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sexta-feira, 22 de maio de 2020

AS VIDAS DE CHICO XAVIER – Marcel Souto Maior



Li esta esplêndida biografia de um dos maiores brasileiros de todos os tempos ao longo de vários meses, junto com minha esposa Fabíola, ao ritmo de poucas páginas por dia. E hoje finalmente encerramos a leitura, com o coração transbordando de gratidão pela linda existência de Mahatma Chico Xavier. Que bom, nos tristes dias que correm, ter um belo e digno motivo para sentir orgulho de ser brasileiro!

A história de Chico Xavier é contada com muita propriedade pelo jornalista Marcel Souto Maior, que dosa na medida certa passagens profundamente tocantes e episódios hilários, sem deixar de abordar de forma transparente as inúmeras polêmicas que fizeram parte da vida do grande médium. Muitos foram os aprendizados que tivemos ao longo dessa leitura, objetos de muitas conversas e reflexões. Dentre esses tantos, decidi destacar dois como mais marcantes:

1) A dura jornada até o topo
Como foi sofrida a vida de Chico Xavier! A vida dos santos (utilizo a palavra “santo” em sua acepção sânscrita original que significa “devoto, alguém que ama Deus”) é geralmente pontuada por provações além do que um mortal comum seria capaz de suportar. Contudo esses grandes homens e mulheres não se deixaram abalar por essas provações, mantendo sua alegria interna inabalável. Um exemplo sublime disso é uma anedota muito apreciada por Chico, que mostra Santa Teresa D’ávila quase se afogando em um rio quando tem uma visão do Cristo, que lhe diz: “É assim que trato meus amigos”. Ao que a santa responde, bem-humorada como sempre: “É por isso que os tende tão poucos”.

2) Se você acha que está entendendo tudo, é porque não entendeu nada
Tudo o que diz respeito à espiritualidade (e tudo diz respeito) é marcado sempre por um elemento que escapa às nossas vãs tentativas de racionalização. Uma característica fundamental do ser humano é tentar compreender e explicar o mundo que o cerca. Contudo a espiritualidade é muito mais ampla do que podemos captar com nossos sentidos limitados e nossa ridícula inteligência. Por isso em todo caminho espiritual sempre existe algo que desafia a explicação, uma conta que não fecha, uma pergunta que resiste a ser satisfatoriamente respondida. Esse é, creio, um lembrete muito válido para todo sincero buscador.


O livro “As Vidas de Chico Xavier” foi uma das principais fontes para o belo filme de Daniel Filho (https://youtu.be/-GQOtVVHW1E).


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FAVELA GÓTICA liberado na íntegra no site da Verlidelas Editora:

Durante esse período de pandemia, em meio a tantas incertezas, temos uma única garantia: a de que nada será como antes. Estamos todos tendo a oportunidade preciosa de participar ativamente na reconstrução de um mundo novo, mais luminoso e solidário.

O livro Favela Gótica fala justamente sobre “a monstruosidade essencial do cotidiano”, em uma história cheia de suspense, fantasia e aventura. Ao nos tornamos mais conscientes das sombras que existem em nossa sociedade, seremos mais capazes, assim como a protagonista Liana, de trilhar um caminho coletivo das Trevas para a Luz.

A versão física de Favela Gótica está à venda no site da Verlidelas, mas – na tentativa de proporcionar entretenimento a todos durante a quarentena – o autor e a editora estão disponibilizando gratuitamente, inclusive para download, o PDF de todo o livro.

Fique à vontade para repassar o arquivo para amigos e parentes.

Leia ou baixe todo o livro no link abaixo:

Link do livro no SKOOB:

Book trailer


Entrevista sobre o livro na FM Cultura



quarta-feira, 19 de abril de 2017

A.B.C. DE CASTRO ALVES – Jorge Amado


O maior escritor homenageia o maior poeta da Bahia, em um texto apaixonado e apaixonante! Quem já amava Castro Alves, após a leitura de seu ABC terá mais e melhores motivos para considerá-lo um grande gênio da raça! E quem ainda não ama o Poeta da Liberdade, terá aqui uma linda oportunidade de se deixar seduzir pela paixão condoreira!

Acostumado à prosa fluida e lúdica de Jorge, a princípio estranhei tantas e extensas notas de rodapé, com tantos mínimos detalhes. Depois fui entendendo que era o amor a Castro Alves que motivava o desejo pela exatidão histórica e pela minúcia. E foi o mesmo amor desmedido que se manifestou de outra forma para mim surpreendente: em seus arroubos, Jorge Amado não mede palavras e bate forte em alguns nomes como Mário de Andrade, Tobias Barreto e Machado de Assis!

A pinimba com Mário de Andrade fica bem compreensível, pois foi o paulista que implicou primeiro com o baiano, ao fazer uma crítica meio estrambótica a Castro Alves, comparando-o a Fagundes Varela: o autor de Macunaíma desgosta profundamente do fato de um carvalho, na poesia de Castro Alves, se referir a um carvalho, enquanto na de Varela pode ser um carvalho ou uma baraúna, ou um salgueiro... chegando ao ponto de louvar Varela por sempre enfiar uma cachoeira em seus poemas, gerando um “mistério psicológico”, enquanto Castro Alves estaria reduzido a uma “pobre realidade”... Convenhamos que é implicância pura, e por conta disso Mário de Andrade levou uma bela duma espinafrada de Jorge Amado. Merecida, em minha opinião.

Já no caso de Tobias Barreto e, principalmente, de Machado de Assis, penso que a ira de Jorge foi um pouco pesada demais, julgando-os pelo fato de, sendo ambos mestiços, não terem se colocado de forma mais aberta contra a escravidão. Penso que só quem sentiu na pele (literalmente) o racismo que eles sofreram é que pode entender o motivo desta ou daquela atitude.


Outro caso de exageros de amor de Jorge Amado por Castro Alves, esse mais engraçado, é quando o autor do ABC dá um pito daqueles na mulher que foi a última paixão do poeta, pelo simples motivo dela ter se recusado a ceder aos ardentes desejos de Castro Alves, por medo de ficar falada na cidade, perdendo seu status social e com ele seu ganha-pão de professora particular. Jorge fica mesmo retado com a tal fulana por não ter aliviado a barra do poeta! O que na verdade é um recurso de gênio, pois com essa birra Jorge Amado consegue dar uma nota cômica em um momento muito triste da biografia de Castro Alves.

Em resumo, o livro é isso: um gênio falando de outro. Ou seja, um deleite de encher os olhos! Um efeito que eu apreciei particularmente foi o fato de Jorge narrar a história de Castro Alves para sua “amiga” (Zélia Gattai, certamente), dando um toque amoroso e uma narrativa sentimental paralela que muito soma à beleza da narrativa.

Diante de tudo isso, só posso agradecer à Mainha pela dádiva de ter nascido nessa terra de magia e beleza, que viu nascer um Castro Alves e um Jorge Amado, dentre tantos outros espetaculares baianos!


Viva a Bahia! Viva Jorge Amado! Viva Castro Alves!



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ESCRITORES PERGUNTAM, ESCRITORES RESPONDEM
Escrever para quê? 
Doze escritores dos mais diversos estilos e tendências, cada um de seu canto do Brasil, reunidos para trocar ideias sobre a arte e o ofício de escrever. O resultado é este livro: um bate-papo divertido e muito sério, que instiga o leitor a participar ativamente da reflexão coletiva, investigando junto com os autores os bastidores da literatura moderna. Uma obra única e atual, recomendada a todos os que amam o mundo dos livros.
Disponível no link abaixo, leia e compartilhe:
http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5890058
 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

NO AR RAREFEITO – JON KRAKAUER - Blog Livros e Resenhas: Sua Estante

SUA ESTANTE

Um relato da tragédia no Everest em 1996 Jon Krakauer “Às vezes me perguntava se eu não tinha percorrido um longo caminho para descobrir que o que eu realmente procurava era algo que eu tinha deixado para trás”. (JON KRAKAUER, No Ar Rarefeito, 2006)

É sempre uma experiência interessante e enriquecedora quando saímos da nossa zona de conforto em qualquer aspecto da vida e não deixa de ser diferente com a literatura. Tenho dificuldade de imaginar um livro mais distante do que costuma me agradar do que uma história real sobre uma tragédia, porém, No Ar Rarefeito (Into Thin Air: A Personal Account of the Mount Everest Disaster, Jon Krakauer, 2006, Companhia de Bolso, 288 p.) só poderia ser descrito exatamente assim, mas esse fato não impede que eu considere esse livro um dos mais bem escritos que chegou em minhas mãos.
O que era para ser um artigo especial para uma revista esportiva transforma o jornalista e alpinista americano Jon Krakauer – também autor do famoso livro Na Natureza Selvagem (Into the wild, 1996, Editora Companhia das Letras, 214 p.) – em um dos protagonistas da tragédia ocorrida em 1996 no Monte Everest.
Acompanhando uma expedição comercial especializada em conduzir os clientes ao topo da maior montanha do mundo, Jon, além de relatar sua experiência a caminho dos 8848 metros de altitude, nos agracia com a história envolvendo o Everest que sempre fascinou o homem.

Impressiona a industria bilionária que movimenta esse canto remoto do mundo e o quanto, apesar de injeção de dinheiro, a mercantilização da montanha interfere na cultura do Nepal e põem em perigo a vida dos sherpas, os habitantes da montanha, que são os que mais se expõem para fazer com que alpinistas ricos, porém mal preparados, cheguem ao cume do Everest.

Enquanto Krakauer analisa com uma pitada de culpa do sobrevivente, sua própria vida e as consequências daquele ano em que foram registradas mais mortes no Everest – 19 no total – o leitor pega carona nas inóspitas condições do Himalaia e nas emoções do escritor.

Confesso que antes desse livro não conseguia entender a atração por escaladas dessa magnitude, que ultrapassa o amor pelo esporte, colocando em risco desmedido a vida. Contudo, Jon Krakauer, munido com sua talentosa escrita que flui de um assunto para outro sem ao menos nos darmos conta disso, nos permite vivenciar essa experiência que está ao alcance de poucos.

A única outra oportunidade de degustar uma paixão por um estilo de vida ariscado foi nos livros do também excelente Richard Bach – autor da já clássica fábula “Fernão Capelo Gaivota” (Jonathan Livingston Seagull, 1970, Editora Record, 152 p.) – em que podemos acompanhar seu pequeno avião sobrevoando as planícies norte-americanas na sua belíssima descrição em “Nada Por Acaso” (Nothing by Chance, 1978, Editora Hemus, 205 p.).

Virando as páginas dos livros, saio da minha zona de conforto – escalando, voando, sentindo – e não é essa a beleza da leitura?
ESCRITO POR: Tatiana Castro
SUA ESTANTE

domingo, 12 de julho de 2015

RESENHA - ”O MAGO” (LITERATURA NACIONAL) - FERNANDO MORAIS



LIVRO:”O MAGO” (LITERATURA NACIONAL)


AUTOR: FERNANDO MORAIS



EDITORA: NOVO CONCEITO



PÁGINAS – 640



1ª  EDIÇÃO



1ª IMPRESSÃO 2015



CATEGORIA: NÃO FICÇÃO BRASILEIRA



ASSUNTO: BIOGRAFIA



ISBN: - 978-85-8163-672-6

Mago, O





CITAÇÃO:” Eu sentia o cheiro do Anjo me rondando, a respiração do Anjo, o desejo do Anjo de levar alguém. Fiquei em silêncio e em silêncio perguntei o que ele queria. Ele me disse que tinha sido chamado e precisava levar alguém, prestar contas de seus serviços. Então eu peguei uma faca de cozinha, pulei o muro que dava para um terreno baldio, onde os favelados criavam cabras soltas, peguei uma delas e abri a garganta de uma ponta à outra. O sangue esguichou alto, passando sobre o muro e respingando até nas paredes da minha casa.Mas o Anjo partiu satisfeito. Desde então eu tive certeza que jamais tentaria o suicídio de novo.” (pág. 139)




 


ANÁLISE TÉCNICA:





-CAPA-



Foto do escritor Paulo Coelho com filtro de tela azul.

Acima o nome do escritor Fernando Morais e uma pequena ilustração dele.


A capa é simples e não poderia ser diferente, porque é sobre ele o livro.


Foto de Paulo Coelho: Gelty Imagens.

Ilustração de Fernando Morais baseada em foto de Janete Longo.





(nota:4,00 de 5,00)







-DIAGRAMAÇÃO:





Conteúdo: obras de Fernando Morais; dedicatória; sumário; pensamentos; são 30 capítulos numerados e com títulos; estatísticas sobre Paulo Coelho; entrevistados; sobre o livro; crédito das ilustrações; e, índice onomástico.

 



Folhas amareladas com letras pretas um pouco menores que a média; cópias de documentos e muitas fotos ilustrativas.
 

 

 
 
 

Impressão e acabamento Corprint 250215.

Produção editorial: Equipe Novo conceito.



Formato/Acabamento: 16x23x4,0

Peso: 0.84 kg





(nota:4,80 de 5,00 )







- ESCRITA:



É descritiva em terceira pessoa, claro, já que é a ‘voz’ de Fernando Morais que dá todo tom da pesquisa e narração. 


Algumas citações do Paulo Coelho também fazem parte da escrita, bem como depoimentos de pessoas que fizeram parte da vida do Mago e documentos.


A leitura é lenta, não pelo fato da escrita ser arrastada, mas porque tem de se ter atenção na leitura de cada passagem e porque o livro é farto de fatos.


Escrita explicativa, contundente e cronológica. 


Quanto aos erros, confesso que não me ative a essa parte, porque me envolvi totalmente na leitura.





(nota:4,80 de 5,00)







CITAÇÃO: “Há muito tempo não sentia uma revolta como estou sentindo hoje. E não é contra Jesus, mas contra minha própria incompetência de não conseguir ter força de vontade suficiente para realizar meus sonhos.” (pág. 457)



RESUMO SINÓPTICO:



Após um encontro no aeroporto Francês, Fernando Morais conhece Paulo Coelho e passam 6 semanas juntos e resolvem fazer a biografia do mais polêmicos dos escritores nacionais, afinal, muitos não o consideram escritor, embora já tenha vendido mais de 100 milhões de exemplares por todo o mundo, sendo assim, um poço de contradições.



Fernando Morais se muda para o Rio de Janeiro e vai em busca da trilha deixada pelo Mago através de prontuários médicos, bares, amigos, conhecidos, tudo e todos que pudessem embasar sua pesquisa do tão contraditório pesquisado.



Paulo Coelho entregou 40 anos de diários escrito no decorrer de sua vida, muitos gravados em cassete, juntando os pedaços de 60 anos de existência. A experiência durou 4 anos e deu origem a mais de 600 páginas sem censura, que mostra escrachadamente o sucesso depois dos 40 anos, as orgias anteriores a essa época, a tentativa de suicídio, pacto com o diabo, parceria com Raul Seixas, a prisão na ditadura militar, à busca da Fé, a chegada a Academia Brasileira de Letras e toda trajetória fenomenal até o reconhecimento mundial...





ANÁLISE CRÍTICA E DO AUTOR:



Bem difícil fazer análise de uma biografia, afinal, quem sou eu para analisar anos de pesquisas de uma figura emblemática como um escritor polêmico, controverso e fantástico como Paulo Coelho? Como questionar acontecimentos vividos e alguns tão drásticos? Difícil, né? Mas vamos lá falar sobre meus sentimentos em ler toda história.



Começo falando do que me incomodou que foi o fato da leitura ser lenta, a fazia de forma esporádica, lendo com atenção para não perder um fato sequer que fosse, e aí a leitura se arrastou por quase dois meses...



Poder adentrar no mundo descrito por Fernando Morais sobre tudo que aconteceu nos 60 anos de vida de Paulo Coelho, foi uma viagem alucinada, como a própria vida do Mago, tão polêmica e em certos aspectos, constrangedora.



Ao contrário de muitos leitores brasileiros, que contestam a forma como Paulo Coelho escreve e nem o consideram escritor e acham que ele apenas quer vender livros, sempre gostei dos livros e das mensagens passadas por ele e esse fato é que me levou a querer conhecer um pouco mais sobre sua vida e como chegou ao sucesso.Sempre o admirei, entretanto, a leitura desse livro me deixou chocada...



Detalhes desde o nascimento, sua voz, seus tiques, suas experiências arrasadoras, suas buscas pessoais, experiências com drogas, enfim, tudo pelo que passou, vou bem revelador e prova que a vida pode dar tantas voltas e no final tudo dar certo (ou não)...Foi bem esclarecedor para mim.



E aí ressalto a habilidade do autor em poder compilar 60 anos em 600 páginas, juntando documentos, fotos e fatos que corroboraram na veracidade de vida do maior vendedor de livros traduzidos, mais até do que Shakespeare.



Recomendo sim o livro, mas apenas para aqueles que tem curiosidade e paciência para manter uma leitura apurada e tem interesse na vida de Paulo Coelho, e aí incluo os fãs de Raul Seixas, porque sei que muitos só leram esse exemplar para se aprofundar nessa época da vida do Mago.



Eu gostei, entretanto reconheço que não é um livro para todos, apenas para um nicho de fãs que querem conhecer melhor seu ídolo.





NOTA : 4,50 de 5,00



  




SOBRE O AUTOR:





Fernando Morais Nasceu no ano de 1946, em Mariana, uma cidade mineira tipicamente colonial. Era mau aluno, nunca aprendeu a fazer contas, mas gostava de língua portuguesa e de história. O amor pelo texto e pela investigação o fez iniciar aos 14 anos a carreira no jornalismo. Nessa época ele servia café e fazia serviços de mensageiro entre a redação de uma pequena revista e a gráfica. Um dia, foi chamado para substituir um repórter que havia faltado. Escreveu um artigo e nunca mais parou. Passou pelas redações mais importantes do Brasil (Jornal da Tarde, Folha de S. Paulo, Veja, TV Cultura), recebeu três Prêmios Esso e quatro Prêmios Abril de Jornalismo. Militante da luta contra a ditadura na juventude, foi deputado estadual, secretário da Cultura e da Educação do Estado de São Paulo, mas escolheu dedicar-se definitivamente à paixão pela literatura. Seus livros já venderam mais de três milhões de exemplares em vinte países.

Ao mergulhar na pesquisa sobre a vida de Paulo Coelho – por cujas obras, diga-se de passagem, nunca havia nutrido maior interesse –, Fernando Morais se viu diante de conflitos éticos torturantes: alguns dos fatos que vieram à tona eram tão perturbadores que ele se questionou se deveria revelá-los ao público. No fim, julgou que os leitores não poderiam ser submetidos a nenhum tipo de censura.



 CORTESIA EDITORA NOVO CONCEITO!




 




cheirinhos
Rudy


terça-feira, 25 de março de 2014

O HOMEM QUE TOCOU OS SEGREDOS DO UNIVERSO – Glenn Clark



Acredito muito que o livro certo aparece na hora certa, como aliás todas as experiências que temos nessa vida. Esse processo, atrelado a alguma lei não escrita do Universo, geralmente é muito sutil, mas vez ou outra a coisa acontece de forma escandalosa, e com esse livro foi assim. Ele já estava na fila (imensa!) dos livros que quero ler, mas passou na frente após o misterioso desabamento da pilha onde estava, que o deixou para fora quase como se quisesse pular direto no meu colo! E a segunda coisa que chamou a atenção foi a sincronicidade com o título do livro que eu estava lendo no momento, “O Jovem que se Encontrava com Extraterrestres”, isso bastou para me deixar curioso... e que bom que foi assim!


O livro, bem fininho, é uma espécie de biografia espiritual de Walter Russell, que fez muito sucesso na primeira metade do século XX como escultor, pintor, escritor, cientista, arquiteto e muito mais. Um autêntico gênio da raça, que compartilhou seus pensamentos sobre a vida com o autor do livro, explicando como conseguiu produzir tanto, com tanta qualidade e em áreas tão diversas. Uma leitura muito interessante e válida!

Para mim, especialmente, esse livro representou um verdadeiro tesouro. Pois ao travar conhecimento da vida e obra de Walter Russell, tive muitas vezes a impressão de estar lendo palavras de meu guru Paramahansa Yogananda! Russell comprovou através da própria vida, e seguindo um caminho totalmente diverso, a profunda sabedoria da Yoga ensinada por Yogananda. Que alegria!!!

Ao final da leitura, em um “prefácio protelado”, o autor Glenn Clark aconselha:

“Agora que você acabou de ler este livro, deve voltar ao início e lê-lo outra vez. Ninguém pode entrar completamente numa nova dimensão de pensamento e compreender tudo de uma só vez! Nenhum outro livro irá gratificá-lo com maiores benefícios do que uma releitura deste livro.”

Quantos escritores poderiam afirmar tal coisa ao final de suas obras?

Recomendadíssimo!




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ANUNNAKI – Mensageiros do Vento





domingo, 24 de novembro de 2013

VIAGEM À TERRA DA RAINHA DO CRIME - Tito Prates



O que de mais prazeroso pode existir para um leitor que leu toooodos os livros de sua escritora favorita, releu, pesquisou exaustivamente a vida dela, esmiuçou tudo que tinha direito e um tantinho mais, que é considerado um dos experts sobre a sua obra e seu universo? Hummm... Conhecê-la pessoalmente, com certeza! Mas, como estou falando de Agatha Christie e ela não está mais entre nós, isso é impossível. Mas e então, existe? Existe? Sim, existe: viajar pelos lugares onde ela morou e frequentou (jantar com o neto dela, mas, isso é assunto para o próximo livro) e, claro, poder registrar num livro as memórias dessa viagem.

Foi isso que Tito Prates fez ao escrever “Viagem à Terra da Rainha do Crime”. Ele pisou em chãos que Agatha pisou, visitou lugares que a inspirou a criar cenários para suas histórias, assistiu às peças A Ratoeira, que está em exibição por 60 anos consecutivos (esses tantos anos consecutivos sempre me espanta!) em Londres, e Café Preto. Ao se dirigir para ver essa peça Tito viveu uma aventura digna de uma história policial e, embora nada divertida para ele, pelo menos naquele momento, foi muito engraçado ler sobre ela, ri muito (desculpe aí Tito). E fez muito mais, mas só mesmo lendo pra saber o quê mais, porque não vou ficar aqui contando, tá? rssss....

acbtitoprates@hotmail.com

Mas Tito não se limitou a, apenas, falar sobre sua viagem. Ele aponta locais onde personagens da Rainha do Crime viveram momentos marcantes, faz comparações e apresenta conclusões que tirou sobre diversos fatos que, por um motivo ou outro, não aparecem ou não ficaram tão claros nos livros de Agatha. Esse é um aspecto muito interessante dessa obra.

Com certeza, “Viagem à Terra da Rainha do Crime” é um livro que agrada imensamente os fãs de Agatha Christie e que deixará com vontade de conhecer suas obras, aqueles que ainda não enveredaram pelo fantástico mundo da história policial, levados pelas mãos dessa escritora que é reconhecida, mais que merecidamente, a maior dos escritores desse estilo literário de todos os tempos. 



Viva Agatha Christie! *.*

bj da angel ;)

domingo, 25 de agosto de 2013

NUNCA TE VI... SEMPRE TE AMEI - Helene Hanff



Esta foto é o cenário principal de uma das mais belas - para não dizer a mais - histórias de amor que já li e vi nas telonas. É um deleite para os corações românticos. Quando falo em história de amor e refiro-me ao romantismo não estou dizendo que é aquela coisa melosa, muito pelo contrário. E é verídica.

É nessa livraria de Londres que vende livros raros e fica na 84 Charing Cross Road (título original da obra) que trabalha Frank, um livreiro conservador.


Helene, uma novaiorquina desconjurada com os preços altos dos livros que procura, vê um anúncio da livraria Marks & Co.  num jornal e, a partir de então, passa a comprar ali. Seu contato lá é o Sr. Frank e os pedidos e pagamentos são feitos através de cartas, a primeira delas é de outubro de 1949.

Ela é solteira, ele casado e pai de duas filhas. Possuidora de um senso de humor ímpar Helene vai, aos poucos, arrefecendo o conservadorismo de Frank. Com o passar do tempo eles trocam informações pessoais: ela fala de seus projetos, do seu trabalho, das coisas corriqueiras do dia a dia e do prazer de ler livros de determinadas edições, e ele, da família, do pessoal da Marks & Co., de suas viagens em busca de livros e também, de coisas do dia a dia.

Se destino ou coincidência, você decide, mas, toda vez que Helene se programava para ir à Inglaterra conhecer Frank imprevistos surgiam e a viagem era adiada. Assim, passam-se os anos até que em janeiro de 1969 Helene recebe uma carta. O que ela diz não conto, embora o título seja um indicativo, mas adianto que, em junho de 1971, finalmente ela realiza a tão sonhada viagem para Londres.

O livro não é uma história narrada, mas sim, a transcrição das cartas de Helene para Frank e vice-versa, e várias outras trocadas entre ela e o pessoal da Marks & Co. e também com Nora, esposa de Frank. Por conta disso até me questionei se teria gostado tanto do livro sem ter visto o filme antes, normalmente é o contrário, né. Mas acredito que sim, uma vez que as cartas de Helene trazem todo o seu senso de humor que, como afirmei antes, é ímpar.

O filme é fiel ao livro embora não aborde a segunda parte dele que é o que acontece com Helene depois de sua chegada em Londres. Anthony Hopkins, aqueeeeele da série Hannibal, mostra que quando um ator é bom não há papel que represente sem ser convincente. É inacreditável ver o monstruoso Hannibal interpretando o pacato Frank de Nunca te vi... Sempre te amei.



 Anthony Hopinks e Anne Bancroft em cenas do filme
Trailer em inglês: Trailer em inglês
Trailer dublado: Trailer dublado 


Livro e filme recomendadíssimos!
bj da angel 
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