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domingo, 3 de janeiro de 2016

RESENHA - ”COMO SE APAIXONAR” - CECÍLIA AHERN

Olá queridos!



Andei um tempinho afastada, agora volto, tenho algumas resenhas para postar, mas será aos poucos.

Desejo um 2016 repleto de realizações, saúde e muito sucesso para todos!






LIVRO:”COMO SE APAIXONAR”

TÍTULO ORIGINAL:”HOW TO FAIL IN LOVE”

AUTOR: CECÍLIA AHERN


TRADUÇÃO: BÁRBARA MENEZES DE AZEVEDO BELAMOGLIE

EDITORA: NOVO CONCEITO


PÁGINAS –347


1ª  EDIÇÃO


1ª IMPRESÃO 2015


CATEGORIA: FICÇÃO INGLESA


ASSUNTO: DRAMA/ROMANCE


ISBN: - 978-85-8163-786-0
 Como se Apaixonar



CITAÇÃO:” – Onde estaríamos sem amanhãs? O que teríamos em vez disso seriam hojes. E, se esse fosse o caso, com você, eu esperaria que hoje fosse o dia mais longo. Eu encheria o hoje de você, fazendo tudo o que sempre amei. Eu rira, falaria, ouviria e aprenderia, eu amaria, amaria, amaria. Faria todos os dias serem hoje e passaria todos com você e nunca me preocuparia com o amanhã, quando não estaria com você. E, quando aquele temido amanhã chegar para nós, por favor, saiba que eu não quis deixá-lo ou ser deixada para trás, que cada momento que passei com você foram os melhores momentos da minha vida.” (pág.161)
 


ANÁLISE TÉCNICA:



-CAPA-


Casal de rosto pertinho com os narizes se tocando, céu ao fundo, acima de uma ponte com um lago(?) abaixo.


Linda capa toda lilás...



(nota:4,80 de 5,00)




-DIAGRAMAÇÃO:


Folhas amareladas e letras pretas, boa para leitura.


Conteúdo: dedicatória; 27 capítulos numerados e com títulos, e, os títulos são como 'passos' de auto-ajuda; agradecimentos; e, outros sucessos da autora.


Impressão e acabamento Intergraf 270815.


Produção Editorial Equipe Novo Conceito.


Formato/Acabamento: 16x23x2,1


Peso: 0.48 kg


(nota: 4,80 de 5,00 )




- ESCRITA:


A narrativa é feita em primeira pessoa pela protagonista, mostrando seu ponto de vista durante todo o livro.


Tem muitos diálogos bem escritos e traduzidos, além de um certo humor cáustico e ácido que gosto muito, tornando a leitura ainda mais rápida e fluida.


Poucos erros foram encontrados o que em nada interferiu na leitura.



(nota:4,80 de 5,00)




CITAÇÃO: “[...] A vida é uma série de momentos e momentos sempre mudam, assim como pensamentos, negativos e positivos. E, embora possa ser da natureza humana ficar se prendendo a eles, não faz sentido, como acontece com muitas coisas naturais; não faz sentido permitir que um único pensamento habite a mente porque pensamentos são como hóspedes ou aqueles amigos que só aparecem nos bons momentos. Assim que chegam, podem ir embora, e até mesmo aqueles que levam muito tempo para emergir por completo podem desaparecer em um instante. Momentos são preciosos; às vezes eles se demoram e, em outras ocasiões, são passageiros, mas, ainda assim, muito pode ser feito durante eles; você pode mudar de idéia, pode salvar uma vida e pode até se apaixonar.” (pág. 343)


RESUMO SINÓPTICO:


CHRISTINE ROSE acredita ter uma vida boa, casada com Barry, tem uma empresa de recrutamento onde faz o intercâmbio entre empregado e empregador; porém, mais que isso, ela gosta de ajudar as pessoas. Não tem formação em psicologia ou terapia, contudo, gosta muito dos livros de auto-ajuda e é através deles que busca ensinamento para melhorar as pessoas ao seu redor.



Até ver seu vizinho Simon Conway tentar suicídio e ela não conseguir evitar que ele dê um tiro cabeça... Isso mexe com ela que passa a rever sua vida e decide ser feliz. Acaba o casamento e continua seu dia a dia.


Pouco tempo depois, caminhava pela ponte Ha’penny em Dublim, e se depara com Adam Basil, tentando se jogar da ponte. Após uma pequena conversa, Christine convence Adam que poderá ajudá-lo a superar seus problemas e dar um novo sentido a sua vida; ele dá 15 dias para ela ajudá-lo, até que complete 35 anos. Se ela não conseguir, ele tentará novamente o suicídio.



ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTORA:


Os livros da Cecília vem sempre acompanhados de muitos conselhos e muitas inspirações para mudanças e melhoria de vida. Aqui não é diferente.


Quem espera um romance entre a mocinha e o protagonista problemático como tábua de salvação, está bem enganado. A protagonista além de ajudar a mudança de vida de Adam, cresce junto com ele na trama, através dos dramas e de um certo mistério sobre o passado dele que tem um humor escancarado, apesar de tentar se matar.


O livro é um bom entretenimento,um drama leve que nos envolve totalmente ao adentrarmos nas páginas e apesar de abordar o tema pesado, o livro é até leve e um tanto hilário, o que nos faz rir em vários momentos. Um pouco de drama, um pouco de romance e um pouco de mistérios, além do humor.


Se ler sem grande expectativas, poderá absorver todas as lições que vem nas entrelinhas e pode até refletir sobre a família que traz sua carga para nossas experiências, sobre as atitudes que tomamos em horas de desespero, sobre suicídio e TOC e sobre como podemos ajudar e aprender ao mesmo tempo.


Leitura recomendada claro!


NOTA :4,50 de 5,00





SOBRE O AUTORA:


 
Cecelia Ahern é irlandesa e formou-se em Jornalismo e Meios de Comunicação. Aos 21 anos escreveu seu primeiro romance, P.S. Eu te Amo, que se tornou best-seller imediatamente e foi adaptado para o cinema — assim como Simplesmente Acontece. A Lista, O Presente, O Livro do Amanhã e A Vez da Minha Vida também são best-sellers em todo o mundo. As obras de Cecelia Ahern são publicadas em 46 países e já venderam, ao todo, mais de 13 milhões de cópias. Ela vive em Dublin com sua família.
CORTESIA EDITORA NOVO CONCEITO!

 


cheirinhos



Rudy

sábado, 22 de agosto de 2015

ENTREVISTA COM O VAMPIRO – As Crônicas Vampiresca 1 –  Anne Rice  - Blog Livros e Resenhas: Sua Estante

SUA ESTANTE
Interview with the Vampire (The Vampire Chronicles #1) Ano: 1992 / Páginas: 309
Idioma: português
Editora: Rocco

“Aquela manhã, eu não era ainda um vampiro.  E eu vi meu último nascer do sol. Eu lembro completamente desse, ainda que não me lembre de nenhum  outro nascer do sol antes desse ”. (ANNE RICE, in: Entrevista com o Vampiro, 1976)


Desde que me entendo por gente lembro de estar sempre com um livro na mão e dos mais variados tipos: quadrinhos, contos de fadas, almanaques, livrinhos de pintar (e olha que nem estavam na moda e já amava!), infantis, infanto juvenis e assim por diante. Contudo, foi com o livro Entrevista com o Vampiro (Interview With The Vampire, Anne Rice, 1992, Editora Rocco, 309 p.) que tive consciência de que a literatura estaria definitivamente e irremediavelmente em um papel de destaque em minha vida.
O curioso é que cada saga dessa autora parece ser escrita por uma pessoa totalmente diferente, tamanho é a abrangência dos universos que cria. Seja na saga das Bruxas Mayfair; nos duetos As Canções do Serafim e As Crônicas da Dádiva do Lobo; no religioso Cristo Senhor ou na extrema oposta trilogia erótica gótica pouco palatável sobre o conto de fadas A Bela Adormecida; as múltiplas personalidades de Anne Rice somente se assemelham no alto nível da escrita e na complexidade de seus personagens.
E não é diferente com as Crônicas Vampirescas. Publicado pela primeira vez em 1976, Entrevista com o Vampiro, primeiro livro dessa saga alçou a norte-americana Anne Rice ao posto de “rainha do terror”. Não é à toa que a tradução do livro foi creditada a ninguém menos que Clarisse Lispector, uma das mais respeitadas escritoras brasileiras.
Alegando ser um vampiro de 200 anos de idade, Louis de Pointe du Lac narra suas memórias para um jovem jornalista: em 1790, era um rico fazendeiro de New Orleans, dilacerado com a morte do irmão. Deseja que a morte o tirasse de seu tormento, porém, é o enigmático vampiro Lestat que o encontra e tem outros planos para o melancólico Louis, transformando-o em seu companheiro imortal.
Enquanto, para o deleite do manipulador Lestat, o novato vampiro continua na sua existência pós morte martirizando-se com as mesmas questões existencialistas que o afligiam em vida, a autora recria a atmosfera da cidade estadunidense de colonização francesa, com seus portos e arquiteturas peculiares e posteriormente a própria Paris.
Esqueça romance adolescente com vampiros brilhando ao sol. As Crônicas Vampirescas – até o presente momento contendo doze livros – é uma série responsável por trazer algumas das figuras mais marcantes do imaginário popular. Assim como nesse volume somos introduzidos a Lestat que talvez só possa ser comparado em termos de importância ao próprio Drácula de Bram Stoker, temos a Cláudia, a polêmica “filha” de Louis e Lestat, que recentemente ganhou na graphic novel A História de Cláudia (Interview with the Vampire: Claudia’s Story, Anne Rice; Ashley Marie Witter, 2015, Editora Rocco, 224p.) sua própria versão dos acontecimentos de Entrevista com o Vampiro.
A adaptação cinematográfica demorou muito para chegar aos cinemas mesmo sendo um sucesso literário mundial. A produção hollywoodiana homônima de 1994 – Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles, direção de Neil Jordan – conta com excelentes atuações de Brad Pitt como Louis e Tom Cruise como Lestat. Mantém o roteiro relativamente fiel a obra original, exceto pela derrapada na escolha de Antonio Bandeiras para dar vida ao vampiro Armand, que no livro é descrito como um anjo juvenil loiro e terá grande importancia nos volumes subsequentes.
Alguns leitores podem considerar Anne Rice demasiadamente descritiva, mas acredito ser fundamental para a imersão no universo criado pela autora que, certamente, tem como ponto forte a profundidade psicológica dos seus personagens. Entrevista com o Vampiro, provando ser um clássico, continua tendo o enredo mais atual do que nunca, focando sua temática no amor – independente do gênero – morte, imortalidade, existencialismo e na condição humana. 
Escrito por: Tatiana Castro
SUA ESTANTE

quinta-feira, 23 de julho de 2015

RESENHA - ”O ORÁCULO DE AALIS” (LITERATURA NACIONAL) - SERGIO SENA



LIVRO:”O ORÁCULO DE AALIS”


SÉRIE: “A REAÇÃO DO MITO”


AUTOR: SERGIO SENA



EDITORA: NOVO SÉCULO



SELO: TALENTOS DA LITERATURA BRASILEIRA



PÁGINAS – 302



1ª  EDIÇÃO 2015



CATEGORIA: FICÇÃO BRASILEIRA



ISBN: - 978-85-4280-407-2

O Oráculo de Aalis - Col. Talentos da Literatura Brasileira



CITAÇÃO:” [...] O temor nos preserva de grandes males,nos livra de muitos perigos, mas, da mesma forma, nos priva de muita coisa boa, sobretudo da liberdade. O fato de estarmos aqui agora nos coloca exatamente nesta condição, neste paradoxo, de nos perdermos para nos encontrar. Talvez nunca voltemos, mas sabermos onde isso tudo vai dar. A verdade às vezes tem um preço muito alto; preço da vida.” (pág. 71)





ANÁLISE TÉCNICA:





-CAPA-



Marrom com nome AALIS esfumaçando dentro de um círculo



Feita por Renato Klisman.


Dá a impressão de que o nome está evaporando.





(nota:4,50  de 5,00)







-DIAGRAMAÇÃO:



As folhas são amareladas e com letras pretas, o que facilita a leitura.



Conteúdo: dedicatória; sumário; prólogo e capítulos apenas com títulos.




Diagramação simples e eficaz feita pela Equipe Novo Século.



Peso - 0.34 Kg

Altura - 21.00 cm

Largura - 14.00 cm

Profundidade - 1.50 cm

Acabamento - Brochura



(nota:4,50 de 5,00 )







- ESCRITA:



Feita em 3ª pessoa desconhecida com linguagem uma tanto clássica, direta e em alguns momentos, até em prosa poética. Poucos diálogos, porém objetivos e inseridos no contexto dos fatos.Ressalto que a escrita do autor é fabulosa e um bônus extra ao livro.



O que falhou foi a revisão. Alguns erros gritantes, palavras duplicadas e com erros que dão outro sentido a frase, erros gráficos e ortográficos, e de concordância...Merece uma nova revisão.



A revisão foi feita por Project Nine e Monique D’Orazio.



(nota:4,00 de 5,00)







CITAÇÃO: “Ali, a verdade era como a brisa que corria e o som que se propagava. A ternura podia ser percebida sem nenhum esforço na voz do ser que falava.” (pág. 143)







RESUMO SINÓPTICO:



WALDSTATTE ano de 1499, Região dos Vales Alpinos, chamada de Confederaão Helvética, fim da Era Medieval... A comunidade Basileia formada por camponeses, servos e alguns nobres, todos que de alguma forma foram perseguidos ou vitimados pelo sistema, encontravam ali um lugar de paz e um refúgio seguro.



O Sacro Império Romano-Germânico com altos privilégios da Corte e do Clero, acreditava que as mazelas que vinham ocorrendo o cenário social europeu como: carestia, doenças e pestes; advinham dos hereges que viviam em cavernas para ficaram longe da política do Império que passava a persegui-los, prendê-los e matá-los.



Os ditos pagãos e hereges começam a se preparar para a grande batalha com os soldados do Império, milhares de vezes mais numerosos que os poucos moradores escondidos.



A luta na verdade não é apenas entre os viventes na terra. É uma batalha entre as forças poderosas do Universo, é uma luta entre o Bem e o Mal que já vem predestinada há muito tempo para que se possa haver um novo equilíbrio...





CITAÇÃO: “[...] PORQUE O AMOR NÃO ESTÁ PRESO À CONDIÇÃO HUMANA OU ÀS CIRCUNSTÂNCIAS. Por mais que queiramos isso seria puro egoísmo; o amor é um estado livre de ser que brota de dentro para fora. [...]”(pág. 214)





ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:



Se você gosta de uma boa ficção que mistura sobrenatural, fatos históricos e certa religiosidade, sem ser religião, este é o livro perfeito.



O livro é bem mais abrangente do que podemos imaginar a princípio. Não fala apenas de uma época pós inquisição, não fala apenas das crenças religiosas que se cultivava naquela época, da imposição religiosa acoplada a dominância do Império...Fala da verdadeira fé que se crê, independente de qual religião se faz parte. Fala de busca da felicidade interior, de se viver em paz consigo mesmo e com a comunidade em que se vive. Fala de lutas e guerras que se sucedem para que essa paz possa ser obtida.



É um livro esclarecedor sobre os fatos acontecidos naquela época, o que demonstra que o autor teve o cuidado em empreender uma vasta pesquisa para construir os cenários de forma precisa e bem como as personagens com personalidades distintas, cada uma bem marcada com seu caráter marcante de alguma forma, para o bem ou para o mal.



É isso, o cerne do livro é justamente esse: o lado obscuro da personalidade humana e o lado justo e de credibilidade que se aliam as forças ocultas da natureza, fazendo parte de um plano maior a que todos estão inseridos...Não depende de religião, mas sim de FÉ! Na crença interior que cada um temos.



O que me incomodou além da correção, foram os longos capítulos que poderiam ter se tornados enfadonhos se o enredo não fosse tão eletrizante, com lutas detalhadas e envolventes, trechos de grande ação que nos envolvem como leitor. Preferia que os capítulos fossem menores para que a leitura fosse melhor apreciada.



Agora é aguardar o próximo volume para dar continuidade a bela leitura dessa ficção épica!





NOTA : 4,70 de 5,00 


  





SOBRE O AUTOR:




Natural de Nilópolis (RJ) radicalizado em Campo Grande (MS) Sergio da Silva Sena; 53 anos; casado, pai de um casal de filhos; formado em teologia; atualmente desenvolvo uma atividade pastoral numa igreja evangélica - somos uma família.  Mas já fui órfão numa instituição para menores abandonados ( 1961 /1980) ; morador de rua ( 1980 / 1987).

Radicado em Campo Grande e bacharel em Teologia, o autor possui grande afinidade com temas que refletem o drama da trajetória humana e seus reflexos no mundo sobrenatural.




Exemplar cedido pela autor!
cheirinho
Rudy

PENSAMENTO DO DIA

"Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles."(Desconhecido)


 

domingo, 19 de julho de 2015

RESENHA - ”O MENINO QUE PEDALAVA” (LITERATURA NACIONAL) - CASSIA CASSITAS




LIVRO:”O MENINO QUE PEDALAVA” (LITERATURA NACIONAL)


AUTORA: CASSIA CASSITAS



EDITORA: CreateSpace Independent Publishing Platform, 2015 (INDEPENDENTE)



PÁGINAS – 248



1ª  EDIÇÃO 2015



CATEGORIA: FICÇÃO NACIONAL



ISBN: - 978-15-1196-592-7

 






CITAÇÃO:”[...] Não nos é permitido estagnar, é preciso pedalar pra que o sangue circule e desenhe o futuro.[...]”(pág. 12)



“Sabia que o mundo cresceu? Toda vez que você toca o coração de alguém, entramos na sua memória e permanecemos lá. É assim que nós conquistamos nosso lugar no mundo: sendo quem somos.”(pág. 68)







ANÁLISE TÉCNICA:





-CAPA-



Um guidom de bicicleta entrando em uma via branca, ladeada por figuras como se fossem grafitadas e coloridas.



Tem tudo haver com o livro e ficou muito bem feita por IberáJunior, usando a técnica doodle(é uma palavra inglesa para referir um tipo de esboço ou desenho realizado quando uma pessoa está distraída ou ocupada. A palavra portuguesa é "rabisco". São desenhos simples que podem ter significado concreto de representação ou simplesmente representar formas abstratas.[Wikipédia]).



(nota:5,00 de 5,00)







-DIAGRAMAÇÃO:



Folhas amareladas e letras pretas.



Dividido em: dedicatória; prólogo; sumário; capítulos com títulos e sem numeração; e, sobre a autora.

 



Alguns capítulos tem desenhos que representam o assunto abordado naquele capítulo e alguns também identificados pelo ano que se passa.

 




A diagramação é simples, porém bem eficaz.



(nota: 5,00 de 5,00 )







- ESCRITA:



A narrativa é feita em 3ª pessoa desconhecida, dando uma visão geral de todos os protagonistas.



Não observei erros nem de grafias, nem de ortografia, o que mostra uma correção perfeita.



A linguagem é acessível e contemporânea. Capítulos e parágrafos curtos e de claro entendimento, facilitam a leitura.





(nota:5,00 de 5,00)







CITAÇÃO: “[...]A emoção de ajudar alguém a se tornar um ser humano com amor é algo mágico.”(pág. 85)





“[...] os imprevistos só se tornavam problemas para os desavisados que não se mantinham preparados para enfrentá-los a qualquer momento. ‘Manter-se pronto é fundamental para prosseguir com sucesso.’”(pág. 142)





RESUMO SINÓPTICO:



ELIZABETH era responsável pela parte da comunicação de uma empresa que patrocinava as Olimpíadas.

Viajava por todo o mundo fazendo avaliações e contatos.



MÁRIO era profissional da comitiva das Olimpíadas e viajava pelo mundo, embora tivesse casa fixa no Rio de Janeiro.



Inevitavelmente o encontro dos dois iria acontecer em um momento. Acabam se casando em 1984 quando Mário é transferido para organizar as Olimpíadas de Seul. Elizabeth acaba sendo contratada pelo COI para acompanhar Mário.



Em 1991 Elizabeth foi para África, mais especificamente em Soweto, terra de grande segregação racial e de Nelson Mandela... Lá passa mal e tem um desmaio, é acolhida por uma das famílias palpérrimas que lhe oferece uma água bem suspeita, sem tratamento...



Retorna ao Rio de Janeiro e descobre que está grávida. Começa aí toda mudança de vida de Elizabeth. De uma profissional gabaritada, que viaja mundo a fora, decide ser mãe em tempo integral.



Começa então busca por um imóvel perto dos pais de ambos, entretanto, o mercado imobiliário não se mostrou favorável ao tipo de imóvel desejado por Mário, com quintal e espaço para criar o filho. Quando encontravam um no Rio, o preço não estava no orçamento deles.



Mário tem de ir à Curitiba e Elizabeth o acompanha. Lá, enquanto o marido participava de reuniões, ela passeava e conhecia a cidade e aprendia com as pessoas. Decide que vai se estabelecer por lá, onde a tranquilidade era maior que no Rio e poderia cuidar de seu filho André.



André transforma a vida de Elizabeth...Entre amigos do condomínio, escola, decepções, desprezo, André descobre no ciclismo um motivo para superar as dificuldades e descobre sentido para sua vida: quer ser atleta paraolímpico...



Na vida de André ainda outras pessoas fazem parte de sua trajetória: Um médico que monta robôs, a filha de uma adolescente sozinha, um atleta aposentado ensinando André superar limites e viver seu sonho.





CITAÇÃO: “É mais simples reconhecer o talento do que a dedicação, pois o talento é u dom e a dedicação é uma opção ao alcance de todos.”(pág. 157)





“[...] E tudo começa na armadilha de fazer demais. É possível fracassar quando se faz uma apresentação e não se consegue atingir o público ou quando se prepara um jantar e a comida fica horrível, mas como fracassar sendo exatamente quem a gente é?”(pág. 238)





ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTORA:



Já havia me encantado com um livro anterior da autora – A Fortuna/Saga da Riqueza – resenhado aqui no blog e qual não foi minha surpresa ao receber o exemplar de “O menino que pedalava”, não esperava e fiquei bem feliz pela lembrança da autora.



Tudo bem, estou enrolando... vocês querem é minha opinião. Vamos lá...É que ainda estou digerindo toda história que mistura fatos reais com uma ficção bem escrita, em um enredo conquistador de luta pela sobrevivência e de superação de preconceitos.



Pode parecer uma estória simples de dois profissionais capacitados, envolvidos com a preparação das olimpíadas pelo mundo a fora e quando a protagonista engravida, decide deixar o profissionalismo de lado para dedicar-se exclusivamente ao filho...entretanto, o filho é alguém bem especial e os pais decidem prepará-lo para enfrentar o mundo...



O livro todo mexeu muito comigo, primeiro pela simplicidade com que os fatos vão sendo apresentados ao leitor, de forma que não haja choque com a verdadeira realidade de André, menino determinado a superar suas limitações e em busca de um sentido para vida.



Depois pela lição de vida que o livro transmite. Apesar das limitações, André busca justamente no esporte a cura para alma, o sentido para ir em busca de objetivos maiores, mostrando que não há deficiência que pare a vontade de seguir em frente, ter um foco, um objetivo de vida que o faça feliz.



Fui tocada por minha inércia. Sim, minhas pequenas dificuldades por vezes me paralisa a determinadas ações e poder ler sobre uma criança com problemas bem maiores que o meu, sentir-se ativo e tornar-se um desportivo atleta, me incentivou ao movimento...e por coincidência, justamente na bicicleta que é o que venho praticando em casa.



E para superar todas as dificuldades, ainda tem o amor de uma mãe dedicada que larga tudo para acompanhar o desenvolvimento do filho nas várias etapas de sua vida em busca de sucesso e felicidade. E não se sente frustrada com a decisão que tomou, ao contrário, mostra o que é o verdadeiro amor e o quanto uma família bem estruturada é importante.



Extasiada com o livro e recomendo para quem gosta de lições de vida e superação. “Este é um livro sobre superação em meio a conquistas, obstáculos, amor e heroísmo escrito nos bastidores da vida.”





NOTA : 5,00 de 5,00


 






SOBRE O AUTORA:

 Cassia Cassitas



Cassia Cassitas fez carreira na área tecnológica. Com vinte anos de atuação em grandes empresas no Brasil e exterior, participou de projetos inovadores e prospecção de novas tecnologias, sem se desvincular da área acadêmica.



Como professora, integrou a equipe de várias instituições de ensino superior. Como aluna, especializou-se em Engenharia da Informação, Didática do Ensino Superior e Filosofia e Existência. Atualmente, Cassia estuda francês e inglês, é colaboradora da ISAE/FGV e participa ativamente de seminários e palestras.



Mãe de dois adolescentes que devoram livros, Cassia publicou sua primeira obra, Domingo O Jogo, em 2010, quando alcançou o topo do ranking dos livros eletrônicos mais vendidos no Brasil. Em 2011, lançou a versão em inglês Sunday the Game.



Em 2012, lançou seu primeiro romance Fortuna A Saga da Riqueza, sobre a prosperidade de quatro gerações culminando na bolha imobiliária americana de 2008. Em 2013, lançou a versão em inglês Saga of Wealth e a segunda edição de Fortuna A Saga da Riqueza.



Viajando assiduamente pelo mundo e pelos livros, Cassia Cassitas vive em Curitiba, com sua família, seus sonhos e livros.


Exemplar cedido pela autora!
cheirinho
Rudy
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