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domingo, 25 de agosto de 2013

MEUS PREZADOS CANALHAS – João Uchôa Cavalcanti


É pau puro!

Impactante, asfixiante, aterrorizante!

Como avisa o autor logo no início, esse é o texto original da peça que estreou em 1993 no Rio de Janeiro, com direção de Gracindo Junior e ilustre elenco: Débora Duarte, Edwin Luisi, Othon Bastos e Jayme Periard, entre outros.

A ideia da peça é bem original. O guerrilheiro Tomás sequestra o banqueiro Tadeu, com o intuito de julgá-lo por seus crimes, que são apresentados diante de um tribunal do júri formado por pessoas que também foram sequestradas (na verdade, a plateia presente). Não existem diálogos, apenas monólogos dos mais diversos personagens, que vão se sucedendo no palco e revelando um mosaico cruento com algumas das facetas mais sórdidas de nossa sociedade.

E assim a ironia muito apurada do autor vai revelando passo a passo a grande hipocrisia e podridão que fundamentam boa parte da “moral e dos bons costumes”. Não sobra ninguém, ninguém é poupado: todos são (somos) “prezados canalhas”...

Não esperava nem a metade da paulada que foi essa leitura. Creio que com essa obra Uchôa Cavalcanti atinge a meta mais elevada idealizada por Nelson Rodrigues para o teatro: incomodar, sacudir, remexer, desagradar.

Um recurso interessante, que me fez evocar o grandioso Shakespeare, foi o uso de rimas nas falas, gostei muito!



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Conheça O SINCRONICÍDIO:
http://youtu.be/Vr9Ez7fZMVA
 
 
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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
LEIA AGORA (porque não existe outro momento):


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