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sábado, 28 de fevereiro de 2015

DEUSES E HERÓIS – Zelita Seabra


Bela compilação, que apresenta de forma sintética e bem didática as principais histórias da mitologia grega, além do resumo esquemático da Ilíada e da Odisseia, apresentadas canto a canto. O livro encerra com um extenso glossário, que torna a obra útil e relevante para estudantes e demais interessados na Grécia antiga.

Para mim o deleite maior foi retornar ao maravilhamento que experimentei durante a leitura da Ilíada e da Odisseia. Como no momento estou assistindo pela segunda vez a uma versão televisiva do Mahabharata, o colossal épico indiano, fiquei pensando muito no encanto e na riqueza imorredoura dos grandes clássicos.

O que, por extensão, me levou a pensar sobre essa curiosa enfermidade mental dos tempos modernos, que é considerar o novo como sempre melhor que o antigo. Creio que essa doença que afeta a percepção e o julgamento tem sua origem em dois grandes movimentos coletivos, que são o Evolucionismo Cultural e a Indústria do Consumo. Por um lado, o Evolucionismo Cultural (uma adaptação meio “Mandrake” da Teoria da Evolução à sociedade humana, que foi concebida para justificar o Imperialismo Europeu) nos induz a considerar como ápice de realização e sabedoria humanas o cidadão europeu (e, mais recentemente, norte-americano) médio. Por outro lado, a Indústria do Consumo hipnotiza corações e mentes para comprar a última novidade, que sempre será melhor e mais interessante que a novidade de ontem, que deve ser descartada como lixo inútil, pois só assim se mantém a grande roda dourada do consumo funcionando...

E daí resulta esse curioso fenômeno, que é haver tantas pessoas achando imprescindível ler e ver os Cinquenta Tons de Cinza, e que talvez nem saibam se a Odisseia, a Ilíada e o Mahabharata são de comer ou de passar no cabelo...

Acho triste, isso.

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ANUNNAKI – Mensageiros do Vento



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Misery - Stephen King



Paul Sheldon é um famoso escritor que ao sofrer um acidente de carro é socorrido por Annie Wilkes.
Depois de vários dias desacordado,Paul enfim desperta para encarar sua salvadora.Annie, além de uma ótima enfermeira é também a fã número um dos livros de Paul Sheldon.
Quando Annie descobre que "Misery",a moça da famosa série de livros escritos por Paul morre no último livro as coisas se complicam.Paul começa a notar que sua fã número um tem sérios distúrbios psicóticos e está disposta a tudo para que ele "ressuscite " Misery.As limitações de Paul são muitas pois está com as pernas quebradas e isolado na casa de Annie  no Colorado.Chuva e neve tornam tudo ainda pior,e fugir é impossível.Em pouco tempo,Paul Sheldon  vai descobrir que Annie é perigosamente louca.

Falar de livros do Stephen King pra mim é sempre um prazer imenso,pois é o meu escritor favorito.
É  incrível a capacidade que o King tem de nos prender à uma leitura.Em Misery já iniciamos o livro com Paul acordando no quarto de hóspedes de Annie.Diferente de outros livros do autor em que as coisas demoram a acontecer,aqui de imediato já nos vemos de frente com o "depois" do acidente de Paul onde as coisas já começam a ficar pretas.O livro se passa praticamente na casa de Annie,mais precisamente no quarto de hóspedes.E isso por si só já é algo complicado pois como manter o interesse de um leitor sem uma mudança de cenário,em grande partes só com os pensamentos do protagonista?É  ai que entra a magia do grande mestre.Ele consegue nos levar à uma angústia e um desespero tão grande sem que em nenhuma parte do livro o leitor perca o interesse.E tudo isso só com dois personagens interagindo.
Misery é diferente da maioria dos livros do King pois aqui nada de sobrenatural.Tudo é de uma realidade tão crua que chega a assustar..É  um suspense psicológico onde o autor  nos choca com as coisas que Annie faz com Paul.Em certo ponto do livro eu me perguntava será que vale a pena Paul sobreviver depois disso?Houve partes em que Paul e eu só queríamos que a morte viesse e desse um fim aquele suplício.
Uma leitura excelente, não dá pra parar de ler.Por muitas vezes eu passava do desespero ao alívio sem nem perceber que eu era apenas o leitor do livro e não Paul Sheldon ,tanto que  atmosfera do livro ficou impregnada em mim.Misery é um livro que há muito eu desejava ler mas infelizmente havia deixado de ser publicado no Brasil há anos.Era um livro raro de se encontrar até que a Suma de Letras resolveu republica-lo para a minha grande alegria e de outros fãs do Stephen King.Leitura de primeira!!!



Essa é a capa da edição de 1991 da Editora Francisco Alves.Uma raridade não encontrada nem em sebos.




Cena do filme "Louca Obsessão" de 1990 com Kathy Bates e James Caan,baseado no livro Misery.

sábado, 16 de novembro de 2013

ENEIDA - Virgílio



Não há como falar desse grande clássico da literatura mundial sem mencionar a “Ilíada” e a “Odisseia” de Homero, que foram sua grande inspiração. Tanto que dos doze capítulos da “Eneida”, os seis primeiros são uma imitação da “Odisseia” e os seis seguintes bebem diretamente da “Ilíada”.

Vamos usar uma analogia cinematográfica: imagine que você assiste um filme maravilhoso (“Ilíada”), e depois vem a continuação, que consegue a proeza de ser ainda melhor que o primeiro filme (“Odisseia”). Tempos depois, surge uma terceira parte da saga, com outro diretor, só uma pequena parte do elenco original... mas mesmo sabendo que não será tão bom quanto os dois primeiros, você está lá na primeira fila, pois quer viver novamente aquelas emoções, mesmo que com menos intensidade...

Esse era o meu desejo ao ler a “Eneida”, o de reviver ao menos um pouco o maravilhamento que experimentei lendo a “Odisseia” principalmente, e em segundo lugar a “Ilíada”. Ninguém discute que o épico de Virgílio é bem inferior aos de Homero. Ainda assim, a “Eneida” é um grande clássico, uma das principais obras literárias da humanidade, que inspirou entre tantas outras “A Divina Comédia” e “Os Lusíadas”!

Ou seja, não há demérito algum para a “Eneida”, e sim um mérito estupendo para as obras de Homero. Mas o que é que torna Virgílio menor? O que há de tão especial na “Odisseia” e na “Ilíada” para que tenham alcançado essa grandeza assim tão alta?

Desde que me tornei consciente dessa questão, ela tornou-se o foco principal de minha leitura.

Uns dizem que Virgílio não possuía vocação épica, tendo escrito a “Eneida” sob encomenda, com o propósito explícito de cantar a glória do Império Romano. E que tinha que se bater contra a dureza do latim, menos apropriado para feitos heróicos que o flexível grego de Homero.

Pode ser, pode até bem ser.

Mas em minha opinião, a “Eneida” é menor principalmente por ser uma história inventada!

Ao passo que (em minha opinião) a “Ilíada” e a “Odisseia” são relatos poéticos de eventos que de fato aconteceram!

Acho assombroso as pessoas travarem contato com a cultura da Grécia antiga, essa que foi a matriz da própria Civilização Ocidental, e descartem como pura mitologia o que está escrito nos livros de Homero. Pouco adiantou a Troia histórica ser descoberta e redescoberta: deuses interagindo com os humanos, só pode ser invencionice!

(aliás é muito significativo que na obra de Virgílio as interações entre os deuses e os homens sejam bem mais discretas que nos textos de Homero... pois mais de mil anos separam as duas narrativas)

Da mesma forma tratamos a antiga cultura do Egito. A era dos faraós é dividida em duas partes, o reinado dos deuses faraós e o reinado dos faraós humanos. Pois então, o que fazemos? Tratamos a segunda parte como história e a primeira como pura mitologia! Que outra atitude esperar de nossa “civilização”, que após o primeiro contato com as relíquias do Egito antigo, na falta de outra ideia para ganhar dinheiro com as múmias, resolveram triturá-las e vendê-las como tinta!!!!! É por isso que até hoje existe a cor “marrom múmia”!

Quanto ao “Mahabharata”, colossal épico da Índia (com mais de 15.000 páginas de sabedoria e beleza inestimáveis), também não passa de mitologia!

As tabuletas da Suméria, as mais antigas de que se tem notícia, também contam a história de uma batalha, assim como o “Mahabharata” e a “Ilíada”. Trata-se de uma guerra nuclear entre os “deuses” que criaram a humanidade, da qual evidências físicas foram encontradas (uma camada de vidro a centenas de metros de profundidade no deserto de Gobi, indicando que há milhares de anos ali ocorreu uma detonação nuclear). Essas tabuletas também trazem uma descrição detalhada de nosso sistema solar, com até a composição e coloração de planetas como Urano, Netuno e Plutão, que só foram “descobertos” por nossa civilização a partir do século XIX! É claro que tratamos isso também como pura mitologia, né?

Fala sério!

Quem diria que eu iria encontrar vestígios dos Anunnaki na “Eneida”!

  
 
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ANUNNAKI – Mensageiros do Vento




quinta-feira, 6 de junho de 2013

ELOGIO DA LOUCURA – Erasmo de Rotterdam



Essa obra humanista do séc. XVI (séc. que adorooooo!) escrita em 7 dias, quando visitava um amigo na Inglaterra Thomas More, é uma obra carregada de provocações, e com tema pouco comum, a loucura. Foi considerada um dos fios da Reforma Protestante, um inteligente sermão, uma sátira honesta, e no meu entender, uma tremenda brincadeira sem objetivo forjado, mas que tornou-se um discurso a ética.  

O próprio autor declara que  não querendo perder tempo com ‘insípidas fábulas’ em sua viagem, resolveu se recrear e se divertir escrevendo  sobre algo que não envolvesse nada sério...., uma pilhéria, uma fantasia como a loucura. Usou como inspiração a lembrança de estudos antigos, e de amigos  principalmente a de Thomas More...ao qual dedicou a titularidade, por Mória (loucura em grego) ser tão parecido com o sobrenome do amigo. ahaha

O autor cria o personagem, “ a loucura”, que com vida própria  se defende e dita sua defesa, baseada sempre na razão. Irritada e indignada por nunca ser elogiada, essa revoltada dama, resolve fazer sua própria defesa, se elogiando e mostrando o quanto está sempre presente na vida da sociedade. Para isso ela  envolve-se nos menores detalhes de todas as ações humanas. Suas falas são tão cheias de emoções e sedução, que leva o leitor a criar simpatia por essa tão sagaz protagonista.

Ela se declara presente nos casamentos, na filosofia, nos jovens com suas buscas incessantes pela verdade, nas seduções femininas, na ignorância, na esperança, na ciência, nas artes, na religião, na política, na formação nas sociedades, nas relações humanas e também no senso comum...

Alguns dos ataques mais contundentes de Erasmo, além dos ao clero claro, é aos acadêmicos e gramáticos e às suas loucuras, e argumenta que são os desejos tolos e irracionais que fazem girar o mundo.O livro se refere à loucura como sinônimo da ignorância humana, da ignorância do monoteísmo, da crença em mitos utópicos, como bondade e a felicidade, considerando também ridículas e absurdas as loucuras das superstições e da adoração dos santos.

Mesmo sendo teólogo e cristão, Erasmo crítica a religião, principalmente a católica, e coloca a loucura  presente mais do que nunca nessa filosofia. Exemplificando para isso as guerras católicas, os impostos cobrados aos fiéis, ao apego material dos bispos, satirizando seu esplendor e o seu mundanismo. Sempre se respaldando, em frases famosas dos próprios personagens religiosos, para amenizar a negra ironia. Foi muito corajoso em expor a corrupção da Igreja, a mais forte e poderosa organização da época.

Como grande parte do livro, é dedicada ao discurso da loucura sobre a igreja e a doutrina cristã, a falta de respeito com os textos sagrados fizeram,  com que Erasmo fosse acusado de herege  e ateu.  Nenhum membro do clero escapa a sátira  do autor, embora seu alvo especial fossem os monges.
"Os monges consideram não saber ler um sinal de santidade. Zurram os salmos nas igrejas como asnos. Não entendem uma só palavra do que dizem, mas imaginam ser o som agradável aos ouvidos do santos. Os frades mendicantes fingem assemelhar-se aos Apóstolos, mas não passam de vagabundos imundos, ignorantes e ousados." ahahahahaha

Erasmo também ridiculariza de forma divertida, as tentativas cientificas de desvendar os segredos da natureza e do desconhecido.
"Como deliram deslumbrados quando inventam palavras para seu próprio uso, quando medem o sol, a lua, as estrelas e as esferas com fitas métricas, quando explicam a causa dos trovões, dos ventos, dos eclipses e de outros fenômenos inexplicáveis, sem exatidão alguma, como se fossem os sectários particulares da natureza criadora ou tivessem descido até nós do Conselho dos Deuses! Enquanto isso a Natureza, magnificamente, ri-se deles e de suas conjecturas!"

Por ser um viajante inveterado e um tremendo observador crítico das sociedades, ele procura enumerar seus defeitos e sua estupidez para o leitor. Mesmo quando relata a hipocrisia dos governantes e do clero, o faz de forma ousada, cercado de um humor bem negro e com conhecimento de causa por seu convívio com intelectuais, dirigentes, clero (viveu num convento e foi ordenado padre) e aristocratas.

O autor nos leva ao riso, quando relata que a alegria de vida, a felicidade, e os melhores delírios e emoções são sinônimos de loucura. Como também quando declara ser ela, a personificação da sinceridade e da verdade... e que a bondade necessita dela para seguir a diante. Em certo momento, a própria loucura faz uma autoanálise, e ataca os que se envergonham de sua condição de super loucos, e não se reconhecem como necessários.

A Loucura afirma que, sem sua ajuda, a sociedade sucumbiria. E não é a pura verdade? ahahahahaha

É uma leitura deliciosa, mas muito complexa em detalhes, com linguagem de difícil compreensão e muito rebuscada.  Faltou dizer muitaaaa coisa...e eu ameiiii!!!


sábado, 21 de abril de 2012

Os três mosqueteiros - Alexandre Dumas


O ponto principal desse, que é um dos clássicos incontestáveis da literatura mundial, é a composição dos personagens. Longe de serem aqueles cavalheiros venturosos de todas as fábulas e desenhos animados baseados nessa obra, os quatro personagens principais(Athos, Portos, Aramis e D´artagnan) são muito mais do que isso, sua composição é tal que a personalidade de cada um vêm se moldando do princípio ao final do livro, expondo suas vontades, seus métodos, suas regras de cáracter, costumes e o principal, suas feridas. E é uma grata surpresa saber que não pára por aí, pois os quatro são muito bem acompanhados cada qual com o seu lacaio, que muito além de meros coadjuvantes, prestam papel fundamental em diversas passagens da história. Além de um enredo fantástico e diversas outras personagens que entram e saem da estória cada qual deixando sua marca, ora roubando demasiado a cena, mas somente para abrilhantar cada vez mais a aura de nossos quatro(quem sabe oito) heróis. Tudo começa entre uma ferrenha disputa entre os poderes de duas guardas principais, a saber, os mosqueteiros de Sr. de Tréville e a guarda do cardeal Richelieu, que nada mais é que um reflexo da disputa política travada em meio à corte por esses dois senhores, e quando tudo parece óbvio, a estória vai se desenvolvendo de forma fantástica, ganhando cada vez mais camadas tornando a leitura imprevisível.Certo, nem tudo são flores, e devo dizer que o autor peca pelo excesso de pequenas aventuras paralelas(excelentes pequenas aventuras paralelas diga-se de passagem) deixando por vezes a saga principal em segundo plano, tornando tudo pouco linear, apesar de a maioria delas se conectar à estória principal de forma bastante enriquecedora. Ao mesmo que o livro pode ser facilmente dividido em duas partes, pois em determinado momento a narrativa ganha uma guinada sem precedentes(onde o autor opta por uma narrativa bem mais sombria) e finalmente e estória passa a ganhar uma forma bastante definida. É válido mencionar que praticamente todos os personagens e intrigas são baseadas em histórias e personagens reais(e que vida agitada essas pessoas tiveram), facilmente identificadas pelas notas de Octávio Mendes Cajado, tradutor da versão nacional. Sem mais delongas, eu recomendo!




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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Entrevista com o vampiro - Anne Rice



Muito além de uma narrativa sobre monstros sombrios, nessa obra magnífica, a senhorita Anne Rice penetra fundo na alma dos amaldiçoados. Pintando-os em cores muito mais vívidas que os clichês “Castelo/Escuridão/Chupar sangue de todo mundo”. O que temos aqui é uma estória muito bem construída, que hora a hora justifica a página seguinte, pois cada detalhe de cada capítulo vem para somar com o montante de informações que se demonstra imprescindível para entender o coração de cada um dos personagens, sobretudo de Louis, o personagem principal que concede a tão emocionante entrevista. Sendo assim, a estória é contada em primeira pessoa, numa perspectiva que seria apaixonante se não fosse tão perturbadora. Isso se dá pois Louis é um vampiro com alma humana, que severamente ligado a Lestat, seu criador, e a Cláudia, sua companheira, o grande amor de sua vida(ou morte, o que você preferir), não é capaz de eliminar a porção humana que traz em seus sentimentos e atitudes. Ambientada no charmoso século XIX, as sombras, a ignorância do povo e a paixão dos artistas, leva a um clima perfeito, onde o descuidado leitor pode se ver envolto em tão malfazeja fantasia. E se colocar no lugar de uma dessas criaturas da noite não é tarefa fácil, e é justamente esse o desafio lançado pela autora. Experimentar todas as paixões e agonias de uma vida eterna, suportar a idéia e não se ver severamente apaixonado por ela.

Textos & Poemas em: http://anatomiadolivro.blogspot.com.br/

quarta-feira, 18 de abril de 2012

20 mil léguas submarinas - Júlio Verne

20 mil léguas submarinas, Júlio Verne
Júlio Verne é literatura para poucos, com linguagem altamente minuciosa e técnica, a leitura da obra lhe proporciona uma viagem e visão das cenas tal como o leitor realmente estivesse realizando tal aventura na companhia de um especialista. A possibilidade de visitar a mente de um gênio, que vislumbrou a possibilidade da existência de uma máquina como um submarino antes do mesmo existir, e a descrição de territórios, paisagens e espécies de todo o mundo, são só dois dos muitos pontos fortes desse livro. É possível que todo o diálogo científico possa em certos momentos cansar o leitor, mas ao se compreender a intenção do autor percebe-se que nada nele é exagerado. A estória se dá quando jornais de todo o planeta(inclusive no Brasil), começam a alardear a aparição de uma gigantesca criatura submarina que vem naufragando diversas das maiores embarcações de vários países e uma comitiva é formada em busca do perigoso "cetáceo". Dentre os tripulantes estão o professor Aronnax, um entusiasmado naturalista, seu companheiro e fiel amigo Conseil, um habilidoso classificador de espécimes e o arpoador Ned Land. Algo de bastante errado se dá no primeiro encontro dos personagens com a "criatura" e eis que entra em cena um dos personagens mais misteriosos e bens construídos da literatura... o capitão Nemo.



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