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sábado, 28 de março de 2020

AMOR DIMENSÃO 5



As pessoas que se habituam a ler apenas os últimos lançamentos da moda não fazem ideia do deleite que é vasculhar algum sebo (ou, no meu caso, as estantes do P.U.L.A. – Passe Um Livro Adiante) e se deparar com estranhas preciosidades como “Amor Dimensão 5”, antologia de ficção científica publicada em 1969 pela GRD, editora soteropolitana. Eu, particularmente, considero uma delícia ler histórias sobre o futuro escritas no passado: elas trazem um sabor único, inigualável, que é uma mistura de ingenuidade e presciência, de nostalgia e assombro.

Um ótimo exemplo é o conto “Amor & Cia”, de Robert Sheckley. O autor imaginou um futuro onde, por um lado, ainda teríamos filmes como  “Tarzan Contra as Mulheres-Vampiro” e, por outro, onde o capitalismo selvagem chegaria ao ponto de tornar legal a compra e venda de qualquer coisa, fosse um assassinato...  ou o amor verdadeiro.

Dois dos sete autores presentes na coletânea são monstros sagrados da FC: Isaac Asimov (com o ótimo “Numa Boa Causa”, que eu certamente li em algum outro livro do Bom Doutor) e Ray Bradbury (com o desconfortavelmente atual “Rondam Tigres”, que fala da ganância dos homens ao devastar os recursos planetários, dentre outros assuntos fascinantes).

“Em Busca de São Tomás de Aquino”, de Anthony Boucher, traz uma interessante distopia de uma tecnocracia que persegue a religião, além de uma curiosa invenção: o robasno (será “robass” ou “robotass” no original?). Já “A Zebra Empoeirada”, de Clifford Simak, é uma bem-humorada historieta sobre trocas interdimensionais.

“Os Sonhos São Sagrados”, de Peter Phillips, destaca-se por ter cometido uma falha que autores mais experientes (como os colegas de coletânea Asimov e Bradbury) sabiam melhor  como evitar: descrever de forma minuciosa uma tecnologia fictícia, ficando vulnerável a uma rápida desatualização diante do inexorável avanço da ciência. Se o autor tivesse se esmerado menos em descrever como sua viagem ao inconsciente alheio funciona, sua história teria envelhecido melhor.

Por fim, o conto que fecha a coletânea: “A Função Cria o Orgasmo”, da autora francesa Belen. Não consegui descobrir nada sobre ela, mas por essa amostra gostei muito. Belen consegue a proeza de escrever um autêntico conto de FC extremamente feminino, audacioso (ainda mais para a época) e libertário.

Muito legal saber dessa editora GRD, que publicou contos de FC de tal qualidade em plena ditadura militar e ainda por cima na minha querida cidade de Salvador, Bahia!

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Qual é o seu tipo de monstro? Faça o teste e descubra!

“Em nossa cidade habitam monstros, como em todas as outras.
A diferença é que aqui ninguém finge que eles não existem.
Há pessoas normais em nossa cidade também. É claro.
Ser normal é só a maneira mais ordinária de ser monstruoso.”


Compre agora “Favela Gótica”, segundo romance de Fabio Shiva:



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O HOMEM QUE VENDEU A LUA – Robert A. Heinlein


Sempre é uma delícia ler os livros do Heinlein, um cara tão criativo e original que aprendeu a jogar xadrez antes de aprender a ler! É dele um de meus livros favoritos de ficção científica: “Estranho Numa Terra Estranha”, a instigante e provocativa história de uma espécie de Jesus marciano que vem à Terra. É dele também o meu conto favorito de FC: “...E ele construiu uma casa torta”, sobre um homem que constrói uma casa como um Tesseract (um Hipercubo de quatro dimensões) aberto, quando acontece um terremoto e...

Só por aí dá para ver que imaginação é o que não falta ao querido Robert Anson Heinlein. Esse “O Homem Que Vendeu A Lua” traz os primeiros contos de sua extensa “História do Futuro”. Publicado originalmente em 1950, hoje essas histórias despertam mais o interesse pelo lado nostálgico que pela parte futurista em si. Mas ainda há ideias bem instigantes e até hoje inovadoras aqui, como o conceito de cidades rodovias, com pistas rolantes levando milhares de pessoas por vez daqui para ali... Há também alguns toques proféticos, como na história do inventor que descobre uma energia limpa e gratuita e é perseguido pelas grandes corporações do petróleo... Seja como for, a leitura de Heinlein é sempre interessante!

Em meu livro “O Sincronicídio” prestei uma singela homenagem a esse genial autor ao batizar um computador corporativo que prevê o futuro com o nome de Anson. Daí a sincronicidade de encontrar esse livro do Heinlein justamente quando eu estava terminando de reler um do Asimov, outro gênio homenageado em meu romance. E viva a sincronicidade!
\\\***///


A MARCA – Fabio Shiva

Um intrigante conto de mistério e assassinato que tem como pano de fundo a saga dos Anunnaki... “A MARCA” foi originalmente publicada em “REDRUM – Contos de Crime e Morte” (Caligo Editora, 2014), sendo um dos sete contos selecionados para a antologia. Em 2016 a história foi republicada no livro duplo de contos “Labirinto Circular / Isso Tudo É Muito Raro”, de Fabio Shiva (Cogito Editora). E agora está disponível aqui. Boa leitura!
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5825862


domingo, 23 de julho de 2017

O FUTURO COMEÇOU (THE EARLY ASIMOV Book One) – Isaac Asimov



Por volta de 2005 fui presenteado pela querida amiga Leila de Souza Mendes com uma majestosa coleção de pockets de Agatha Christie e Isaac Asimov, que devorei com infinita alegria e gratidão. Esse “Early Asimov”, coletânea dos primeiros contos escritos por Isaac, um dos primeiros que li, foi uma leitura muito marcante. Pois cada conto é acompanhado por um relato do próprio Asimov sobre as circunstâncias em que foi escrito e todo o processo para que cada história fosse vendida para uma das muitas revistas de ficção científica que circulavam nos Estados Unidos durante as décadas de 1930 e 1940.

Esses relatos são simplesmente deliciosos, não raro bem mais interessantes que as histórias em si, que afinal são os primeiros esforços de um jovem de pouco mais de 18 anos, que ainda escreveria obras muito mais marcantes e que acabaram consagrando-o como um dos principais nomes da ficção científica no século XX. Asimov tem um jeito muito cândido e cativante de falar sobre seu processo literário, encarando com muito bom humor a própria vaidade e outras vicissitudes dos escritores. Para o leitor, é um deleite adentrar “por trás dos bastidores” e conhecer um pouco sobre as motivações e desafios do escritor, sobre técnicas de escrita e mercado editorial. Para o aspirante a escritor que eu era ao ler esse livro pela primeira vez, então, é um aprendizado muito rico e inspirador!


E a segunda leitura, feita mais de dez anos depois, trouxe novos aprendizados e descobertas. Por sincronicidade, durante a leitura me deparei com um interessante artigo (https://www.1843magazine.com/culture/the-daily/if-you-think-scifi-is-about-the-future-think-again), que afirma que a ficção científica pode estar mais interessada no passado e na nostalgia que propriamente no futuro. E nostalgia é bem a palavra-chave para definir o prazer de ler esses primeiros escritos de Asimov hoje.

É muito interessante ler textos sobre o futuro escritos há tantos anos. Primeiro, pelo tanto que o autor foi capaz de vislumbrar. No caso de Asimov, não foi pouco: ele foi o primeiro a utilizar a palavra “robótica” (embora ainda não nesses primeiros contos) e não é exagero afirmar que a ciência robótica deve muito ao seu gênio imaginativo. Entretanto, ao menos em minha opinião, não é menos instrutivo e divertido observar, beneficiado pelo ponto de vista do futuro, o quanto um autor de ficção científica ainda fica condicionado às tecnologias e costumes de sua época. Isso vale como um precioso lembrete do quanto temos de condicionamento dos valores e crenças de nosso tempo, que muitas vezes tomamos como eternos, quando não passam de modismos que mudam daqui para ali.

E esses primeiros e imaturos escritos de Asimov são muito férteis nesses deliciosos anacronismos. Muitos são de ordem estritamente tecnológica, como dois astronautas às voltas com um manual mimeografado em uma nave espacial, ou um marciano (e terráqueos do futuro) que datilografa seus escritos em uma máquina de escrever. Mas os mais interessantes, para mim, são o de ordem social, como vermos um eminente psicólogo galáctico que tem por esposa uma típica Amélia dona de casa, cuja ocupação principal é preparar o jantar do maridão...

Por falar em psicologia, nessa segunda leitura achei muito tocante o desconhecimento de Asimov a respeito, que o levou a considerar a psicologia como uma ciência exata, colocando o psicólogo no papel de um super-homem, com o poder de prever e influenciar o comportamento dos outros a partir de fórmulas matemáticas. Um conceito ingênuo, certamente, mas que acabou culminando na formulação da interessantíssima “Psico-história”, ciência inventada por Asimov que seria capaz de prever com exatidão o futuro, desde que aplicada a grandes quantidades de seres humanos.

Esse conceito da Psico-história, bem como outras ideias geniais de Asimov, acabaram sendo alvo de um tributo de minha parte, em meu primeiro romance, “O Sincronicídio”, que comecei a escrever pouco tempo depois de ler “Early Asimov” pela primeira vez. Não à toa, o mote que motivou a trama do livro foi: “As bodas alquímicas de Isaac Asimov e Agatha Christie, com as bênçãos do padre Hermann Hesse”.

Como acabei de reler um da Agatha antes desse do Isaac, é certo que está na hora de reler algum do querido Hermann...

  

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ESCRITORES PERGUNTAM, ESCRITORES RESPONDEM
Escrever para quê? 
Doze escritores dos mais diversos estilos e tendências, cada um de seu canto do Brasil, reunidos para trocar ideias sobre a arte e o ofício de escrever. O resultado é este livro: um bate-papo divertido e muito sério, que instiga o leitor a participar ativamente da reflexão coletiva, investigando junto com os autores os bastidores da literatura moderna. Uma obra única e atual, recomendada a todos os que amam o mundo dos livros.
Disponível no link abaixo, leia e compartilhe:
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5890058

 

sábado, 1 de março de 2014

NÊMESIS – Isaac Asimov



Essa leitura começou cercada de sincronicidade, o que me confirmou que era mesmo o livro que eu precisava ler agora. Um dos últimos livros escritos por Asimov, apenas três anos de sua morte, “Nêmesis” conta a história da descoberta de uma estrela próxima ao sistema solar, aparentemente em rota de colisão... Na época em que o livro foi escrito (1989), os astrônomos estavam teorizando sobre a possível existência desse sistema planetário, e parece que chegaram a batizar o achado hipotético de “Nêmesis”. Pouco depois, a descoberta de um novo corpo orbitando o sistema solar foi divulgada pela imprensa (até pelo NY Times), que chamaram esse astro desconhecido de “Planeta X”. Logo em seguida, no entanto, o assunto deixou de ser mencionado, ao menos oficialmente. Pois cada vez mais surgiram comentários sobre “Nibiru”, “Hercolubus”, “Segundo Sol” e outros nomes similares na Internet, com variados níveis de seriedade.

Creio mesmo que Asimov inspirou-se na descoberta inicial do Planeta X para escrever sua história, pois em dado momento é mencionado um ciclo de 25 milhões de anos, que basta tirar três zeros para se equiparar ao ciclo atualmente calculado para a órbita do Sol em torno de Alcione (segundo afirmam alguns), sendo de 25 mil anos o giro do Sol completo ao redor da Eclítica, o que gera as tão famosas Eras de Aquário etc.

Isso tudo foi só para dizer que foi emocionante para mim ler um de meus autores favoritos tratando de temas que eu mesmo tenho pesquisado com afinco recentemente, uma bela surpresa!

Quanto à história, começa meio morninha mas vai esquentando à medida que as surpresas vão aparecendo... basta dizer que o Bom Doutor faz questão de afirmar no prefácio que “Nêmesis” não está ligada nem ao ciclo dos Robôs nem à saga Fundação, mas no decorrer da história vamos vendo que não é bem assim... o leitor fiel de Asimov encontrará muitas citações e referências para seu deleite!

E também algumas frases inspiradas, marca registrada de Asimov em sua Fundação, sendo a melhor delas em minha opinião:

“A violência é o último refúgio dos incompetentes.”

Aqui encontrei algumas interessantes também, embora marcadas por um certo travo de desilusão:

“Mentir dá muito trabalho. Se as pessoas fossem realmente preguiçosas, diriam sempre a verdade.”

“A natureza tem o mau hábito de derrubar todas as nossas supostas certezas.”

“A maioria atravessa a existência procurando um significado sem encontrá-lo e termina a vida imerso em desespero ou resignação.”

Viva Asimov!



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Conheça O SINCRONICÍDIO:
http://caligoeditora.com/
 



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ISAAC ASIMOV’S ROBOT CITY V. 4 – PRODIGY – Arthur Byron Cover



Bem-vindos à Cidade Robô, onde as Três Leis da Robótica são tudo o que é preciso para manter a paz e a harmonia entre seus habitantes... será?
Nem tudo é tão tranqüilo, pois quando um inusitado surto de criatividade atinge os robôs, os resultados são imprevisíveis: um robô artista, um robô que treina para contar piadas, outros que montam um grupo de jazz, outro que comete roboticídio...


O ritmo da trama é aventuresco e juvenil, uma diversão leve para os fãs de Asimov. Esse livro faz parte de uma série de seis, cada um escrito por um autor diferente. Não creio que tenha sido ou que jamais venha a ser publicado no Brasil.

Só para true fans do Bom Doutor!



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ANUNNAKI – Mensageiros do Vento

http://youtu.be/tJhDrVK-BOQ



terça-feira, 21 de maio de 2013

MEIA-NOITE – Dean R. Koontz




Ler esse livro me possibilitou fazer algumas conexões interessantes:

* Koontz / King – fiquei o tempo todo imaginando como teria sido essa história nas mãos de Stephen King. A trama segue bem uma das especialidades de King: uma força maligna instala-se em uma pequena cidade americana, convertendo seus habitantes em servos do caos e da destruição. Segue-se a progressiva desarticulação da rede social até a entropia total do sistema.

* Koontz / Asimov – os dois parecem ser escritores do tipo verborrágico, de quem as palavras parecem jorrar com espantosa facilidade. Tanto um quanto outro destacaram-se em um subgênero específico da literatura (terror no caso de Koontz / ficção científica no de Asimov), mas publicaram muitos outros livros em estilos totalmente diversos. Os dois seguem uma fórmula própria bem característica, que torna seus estilos inconfundíveis.

* Terror / Heavy Metal – o filho do protagonista de “Meia-Noite” é fã de Black Metal, vertente satanista e nihilista do rock pesado. Talvez por isso, tenham ficado mais óbvias as pontes entre o subgênero literário e o subgênero musical. Tais como a predominância de motivações adolescentes por detrás do tratamento ostensivamente adulto, o apego excessivo a jargões e clichês, o gosto pela velocidade e pela estridência. Penso que os livros e filmes de terror, bem como as canções de heavy metal, são regidos sobretudo pelo Arcano do Carro, dentre as cartas do Tarot.

* Koontz / H. G. Wells – foi no mínimo uma deselegância do autor contar o final de “Guerra de Mundos” e “A Ilha do Dr. Moureau”, ambos clássicos de H. G. Wells. Está certo que Koontz bebeu dos dois, mas não precisava tornar a “homenagem” tão explícita...

Comecei lendo palavras, depois frases, depois parágrafos, capítulos, páginas...



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Aproveito para convidar você a conhecer o livro O SINCRONICÍDIO:

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MANIFESTO – Mensageiros do Vento
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quarta-feira, 17 de abril de 2013

827 ERA GALÁCTICA – Isaac Asimov




Quando encontrei esse livro no excelente Sebo do Daniel, na Praça da Sé, quase dei um pulo de alegria, pois pensei: um livro de Asimov que ainda não li!

Como é que eu iria imaginar que “827 Era Galáctica” foi a tradução criativa para “Peeble in the Sky”, que vertido para o bom baianês seria algo como “Pedrinha no Céu”???

Tudo bem, fazer o que... depois da decepção inicial, comecei a (re)ler o livro... e não consegui largar até chegar à última página! E que bom que eu tive a oportunidade de reler esse, que ocupa uma posição especial na vasta bibliografia de Isaac Asimov.

Pois as histórias de FC do bom doutor seguem duas grandes linhas principais: Robôs e Fundação. Juntas, essas dezenas e dezenas de livros contam uma fascinante história do futuro, abrangendo uma escala de centenas de milhares de anos e milhões e milhões de planetas habitados... pois tudo em Asimov é mesmo grandioso, essa é uma de suas características mais deliciosas!

Pois então, é justamente nesse livro, que agora aprendi a chamar de “827 Era Galática”, que Asimov faz uma costura magistral entre esses dois grandes arcos de histórias (escritas ao longo de décadas e completamente fora da ordem cronológica de leitura)... para um fã de carteirinha do bom doutor, certamente esse é um livro que vale a pena ler de novo!

Mas afinal o que acontece em 827 Era Galáctica? Nada demais, para variar: apenas uma ameaça capaz de exterminar toda a vida humana nos duzentos milhões de mundos colonizados!

Viva Asimov!


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domingo, 3 de março de 2013

NO LIMIAR DA FUNDAÇÃO – Isaac Asimov



A trilogia “A Fundação” foi eleita certa vez a “melhor série de fantasia e ficção científica de todos os tempos”, premiação polêmica e constantemente zoada pelo próprio Asimov (que achava que “O Senhor dos Anéis” deveria ter vencido). Ainda assim, o prêmio (que só foi conferido essa única vez) atesta a força e o encanto dessa maravilhosa história do futuro bolada por Isaac Asimov.

Pois muito bem. Mais de vinte anos depois, ele finalmente cedeu aos insistentes apelos de editores, fãs e até de outros escritores (um deles queria de todo jeito continuar ele mesmo a história), e resolveu escrever a sequência da trilogia. O resultado é esse livro (“Foundation’s Edge” no original), que considero melhor que os três anteriores da saga e até mesmo um dos melhores escritos pelo bom doutor.

Melhor no sentido de que nesse livro Asimov aproveita para tecer uma única e grandiosa história com suas dezenas e dezenas de livros de FC escritos ao longo dos anos. É nesse livro que ele unifica as histórias dos robôs e as histórias da Fundação em uma só trama, colocando “de quebra” várias histórias avulsas como “Fim da Eternidade”, outra favorita minha.

Golan Trevize, Conselheiro da Fundação, desconfia que a Segunda Fundação não foi totalmente destruída. Ele acaba falando demais, e é exilado de Terminus com uma missão secreta: atuar como um “para-raios” para a Fundação. Janov Pelorat, o historiador que o acompanha nessa empreitada, tem um grande sonho: provar que existiu de fato a lendária Terra, suposto único planeta de origem dos quadrilhões de seres humanos que infestam a galáxia... isso é só o começo da aventura!

Reli esse livro feliz da vida: era exatamente o que eu estava precisando!




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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O HÁLITO DA MORTE – Isaac Asimov




Um romance policial escrito pelo mestre da ficção científica!!!

Uma deliciosa iguaria que pude devorar graças ao carinho da querida amiga Lua!

A história (escrita em 1958) segue o padrão clássico do “whodunit”, mas com o toque especial do Bom Doutor: o assassinato acontece no laboratório de química de uma universidade, e só pode ter sido cometido por um químico experiente... teria sido um dos professores? Ou um dos alunos do doutorado?

O professor Louis Brade tem o melhor dos motivos para investigar o mistério: ele é o maior suspeito do assassinato!

Asimov aborda o tema com grande propriedade, sendo ele mesmo doutor em química. Sem falar de seu jeitinho especial de falar de ciência de uma forma sempre interessante e envolvente!

O mundo acadêmico, com suas picuinhas e egocentrismos, é também muito bem descrito, sendo resumido pela célebre máxima: “publish or perish” (publicar ou perecer). Considero essa obsessão com a quantidade uma das maiores deformações da ciência moderna, pois leva não à busca pela verdade, que deveria ser a meta de todo cientista, mas à busca por status e prestígio... uma ciência conduzida assim gera monstros, em minha opinião.

Quanto ao mistério, um leitor assíduo de Agatha Christie não encontrará grandes dificuldades em adivinhar o assassino, creio eu. O que não tira a diversão da leitura, muito bem amarrada com os capítulos sempre terminando em suspense.

E de quebra, o livro ainda traz uma bela mensagem de fé em si mesmo e coragem!

Viva viva viva as costeletas de Isaac Asimov!!!


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Quero registrar ainda que esse livro chegou para mim envolvido em uma surpreendente sincronicidade, o que me fez perceber com mais leveza uma situação muito difícil. Deus fala com a gente o tempo todo. Só precisamos estar atentos para escutar.

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

SEGUNDA FUNDAÇÃO – Isaac Asimov




Reli com alegria esse que é o terceiro livro da trilogia básica da “Fundação”, escrita entre 1941 e 1953. Décadas depois, em 1982, o Bom Doutor deu prosseguimento a série com o livro “Foundation’s Edge”, após apelos insistentes de leitores fanáticos e editores com promessas de bolsas cheias de dinheiro...

A história da “Fundação” em resumo: milhares e milhares e milhares de anos no futuro, existe o Império Galático, formado por milhões de planetas colonizados pelo homem a partir de um planeta matriz (a Terra) cuja origem se perdeu nos confins da memória... O Império vive seus dias de glória, e apenas um jovem e talentoso matemático percebe que por trás da opulência a decadência já estende suas garras. Esse homem é Hari Seldon, o fundador da Psicohistória, ciência que é capaz de profetizar a queda do Império e um futuro tenebroso de 30.000 anos de barbárie...

Para salvar a Galáxia, Seldon arquiteta um plano ambicioso (a partir daí conhecido como o Plano): ele cria duas Fundações destinadas a preservar o conhecimento científico e a guiar a humanidade rumo ao Segundo Império, de tal forma que os 30.000 anos de trevas sejam reduzidos a um único milênio.

Os livros um e dois da saga tratam da primeira Fundação, a mantenedora do conhecimento científico. Esse terceiro (“Second Foundation” no original) trata da Segunda Fundação, a mais importante, e por isso mesmo mantida em segredo absoluto. Lá, desenvolvendo os poderes da mente, são treinados os futuros Senhores da Galáxia...

Só por aí já dá para sacar uma das características que mais amo em Asimov: ele não tem o menor receio em ser grandioso!!!

Outras coisas que amo nele: as ideias científicas e sua aplicação ultracriativa nas histórias, e também o extremo “cavalheirismo” de seus personagens. Todos, inclusive e principalmente os vilões, expressam-se com o máximo de educação e racionalidade, mesmo quando apontam uma pistola desintegradora para o herói e a mocinha... é massa!!!

Bom, agora só me resta dizer: viva Asimov!!!



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FUNDAÇÃO E IMPÉRIO – Isaac Asimov



Estava com saudades do Bom Doutor e resolvi reler esse que é o segundo livro da clássica série “Fundação” (título original: “Foundation and Empire”).

As histórias dessa saga têm um sabor espacial especial!!! Asimov usa um estilo todo próprio para escrevê-las, bem diferente de seu usual. Tenho para mim que o modelo maior para “Fundação” foi Shakespeare em suas tragédias históricas.

Imagine que tirada de sarro, uma saga de ficção científica escrita nos moldes de uma tragédia elisabetana! Isso explica porque “Fundação” ganhou o prêmio Hugo de melhor série de ficção e fantasia de todos os tempos, batendo inclusive “O Senhor dos Anéis” de Tolkien (que o próprio Asimov considera superior).

As pistas que tive para chegar a essa conclusão foram:

* A história é contada em grandes saltos no tempo, de um capítulo para outro, exatamente como nos atos da peças de Shakespeare.

* As cenas de batalha quase sempre acontecem “off-stage” e são narradas a posteriori.

* Last but not least [por último mas não menos importante], a escandalosa pista do Bobo da Corte! É o figuraça Magnifico Giganticus, personagem da história que o próprio Asimov elege como sua favorita da saga, “A Mula” (em inglês “The Mule”).

E por falar em Mula... acho que enfim descobri o porquê de Asimov ter “empacado” com esse nome para batizar o seu Gengis Khan galáctico!

É o tributo do autor ao seu tempo. Um detalhe da história que hoje parece estranho e antiquado, como as cenas em que os personagens fumam um cigarro atrás do outro nas espaçonaves (curioso que o próprio Asimov não fumava e nem bebia).

Essa descoberta traz uma emoção especial para um fã de carteirinha como eu.

A parte científica da história continua instigante: a psico-história (uma ciência capaz de prever os destinos do Império Galático), o visi-sonor (instrumento que toca uma música de imagens) e muito mais. É a parte da ficção que ficou tão saborosamente datada: a humanidade extraterrestre de milhares de anos no futuro espelha a América dos anos cinquenta!

Em minha opinião, essa combinação é uma delícia!

Viva Asimov!




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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

AZAZEL – Isaac Asimov




Azazel é um demônio (ou ser extragalático, fica a critério do leitor), cuja aparência é bem condizente com a imagem tradicional: ele é vermelho, tem chifres e um rabo pontudo. Só há um pequeno (literalmente) detalhe que o faz diferente: Azazel tem apenas dois centímetros de altura...

Isso em termos de aparência, pois em termos de personalidade, nosso diabinho está mais para um anjinho, pois está sempre disposto a usar seus poderes para ajudar a incrivelmente atrasada raça humana. Não é culpa dele se toda vez que tenta ajudar alguém os resultados são desastrosos... que o diga seu fiel escudeiro George, amigo de Azazel e seu cúmplice nas mal-sucedidas tentativas de fazer boas ações.

“Azazel” é uma coletânea de dezoito contos trazendo essa figurinha simpática e divertida. São contos onde Asimov explora sobretudo sua veia humorística. São histórias leves, despretensiosas, cujo único intuito é divertir. E elas conseguem alcançar muito bem seu objetivo!

Uma curiosidade é que o próprio Asimov é o interlocutor que ouve as aventuras de George e seu amiguinho de outro mundo. Algumas das partes mais cômicas são justamente as em que George esculacha sem a menor cerimônia com os dotes literários de nosso bom doutor!

Viva Asimov!!!



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