e fisicamente, golpeando sua cabeça com uma Bíblia (!!!). Mãe Gilda ficou tão abalada que adoeceu. Meses depois, viu sua foto estampada no jornal da Igreja Universal, com a manchete: “macumbeiros charlatões lesam a vida e o bolso de clientes”. Teve um ataque cardíaco fulminante. Por conta disso, o dia de sua morte, 21 de janeiro, foi decretado como Dia de Combate à Intolerância Religiosa, com a inauguração do monumento no Abaeté.

Por incrível que pareça, a depredação dessa semana não foi a primeira: em 2018 o monumento sofreu violência semelhante. Esses ataques à efígie de bronze conseguem causar ainda mais perplexidade que as agressões praticadas contra a mulher de carne e osso. Serão realmente humanos esses corações que abrigam tanto ódio em nome de Deus? É evidente que as pessoas que cometeram esses desatinos devem sofrer de algum tipo de transtorno mental. Contudo cabe a pergunta: como é que pode haver religiões onde essas pessoas envenenadas pelo ódio se sentem em casa? Como é possível colocar o ódio em um altar e convencer alguém de que se está adorando a Deus?


É por isso que “O Conto da Aia” é tão assustador. O livro trata em sua essência de como um Estado totalitário pode se valer do patriotismo e da religião para justificar que as pessoas sejam privadas de seus direitos. Escrito em 1985 e vencedor de vários prêmios, o livro voltou a ser destaque em anos recentes, com a escalada de tipos como Trump e Bolsonaro ao poder. Pois o jogo que eles praticam é bem semelhante aos horrores descritos no livro: utilizar a xenofobia e a intolerância religiosa como forma de manipulação.

Contudo não se iluda quem queira considerar Bolsonaro, Trump e afins como monstros enganadores de pobres inocentes bem-intencionados. Eles não teriam poder algum se não encontrassem a conivência e cumplicidade daqueles que buscam na religião uma justificativa para se sentirem melhores que os outros e, pior ainda, para negarem aos outros o direito de pensar de forma diferente.

Ao descrever cenas brutais que podem muito bem acontecer em um futuro próximo se não fizermos nada a respeito, Margaret Atwood nos ameaça com o dom da profecia. E enquanto houver pessoas que se consideram cristãs apoiando seres como Bolsonaro e Trump, não podemos com segurança considerar “O Conto da Aia” como apenas uma horripilante ficção.


“Se acontecer de você ser homem, em qualquer tempo no futuro, e tiver chegado até aqui, por favor lembre-se: você nunca será submetido à tentação de sentir que tem de perdoar um homem como uma mulher.”
Margaret Atwood, “O Conto da Aia”




\\\***///


FAVELA GÓTICA liberado na íntegra no site da Verlidelas Editora:

Durante esse período de pandemia, em meio a tantas incertezas, temos uma única garantia: a de que nada será como antes. Estamos todos tendo a oportunidade preciosa de participar ativamente na reconstrução de um mundo novo, mais luminoso e solidário.

O livro Favela Gótica fala justamente sobre “a monstruosidade essencial do cotidiano”, em uma história cheia de suspense, fantasia e aventura. Ao nos tornamos mais conscientes das sombras que existem em nossa sociedade, seremos mais capazes, assim como a protagonista Liana, de trilhar um caminho coletivo das Trevas para a Luz.

A versão física de Favela Gótica está à venda no site da Verlidelas, mas – na tentativa de proporcionar entretenimento a todos durante a quarentena – o autor e a editora estão disponibilizando gratuitamente, inclusive para download, o PDF de todo o livro.

Fique à vontade para repassar o arquivo para amigos e parentes.

Leia ou baixe todo o livro no link abaixo:

Link do livro no SKOOB:

Book trailer



Entrevista sobre o livro na FM Cultura




sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

FAVELA GÓTICA – Fabio Shiva



Essa não é a primeira resenha que faço de um livro que eu mesmo escrevi, graças a Deus! E, se Ele quiser, tampouco será a última!

Claro está que não me cabe falar dos méritos da obra, a não ser dos que não me dizem respeito, tais como a belíssima e impactante capa feita pelo querido Sergio Carmach. Se eu visse um livro com uma capa dessas em uma livraria, garanto que ficaria doidinho para ler! Outro elogio que posso fazer é à impecável e minuciosa editoração da Verlidelas Editora, que já nasce com o firme compromisso de publicar qualidade. E também posso louvar o sinistríssimo book trailer de Fabrício Barretto, que dá o recado em 1 minuto exato:

Book trailer (YouTube):

Book trailer (Facebook):

O que quero contar aqui é um pouco dos bastidores, da “história por trás da história”: as motivações e intenções que me levaram a escrever este livro. “Favela Gótica” nasceu de um episódio traumático que tive a oportunidade de testemunhar, envolvendo uma pequena comunidade de usuários de crack. Saí dessa experiência com a nítida impressão de que não há muita diferença entre esses viciados em drogas pesadas e os zumbis dos filmes de terror. E foi exatamente aí que nasceu a ideia persistente de que no fundo toda a nossa sociedade moderna é profundamente monstruosa, em todos os níveis. E de que tudo o que chamamos de civilização não passa de uma fina camada de verniz hipócrita que cobre essa monstruosidade essencial do mundo que construímos. Uma vez que essa ideia entrou em minha cabeça, não saiu mais e passou a me assombrar dia e noite. O jeito de me livrar dela foi escrever este livro.

Por aí se pode perceber que a crítica social é a tônica da narrativa. Contudo, em termos de gênero, “Favela Gótica” pode ser considerada uma obra de fantasia ou mesmo de terror, por envolver personagens monstruosos: zumbis, lobisomens, endemoniados, vampiros, ogros, múmias e outros seres bestiais. Devido ao tom futurista/pessimista, também é possível classificar a narrativa como distópica. E como não poderia deixar de ser, há também elementos de meus gêneros favoritos: suspense policial e ficção científica. Ou seja, somente cada um lendo para saber o que achou!

[Qual é o seu tipo de monstro? Faça o teste e descubra!]

Aqui eu quis experimentar algumas estruturas bem específicas:

1) Narrativa no tempo presente.

2) Duas narrativas paralelas, sendo uma a narrativa principal e a outra, dos “Registros Akáshicos”, uma espécie de comentário, com a progressiva introdução de uma ação paralela.

3) Uso de epígrafes no início de cada capítulo. Para facilitar a questão dos direitos autorais, utilizei apenas citações que já estão em domínio público. Fiquei satisfeito com as frases que aparecem no livro, mas por meu gosto teria citado apenas autores brasileiros.

4) O título de cada capítulo é também a última frase do capítulo. Essa ideia é uma adaptação do recurso utilizado por Clarice Lispector em “A Paixão Segundo G.H.”, que repete a mesma frase no início e no fim dos capítulos.

5) A narrativa segue uma estrutura que denominei “terceiro agarradinho”: a narração é na terceira pessoa, mas o narrador abdica de sua onisciência para seguir exclusivamente as ações do protagonista. Notei esse recurso pela primeira vez no incrível “O Talentoso Ripley” de Patrícia Highsmith.

6) Rendo um tributo especial a um de meus autores favoritos, Anthony Burgess, com citações mais ou menos ocultas a “Laranja Mecânica” e “As Últimas Notícias do Mundo”.

7) Outra citação que acabou ficando meio escondida é o título do último capítulo: “Quando nós três nos veremos de novo?”, que foi a maneira como eu traduzi a frase de abertura de “Macbeth”, minha tragédia favorita de Shakespeare: “When shall we three meet again?” Contudo fiquei surpreso ao constatar que as edições brasileiras trazem traduções bem diferentes desse verso, a ponto de tornar a citação virtualmente invisível!

8) E é claro que não poderia faltar a autorreferência! Aqui trato de uma de minhas obsessões, que também aparece em meu primeiro romance, “O Sincronicídio”: o trítono, intervalo musical também conhecido como diabolus in musica.

9) O livro é dividido em duas partes: Das Trevas e Para a Luz. Uma curiosidade é que levei três anos escrevendo a parte Das Trevas, enquanto que a parte Para a Luz foi toda escrita em exatos 30 dias!

Gratidão profunda à Musa Melpômene, por me permitir ouvir o seu dorido e plangente canto! E viva a nossa Literatura Brasileira!



Adquira o livro “Favela Gótica” no link abaixo:


domingo, 16 de setembro de 2018

NÃO VERÁS PAÍS NENHUM – Ignácio de Loyola Brandão



Surpreendente e assustador, esse é o tipo de livro que fica fermentando dentro da cabeça da gente depois da leitura. Escrito entre 1976 e 1981, em plena ditadura militar, “Não Verás País Nenhum” é uma asfixiante ficção científica brasileira – com ênfase na “brasilidade” da história. Brandão não se limitou em ambientar no Brasil uma história futurista, mas inventou uma forma toda própria e absolutamente tupiniquim de narrar o futuro, que acabou engendrando um livro diferente de tudo que já li, certamente nada parecido com as obras de Isaac Asimov, Arthur C. Clarke ou Robert A. Heinlein.

O próprio título já dá uma ideia do que vem pela frente, ao subverter genialmente o famoso verso ufanista de Olavo Bilac:

“Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!”

Boa parte do terror da narrativa vem de uma incômoda percepção: hoje, em 2018, estamos mais próximos da surreal e pavorosa fantasia imaginada pelo autor que na própria época em que o livro foi escrito. É muito angustiante ver como um delírio tão bizarro escrito há mais de 30 anos pode trazer tanto de profecia.

Achei a leitura cansativa, árida, penosa. Mas, coisa estranha, ao finalmente terminar de ler o livro, fiquei sentindo saudades... Foi então que se tornou evidente que o cansaço da leitura vem do próprio tema em si, desse profundo mergulho na Sombra nacional: a conivência com a corrupção, o descaso com a natureza, o despudorado flerte com o totalitarismo. Esse é o lado sombrio de ser brasileiro, aqui exposto em tons de pesadelo. E hoje, mais do que nunca, o sonho ruim periga se tornar triste realidade.


Ignácio de Loyola Brandão, ao utilizar a Literatura para denunciar as mazelas do Brasil, com tanta arte e engenho, me faz ter vergonha, mas também orgulho de ser brasileiro!

Conferência sobre a obra:




\\\***///



Agora disponível gratuitamente no Wattpad, LABIRINTO CIRCULAR / ISSO TUDO É MUITO RARO é um livro duplo de contos estruturados como seis pares de “opostos espelhados”. São ao todo doze histórias que têm como fio condutor a polarização entre o Olhar e a Consciência (representados nas capas do livro como as pupilas sobrepostas e o cérebro, respectivamente) e que abordam, cada uma a seu modo, alguns dos antagonismos essenciais: Amor e Morte, Cotidiano e Fantástico, Concreto e Absurdo. Um exercício literário para mentes inquietas e questionadoras.

LABIRINTO CIRCULAR

ISSO TUDO É MUITO RARO

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

RESENHA - FRAGMENTADOS” (VOL. 1) - NEAL SHUSTERMANN

LIVRO:FRAGMENTADOS”(VOLUME 1)


SÉRIE:FRAGMENTADOS


AUTOR:NEAL SHUSTERMANN


TÍTULO ORIGINAL:”UNWIND”


TRADUÇÃO: CAMILA FERNANDES


EDITORA: NOVO CONCEITO



PÁGINAS –320



1ª  EDIÇÃO



IMPRESSÃO 2015



CATEGORIA: FICÇÃO NORTE-AMERICANA



ASSUNTO: DISTOPIA



ISBN: - 978-85-8163-519-4


 Fragmentados








CITAÇÃO: “- Só porque a lei diz, não faz com que seja verdade.

-É, bom, só porque a lei diz, também não faz com que seja falso. Só é a lei porque um monte de gente pensou nisso e decidiu que fazia sentido.” (pág. 162).


 





ANÁLISE TÉCNICA:





-CAPA-



Digital azul ao fundo e uma mão como se fosse radiografada.



O efeito é radical e bem diferente.



Foto da capa: Getty Imagens.



Designer da capa: Krista Vossen.(Baseado no designer original)Daniel Roode.



Designer da série: Chloe Foglia.



(nota:4,50 de 5,00)







-DIAGRAMAÇÃO:



Páginas amareladas e letras pretas pequenas que dificultaram um pouco a leitura para mim.



Dividido em: dedicatória; pensamento; A lei da vida; sete partes com títulos; 69 capítulos numerados e com títulos; e, agradecimentos.

 

 



Produção editorial Equipe Novo Conceito.



Impressão e acabamento Intergraf 010615.



Formato/Acabamento: 16x23x2,3.



(nota:4,70 de 5,00 )







- ESCRITA:



Narrativa em terceira pessoa por desconhecido, focando nos 3 protagonistas principais.



Não observei erros.



Escrita fluida, rápida, de bom entendimento e bem envolvente.





(nota:4,80 de 5,00)







CITAÇÃO: “[...] Você aprende uma coisa depois de ter vivido tanto quanto eu vivi: as pessoas não são completamente boas nem completamente ruins. A gente passa a vida toda entrando e saindo das sombras e da luz. Nesse momento, eu estou feliz por estar na luz.” (pág. 108)



RESUMO SINÓPTICO:



A Guerra de Heartland (a Segunda Guerra Civil) foi longa e sangrenta entre os exércitos Pró-vida e Pró-escolha. Após várias emendas constitucionais, foi criada “A Lei da Vida”, apaziguando os dois lados e dando fim a guerra.



A Lei da Vida declara que a vida humana não pode ser imaculada da concepção aos 13 anos; entretanto, dos 13 aos 18 anos, os responsáveis podem optar por ‘abortar’ uma criança, desde a vida dela não tenha fim ‘tecnicamente’. O processo é chamado de “FRAGMENTAÇÃO”, onde partes das crianças são implantadas em outros seres que precisam de doação de órgãos...



CONNOR tem 16 anos e sempre foi considerado rebelde por seu pais que assinaram a autorização para fragmentação do mesmo sem nem ao menos comunicá-lo, ele descobre sem querer e acaba fungindo de casa na véspera de ser levado para fragmentação.



RISA tem 15 anos e é tutelada pelo Estado, desde de criancinha quando seus pais morreram. É pianista e como não sabe fazer outra coisa, é descartada pela instituição onde vive para dar lugar a outras crianças.



LEV tem 13 anos e é de família religiosa, sempre soube que ao completar a idade, seria fragmentado como dízimo... Aceitou desde de sempre sua condição e até achava que era uma oferenda. Queria mesmo ser fragmentado em favor de outrens.



Um acidente inesperado reúne essas três crianças que se unem para não serem fragmentados e começa uma grande ‘aventura’ onde Connor e Risa lutam para sobreviver até os 18 anos e Lev até certo tempo, insiste ainda em ir para fragmentação....





CITAÇÃO: Engraçado, mas era para a Lei da Vida proteger a santidade da vida. Em vez disso, apenas tornava a vida algo barato. Graças a Deus há a Iniciativa da Cegonha, essa lei maravilhosa que dá a garotas como ela uma alternativa muito melhor.” (pág. 52)





ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:



O livro é uma distopia pós apocalíptica como tantos outros, porém com o diferencial no enredo.O autor soube alinhavar bem direitinho o encontro dos 3 tipos de fragmentários e trouxe uma trama mais que envolvente.



Cada personagem principal amadureceu de algum modo, principalmente Lev, fiquei admirada o quanto houve uma mudança com ele. E para saber como tudo aconteceu, você terá de ler o livro que é bem envolvente e em certa parte revoltante.



Ainda não digeri o fato de crianças serem fragmentadas. Por que não os adultos? Na minha opinião seria bem útil...mas, enfim, a criatividade (até certo ponto perversa) do autor, quis assim...fazer o que, né?



Achei crueldade essa tal Lei da Vida, o que não perde o brilho de uma distopia bem escrita e onde nenhuma ponta ficou solta, mesmo sendo uma série. Acredito que novos fatos virão e já estou bem curiosa pelo próximo livro...



Recomendo muito, principalmente para quem gosta de ficção/distópica diferenciada das comuns. O tema é bem questionável e nos faz pensar nessa nova realidade futurística que bem poderá ser a nossa...





NOTA : 4,80 de 5,00

   



SOBRE O AUTOR:





 


Já escreveu mais de 30 livros premiados para jovens e adultos, incluindo Full Tilt, a Trilogia Skinkacker, Unwholly, Bruiser e The Schwa Was Here, que recebeu o Boston Globe-Horn Award como melhor livro de ficção. Ele também escreve roteiros para o cinema e a televisão, como Animorphs e Goosebumps. Pai de quatro filhos, Neal vive no sul da Califórnia.



Saiba mais sobre o autor em storyman.com

CORTESIA EDITORA NOVO CONCEITO !


cheirinhos
Rudy

sábado, 31 de agosto de 2013

RESENHA - "LIBERTA-ME" - TAHEREH MAFI



LIVRO  : "LIBERTA-ME"
TÍTULO ORIGINAL: "UNRAVEL ME "
AUTORA: TAHEREH MAFI
TRADUÇÃO: BÁRBARA MENEZES
EDITORA  : NOVO CONCEITO
PÁGINAS –444
IMPRESSÃO - 2013
   EDIÇÃO
CATEGORIA: FICÇÃO NORTE-AMERICANA
ASSUNTO: DISTOPIA
ISBN: - 978-85-8163-235-3
 
CITAÇÃO: 
"Eu ter pensado que poderia assumir o papel de uma garota normal com um namorado normal: eu ter pensado que poderia viver as histórias que li em tantos livros quando criança.
Eu.
Juliette com um sonho. " (pág. 107)
ANÁLISE TÉCNICA: 
-CAPA = 
Design: Heber Maia e Jorge Parede.
Imagens da capa 'homens' de Shetter Stock.
Imagens da capa 'mulher' de Harper Collins e Aurora Crowley. 
A capa é uma bela mulher jovem, perfeita (na minha opinião) e com olhar marcante. Ao redor dela vidros estilhaçados e no reflexo de um dos pedaços do vidro, o rosto de um rapaz.
 O título em letras vermelhas, as letras cortadas ao meio.
Tudo na capa faz sentido ao ler o livro, e a moça é um deslumbre de linda.
(nota: 4,80  de 5,00)
-DIAGRAMAÇÃO:  
Feita por Lucas Borges com impressão e acabamento da Geográfica 010313. (confesso que ainda não descobri o que significa os números).
É composto de dedicatória e 73 capítulos com numeração grande e rodeados de pedaços de vidro estilhaçados. Os capítulos são pequenos o que dinâmica rápida de leitura e as 444 páginas logo são 'devoradas'. Ainda mais com folhas amareladas e letras pretas um pouco acima da média, ajudam mais na leitura.
Formato/Acabamento: 16x23x3,0
Peso: 0.57 kg
(nota: 4,80  de 5,00)
- ESCRITA: 
A narrativa é feita em 1ª pessoa no ponto de vista da protagonista Juliette. A escrita é fluida e interessante, embora a autora dê a protagonista, uma espécie de vício de linguagem, onde ela costuma repetir 3 vezes (ou mais) algumas palavras e/ou trechos.
Encontrei 2 ou 3 erros que em nada atrapalham a leitura, porém poderiam ser corrigidos.
 (nota: 4,50 de 5,00)
CITAÇÃO: 
"Como seria fácil simplesmente apertar o mundo ao meu redor. Sugar sua força de vida e deixá-lo morto na rua apenas porque alguém me diz que eu deveria. Porque alguém aponta o dedo e diz: "Aqueles são bandidos. Aqueles homens ali". Mate, eles dizem. Mate porque você confia em nós. Mate porque você está lutando no time certo. Mate porque eles são maus e nós somos bons. Mate porque estamos dizendo. Porque algumas pessoas são tão idiotas que pensam mesmo que há grossas linhas em neon separando o bem do mal. Que é fácil fazer esse tipo de distinção e dormir à noite de consciência tranquila. Porque está tudo bem."(pág. 170)
RESUMO SINÓPTICO:  
"Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette.
Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor." (SINOPSE DA EDITORA NOVO CONCEITO).
Juliette é levada ao Ponto ômega onde há um movimento clandestino que luta contra a resistência e onde estão alojados aqueles com poderes diferenciados. Lá aprendem a usar seus dons da melhor forma possível, aprendem também a defenderem-se contra o Restabelecimento.
Juliette não aceita seus poderes e mesmo perto de Adam, continua sentindo-se solitária. Foi descoberto que o dom dado a Adam, permite que ele consiga tocar em Juliette, entretanto, ele fica consumido ao fazer isso... ela fica arrasada ao descobrir que também a ele, sua aproximação poderá ser fatal.
O que mais a chocou foi descobrir que sente-se atraída também  pelo malvado Warner e tenta descobrir o que realmente vai na alma dele. Tenta amenizar sua índole má, sem sucesso.
Vários  segredos serão revelados nesse segundo livro da trilogia e todos bem inesperados... 
ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTORA: 
Gostei muito mais desse livro do que "Estilhaça-me". Tem mais ação, descobertas inesperadas, mistérios resolvidos, luta e sobrevivência. Tem muito mais ação e o romance se intensifica mais.
O que falta a meu ver, é mais força na protagonista. Não consigo entender uma pessoa com tantos poderes, cobiçados por ambos os lados (bem e mal) e ainda insegura, inexperiente e medrosa. Ela amadureceu um pouco nesse livro, conseguiu tomar suas próprias decisões algumas vezes, porém ainda não é destemida e ousada (como gostaria que ela fosse).
O tema distopia é bem desenvolvido, gosto do tema que fantasia uma sociedade totalmente diferente e fantasiosa. 
Acho interessantíssimo os poderes que as pessoas tem e que podem resolver problemas em qualquer  convivência social, mas... essas pessoas tem de viver escondidas. Fico intrigada e com muitas questões sem respostas.
Apesar disso tudo, o livro é muito bom. Uma distração incrível que prende ao ser lido. Vale a pena a leitura para quem gosta do tema Distopia.
Vamos aguardar o terceiro livro para ver se consigo respostas para minhas dúvidas. 
NOTA : 4,50 de 5,00
CITAÇÃO: 
"Porque há momentos em que a raiva sangra e some até não ser nada além de uma dor simples na boca do meu estômago e eu vejo o mundo e penso sobre suas pessoas e no que ele se tornou e penso na esperança e talvez e possivelmente e possibilidade e potencial. Penso em copos meio cheios e óculos para ver o mundo com clareza. Penso em sacrifício. E compromisso. Penso no que acontecerá se ninguém lutar contra. Penso em um mundo onde ninguém se opõe à injustiça.
E pergunto-me se, de repente, todos aqui estão certo.
Se, talvez, está na hora de lutar."(pág. 171)
BOOKTRAILLER:
 http://youtube/fiKP4daS7VY

SOBRE O AUTORA:
 
Tahereh Mafi é de Connecticut (EUA) e tem 25 anos. É formada em Artes e fala oito idiomas. Atualmente vive em Orange County, Califórnia. Em 2011, lançou seu primeiro livro, Estilhaça-me (Shatter Me), publicado no Brasil no ano seguinte. Após estrondoso sucesso, teve os direitos de sua obra vendidos para 22 países e os estúdios Fox compraram os direitos de adaptação para o cinema. Em 2013, lançou o segundo livro dessa trilogia, Liberta-me (Unravel Me).
CORTESIA EDITORA NOVO CONCEITO.


CHEIRINHOS
RUDYNALVA
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