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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

[entrevista]FABIO SHIVA - Escritor

https://www.facebook.com/fabio.shiva


Oi pessoal! :)

É com muita alegria que entrevisto hoje o escritor Fabio Shiva para o seu próprio Blog... rsss... Seja bem vindo a esse espaço querido, tudo bem com você?

FS: Tudo ótimo, Angel querida!

BCRL: Além de escritor e poeta você é músico e compositor. Quem surgiu primeiro, o escritor ou o músico?

FS: Amei essa pergunta, pois ela evocou memórias muito queridas! Acho que essas duas vocações surgiram juntas em minha vida, ainda muito cedo. Lembro que eu tinha sete anos, e meu irmão Fabrício apenas três quando fizemos nossa primeira música, Mesmo Sendo Macho. Aos doze comecei a estudar violão, e lembro que dez minutos depois de aprender a tocar Parabéns pra Você eu já estava fazendo a minha primeira música “de verdade”: Desde Que Você Partiu, uma canção irônica de horror sobre um cara que morre de amor e depois volta do túmulo para se vingar da amada! E nesse mesmo ano eu tive minha poesia Terra publicada na “Antologia Poética de Cidades Brasileiras” da Ed. Xogum-Arte. Aos catorze escrevi meu primeiro conto, Uma Questão de Princípios, sobre um assassinato cometido após uma desavença banal no Metrô. Logo em seguida tive uma fase muito gostosa de escrever e desenhar histórias em quadrinhos, fui ator, fiz algumas esculturas, comecei a pintar. Também já escrevi roteiros e hoje trabalho na produção de um filme em animação! Acho que já nasci apaixonado por todas as formas de expressão artística.

BCRL: Foi com a banda Mensageiros do Vento que começou a trilhar o caminho da música?

FS: A primeira banda em que montei com meu irmão chamava-se Intelectus & Seus Abobrinhas, era uma banda de moleques, com instrumentos improvisados. Chegamos a gravar um vídeo, que hoje provavelmente não existe mais. O Intelectus evoluiu para um grupo chamado Miserere Nobis, com o qual fizemos nosso primeiro show, em um festival estudantil na UERJ. Até aqui tocávamos MPB com uma pitada de rock, não por escolha, mas porque não tínhamos um baterista! Foi o rock que me despertou para a música. Eu quis aprender a tocar depois de ver pela tevê o show do Ozzy Osbourne no Rock in Rio, foi uma experiência que revelou um mundo totalmente novo para mim. Mas logo conseguimos encontrar um baterista e montamos nossa primeira banda de rock, Thanatos, que depois mudou de nome para Imago Mortis. Com o Imago tivemos uma boa caminhada, gravamos três CDs que foram lançados no Brasil e no exterior, e um deles até foi recentemente considerado um dos 60 melhores lançamentos do heavy metal nacional. Depois do Imago Mortis tivemos uma breve e grata experiência com a banda O Plano, de sonoridade mais pop. Então meu irmão Fabrício e eu nos mudamos do Rio de Janeiro para Salvador, e aí sim começou a linda história dos Mensageiros do Vento!

BCRL: A banda Mensageiros do Vento visa algo mais além de levar a musicalidade para as pessoas, né não?

FS: Sim, com certeza. Acreditamos muito em passar mensagens positivas, transmitir coisas boas para as pessoas, expressar ideias que ajudem a construir um mundo melhor. É claro que a música vem sempre em primeiro plano, afinal a música é a mensagem!

BCRL: Fale sobre o projeto Manifesto de autoria dos Mensageiros do Vento.

FS: Até onde sei, o Manifesto dos Mensageiros do Vento é o primeiro livro de literatura e filosofia lançado por uma banda! Os textos e ilustrações foram concebidos coletivamente. Isso tem a ver com a proposta essencial do livro, que é formar uma espécie de “diálogo quântico”, seguindo o modelo dos diálogos platônicos, mas com uma cara mais contemporânea. Parece complicado, mas é bem simples na verdade: basta imaginar uma roda de amigos ao redor de uma fogueira, conversando sobre a vida e sobre o mundo. Só que os assuntos não são apresentados um de cada vez, mas ao mesmo tempo, como numa autêntica roda de conversa. Acho que assim ficou uma apresentação original e interessante do conteúdo que queríamos passar! O livro está sendo vendido nos shows da banda, mas pode ser baixado gratuitamente pela Internet no link abaixo:

BCRL: Muito lindo esse trabalho de vocês! :)

FS: Valeu demais, querida!

BCRL: Vem cá, sei que participa de projetos com crianças. Fale sobre isso. 

FS: O primeiro projeto que comecei a desenvolver foi a oficina de Meditação para Crianças, inicialmente na comunidade de Nova Brasília de Itapuã, depois na Casa da Música, depois no Instituto Kirimurê e agora finalmente iniciamos no Instituto Daniel Comboni, onde também dou aulas de violão. Isso teve início depois que tive conhecimento do David Lynch Project, que se destina a ensinar meditação a crianças nos Estados Unidos. Uma frase do David Lynch (que é também um diretor de cinema que admiro muito) incendiou a minha imaginação: “Depois que um milhão de crianças aprender a meditar, o mundo será transformado.” Uma frase do Dalai Lama também me inspirou muito: “Se as crianças aprenderem a meditar, podemos acabar com a guerra em uma geração”. Então resolvi fazer a minha parte, por humilde que seja, para alcançar esses lindos objetivos! Pretendo transformar essa oficina de Meditação para Crianças em um livro brevemente! O trabalho com crianças é uma das grandes alegrias de minha vida, acredito que temos muito mais a aprender com as crianças que qualquer coisa que achemos que possamos ensinar! E há poucos dias tive a grande felicidade de concluir a redação do livro, vamos torcer para que seja publicado o mais brevemente possível! Tenho uma entrevista no You Tube, para quem quiser mais informações sobre o assunto: http://youtu.be/lHSsHka-k_8.  

BCRL: Inspiração. Quer para obras literárias ou musicais, onde encontra? 

FS: Rolando Toro definiu o artista como a “antena da raça”. Gosto muito dessa forma de entender o processo artístico. Acredito que o artista não cria absolutamente nada, ele simplesmente “capta”! Todas as obras de arte do mundo existem desde sempre nos “registros akáshicos”, que o artista acessa para poder dar forma à sua “inspiração”. Pensar desse modo traz uma dupla vantagem: primeiro, torna o artista capaz de explorar ao máximo suas potencialidades, produzindo obras muito mais ricas. Não é à toa que existe o ditado: “a obra de arte é uma parceria entre Deus e o artista, e quanto menos o artista se meter, melhor!” E a segunda vantagem é que essa forma de ver ajuda a driblar uma das maiores armadilhas na carreira do artista, que é a ilusão do ego, a noção errônea de que sou eu quem faço, sou eu quem crio, sou eu que ajo. O verdadeiro artista, em minha opinião, encara com humildade e gratidão a sua tarefa, que deve sempre ter o objetivo de servir de alguma forma à coletividade. Toda arte verdadeira impulsiona o espírito humano a se elevar!

BCRL: E como nasceu a ideia da tão amada e idolatrada salve salve Comunidade Resenhas Literárias!? *.*

FS: Salve salve nossa amada CRL! A ideia nasceu de forma bem simples, pois eu criei o hábito de resenhar todos os livros que lia, com o objetivo de reforçar o aprendizado obtido a cada leitura. Como na época o Orkut estava bombando, imaginei que outras pessoas por lá poderiam curtir a ideia de fazer resenhas, e pronto! Hoje a CRL está mais ativa aqui no blog e também no Facebook:

E todos são muito bem-vindos para virem compartilhar conosco ideias e opiniões sobre livros!

BCRL: E o PULA (Passe Um Livro Adiante)?

FS: O PULA nasceu de uma sugestão de nossa querida Lua Oliveira, que propôs criarmos um espaço para circulação de livros dentro da CRL. Foi uma ideia linda e que deu muito certo, pois até hoje o PULA já fez circular mais de 2.000 livros pelo Brasil. Para conhecer – e participar! – é só acessar o link:

BCRL: Foi uma ideia brilhante mesmo, o PULA faz a alegria de muitos leitores, eu que o diga!

FS: Eu também sou muito grato, já li muitos e muitos livros maravilhosos graças ao PULA! E também pude, da mesma forma, fazer com que esses livros continuassem “vivos”, sendo lidos por outras pessoas, ao invés de ficarem comendo poeira em alguma estante.

BCRL: O que é mais difícil: conseguir patrocínio para um show ou publicar um livro?

FS: O mais difícil é responder essa pergunta rarara! As dificuldades e desafios existem em todo caminho que vale a pena, e o jeito de superar essas dificuldades é sempre pensar positivo e não desistir nunca! Assim, o que parecia difícil acaba se revelando mais uma etapa necessária para nosso desenvolvimento.

BCRL: ahaha, adorei essa!!!

FS: Tirei da cartola, não é?

BCRL: O Sincronicídio é seu romance de estreia. Além dele o que mais escreveu? Algum projeto futuro?

FS: Participei da redação do Manifesto dos Mensageiros do Vento, algo que me traz muita alegria e gratidão. Concluí recentemente um livro de contos: Isso Tudo É Muito Raro. Estou empenhado atualmente na elaboração de um novo romance intitulado Favela Gótica, e pretendo em seguida escrever a sequência para O Sincronicídio, que se chamará A Mais Tocada de Todos os Tempos. Mas no momento estou absorvido mesmo é na produção de ANUNNAKI – Mensageiros do Vento, a primeira ópera-rock em animação produzida no Brasil. O filme é inspirado nas tabuletas da Suméria, uma das civilizações mais antigas de que se tem notícia, e a história é simplesmente fascinante!!! Uma prévia do projeto pode ser vista no link: http://youtu.be/tJhDrVK-BOQ.  

BCRL: Fantástico! Será um curta?

FS: Será um longa metragem, com a duração estimada em 72 minutos. A trilha sonora do filme gerará um CD duplo. O projeto foi aprovado no Edital de Música do Fundo de Cultura e tem o patrocínio da Secretaria de Cultura da Bahia, com início oficial em 01/01/14! A criatividade está ebulindo por aqui! Aproveito para convidar todos a conhecerem e curtirem a página do projeto no Facebook: https://www.facebook.com/anunnakimensageirosdovento.



BCRL: O que quer dizer sincronicídio?

FS: Essa é uma palavra que não consta do dicionário, até onde sei foi inventada por mim. Pesquisei a etimologia e achei muito interessante descobrir que o sufixo –cídio, de origem latina, tem o sentido de matar, de assassinar, mas também o de queda, de decadência. No decorrer do livro esse conceito do Sincronicídio é bastante explorado, portanto não quero estragar a surpresa, mas posso adiantar que essa palavra envolve dois significados principais: “assassinatos em sincronia” e “morte da contemporaneidade”...

BCRL: Essa sua resposta se encaixa na história do livro como o côncavo e o convexo. Lindo!

FS: Fico muito feliz, meu bem! Você foi uma verdadeira fada-madrinha para esse livro e para minha carreira de escritor, sou eternamente grato!!!

BCRL: Qual seu objetivo com o Sincronicídio?

FS: Meu objetivo com esse livro foi escrever uma história que eu mesmo gostasse de ler. É um romance policial, mas não somente, e é também uma homenagem ao romance policial, pois agrega várias vertentes, desde o whodunit ao noir, passando pelo mistério do quarto fechado e outras situações clássicas. O que acho mais interessante a respeito da história é que ela possibilita diferentes níveis de interpretação. É como a famosa metáfora da cebola descascada, pois debaixo de cada camada há sempre uma nova camada de interpretação. Outro ponto que gosto muito é que a história acontece toda em um único dia, o dia do Sincronicídio.

BCRL: Você concebeu um livro fantástico, menino! Parabéns por essa conquista e sucesso!

FS: Sou muito grato por tantas demonstrações de carinho que o livro está recebendo, sinto-me privilegiado por Deus por ser tão rico em amigos! Sei que sou amado porque amo na mesma proporção! É como já cantam os Beatles: “no final, o amor que você recebe é igual ao amor que você dá”. Sou muito grato a tantas pessoas que estão lendo e se interessando o livro.

BCRL: Obrigada por aceitar o meu convite para entrevistá-lo. Você é uma pessoa carismática e querida por muitos, tenho certeza disso.

FS: Sou muito grato a você, Angel amada, pelo carinho lindo dessa entrevista. Te amo, meu bem!

Como de costume,  fiquem à vontade para fazer perguntas ao Fabinho, ok? E quem quiser adquirir O Sincronicídio ´s só acessar o site da Caligo Editora (www.caligoeditora.com.br) ou pedir diretamente ao Fabinho que o mandará autografado, nesse caso, usem o email sincronicidio@gmail.com.

É isso meninos, até a próxima! :)

bj da angel ;)


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Oiá amigos!

Entrevista com Christian Petrizi, 
o mais novo parceiro do blog.




1-)Christian nossos leitores gostam de saber um pouco sobre o escritor, que tal falar sobre você e sua vida pessoal?

Originalmente eu sou da área da saúde. Farmacêutico e Bioquímico formado nas Universidades Federais de Ouro Preto e Juiz de Fora. Mas literatura sempre foi uma paixão. Gosto de ler desde as primeiras séries escolares, e daí vem minha vontade de contar histórias também. Atualmente estou conseguindo exercer as duas atividades aqui no Brasil. Porém, no próximo ano retomo meu trabalho como farmacêutico no Chile, sem deixar de enviar meus originais para minha editora, como quando lancei meus primeiros livros, Crimes Bárbaros e Assassinato Online. Até mesmo este novo, Perdendo a Cabeça, foi gerado enquanto trabalhava no Chile.



2-) Agora conte-nos um pouco de como tudo começou como autor. Quando e como teve o 'insigth' de escrever livros?

Vontade de escrever, eu sempre tive. Faltava a coragem. Antes de publicar o primeiro, eu já tinha alguns originais verdadeiramente horríveis guardados. Rsrsrs. Eu ensaiava para um dia conseguir algo que pudesse publicar.  Somente com a finalização do Crimes Bárbaros essa coragem chegou. Não que considere uma obra prima, mas achei que poderia ser um começo apresentável. A partir dele estou tentando me aperfeiçoar a cada obra, como em qualquer profissão.



3-) Nos fale um pouco sobre seus livros e estilo de escrita.

Meus três livros individuais considero do gênero Suspense Policial (Crimes Bárbaros, Assassinato Online e Perdendo a Cabeça). Ao preparar um conto para uma coletânea sobre fetiches sexuais (Censurado) percebi que poderia abrir um pouco mais o leque, mantendo elementos desse gênero que adoro. Sempre com uma linguagem direta, sem hermetismos, uma dose de comicidade, levando essencialmente entretenimento, mas sem deixar de fazer pensar sobre temas que considero importantes de se discutir.



4-) Quem foram suas referências e inspirações literárias?

Como um bom leitor infantil, comecei com o sempre atual Monteiro Lobato. Esse foi o responsável por me mostrar o prazer da leitura. Adulto, Agatha Christie assumiu a vaga e me viciou no gênero Suspense Policial. Fiquei tão apaixonado por suas tramas que, creio, estas foram o estopim que transformou o desejo de escrever em ação.



5-) Tem algum livro novo em mente? Fala um pouco sobre ele para nós.

Tenho várias tramas guardadas, uma em adiantado processo de confecção. Rsrsrs. Como já disse, estou com vontade de abrir um pouco meu leque de histórias. Quero escrever tramas mais pessoais, misturar realidade com ficção, falar de gente e sentimentos, mesmo mantendo elementos típicos do Policial. Meu próximo livro segue por essa linha. Um livro de contos interligados por um elemento comum, algo variando entre a sátira social e o drama, com uma dose de suspense para não perder o hábito. Rsrsrs.



6-) As redes sociais e a net hoje em dia fazem  parte da vida de todos nós de forma intensa. Acredita que é uma ferramenta importante para os autores, principalmente os que estão no início e querem/precisam divulgar suas obras?

As redes sociais, os blogs e sites da net, representam a democratização da divulgação.  Autores iniciantes normalmente começam em pequenas editoras sem recursos para divulgar seus trabalhos. Porém, com as redes sociais e certa noção de informática e propaganda, trabalhar um livro torna-se um ato possível. São ferramentas essenciais para autores consagrados e principalmente novatos.



7-) O que acha dos autores nacionais e da facilidade na atualidade de se publicar um livro? O custo ainda é um dos maiores problemas?

Temos muitos autores excelentes. Eu particularmente gosto do Luiz Alfredo Garcia-Roza, do Jô Soares e do Paulo Coelho. E estou apaixonado por novatos como Marcelo Porto, Alexandre Calladinni e Ricardo Rocha Aguieiras. Estes últimos são meus amigos atualmente e já conversamos sobre a facilidade em publicar hoje em dia. Concordamos que o problema maior é a divulgação dos nossos trabalhos, pois não dominamos técnicas de propaganda, necessárias mesmo e principalmente com as redes sociais. Chegar às livrarias físicas é outro problema. Na maioria das vezes somos “vendidos” em sites de grandes livrarias, apenas. Ou seja, não participamos de uma enorme fatia do mercado editorial.



8-) O que acha das parcerias com blogs literários?

Fundamentais para os iniciantes. São chances que temos de expor nossos trabalhos ao nosso público potencial. E quanto maior o alcance dos blogs, mais visibilidade ganhamos.



9-) Onde seus livros podem ser encontrados? (deixe os links para compra)

Nos sites das livrarias Saraiva, Cultura e Travessa os leitores podem encontrar meus livros. A Saraiva tem o Crimes Bárbaros em formato livro tradicional e o e-book, a Travessa está vendendo o Assassinato Online. Já a Livraria Cultura tem todos, inclusive o mais recente, Perdendo a Cabeça.








 Perdendo a Cabeça

 Crimes Bárbaros

10-) Qual recado/dica pode deixar aos nossos leitores e aos possíveis escritores?

Aos leitores deixo a reafirmação da importância desse ato no desenvolvimento pessoal. Quem lê tem mais chances de se tornar um ser “humano” de verdade, adquirindo conhecimento, sensibilidade e senso crítico para as várias realidades da vida.

Para os que desejam escrever, uma recomendação: perca totalmente a vergonha de se expor. Escreva, mostre para amigos sinceros, receba muito bem as críticas, principalmente as negativas, treine bastante até ter a certeza de que está sendo compreendido e publique, de uma forma ou outra. Meu primeiro livro foi recusado por minha atual editora. Apostei nele e fiz uma auto publicação em uma editora que também distribuía sob demanda em sites de grandes livrarias. Depois, com um trabalho para apresentar, meu segundo livro foi aceito sem contratempos pela minha editora, que publica tradicionalmente e sem custos para o autor. 



Christian agradeço a disponibilidade em conceder essa entrevista e o carinho para com o blog e nós que o organizamos.



Desejo sucesso!



cheirinhos

Rudynalva

* Logo teremos promoção com os livros do autor, portanto, vão comentando a entrevista, ok?





terça-feira, 19 de março de 2013

ENTREVISTA COM O AUTOR BERNARDO G. B. NOGUEIRA

Entrevista exclusiva feita pelo também poeta Rodrigo Perini com o professor universitário e excelente poeta Bernardo Gomes Barbosa Nogueira. Esse mineiro de Conselheiro Lafaiete, autor de "Ecos do Trágico - Sobre a Tragédia Grega e Origem dos Direitos Humanos" e"Dois Olhares Sobre Florbela Espanca", além de ter publicado crônicas e poemas na “Antologia VII” (Delicatta), livro lançado na Bienal de São Paulo em 2012, colunista do Jornal Correio da Cidade e mais um dos selecionados para a “Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos” (Pimenta Malagueta). Nessa entrevista, o poeta fala sobre livros, inspirações, direitos humanos, manipulação da mídia, educação e Elenilson Nascimento“O Elenilson foi uma cara que conheci via internet. Esse novo habitat nosso. Então, li algumas coisas sobre ele, achei um cara interessante, com ideias e atitudes de resistência a essa massa disforme e conforme que vemos a cada dia crescer. Depois disso ele publicou alguns poemas meus no blog PMC e agora estou aqui”, disse Bernardo.  
fonte: PMC

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

ENTREVISTA COM A ESCRITORA E PRODUTORA CULTURAL LUZIA MORAES

"A acadêmia tem como compromisso trazer o “universo” para a cabeça, o problema é a cabeça que a depender do “exercício” pode ficar atrofiada e virar uni-nada. " (Luzia Moraes)
O mundo da comunicação de massa se mostra cada vez mais como um deserto sem ideias próprias. Exemplo disso, no caso da indústria do cinema, teatro e da música, é o exagero na fórmula de recorrer sempre a sucessos do passado. E a razão, talvez, para evitar a ousadia e recorrer sempre ao mais do mesmo está na “segurança imediata” do investimento como valor supremo. Mas esse mesmo investimento, sempre ele, também é covarde, e foge ao menor sinal de turbulência. Com essa e outras, a crescente hipertrofia da mentalidade administrativa cultural, principalmente em Salvador (BA), em todos os ramos de atividades está banindo o espírito de desafio e impulsionando a cultura da mediocridade, pois para os  "cabeças de planilha", a Terra não pode parar. E como a primeira capital do Brasil vem sofrendo, nos últimos anos, um empobrecimento social e cultural assustador, devido à falta de políticas públicas eficientes, nada melhor do que bater um papo com uma das poucas cabeças pensantes dessa cidade. Por isso, o escritor, blogueiro e jornalista Elenilson Nascimento (Literatura Clandestina) entrevistou a produtora cultural e escritora, formada em Comunicação Social, Luzia Moraes.
Elenilson – Na Bahia, a maioria dos artistas não tem opinião sobre nada, além de só viverem preocupados com as suas carreiras. Já me decepcionei com muitos que eu achava serem bacanas e graças à internet pude perceber que não passam de uns bocós. Na greve dos professores e da polícia, por exemplo, não teve nenhum formador de opinião que saísse em defesa ou argumentasse alguma coisa. Comenta.
Luzia Moraes – Isso é da vida! Tem mais bocós em tudo, seja na medicina, no direito, no comércio, não é privilégio da classe artística, mas entendo a sua aflição. Descobri que hoje só faço por afinidade, minha turma é que eu me afino mesmo, não é panela sabe? Não me permito mais certas coisas, a gente cresce e aparece, mesmo que seja só para a gente mesmo, entende? A sociedade esta enfraquecida e com isso a classe artística vai junto, é o reflexo, já disse. Greves são estas rachaduras, estas demonstrações de uma sociedade doente, estamos doentes, mal das pernas mesmo, tudo ruim! Inadmissível tudo que vem acontecendo, são muitas falhas, muitas faltas, estamos vivendo na era da fome, são artistas com fome, sem perspectiva, loucos para fazer algum “sucesso” e pagar as contas, comprar a casa própria, é de dar pena, vivemos na pobreza total, de espírito, de grana, de visão. É muito medo, terror mesmo, então ficam anestesiados, esperando alguém chamar para algo $$$$ e esta busca pelos convites os deixam assim, sem “tempo” para pronunciamentos, uma merda! 
fonte: LC

sábado, 10 de novembro de 2012

EXCLUSIVO: ESCRITORA BAIANA DIZ: “ESCREVER É UM ATO SOLITÁRIO, COMO A MASTURBAÇÃO; E, DIANTE DE UMA TELA EM BRANCO TODOS SE DESNUDAM”


Numa entrevista exclusiva para o blog Poemas de Mil Compassos, feita pelo jornalista Ronney Argolo, a escritora baiana Miriam de Sales Oliveira escancara tudo. Fala sobre crise na literatura, preconceitos, internet, a burrice dos jovens, o quanto é difícil ser escritor quando se tem que trabalhar demais para ganhar o pão, que o futuro da literatura está nos e-books, que é muito imediatista e preguiçosa, que não escreve para ganhar prêmios literários (*na sua maioria, fajutos), que a Câmara Baiana do Livro morreu, que na Bahia é proibido ter sucesso, da sua editora Pimenta Malagueta, dos seus nove blogs, que os professores querem enfiar Machado de Assis (um magnífico escritor, mas, de linguagem arcaica e difícil) goela abaixo dos adolescentes e também sobre as picuinhas, as intrigas, os inimigos ocultos no mundo literário. E alfineta: “Aos quase setenta e não sendo uma escritora gov.com  não tenho medo de careta, por isso, digo o que penso. Temos uma Academia de Letras. O que ela faz em prol da nossa literatura, você sabe? Pois é, nem eu”. Confiram essa entrevista:
fonte: Poemas de Mil Compassos

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

ENTREVISTA COM O JORNALISTA RONNEY ARGOLO


Entrevista exclusiva com o jornalista do jornal Correio da Bahia, Ronney Argolo. Super simpático e inteligente o jovem jornalista até fez um guia sobre como escrever bem para leitores de 9 a 11 anos. E, para isso, leu mais de 50 livros em um ano (*olha só, um jornalista leitor, incrível!) e falou com muita gente. E de tudo isso surgiu o “Maquinando” que, segundo ele, é uma maquina de notícias que não para e é movida por sua curiosidade. Nessa entrevista, ele responde sobre jornalismo e política, gênero que ele tem grande interesse, suas viagens pelo mundo e muito mais.
fonte: LC

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ENTREVISTA COM O ATOR MARCO FUGGA


Marco Fugga é um ator apaixonado por teatro, livros, vinhos e boas amizades. Além disso, também gosta muito de cinema, televisão, de tomar uma cerveja e de liberdade. Esse aquariano e atleticano tornou-se conhecido por causa da sua personagem numa peça sobre o livro “Bom Crioulo”, de Adolfo Caminha. Interpretando justamente o Amaro do romance homônimo, Fugga, como o marinheiro oprimido que não compreende a atração que sente por outros homens e o desinteresse por mulheres, conhece Aleixo, jovem de pele clara, atraente, de olhos claros e colega da Marinha, e ele se dá conta de que está diante da mais importante descoberta, que mudaria o destino de muitas pessoas. Nessa entrevista exclusiva no LC, o ator fala dessa experiência, suas técnicas de interpretação, sobre o poder do teatro, sobre a sua sensualidade e muito mais.
fonte: LC

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ENTREVISTA COM O ESCRITOR E MÚSICO ANDRÉ ABUJAMRA

“Lá fora não tem água e aqui dentro agente chora. Lá fora não tem água e aqui dentro a gente chuva”, esses versos da música “Céu com pé no chão” do disco do "Universo UmBingo” (1997), do Karnak, foi um dos CDs mais legais que eu comprei na vida. E, agora, tanto tempo depois, tenho essa feliz oportunidade de trocar umas ideias com o músico, ator, produtor, diretor de cinema e umas das poucas cabeças pensantes desse país, o André Abujamra.
Eis que eu “twitto” para @andreabujamraperguntando como eu poderia fazer uma entrevista com ele para o LITERATURA CLANDESTINA. Em seguida, recebo uma Direct Message com o e-mail dele. Sem mais preocupações em relação à assessoria de imprensa, coisa que as “estelinhas insuportáveis da música e da TV” deveriam se espelhar, mando um e-mail explicando o que eu queria. E apesar de ter demorado pra caramba, eis que ele mandou as respostas. Confira abaixo, uma das entrevistas mais interessantes feitas para o LC.
fonte: LC

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ENTREVISTA O BAILARINO E ESCRITOR GERSON COUTO (Amor & Sexo)


“Sabe quando as pessoas te taxam pelo que você apresenta? Corte de cabelo, cor da pele e tudo mais? Ok, tudo bem, todo mundo faz isso, mas em silêncio!”. É assim que o simpaticão Gerson Couto inquieta e questiona nos seus textos. Esse santista criado em Minas Gerais e atualmente morando no Rio de Janeiro é formado em Dança pela UFRJ, dedica-se exclusivamente às artes e a transformar seus sonhos em realidade.
Esse talentoso escritor e deslumbrante bailarino estreou na literatura em 2009, como o livro“Hemisfério-Dorso”. E dançando e publicando textos instigantes, resolveu também criar o bem-humorado blog Quando o Escritor Para de Escrever, onde pudesse falar de tudo um pouco: praia, cinema, museu, roda de amigos, Carnaval, Lapa, inferninho ou qualquer outro lugar.
Recentemente lançou o seu segundo livro, “3355 Situações Que Você Deve Saber Para Não Morrer Como nos Filmes de Terror”, e também pode ser visto no corpo de dançarinos, todas as quintas-feiras no programa “Amor & Sexo”, da Fernanda Lima (Globo). Agora, curtam essa entrevista exclusiva: 
fonte: LC

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ENTREVISTA COM O ESCRITOR ROGERS SILVA


Entrevista exclusiva com o escritor, professor, pesquisador e promotor de eventos Rogers Silva. Mineiro, nasceu e mora em Uberlândia, que publica em sites, revistas, jornais e coletâneas, dentre as quais Portal Solaris, Portal Neuromancer e Portal 2001 (organizadas por Nelson de Oliveira). É ainda colunista do Página Cultural e co-fundador do coletivo O BULE . “A divulgação e distribuição de literatura, no Brasil, realmente são processos ainda muito complicados. Mesmo as grandes e médias editoras têm dificuldade de fazerem seus livros chegarem em todas as livrarias. Imagina o quão é difícil para um autor iniciante e independente fazer com que seu livro chegue em vários estados do Brasil. É algo praticamente impossível. Há também uma questão de índice de leitura, que no Brasil ainda é baixo. Se mais pessoas lessem, talvez não fosse tão difícil fazer literatura por aqui. Creio serem esses os aspectos em que devemos focar nossa atenção: divulgação/distribuição e formação de leitores”, disse o autor do excelente “Manicômio”.
fonte: LC
foto: RS/divulgação

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ENTREVISTA COM O SOCIÓLOGO E ESCRITOR ANTÔNIO MATEUS SOARES


O professor, escritor, sociólogo e conferencista Antônio Mateus Soares faz uma análise contundente e até certo ponto apaixonada, não poupa nem mesmo o governo que diz não ter ajudado a eleger, e que, em sua opinião, estaria promovendo a “satanização” de algumas categorias, como a dos aposentados, funcionários públicos e professores universitários para conseguir a aprovação das reformas que propõe e cair no gosto popular. “Declaro meu amor à pátria quando tento democratizar o conhecimento que adquirir aos troncos e barrancos em um sistema de ensino público totalmente precarizado, mas que me possibilitaram disseminar críticas contundentes não apenas para uma elite branca de colégio privado, mas para todos que na medida do possível participam das discussões que promovo ou tem acesso as minhas entrevistas”, disse nessa entrevista.
fonte: LC

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

ESCRITOR BAIANO DIZ: "A IGNORÂNCIA SÓ ESCRAVIZA"


Um dos convidados da 22ª Bienal do Livro de São Paulo, que termina neste domingo no Anhembi, zona norte da cidade, o escritor baiano Elenilson Nascimento se diz especialista em um assunto que faz parte da vida de todos os brasileiros: a decepção com o Brasil. País que, segundo o autor de livros como Memórias de Um Herege Compulsivo, Clandestinos e Eu Tu e Todos no Mundo, só é sentido e apropriado pelas pessoas críticas nessas mudanças e falta de perspectivas capazes de tirar o equilíbrio e razão dos cidadãos. E que, para quem não sabe sonhar e ter esperança, pode ser um estorvo: pode tiranizar.
O autor participou de um debate na Arena Jovem ao lado dos autores Thalita Rebouças eJairo Bouer (ex-MTV) e polemizou ao confessar que, em sentido amplo, a utopia pode ser entendida como tudo o que ainda não foi tentado. “A importância da utopia é a de mover segmentos da população mais carente que estão insatisfeitos e que não são comprometidos com essa ordem sem atração existente”, disse Elenilson. Além de ter complementado: “Por isso que ela é essencial na democracia. A utopia é uma condição “sine qua non” do homem como ser, que deseja, que busca a superação, a transcendência, os sonhos”, concluiu. 
fonte: Veja/SP

terça-feira, 31 de julho de 2012

O ESCRITOR ALFREDO DE MORAIS DECLARA QUE ELENILSON FOI O INCENTIVO A TORNAR PÚBLICO OS SEUS ESCRITOS

“O incentivo a tornar tudo público é do meu admirável e inestimável Elenilson Nascimento.” 
Morais num museu em Lisboa, Portugal.
Numa entrevista exclusiva aos blogs “Poemas de Mil Compassos” e “Diários Doces”, o psicólogo, militar e escritor de Feira de Santana (BA), Alfredo de Morais, declarou: “Só não escrevi ao nascer por não ter uma caneta à disposição, pois creio que até minhas garatujas teriam uma poesia (risos). Tudo me inspira, tudo é um motivo para escrever. Mas o que me chamou a atenção para a universalidade das letras, foi um professor meu, Valverde. Ele dizia que escrever tem que ter fôlego, ritmo e alma. Essa afirmação para mim fez toda a diferença. Meus ídolos sempre foram Carlos Drummond e meu mentor espiritual Mário Quintana. Porém, o incentivo a tornar tudo público é do meu admirável e inestimável Elenilson Nascimento
O autor da polêmica crônica “Ócio” (“Queria apenas escrever sobre o que meu corpo fala. Sobre a cueca vermelha inchada que visto hoje, somente para lembrar da cor do pecado, ou da cor que eu queria estar, todo vermelho, todo sangrando, todo expurgando às vistas do insólito gosto de viver. Sei não... apenas queria escrever para alguém, talvez para você que em ócio lembra de algo que faz rir, ou apenas se masturba pensando na última trepada, ou assisti um filme pornô qualquer, e em um êxtase solitário grita seu gozo”) – confira aqui – falou sobre a disparidade da vida militar com a sua poesia, sobre a dificuldade de ser um escritor num país que destina bilhões à Copa do Mundo e absolutamente nada para a educação e ao social, sobre suas viagens a Cuba e Portugal, sobre religião, 11 de Setembro, sobre o senso humanitário no mundo, sobre os ídolos na literatura e sobre poesia.
fonte: Poemas de Mil Compassos

sábado, 28 de julho de 2012

ENTREVISTA COM O ESCRITOR LEANDRO DE ASSIS


Prestes a lançar a antologia do projeto “Fala Escritor” na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o militar, blogueiro, agitador cultural e escritor baiano Leandro de Assis Malungu abre fogo nessa entrevista exclusiva contra os “poetas” que só sabem provocar “saudade, melancolia e tristeza”. E num dos raros momentos de folga, ele deu essa entrevista exclusiva para Elenilson Nascimento (LC) metido numa impecável pijama de xadrez de seda de mangas compridas abotoada até a gola. Uma vez, em sua casa de praia, no famoso bairro da Ribeira, combinou com um repórter da TV Bahia uma entrevista para as dez e meia da manhã. A circunstância de estar de folga de frente para o mar não lhe alterou o gosto de cumprir os horários com rigor. O repórter chegou vinte minutos depois da hora marcada. Leandro não perdeu a chance: “Você chegou com uma pontualidade nada britânica…” – foi à primeira saudação que ele pronunciou. Faz tempo que a cena ocorreu. Mas Leandro não mudou nada. Fora que é um dos caras mais brilhantes e simpáticos que eu conheço, apesar de termos diferenças gritantes de ideologias e crenças. Como escritor eu sou um cara frustrado, mesmo tendo sido eleito recentemente para Academia de Letras do Brasil Seccional Suíça, mas acredito que chegarei ao nível da Elisa Lucinda e estarei entre os mais vendidos em meu Estado, se eu não acreditar em mim quem irá acreditar?”, pontuou. Agora, curtam a entrevista.
fonte: LC

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A ESCRITORA E EDITORA MIRIAM DE SALES DIZ: “ELENILSON É DOÍDO!”


“O Elenilson é doído como eu e peita tudo. Adoro o blog e admiro demais o autor.”
Caro leitor, prepare-se para uma deliciosa leitura de uma entrevista exclusiva feita pela escritora Anna Carvalho para o COMENDO LIVROS, com a também escritora e editora baiana Miriam de Sales Oliveira (Editora Pimenta Malagueta). Miriam é uma escritora que batalha em todas as frentes possíveis pela divulgação de seus trabalhos e de outros, seja em blogs (administra vários) ou participando de feiras, bienais e festas literárias pelo país e também no exterior.
Sentar todos os dias diante de uma tela branca, impessoal e tentar deixar gravado nesse espaço nosso  pensamento não é uma tarefa glamurosa, nem fácil. Mas, é prazeroso para quem gosta e é do ramo e não escreve por obrigação, mas sim, por vocação. Escrever sem regras nem  prazos determinados, deixando correrem os pensamentos, construindo frases, emendando, deletando, refazendo, ouvindo as palavras que brotam da nossa cabeça, - importante -, pois, sem elas seria impossível escrever”, escreveu.
Apaixonada por História desde garotinha, a escritora disse que sempre foi uma estudiosa deste assunto e os correlatos a ele: filosofia, teologia, arte, estudos orientais e ocidentais, nascimento das nações, costumes, estudo das religiões, a moral de cada grupo em cada época e a evolução (ou revolução) dos costumes, sem desprezar, é claro, a literatura. A sua formação acadêmica vem da Faculdade de Filosofia, porém, completada por um autodidatismo que se orgulha, pois, segundo ela mesma contou, sempre queria saber de tudo, conhecer tudo, participar da evolução do conhecimento humano na esfera das ciências sociais que sempre foram a base do seu interesse cultural.
“Tudo o que sei é que nada sei, como dizia Ruy Barbosa, mas sei que estou sempre querendo aprender. O escritor não é louco, mas, ouve vozes. Ou por ser um pouco louco e ouvir vozes é que escreve? Após quase cinco anos publicando (porque, escrever, o faço desde adolescente), sinto que hoje faço mais emendas, tenho o cuidado de revisar os textos e modificá-los várias vezes até que fiquem do tamanho da minha imaginação. Gosto de escrever artigos, crônicas, contos, mas nunca me aventurei na área dos romances, pois, creio, não sou romancista, nem poeta, assim, ponho-me no meu lugar, fazendo apenas o que acho que sei fazer, sem louvor, mas, com juízo”, escreveu parecendo querer nos desafiar.
Estante da Miram Sales.
Nessa entrevista interessantíssima Miriam ainda falou sobre literatura em tempos de crise, sobre o tratamento que mercado editorial destina aos novos autores, sobre a literatura contemporânea, sobre a mediocridade cultural em Salvador (“Estamos vivendo a era da comunicação e da escravização mental”), sobre mulheres na literatura (“As mulheres assustam porque são verdadeiras, guerreiras e enfrentam de peito aberto o sistema”), sobre a sua vida de blogueira compulsiva, e ainda soltou: “O Elenilson é doído como eu e peita tudo. Adoro o blog e admiro demais o autor. Ele veio para arejar esta nossa literatura hoje tão fraquinha, meu Deus! É muito necessária esta abertura no mundo literário fechado em que vivemos. Palmas para ele!”
fonte: Comendo Livros
fotos: MSO/divulgação    
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