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segunda-feira, 8 de junho de 2020

LIVRO DO APOCALIPSE



Anos atrás, tomei a decisão de ler todos os livros do Novo Testamento. Comecei lendo os quatro evangelhos, durante meu período diário de meditação. Ao começar os Atos dos Apóstolos, contudo, fui experimentando uma dissonância que só cresceu quando cheguei às cartas de Paulo. E foi assim que minha leitura devocional se tornou crítica, e fui tomado pela assombrosa descoberta de que boa parte das pessoas que hoje se consideram cristãs estão na verdade seguindo os ensinamentos de São Paulo. Agora, ao terminar essa custosa leitura, voltei a refletir sobre essas estranhas contradições entre os ensinamentos de Jesus Cristo e as sucessivas deturpações que esses ensinamentos foram sofrendo ao longo dos séculos. Chego a pensar que o problema todo começou com Paulo: ao permitir interpretações e extrapolações da mensagem de Cristo, a Igreja foi lentamente se afastando do cristianismo original, a ponto de admitir cristãos queimando hereges durante a Idade Média e, em pleno século XXI, cristãos fazendo arminha e adorando ideários fascistas. Se dependesse de mim, ficaríamos apenas com os quatro evangelhos, ou menos que isso: bastam o sermão da Montanha e os dois mandamentos que Jesus nos deixou (“amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”) para nos manter bem ocupados durante toda a vida, e além.

Nessa leitura que fiz anos atrás, ao chegar ao livro do Apocalipse eu estava começando a ler “A Ciência Sagrada” (https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2020/05/a-ciencia-sagrada-swami-sri-yukteswar.html), de Swami Sri Yukteswar, maravilhosa obra que se propõe a demonstrar que existe uma mesma Verdade por trás dos ensinamentos da Bíblia cristã e das escrituras hindus. Como o livro começava citando trechos do livro do Apocalipse, me decidi a só empreender a leitura do último livro da Bíblia depois de percorrer todas as páginas de “A Ciência Sagrada”. Contudo esse acabou se revelando o livro mais complexo que tive a oportunidade de ler, e li a primeira metade nada menos que cinco vezes, a cada vez retornando ao começo por achar que ainda não havia compreendido por completo. Nesse longo processo os meses foram se transformando em anos. Em 2020, afinal terminei a leitura dessa grande obra-prima de sabedoria (que pretendo reler uma vez por ano), e então me lembrei do livro do Apocalipse. Por uma estranha sincronicidade, portanto, li o livro das Revelações justamente em plena pandemia do Covid-19, que muitos têm interpretado como inequívocos sinais do iminente Apocalipse.

É muito significativo que a palavra “apocalipse” nos evoque imagens do fim do mundo. Contudo o significado original da palavra grega é simplesmente “revelação”. Trata-se de um texto de imagens muito vívidas e impactantes, que uma interpretação literal poderia realmente transformar em um roteiro hollywoodiano para o Juízo Final. Auxiliado pelas chaves fornecidas pela leitura de “A Ciência Sagrada”, entretanto, pude vislumbrar muitas passagens que podem ser interpretadas à luz da yoga, como o persistente simbolismo dos números sete (os chakras ou centros energéticos do corpo) e vinte e quatro (os atributos da Natureza).

Essas chaves, confesso, não me permitiram devassar os significados ocultos do livro do Apocalipse, cujo hermetismo vem desafiando os estudiosos ao longo dos séculos. Contudo essa primeira leitura me deixou com duas fortes impressões: 1) trata-se de um texto simbólico e não literal, como aliás boa parte da Bíblia e 2) fala de nossa vida hoje, e não do fim do mundo. Para exemplificar essas impressões, limito-me a citar a célebre passagem dos “Quatro Cavaleiros do Apocalipse”, que ao menos em minha leitura pareceram falar muito mais sobre a vida material, sobre o dia a dia, que sobre figuras míticas cavalgando pelos céus no dia do Juízo. Esses quatro cavalos de que fala o apóstolo João, ao meu ver, relacionam-se com os quatro sofrimentos da vida descritos pelo Buda.

Assim como o Reino dos Céus está dentro de cada um de nós, conforme ensina Jesus, creio que também o Apocalipse (Revelação) é um caminho iniciático a ser trilhado no interior de cada ser humano. O Apocalipse é aqui e agora.


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FAVELA GÓTICA liberado na íntegra no site da Verlidelas Editora:

Durante esse período de pandemia, em meio a tantas incertezas, temos uma única garantia: a de que nada será como antes. Estamos todos tendo a oportunidade preciosa de participar ativamente na reconstrução de um mundo novo, mais luminoso e solidário.

O livro Favela Gótica fala justamente sobre “a monstruosidade essencial do cotidiano”, em uma história cheia de suspense, fantasia e aventura. Ao nos tornamos mais conscientes das sombras que existem em nossa sociedade, seremos mais capazes, assim como a protagonista Liana, de trilhar um caminho coletivo das Trevas para a Luz.

A versão física de Favela Gótica está à venda no site da Verlidelas, mas – na tentativa de proporcionar entretenimento a todos durante a quarentena – o autor e a editora estão disponibilizando gratuitamente, inclusive para download, o PDF de todo o livro.

Fique à vontade para repassar o arquivo para amigos e parentes.

Leia ou baixe todo o livro no link abaixo:

Link do livro no SKOOB:

Book trailer


Entrevista sobre o livro na FM Cultura




terça-feira, 1 de maio de 2018

O CÓDIGO DA BÍBLIA – Michael Drosnin



Li este livro há uns bons anos, graças ao amigo-irmão Luiz Marcelo Rangel. Fiquei muitíssimo impressionado. Em resumo, o livro do americano Michael Drosnin fala da suposta descoberta de um código oculto na Torá (ou Pentatêuco, os cinco primeiros livros da Bíblia) pelo matemático israelense Eliyahu Rips. Esse código, aparentemente, faz referência aos principais acontecimentos e personalidades da história mundial – de todos os tempos.

No exemplo que é mais debatido no livro, em 1994 esse código permitiu prever o assassinato de Yitzhak Rabin, primeiro-ministro de Israel. No ano seguinte, quando o assassinato efetivamente ocorreu, os pesquisadores descobriram que até o nome de seu assassino (Amir) havia sido revelado pelo código.

Esse código foi desvendado graças ao uso de uma matriz no computador. Trabalho esse que foi inspirado na descoberta, bem mais impressionante porque fruto do trabalho solitário de uma única mente, do rabino Michael ber Weissmandl, em meados do século XX. O rabino descobriu que de cinquenta em cinquenta letras a Torá vai soletrando a palavra... Torá! Ou seja, cinquenta letras depois de um “T” (o correspondente Tav hebraico), existe um “O”, e cinquenta letras depois um “R” e mais cinquenta um “A”, e depois de cinquenta novamente um “T” e assim do primeiro ao quinto livro da Torá. Impressionante é pouco!

Isso sugere que existe, de fato, um código no Pentatêuco. Hoje, anos depois de ter lido “O Código da Bíblia”, graças às pesquisas sobre os Anunnaki e outros alienígenas do passado, considero bastante plausível a hipótese da Torá ter sido ditada a Moisés não por Deus Todo Poderoso, mas por um ET (meu próprio palpite pessoal é que foi Enlil o autor).

Mas voltando ao livro: desde a publicação de “O Código da Bíblia”, as descobertas foram questionadas, e inclusive foi descoberto um “código de Moby Dick”. Longe de esgotar o mistério, tais questionamentos só o aprofundam.

Separei alguns links interessantes a respeito, para os interessados em investigar mais:

Documentário sobre o Código da Bíblia:


Wikipedia:

Dois artigos muito bem fundamentados:


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“Se o futuro pode ser previsto, poderá também ser mudado?”


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LABIRINTO CIRCULAR / ISSO TUDO É MUITO RARO é um livro duplo de contos estruturados como seis pares de “opostos espelhados”. São ao todo doze histórias que têm como fio condutor a polarização entre o Olhar e a Consciência (representados nas capas do livro como as pupilas sobrepostas e o cérebro, respectivamente) e que abordam, cada uma a seu modo, alguns dos antagonismos essenciais: Amor e Morte, Cotidiano e Fantástico, Concreto e Absurdo. Um exercício literário para mentes inquietas e questionadoras.

LABIRINTO CIRCULAR

ISSO TUDO É MUITO RARO


segunda-feira, 19 de março de 2018

A ÚNICA ESPERANÇA – Alejandro Bullón



Livro que me foi presenteado pelo querido amigo e múltiplo artista Sergio Santana, “A Única Esperança” traz a visão de um Pastor sobre a Bíblia e como ela pode trazer respostas nos momentos difíceis da vida.

“O propósito da Bíblia não é informar. É transformar.”



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MANIFESTO – Mensageiros do Vento

Um experimento literário realizado com muita autenticidade e ousadia. A ideia é apresentar um diálogo contínuo, não de diversos personagens entre si, mas entre as diversas vozes de um coral e o leitor. Seguir a pista do fluxo da consciência e levá-la a um surpreendente ritmo da consciência. A meta desse livro é gerar ondas, movimento e transformação na cabeça do leitor. Clarice Lispector, Ferreira Gullar, James Joyce e Virginia Woolf, entre outros, são grandes influências. Por demonstrarem que a literatura pode ser vista como uma caixa fechada, e que um dos papéis mais essenciais do escritor é, de dentro da caixa, testar os limites das paredes... Agora imagine esse livro escrito por uma banda de rock! É o que encontramos no livro MANIFESTO – Mensageiros do Vento, disponível aqui. Leia e descubra por si mesmo!
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5823590


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